Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!

terça-feira, 8 de julho de 2008

SEDEC 2008

Aos queridos irmãos do SEDEC, preciso dizer o seguinte: os textos aqui não são necessariamente um resumo das palestras. Estou tentando compartilhar algumas coisas que eu tenho ouvido e escrever com a maneira como eu tenho compreendido as mensagens. Apenas para deixar claro que já houve um 'filtro' que pode reduzir, deturpar, acrescentar, etc o conteúdo. Agradeço os comentários que possam acrescentar e enriquecer os conteúdos. Vamos refletir juntos!

Comunidade SEDEC 2008 no Orkut


Desenvolvimento Comunitário

A tarde de segunda-feira foi de apresentações dos projetos do CADI. São projetos interessantes que atingem crianças, mulheres e até famílias inteiras na perspectiva da missão integral. Belos exemplos a serem seguidos...
A noite tivemos uma palestra com o pastor Eleandro da Igreja Água Viva em Curitiba. Sua palestra sobre Princípios de Desenvolvimento Comunitário além de bom conteúdo rendeu boas risadas.

1. Visão Integral do homem. “O Evangelho TODO, para TODO o homem e para o homem TODO, em TODOS os lugares”.

Mt 4. 23, 24. Compaixão. Jesus percorria os povoados: ensinando, anunciando, curando, libertando, sociabilizando.

Lc 4.18. Boas novas aos pobres, liberdade aos presos, recuperação da vista aos cegos, libertar os oprimidos, proclamar a Graça. Hoje, é missão da Igreja cumprir esse programa.

Deus destruiu Sodoma e Gomorra por causa da Imoralidade, Idolatria e Injustiça…

Pobres – são os destituídos de condições mínimas de subsistência

Presos – vítimas das prisões invisíveis do pecado, da depravação, do cativeiro espiritual.

Cegos – são aqueles acometidos de enfermidades físicas.

Oprimidos – são as vítimas de sistemas injustos e opressores.


2. Visão Equilibrada de Intervenção

Espiritualidade – Programas Sociais

Compaixão – Planejamento Estratégico

Direção de Deus – Execução de projetos

Espontaneidade – Avaliação

Batalha Espiritual – Gestão Eficaz


Deus não nos chamou para fazer ação social. Ele nos chamou para transformar realidades.

Deus te usa na medida da profundidade da tua capacitação.


3. Identificação com a comunidade

Fp 2. 5-8

Siga o exemplo de Cristo – Seja servo – seja semelhante – seja humano: Identifique-se.

Amar o suficiente o ‘seu’ povo ao ponto de se tornar um deles.

Identificação requer ações diárias de sabedoria.

Reconhecimento do saber local.


4. Trabalho Preventivo

Continuar com ações restauradoras + Investir em ações preventivas =

Ampliar exponencialmente os resultados de transformação comunitária


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Cosmovisão Cristã e Transformação Integral

Hoje (07/07/2008) de manhã o Maurício Cunha tratou do tema Cosmovisão Bíblica e Transformação Social. O assunto gerou certa polêmica. Houve bastante questionamentos, exemplos e argumentos... O assunto é sem dúvida instigante e desafiador.

O ser humano está sempre interpretando a vida. Estamos sempre procurando uma resposta.

O cristianismo é verdade por que eu creio ou eu creio por que é verdade? Mesmo que ninguém no mundo creia, o cristianismo continuará sendo a verdade.

As questões mais fundamentais da vida são questões de fé. Elas vêm do nosso sistema de crenças. A cosmovisão de cada um responde a 3 perguntas relacionadas ao ser humano: ao ser (o que é a realidade? O que é o homem? A história caminha para algum lugar? O trabalho é importante? Como eu posso conceber a natureza e o tempo? Quais são os determinantes da saúde e da doença?); questões morais (o que é certo? O que é errado? De onde vem o mal?); epistemológicas/relacionados ao conhecimento (o que eu posso saber e conhecer? Como eu posso conhecer?).

O cristianismo se fundamenta numa verdade absoluta. O mundo fundamenta a vida numa fé baseada numa maneira própria de explicar a vida.

A fé cristã não é um salto no escuro. A fé cristã se fundamenta em evidências. A fé cristã ‘bate’ com a realidade.

A Bíblia é uma cosmovisão. É uma maneira de ver e entender o mundo. Ela explica a vida. Ela fornece fundamentos essenciais para um processo de estabelecer os alicerces de uma nação.

O trabalho de desenvolvimento comunitário é mais do que dar sopa. Transformação começa com mudança de paradigmas.

A cosmovisão não opera somente no plano cognitivo, mas também nas experiências do indivíduo. Por isso, não basta uma simples palestra para mudar uma cosmovisão. È necessário lançar mão de outras tecnologias sociais. Não se pode reduzir a experiência humana somente ao cognitivo/cérebro.

È fundamental se fazer o diagnóstico correto antes de iniciar qualquer projeto de desenvolvimento comunitário.

‘Quem é o próximo do receptor da misericórdia?’ Eu serei próximo de quem? (A Parábola do Bom Samaritano – Jesus inverte a lógica da pergunta).

Para iniciar um projeto de desenvolvimento comunitário eu preciso conhecer 3 cosmovisões: a minha, a do outro e a Bíblica.


“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!”

(Mateus 6. 22, 23)


Culto


Ontem a noite (domingo) fomos ao culto na igreja Nova Vida que fica aqui ao lado do CADI. A comunidade nasceu a partir de pessoas atendidas pelos projetos do CADI. Como se vê na foto, as obras de construção do templo ainda não estão completamente concluídos. Os participantes do SEDEC foram orientados a participar de culto onde o Maurício pregou sobre a Missão e o Reino de Deus. Onde cada um deseja fazer as suas própria vontades não existe reino. O reino de Deus acontece onde deixamos Deus ser o Rei, o nosso Senhor. Um lugar onde cada um quer que as suas próprias vontades sejam sempre atendidas só pode ser o inferno...
O Reino de Deus já chegou para você (na sua vida)?

Redenção...


“Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz” (Colossenses 1. 19 – 20)

A tarde de domingo (06/07/2008) foi com palestra de Maurício Cunha. O tema abordado foi o senhorio de Deus sobre todas as coisas: Você acredita em Deus? A resposta que você dá a essa resposta vai fazer toda a diferença na tua vida e na maneira como você se relaciona, trabalha e serve.

Ou o Evangelho é total/integral, ou ele não vale a pena. Se eu creio que o meu Deus é o criador de todas as coisas, quanto mais eu pesquisar essa criação mais ela vai me revelar a glória de Deus. Existe uma ênfase muito forte nas nossas igrejas de que Deus é o nosso salvador. No entanto, Deus é também criador, Ele é o Senhor. O pecado do incrédulo é resistir à verdade. O pecado da igreja é restringir a verdade.

O que Deus queria com a criação?

Deus não precisa de nós. Ele sempre foi Deus. Vive numa comunidade (trindade). No entanto, em sua soberania ele decidiu dividir a glória dele. Ao nos criar, Deus usa a si mesmo como referência. Adam = humanidade. Toda vida humana é intrinsecamente sagrada. O paradigma da missão integral da igreja parte dessa compreensão: a vida humana é sagrada.

Deus criou todas as coisas e viu que tudo era muito bom. Então, Ele decidiu entregar a gestão do planeta ao homem. No desejo de ter tudo e de ser igual a Deus a humanidade acaba por perder tudo. Toda a criação cai. O pecado atinge toda a criação. As 4 dimensões da criação são afetados: espiritual, relacional, físico e a sabedoria. A partir de então Deus inicia um projeto para redimir a criação. Deus começa com Abraão, envia profetas e, finalmente, envia seu próprio Filho Jesus Cristo.

A vida e ministério de Jesus são modelo, exemplo e redenção. Desenvolvimento Comunitário é o reino de Deus chegando à comunidade transformando todas as áreas da sociedade.

domingo, 6 de julho de 2008

Formação


“...naquela cidade vivia um homem pobre mas sábio, e com sua sabedoria ele salvou a cidade. No entanto, ninguém se lembrou mais daquele pobre” (Eclesiastes 9. 15)


Na sexta-feira (dia 04) saímos de Pelotas rumo a Curitiba. Uma viagem tranqüila de 12 horas e meia. Nosso destino na verdade era a Fazenda Rio Grande (município da região metropolitana de Curitiba). Aqui ficaremos (a Débora e eu) até o dia 19 de julho. Estamos no CADI (Centro de Desenvolvimento e Desenvolvimento Integral) participando do SEDEC – Seminário de Desenvolvimento Comunitário. São 68 participantes vindos de 8 estados diferentes do nosso Brasil.

Se a tecnologia permitir vou compartilhar desses dias nesse espaço do Blog. Hoje, domingo de manhã, foi destinado um tempo para compartilhar vida, fazer apresentações, ‘construir’ casa, povoar o morro e criar a comunidade dos participantes do SEDEC. Muitas histórias, várias experiências, inúmeros sentimentos, desejo de aprender...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Devaneios...


Tantas janelas!

Quem será que olha por elas?

Cada janela um olhar.

Olhares emoldurados por uma janela.

Mais tristes são as paisagens emoldurados sem janelas...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Liberdade Com Responsabilidade

Quando não existe responsabilidade no gozo da liberdade,
a lei se faz necessária

Apesar de muitas pessoas que bebem relutarem em admitir que o álcool altera reflexos e comportamentos, foi sancionada nova lei sobre álcool e trânsito. O projeto proíbe a venda de bebidas alcoólicas ao longo dos trechos das rodovias federais nas áreas rurais. Os motoristas também não poderão apresentar, nos testes de bafômetro, nenhum teor de álcool no sangue. A infração, considerada gravíssima, será punida com multa de R$ 955,00. A lei já veio tarde. A maior parte das mortes em acidentes de trânsito no Brasil está relacionada à ingestão de bebida alcoólica. Como no Brasil as cadeias não dão mais conta de tanto bandido, talvez a multa e a perda da habilitação sejam medidas mais cabíveis.

Já é possível enxergar movimentos de pressão para derrubar a lei. Os argumentos são em sua maioria superficiais e egoístas. Cada vez mais a sociedade revela sintomas de incapacidade para pensar no bem maior. No entanto, os governantes devem sempre zelar pelo bem público. Sua responsabilidade é com a sociedade. Toda medida só é boa se beneficia o conjunto da sociedade. Às vezes, para que haja uma verdadeira evolução, é preciso sacrificar prazeres pessoais para o bem comum. O desafio agora está com os órgãos fiscalizadores. A lei está aí para ser cumprida. A perspectiva não deveria nunca ser pelo lado da restrição, mas, pela promoção da vida. Quando não existe responsabilidade no gozo da liberdade, a lei se faz necessária.

O próximo passo agora deveria ser concentrar esforços para reduzir ou até extinguir a propaganda de álcool na televisão. O poder de influência sobre as pessoas, especialmente crianças, é inegável. É claro que culpar a mídia, as instituições educacionais e o governo não bastam. A responsabilidade de todos começa dentro de casa. O diálogo ainda é a melhor solução para conscientizar, orientar, estreitar laços, demonstrar interesse e preocupação. No Brasil todos são rápidos em achar culpados. Poucos estão dispostos a reconhecer a sua parcela de culpa pelos problemas. Enquanto nos julgarmos apenas vítimas inocentes a se precipitar em encontrar culpados ‘lá fora’, as anomalias sociais se multiplicarão. Seremos cada vez mais encurralados e ameaçados. O crescimento da sensação de insegurança é sintomático.

A nova lei é perfeita? Não. Vai resolver todos os problemas? Não. No entanto, as fragilidades que envolvem o processo de fiscalização não podem servir de desculpa para deixar tudo como está. Quem não bebe não teme. Lembrando ainda que o bom senso deveria guiar àqueles que devem aplicar à lei bem como aos motoristas em geral.

EFEITOS DO ÁLCOOL NO ORGANISMO

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