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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Coisa de Pele?

No dia 25 de dezembro comemora-se o Natal. Apesar de ninguém saber ao certo qual foi o dia do nascimento de Jesus, o Ocidente definiu esta data para comemorar. Todos conhecemos a história do menino que nasceu numa manjedoura rodeado de animais. Mas, e daí? O que veio depois? Qual é de fato a importância desse evento para a humanidade? Por que o dia 25 de dezembro se transformou numa data tão significativa?
Atualmente mais de um terço da população mundial se declara cristã. Existem, obviamente, controvérsias em torno dessa identificação. Afinal, o que significa de fato ser cristão? O próprio Jesus deixou claro que não basta um rótulo: "pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7. 20). É comum ouvirmos acusações a Cristo ou ao cristianismo por atrocidades cometidas por cristãos. Porém, isso é semelhante a casos em que um pai vai perdendo o crédito devido à irresponsabilidade do filho. É o que nós chamamos de nome sujo na praça. Infelizmente, durante toda a história, sempre houveram aqueles que, pelos seus frutos, sujaram o nome de Cristo.
O cristão sincero sabe que sempre de novo acabará errando. Haverá momentos na vida em que suas palavras ou ações não glorificarão a Deus. É aí que entra a importância daquele Jesus cujo nascimento é celebrado no Natal. Jesus é o Cristo, o Filho de Deus que vem para redimir perdoando a culpa do ser humano pecador. Encontramos perdão quando reconhecemos o erro e nos arrependemos diante de Cristo. Quando alguém se torna cristão isso não significa ter chegado à perfeição. Mas, ser alguém que reconhece suas falhas e que, por isso, decide viver sob a graça de um Deus de amor misericordioso.
O amor de Deus permite, assim, que pessoas, em sua liberdade, possam agir também aproveitando-se da situação. Quem nunca testemunhou casos em que filhos ou cônjuges se aproveitam do amor e da boa vontade dos pais ou dos parceiros? Jesus conhecia bem esse tipo. Chamava-os de hipócritas e falsos profetas. Foi num contexto assim que Jesus alertou para a observância dos frutos. Belas palavras, vestes, rituais e símbolos podem facilmente se tornar máscaras para dissimular, enganar e tirar proveito explorando o próximo. A vida e a mensagem de Jesus, no entanto, não oferecem exemplos ou margem para qualquer coisa que não tenha por motivação o amor. Ser cristão, portanto, é muito mais do que só uma coisa de pele (Mateus 7. 15).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal Relax



É Natal!
Fuja da hipocrisia!
Perdoe de verdade!
Não beba demais! Não coma demais!
Deixe-se preencher do amor gracioso de Deus!
Não fique magoado se não ganhou o que esperava!
O que é realmente importante você já recebeu!
Seu Natal não será realmente feliz por causa do meu desejo!
Um feliz Natal não se constrói hoje,
assim, rapidamente, com os cacos de um ano infeliz!
Acredite, o sentido do Natal vai além de um 'feliz Natal!'

Obrigado a todos vocês que me acompanharam neste 2010 aqui no Coração do Pai.  Que a graça e a misericórdia de Deus nos permitam um 2011 com muita descoberta, questionamentos e, confirmação, cada vez mais segura, de que não há nada melhor do que saber que Deus nos tem em seu coração.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vazio

Depois do Papai Noel, o personagem sobre o qual mais se fala nessa época é Jesus. Por isso, resolvi procurá-lo. Saí a caminhar. Soube que ele estaria numa pequena cidade distante. Havia bastante movimento pelas ruas e estradas. Comerciantes eufóricos aproveitavam para faturar mais. Os hotéis estavam lotados. Fui orientado a seguir até um curral. Lembrei de já ter visto tantos servindo de decoração por aí. Até mesmo as casas estavam sem espaço com visitas mais importantes. Jesus nasceu entre os animais. Finalmente, cheguei. Seu berço, a manjedoura, estava vazia. Saí intrigado. Me disseram que o problema maior não era que a manjedoura estivesse vazia.
Ouvi dizer então, que Jesus estava preso. Busquei maiores informações. Bateram muito nele. Acusaram-no de coisas terríveis. Fui orientado a seguir para um monte onde criminosos eram executados. Recebi a notícia de que Jesus estava na cruz. Corri em direção ao Gólgota. De longe avistei cruzes. Foi quando lembrei que, na verdade, elas estão por toda parte. Aproximando-me consegui ler uma placa sobre uma delas que dizia: "este é o rei dos judeus". Mas, a cruz estava vazia. Permaneci ali algum tempo, em silêncio. Ainda confuso, me afastei. Lembrei-me da voz que já ouvira antes: o problema maior não é a cruz estar vazia.
Vagando pela cidade, descobri que Jesus estava sepultado. O túmulo não ficava muito longe dali. Com o coração mais apertado, segui a minha busca. Assim como uma cocheira e os lugares de execução, um cemitério não é ambiente muito popular. Não é muito fácil encontrar alguém que goste de visitar cemitérios. Ao me aproximar percebi algo estranho. A sepultura estava aberta. Observando ao redor, fui entrando lentamente. Já não foi surpresa quando constatei que o sepulcro estava vazio. Comecei a duvidar. Será que existe mesmo Jesus? Após refazer-me, sentado sobre uma pedra por alguns minutos, ouvi mais uma vez aquela voz cada vez mais familiar: O sepulcro estar vazio não é problema.
A minha jornada parecia ter perdido o destino. Foi então que comecei a compreender aquele gosto estranho que sentia após cada descoberta. Era a sensação potencializada daquilo que eu vivera por todos os meus dias. A vida é sede, é fome é busca... O que eu buscava não estava na manjedoura, na cruz ou no sepulcro. Foi quando eu finalmente compreendi. De fato o problema não é o vazio da manjedoura, da cruz ou do sepulcro. Vazio estava o meu coração. Continuar a busca? Ou, aceitar que toda busca termina quando se admite o vazio? O símbolo, a relíquia, o objeto, nada pode conter aquele que se esvazia para preencher. Aquilo que lá não estava, já estava antes mesmo de eu partir. Não encontrei. Fui encontrado. Religiões vazias, não são o problema. Vidas vazias, sim.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Não Haverá Menino Jesus Nesse Natal

Chegamos a época do ano em que o centro comercial da cidade é o pior lugar para se estar. Vendedores ambulantes oferecem os seus produtos, novas lojas abrem as portas, enfeites natalinos de todos os tipos acrescentam luz e um tom avermelhado a paisagem, muito barulho de carros e pessoas se trombando pelas esquinas, o comércio anuncia suas novidades e promoções... É natal ou, quase.
Na verdade ainda estamos no tempo da espera. É o advento que antecede aquele dia tão esperado. Advento é vinda, é chegada. Todos se envolvem pelo clima. Cada um numa expectativa pessoal: as crianças esperam o papai Noel; todos aguardam ansiosos pelo seu presente; famílias esperam a visita de amigos e familiares; trabalhadores cansados estão ansiosos pelas férias; outros não vêem a hora de viajar e, comerciantes e empresários aguardam contabilizar bons lucros obtidos nesses dias de euforia... E..., finalmente, festa!
Sim, é hora de celebrar! É tempo de comemorar! Mais um ano se foi, o tempo passou, muita coisa aconteceu. Dormimos, acordamos, trabalhamos, brincamos, choramos e rimos. Cada um a sua maneira, de acordo com as particularidades de sua própria vivência. Em meio disso tudo, às vezes, se ouve falar coisas bonitas. Dizem que natal é tempo de solidariedade. É hora de reunir a família, ouvir mensagens de amor e paz. Na verdade é o que mais ouvimos nesses dias, no entanto, é o que menos encontramos na prática.
Alguns poucos aguardam o nascimento do menino Jesus. Sim, Jesus. Afinal, mesmo que seja surpresa para muitos, é Ele mesmo a razão do natal. Porém, Ele não nascerá mais. Não existe mais menino Jesus. Como diz bem a música: “já nasceu Deus menino para o nosso bem...” Nasceu! Também cresceu, viveu, caminhou e ensinou pelos caminhos empoeirados da Palestina. Morreu! Ele sabia bem que essa seria uma das etapas de sua existência na terra. Falou de um tempo onde “muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade o amor de muitos esfriará” (Mateus 24. 10-12). Falou ainda muitas outras coisas antes de ser pregado à cruz. Como Ele sabia que entre os propósitos de Deus constava a sua ressurreição, ascensão e uma nova vinda, disse ainda que “o seu povo estivesse preparado, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam” (Mateus 24. 44).
É esse o tempo de espera que vivemos hoje. Jesus não virá mais num dia 25 de dezembro qualquer. Não virá mais como menino e Salvador. Não haverá mais presentes, Papai Noel e enfeites baratos. Na verdade haverá muito mais lamento que alegria naquele dia (Mateus 24. 30). Não haverá nascimento. Haverá um retorno, o dia em que Jesus voltará.
Talvez não fosse essa a mensagem que você esperava nesses dias. Mas não é enganando a si mesmo e tapando o sol com a peneira que mudaremos a realidade. O que você está esperando? Quais são as suas maiores expectativas? O Apóstolo Paulo disse que até a natureza aguarda com grande expectativa que os filhos de Deus sejam revelados e conclui que “nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. Pois nessa esperança fomos salvos” (Romanos 8. 19-27). Um final de ano de esperança para você e todos os seus!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Usurpadores...

As cartas do Novo Testamento bíblico apresentam também características apologéticas. Desde o seu início a igreja se viu ameaçada por doutrinas estranhas como o gnosticismo, líderes que procuravam se sobrepor a autoridade dos apóstolos, entusiastas que julgavam ter descoberto um estágio mais evoluído de cristianismo. Diante disso, os apóstolos sempre de novo precisaram se posicionar e reafirmar a essência daquilo que haviam recebido de Cristo. A maioria das igrejas que iam nascendo por toda a região da Ásia não surgiram diretamente a partir dos apóstolos, mas de cristãos comuns que se espalhavam pelas diversas cidades e vilarejos testemunhando o Evangelho. Logo, era um desafio manter a unidade e a pureza do Evangelho. O apóstolo João reflete isso em sua terceira carta.
Entre os versos 9-11 João menciona Diótrefes. Nas palavras do autor, trata-se de alguém "que gosta de exercer a primazia" ou, que gosta de ser o mais importante. E, assim, é um difamador, um caluniador, um fofoqueiro. João diz que quando estiver com Diótrefes chamará "a atenção dele para o que está fazendo com suas palavras maldosas". E, mais, Diótrefes "se recusa a receber os irmãos, impede os que desejam recebê-los e os expulsa da igreja". Deduzimos que Diótrefes era uma espécie de líder que queria controlar sozinho a igreja local. Alguém que não aceitava a autoridade apostólica de João. Rejeitava qualquer orientação, recusava-se a receber os evangelistas itinerantes. Chegava a mostrar certa hostilidade aos representantes da igreja. Recusar-se a aceitar evangelistas itinerantes, por um lado, pode ser uma medida prudente, pois na época já haviam aqueles que abusavam da hospitalidade e promoviam suas próprias idéias. Mas, Diótrefes agia com radicalismos, sem critérios. Por medo de perder a influência ou por outra insegurança, Diótrefes fechava as portas para qualquer pessoa que demonstrasse espírito de liderança.
A terceira epístola de João revela o surgimento da autoridade investida em um único homem que tenta usurpar toda a autoridade. A Igreja primitiva, em suas comunidades, eram lideradas por diversos 'pastores', ou, os chamados 'anciãos' ou 'supervisores'. Portanto, não por um único oficial. Infelizmente, com o passar do tempo, Diótrefes acabou fazendo escola e cada vez mais a coisa foi se 'profissionalizando'. João escreve num tempo em que ainda se podia chamar a atenção de líderes assim sem ser acusado de estar 'tocando no ungido do senhor'. Na igreja de Jesus, João sabia muito bem, a exortação e a repreensão são importantes, pois, o ser humano pecador se deixa encantar facilmente pela vaidade e sede de poder. Quando os dons espirituais são tolhidos, maiores as chances de alguém usurpar a autoridade criando o seu império particular.

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