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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Que Tempos os Nossos!

Vivemos um tempo em que até mesmo aquilo que dizemos é policiado. Nada mais pode ser criticado. Ou se leva tudo para o lado pessoal ou o autor da crítica é rapidamente taxado de acordo com sua fala. Desqualifica-se a pessoa em detrimento do conteúdo de seu argumento. Se o posicionamento não concorda com o que eu penso, então vem de um intolerante, fundamentalista, retrógrado, etc... Aliás, se há ainda um grupo o qual é permitido criticar, humilhar e caricaturar, estes são os cristãos. Não escapa ninguém, desde católicos até evangélicos. Basta uma olhada rápida na internet para ver as notícias de morte e perseguição em lugares mais longínquos como também nas telenovelas expostas em nossas salas.

No mês passado, a chanceler alemã Angela Merkel irritou defensores dos direitos humanos quando, em uma palestra, afirmou que o “Cristianismo é a religião mais perseguida do mundo”. Percebe-se, portanto, que nem mesmo defender-se é um direito tolerado quando se trata daqueles que são considerados “o mal do ocidente”. Infelizmente, esta é uma tendência que parece estar em ascensão. Também no Brasil existem movimentos e articulações políticas que cada vez mais desejam calar os cristãos impedindo-os de fazer uso dos meios que sempre tiveram para propagar a sua fé. Sob o disfarce da laicidade, repete-se à exaustão o mantra de que “o estado é laico” para propor medidas estapafúrdias como retirar das cédulas de Real a frase “Deus Seja Louvado”. Pseudo intelectuais lançam suas palavras ao vento, discipulando uma população deixada na ignorância. Dissemina-se, assim, uma neurose coletiva onde quem pode fala e quem teme cala.

Jesus não foi pregado na cruz por ser politicamente correto. Ele não foi morto por bajular aqueles que estavam sentados nos tronos do poder. O mestre de Nazaré não foi crucificado por preocupar-se em impor uma política niveladora de aparências. O que desagradou a elite política e religiosa da época foi exatamente o caráter subversivo e autêntico de Cristo. Alguém que não mediu as consequências quando lançou mão do chicote para expulsar do templo os mercenários da fé. Jesus foi aquele que não pensou duas vezes ao chamar os líderes religiosos de hipócritas, sepulcros caiados, enfeitados na aparência, mas podres por dentro. Jesus também não se intimidou diante de Herodes e Pilatos, os representantes do poder político instituído. Eles, que eram inimigos, até tornaram-se amigos diante da prisão de Jesus. Conchavos típicos deste meio. E, quando não tinham mais do que acusar Jesus, Pilatos foi democrático. Apelou para a voz do povo. E, fez-se a sua vontade: "Crucifica-o! Crucifica-o!" (Lucas 23. 21).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O alvorecer da graça Salvadora


 "Glórias fluem de um paraíso distante 
Anfitriões celestiais cantam 
Aleluia Cristo, 
o Salvador, nasce"

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Jesus, O Cristo e os Genéricos

Sempre houve tentativas de apresentar Jesus de uma forma “adaptada”. É o que o teólogo anglicano John Stott chama de “tentativas de modernizar Jesus”. Se por um lado esta pode parecer uma iniciativa nobre buscando a relevância de Jesus Cristo para o presente, por outro, há também o risco ou mesmo o esforço deliberado de falsificar totalmente a sua imagem. Ao colocar Jesus em nossa própria roupagem acabamos perdendo de vista sua característica judaica do primeiro século. O fato, porem, é que Jesus não é apenas uma figura mística ou mítica de uma religião qualquer. Estamos falando de uma pessoa real, que viveu num determinado lugar do planeta num determinado período da história. Se os esforços visam nos aproximar desse Jesus a partir de estudos e pesquisas sérias para então perguntar o que ele tem a dizer para os nossos dias, então, o esforço é louvável.

Em seu importante livro Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, Stott lista diferentes retratos de Jesus que ilustram as tentativas de moldar um Cristo com apelo contemporâneo. Temos o Jesus asceta que se abstém das coisas do mundo e inspirou os monges e eremitas; o Jesus como pálido galileu, com uma auréola celestial, retratado na arte medieval e vitrais; o Cristo cósmico que governa tudo acima de todos mas, alienado do mundo real; Jesus como o mestre do senso comum, inteiramente humano e nada divino, um mestre moral; o Jesus palhaço de Godspell, o jovem descomprometido que não quer saber de nada sério; o Jesus fundador dos negócios modernos, um verdadeiro garoto propaganda, forte e bronzeado, um líder de convicção ardente que conhece o segredo do sucesso; o Jesus economista que recomenda distribuição igualitária que, para alguns é capitalista, promotor da livre empresa e, para outros, é socialista, um verdadeiro revolucionário; o Jesus lutador da liberdade, um guerrilheiro urbano que vira as mesas dos mercadores.

Enfim, poderíamos acrescentar ainda as diversas encenações, representações mais contemporâneas que se faz apresentando Jesus como um homem casado, com filhos, um Jesus gay, um Jesus negro ou índio, etc. Sem falar das distorções de teologias contemporâneas que apresentam um Jesus que legitime as intenções de seus líderes. Tudo isso seria legítimo se Jesus jamais tivesse existido. Se ele fosse realmente apenas uma lenda, um mito a alimentar a religiosidade de cada um. No entanto, não é o caso. Quer gostemos ou não, houve um Jesus real. A história o comprova. Sua influência no mundo é indiscutível. O simples fato de contarmos os anos como fazemos é prova desta influência. Ao desejar ‘feliz ano novo’ na virada de 2012 para 2013 você estará admitindo a influencia de Jesus no mundo. Estaremos no ano 2013 A.D. que vem do latim “anno Domini” (no ano do Senhor) ou, simplesmente d.C., depois de Cristo. Embora não tenhamos como seguir com uma completa neutralidade em nosso olhar para Jesus, podemos, sim, escutar a Palavra de Deus numa busca humilde e reverente pelo verdadeiro Jesus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Entre o Fanatismo e as Questões Fundamentais

O século atual ficou marcado em seu início por um evento que tornou popular uma palavra que até então era menos comum. Desde o onze de setembro de 2001 a palavra fundamentalismo é frequente nos diversos meios de comunicação, livros e universidades. Mas, afinal, o que é o fundamentalismo? De início, eu diria que é apenas mais um daqueles rótulos que alguém cria para taxar aquele que acredita em algo diferente que eu, pois defende pontos de vista contrários aos meus e milita em causas sobre as quais eu discordo. O fundamentalista se opõe ao meu modo de pensar e ousa manifestar sua visão diferente.

Portanto, vejo o termo como algo mais do que simplesmente uma palavra a ser usada para se referir à crença na interpretação literal dos livros sagrados. Como o seu surgimento se deu no protestantismo do sul dos Estados Unidos no século XIX, é mais utilizado no contexto religioso. Assim, ficaram conhecidos como fundamentalistas aqueles que rejeitavam o liberalismo teológico da época. Hoje, basta alguém defender algum valor ou princípio com base em sua crença para ser chamado de fundamentalista. No entanto, fundamentalismo passou a ser atribuído também a movimentos de caráter étnico, econômico e político.

A raiz do termo nos remete às palavras fundamento e origem. Logo, fundamentalista seria alguém que recorre aos fundamentos e às origens daquilo em que acredita ser essencial em sua fé. Assim, fundamentalismo seria algo diferente de fanatismo. Dizem, por exemplo, que alguém é capaz de trocar de parceiro, de religião, de partido, mas, jamais de time de futebol. O fanático segue uma doutrina, um partido, uma religião ou uma ideologia cegamente. Ele simplesmente toma algo como verdade e não aceita discutir a razoabilidade daquilo que abraçou. O fanatismo é capaz de levar uma pessoa ao exagero. Enquanto um fundamentalista ainda é capaz de buscar pelas origens de sua fé e deixar-se confrontar por ideias diferentes, o fanático declara que “futebol, política e religião não se discutem”. Com isso ele está dizendo que não importa se existe algo mais razoável ou coerente sobre aquele assunto no mundo, ele já fez a sua escolha e não está disposto a sequer considerar outros pontos de vista. Neste caso, sequer a possibilidade de diálogo ou debate é possível. O fanático não escuta, ele apenas fala, não aprende, ensina.

É claro que ninguém precisa me apresentar argumentos razoáveis para me persuadir a torcer por outro time de futebol. Este é um tema que não merece a importância que muitas vezes damos a ele. No entanto, em questão de fé, a coisa é, não só importante, mas, fundamental, sim. Pois assim como se crê, é como se vive. O resultado do meu estilo de vida é uma consequência daquilo em que acredito. Portanto, aquilo em que eu acredito não é tanto o que expresso com meu discurso, mas com a minha vida.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Princípios e Valores

Deus criou homem e mulher segundo a sua própria imagem. Uma pessoa, enquanto indivíduo, é imagem de Deus. Um casal, no entanto, é ainda mais completo nessa questão. “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Em outras palavras, Deus nos criou macho e fêmea. Não se trata, portanto, apenas de uma questão religiosa qualquer quando defendemos o casamento e a união heterossexual, mas, de uma questão inata à nossa natureza. É desta união que é possível a ordem seguinte do “crescei e multiplicai-vos”. E, engana-se quem, aqui, acha que estamos defendendo a relação sexual apenas para procriação.

 A família é criação de Deus e é a única e mais elevada organização dos relacionamentos humanos. Reconhecer isso é enxergar na família o seu propósito divino que é contrário à poligamia, à prostituição, o divórcio, o adultério, a homossexualidade, a esterilidade e a falta de diferenciação dos papéis de homem e mulher. É claro que os nossos filhos não serão criados numa redoma. Eles terão amigos, irão á escola, estarão em contato com a cultura à sua volta. E, é assim que deve ser. No entanto, a maneira como eles se relacionarão com esta realidade, o quanto influenciarão ou serão influenciados, dependerá da base recebida no núcleo familiar em que crescem e são educados.

Uma família nasce do vínculo sagrado entre um homem e uma mulher. “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gênesis 2:24). Não se trata de mera convenção social. Não é apenas um aspecto cultural a ser respeitado ou tolerado. O que é eterno é eterno. O que está instituído na criação pede, no mínimo, bom senso. No entanto, existem apenas duas opções: a obediência à vontade promulgada por Deus ou a desobediência, mesmo que este segundo caminho possua diversos desdobramentos e possibilidades. Mas, isso não muda o fato de que continua sendo pecado, é errar o alvo, é rebelião, é a busca por viver segundo a minha própria vontade mesquinha, egoísta e autorreferente. Os resultados desse tipo de rebelião podem ser vistos por toda parte. E, não será o investimento em educação, o crescimento econômico, a construção de mais presídios, etc., que resolverão o problema da delinquência, das drogas, do álcool e da violência em geral. Mas, tão somente o arrependimento sincero diante de Deus; a busca e submissão pelo padrão de Deus para a sociedade edificada sobre a célula familiar.

Avaliemos as nossas crenças e práticas. Está na hora de voltarmos aos valores, princípios e padrões divinos para viver, não como insensatos que confiam em si mesmos, mas, como sábios que buscam no Senhor a edificação de suas vidas! “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite” (Salmos 1:1-2).

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