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quarta-feira, 30 de junho de 2010

À Sua Imagem e Semelhança

“Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1. 27). O que significa para nós humanos sermos criados como Deus, ou seja, parecidos com o criador? O que em nós reflete essa imagem e semelhança de Deus? A singularidade humana se revela em dois momentos após a criação: primeiro, de toda a criação de Deus, o ser humano é o único com o qual Ele se comunica. Deus procura estabelecer relacionamento conosco. Segundo, é confiado à humanidade a administração e o cultivo de toda a criação. O que nos torna diferentes? Em que somos parecidos com Deus? Por que temos condições para ‘dominar’ esse mundo (Gn 1. 28)? Seria maior força física? Somos fisicamente maiores do que os outros animais? Seríamos mais belos e cativantes? Mais ágeis? Poderes mágicos? Não. Imagem e semelhança de Deus é mais e melhor do que tudo isso. O autor John Stott diz que significa ser agraciado com a capacidade para pensar, escolher, criar, amar e adorar.
1. Nossa racionalidade autoconsciente. Levantamos dúvidas e questionamentos. Podemos olhar para dentro de nós mesmos e nos avaliar, somos autocríticos. Podemos gerar novos pensamentos propondo reflexões sobre a vida e outras questões que julgamos importantes.
2. Capacidade de fazer opções morais. Podemos discernir entre o certo e o errado. Por isso Deus pôde dizer ao primeiro casal humano de quais árvores os frutos eram bons e comestíveis e de qual não se deveria comer. Deus os criou perfeitamente capazes de discernir e escolher.
3. Somos dotados de uma impressionante criatividade artística. Basta olhar a volta para constatarmos quantas coisas o ser humano já criou. Deus é criador. Sermos criados à imagem e semelhança de Deus nos dá o desejo e a capacidade de sermos também criadores.
4. A capacidade para amar. Deus é amor. E, a nossa capacidade de amar é um reflexo da nossa semelhança com Ele. Nos relacionamentos é que desfrutamos uma vida plena. O ser humano não foi criado para viver só (Gênesis 2. 18). A integridade humana está em viver numa relação com Deus e com o próximo.
5. Possuímos consciência de que existe algo mais, um ser supremo, uma realidade que está além. Todos vivem em busca desse ser supremo. Sem Deus estamos perdidos, a vida não faz sentido. A nossa maior nobreza está em nossa capacidade de conhecer a Deus, de nos relacionarmos pessoalmente com Ele, de amá-Lo, de adorá-Lo. Seremos verdadeiramente humanos somente quando nos dobrarmos diante do nosso criador.
Ao refletirmos na originalidade e perfeição da criação nós nos aprofundamos na espiritualidade cristã. E, logo perceberemos que esta reflexão precisa considerar a cruz.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Ferido que Cura

Disse Jesus: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto. Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’
Essa parábola contada por Jesus revela alguns personagens. Quem são eles? Um homem: Um anônimo. O nome dele não aparece. Sequer é dito a sua origem, nacionalidade, parentesco, raça, cor, nada... Uma pessoa. Importante notar o detalhe de que o homem descia de Jerusalém para Jericó. Assim, os ouvintes da época logo deduziriam pelo menos que se tratava de um judeu; O sacerdote: Um líder religioso. Alguém que servia no templo. Alguém entendido em religião e leis judaicas; O levita: Alguém que servia no culto do templo. Alguém que auxiliava como ‘leigo’ nas atividades do templo; O samaritano: Os samaritanos eram desprezados pelos judeus. Ninguém jamais esperaria algo bom vindo de Samaria. Para os judeus os samaritanos eram estrangeiros, pagãos e impuros. Os judeus, por exemplo, jamais aceitariam sequer tomar água numa vasilha que já tivesse sido usada por um samaritano. Trata-se de alguém fora do contexto religioso judaico.
Quem seriam essas pessoas em nossa realidade hoje? Como Jesus contaria essa mesma parábola utilizando personagens modernos? Quem seria o homem assaltado no caminho? Poderia ser você, eu...!? Poderia ser alguém da sua família, da sua casa, dos seus parentes, da sua comunidade (igreja), da sua rua, do seu bairro...!? Quem seria o sacerdote que procura passar o mais longe possível do moribundo a beira do caminho? Um líder religioso dos nossos dias. Um pastor, um missionário, um padre, um professor de teologia...!? Quem seria o levita que também passa de largo e não oferece ajuda? Um presidente de paróquia ou de comunidade, outro alguém do presbitério, um líder do louvor, um professor de Escola Bíblica, o regente do coral, um professor de classe de Adolescentes, o líder do grupo de jovens...!? E o samaritano, quem seria? Quem nós discriminamos? De quem temos dificuldades em esperar algo de bom? Sendo alguém discriminado e desprezado o samaritano aparece como o ferido que cura. Alguém que sabe muito bem o que é ser rejeitado, desprezado, ignorado. Com qual destes personagens você se identifica?

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O Amor de Deus

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Frase de Quinta (feira)

"Aquele que serve a Deus por dinheiro servirá ao diabo por salário melhor"


Roger L'Estrange

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vá e Faça

No diálogo com as pessoas é comum que façamos perguntas. É assim que buscamos interagir. Perguntas demonstram interesse e desejo por dialogar. As perguntas são importantes também porque nos ajudam a aprender algo novo. Seres humanos são curiosos por natureza e isso nos leva a questionar. Diversas podem ser as intenções por trás de uma pergunta.
No tempo que Jesus Cristo viveu na terra Ele despertou muitos sentimentos, emoções, curiosidade e interesse nas pessoas. No diálogo com Jesus ou, a respeito dEle, as perguntas também eram comuns. Entre aqueles que saiam para ouvir a mensagem anunciada por João Batista no deserto estavam pessoas comuns do povo, cobradores de impostos e soldados. Após serem impactados pela mensagem muitos destes perguntavam pelo que deveriam fazer. Certa vez, um jovem muito rico que estava preocupado com a morte, chega a Jesus com a pergunta: “que farei para herdar a vida eterna?”(Lucas 18. 18). Após a multiplicação dos pães e peixes, quando Jesus apresenta-se como o pão da vida, o povo pergunta: “O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?” (João 6. 28). Todas essas são perguntas sinceras onde as pessoas realmente queriam uma resposta aos anseios do coração. Mas, havia também os religiosos entendidos nas leis que faziam os seus questionamentos. A diferença na pergunta deles está na intenção. Eles não queriam aprender. Não estavam realmente em busca de uma resposta. Na maioria das vezes estavam apenas querendo testar Jesus. Queriam debater e argumentar pelo simples prazer de mostrar o quanto sabiam.
Num dos debates com um desses mestres da lei Jesus concluiu a conversa contando a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10. 25-37). O religioso quis testar Jesus com a pergunta: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” Como a resposta de Jesus incluía o amor ao próximo, o fariseu quis levar a conversa adiante: “E quem é o meu próximo?” Religiosos, fariseus, hipócritas são assim. Perdem-se em debates intermináveis, dão voltas e mais voltas para se justificar. Quando ouvem o que precisam ouvir, fingem não entender e lançam outra pergunta. E, como aquele debate não ia levar a nada, Jesus busca a linguagem do coração. Ele conta uma parábola. O relato sobre o Bom Samaritano vai responder às questões que o povo simples ali presente trás no coração. Se o perito na lei também prestou atenção, percebeu que a ênfase daquilo que Jesus lhe disse está na ação: “Faça isso, e viverá”. E, mais uma vez ao terminar a parábola: “Vá e faça o mesmo”.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O Poder do Perdão

A Copa do Mundo de futebol acontece no continente africano. O mundo está conhecendo um pouco mais da África do Sul. Um país que por muitos anos esteve sob um sistema constitucional de segregação racial que abrangeu as esferas social, econômica e política da nação estabelecendo critérios para diferenciar os grupos. A história do movimento anti-apartheid tem num homem chamado Nelson Rolihlahla Mandela seu maior líder. Considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia. Após sair da prisão foi presidente do país de 1994 a 1999. Parte dessa história é contada pelo filme Invictus, boa pedida para os dias chuvosos de inverno. O filme retrata o desafio de Mandela para acomodar os anseios da maioria negra da população e, ao mesmo tempo, mostrar à minoria branca, dominante, que ela não seria negligenciada no novo arranjo político. Mandela utilizou a Copa do Mundo de Rugby de 1995 para integração entre negros e brancos.
Lendo sobre a vida e ensino de Jesus Cristo nos Evangelhos, uma das lições mais importantes é sobre o perdão. O ódio e o desejo de vingança massacram a alma. O medo é companhia constante daqueles que se deixam levar pela corrente do revide. Infelizmente, muitos ainda não compreendem o que aconteceu na cruz do calvário. Não vislumbram as implicações daquilo que repetem ao orar "perdoa-nos as nossa dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores". Como Morgam Freeman, ator que representou Mandela no filme, declarou posteriormente, "ao contrário dele (Mandela), não sou capaz de perdoar integralmente". Buscamos quantificar o perdão, limitar a misericórdia enquanto Jesus multiplica a graça (Mateus 18. 21, 22). O evento que dividiu a história é um ato alicerçado no perdão. Jesus foi alguém que compreendeu e se identificou com o drama humano e, por isso, mesmo agonizante na cruz, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23. 34).
A vida de Mandela é exemplo de que o ser humano pode perdoar. Mesmo aqueles responsáveis pela opressão do seu povo e que o deixaram 27 anos numa prisão. Perdoar, não necessariamente precisa significar esquecer. Mas, como transparece no filme, Mandela aprendeu que "o perdão liberta a alma. Ele remove o medo. É por isso que é uma arma tão poderosa". O perdão foi a arma daquele guerreiro sul-africano contra o Apartheid. Para isso, ele abriu mão de querer celebrar vinganças mesquinhas. Conheceu a liberdade antes mesmo de ver abertas as grades que por quase três décadas prenderam seu corpo. Pelo poder do perdão, o primeiro presidente negro da África do Sul comandou a transição do regime de minoria no comando, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

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Liberdade ou Conveniência

domingo, 13 de junho de 2010

Que Deus é Esse?

Meditando no texto do profeta Isaías capítulo primeiro, aprendo que não é aquilo que acontece no templo, a expressão religiosa através de rituais, sacrifícios e ofertas o que define uma vida de fé em Deus. Por isso, não importa se somos uma igreja com propósitos ou que se baseia no Desenvolvimento Natural da Igreja, se somos igreja em célula, G12 ou se perseguimos a última das inúmeras unções da moda. Hoje, olhando para os judeus de Sodoma e Gomorra, talvez diríamos: Mas, que gente avivada! Vejam como ofertam e procuram agradar ao Senhor! Como são ativos nas práticas religiosas! Uma igreja invejável! No que se refere ao crente do tipo ‘templo-culto-domingo’, eles são exemplo. Mas, Deus está ‘cheio’ de tudo isso: “Para que me oferecem tantos sacrifícios? Para mim, chega de holocaustos. Não tenho nenhum prazer nessas coisas” (v. 11). E Ele continua nos versos 13 e 14 pedindo que parem, as ofertas são repugnantes, as assembléias e reuniões Ele não suporta mais. Tudo já virou um fardo...
Olhando para a religiosidade brasileira hoje: que deus é esse que queremos agradar? Que deus é esse que o Brasil está aprendendo a conhecer? Que evangelho é esse que vestido de gospel não faz nenhuma diferença na sociedade brasileira? Que deus é esse que produz nos ‘evangélicos’ no máximo a sensibilidade para organizar marchas para Jesus e concorrer com outras passeatas e paradas que compõem as bizarrices sociológicas do país? Que deus é esse a quem precisamos agradar com nosso bom comportamento, chazinhos beneficentes, passeios, louvorzões e campanhas? Que deus é esse que exige de nós uma agenda cheia de compromissos religiosos, de atividades eclesiásticas, mas que por outro lado revela uma vida vazia de amor e solidariedade ao próximo? Que deus é esse com quem eu preciso negociar a benção? Com quem eu preciso fazer acordos e pactos para ser atendido? Que deus é esse que nunca fica satisfeito? Que deus é esse que depende sempre de um super-líder/pastor (um showman) para entreter e satisfazer os desejos patológicos e caprichos de uma platéia de ovelhas gordas e acomodadas? Que deus é esse que, como um juiz sádico e cruel, se alegra em flagrar um erro para castigar e punir? Que deus é esse que se parece mais com um feitor de escravos do que com um Pai que ama e liberta? Que deus é produto de uma religião que não se importa mais com o próximo?
Por tudo isso, o convite do Senhor permanece muito pertinente à realidade do nosso Brasil: “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Venham, vamos refletir juntos, diz o SENHOR”.

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Entre o Berço e a Cruz

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Querer e o Realizar

A Bíblia é mesmo uma coleção de livros formidáveis. Vamos descobrindo isso na medida em que nos detemos diante de suas palavras e meditamos nela. É assim que nos colocamos diante da revelação de Deus. É a maneira mais segura de escutarmos aquilo que Deus tem a nos dizer. Somos confrontados com a verdade que muitas vezes choca, confronta, desafia e chama a uma tomada de posição. Nas minhas parcas experiências mais profundas com a Palavra de Deus, posso testemunhar que sempre saí restaurado, motivado, aliviado, amado... Mas, porque então é tão difícil aproveitar mais e melhor essa fonte inesgotável dos tesouros de Deus!?
Confesso que pra mim há uma grande distancia entre o desejo e a ação de parar e meditar naquilo que Deus revelou nas Escrituras. Lembro do apostolo Paulo: “tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo” (Romanos 7. 18). Eu já não tenho mais dúvidas de que a Bíblia e tudo aquilo que Deus deseja nos revelar por meio dela é bom. Mas, é como se existisse um abismo entre o desejo e o realizar. As desculpas ou justificativas são as mais diversas. Mas, não quero esconder-me atrás delas. Prefiro assumir minha incoerência. Preciso admitir que a minha natureza humana por si só não aspira pelas coisas de Deus. Por isso, não me sinto digno de cantar alguns ‘louvores’ que são entoados por aí. Se fosse me entregar aos meus instintos nem posso imaginar onde estaria agora.
Não. Não estou triste por constatar minha debilidade. Talvez inconformado. Diante da Palavra de Deus, sempre de novo o dilema: por onde começar? São tantos livros, tantos capítulos, tantos versículos... E a letra quase sempre é tão miúda, são tantas palavras complicadas! Na verdade não sei se queria falar da Bíblia ou de desejos. O fato é que algumas coisas eu já sei. Muitas coisas eu não sei. A verdade de Deus nos é revelada. Nisso eu respeito a Deus. Não quero (ou não desejo) dar uma de quem sabe tudo a respeito do Todo-Poderoso. Mas, claro que muitas vezes me arrogo a transmitir algo como se soubesse. Nem tudo que desejo eu consigo...
Hoje, descobri que preciso conhecer mais de Jesus. O mesmo Apóstolo confuso entre seus desejos e realizações afirma que “o mistério de Deus é Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Colossenses 2. 1,2). Então, vamos de novo aos Evangelhos! O meio mais certo de se conhecer a Deus é conhecer o Filho Jesus Cristo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

E Eu Com Isso!?

A nossa geração não se sente desafiada a refletir e debater os grandes assuntos em pauta. Preferem manter-se numa posição de expectadores, assistindo o que acontece. Leem os textos, livros e artigos. Assistem aos programas e admiram as idéias originais, os posicionamentos, as críticas ácidas daqueles que ousam expor suas idéias. Absorvem tudo sem questionar a coerência ou a viabilidade das propostas. Repassam os textos num 'copiar + colar' precipitado enquanto as apresentações de power points lotam nossas caixas de e-mail. Se antes a sabedoria e a fonte de inspiração estavam na poesia, filosofia e livros como a Bíblia, agora é só ir no Google e digitar a palavra mensagem e tudo está resolvido. Grupos de estudo e debate foram substituídos por: "se você gostou dessa mensagem repasse para os seus amigos". As redes sociais na internet costumam oferecer fóruns de interação. Você já notou quais os assuntos costumam 'bombar'?
Se você tem alguma curiosidade de saber quais são os assuntos que mais interessam às pessoas, 'pergunte' ao Google. Os termos mais pesquisados não chegam a ser surpresa. A vida das celebridades interessa e interessa muito, basta ver o sucesso dos programas de fofoca na televisão. Saber o que vai acontecer no próximo capítulo da novela ou com quem aquela atriz famosa está 'de amasso' no momento é mais importante do que questões políticas sobre o próximo presidente da república, por exemplo. Quando se trata de política, meio ambiente, saúde, educação, segurança, etc., poucos tem o que dizer. Mas, experimente perguntar quem vai ganhar a copa do mundo! A grande questão é: como nós estamos nos deixando emburrecer tanto sem nos darmos conta? A quem interessa uma população alienada enquanto alguns poucos definem os rumos da humanidade?
Essa alienação é percebida por poucos. Entre os que percebem, a maioria ainda a defende. Participar do debate é menos interessante do que justificar-se em sua cômoda posição. Logo, a famosa frase 'este mundo está perdido' ganha força. Típica frase chavão de uma cultura avessa a pensar alternativas. É como se as coisas fossem assim e pronto. Alguma força ou 'mão invisível' comanda tudo e nada pode ser feito. O mundo vai se acabar mesmo, então, vamos aproveitar o que dá. Como eu não penso, também não espere que eu acredite em propostas de transformação, libertação e edificação de algo. Eu sou um cético. Aliás, eu só quero é ser feliz! Pensando bem... Ái! Talvez não tenha sido muito diferente em outras épocas. O que surpreende é que seja assim naquela que é conhecida como 'a era do conhecimento'.

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