O que é a graça?
Se tem um tema do qual jamais me canso de refletir e falar é a graça. Isso porque não se trata de uma graça qualquer. Falo da graça de Deus!
Falar sobre a graça de Deus significa abordar uma imensidão de coisas. E, ao mesmo tempo, é tratar de algo singelo, muito específico. No contexto da igreja, falar da graça é ser lembrado de algo grandioso. Grandioso porque trata de nada mais nada menos do que a salvação humana. Como a vida de milhões de pessoas seria mais leve se compreendessem aquilo que o bondoso Deus já fez por elas!
A mensagem que todo ser humano precisa ouvir e compreender para poder desfrutar mais plenamente a vida é a mensagem da graça de Deus.
Quantas bênçãos, quantas coisas maravilhosas a graça faz pelo indivíduo!
A graça é o grande diferencial do cristianismo frente a todas as demais religiões. A graça faz do cristianismo algo mais do que uma mera religião. A graça do cristianismo está na graça. Pela graça podemos encontrar-nos de mãos vazias diante do Senhor do Universo e sermos aceitos. Quantas pessoas ainda não sabem disso e vivem escravas de uma religiosidade que acha que precisa agradar a Deus, oferecer sacrifícios, demonstrar algum mérito!?
Seria muita pretensão querer listar os inúmeros benefícios da graça. Ainda assim, alguns poucos rapidamente nos vêm à mente. Não podemos confundir nossas relações humanas, à base de trocas, de negociações e dos méritos, com aquilo que Deus faz na cruz para perdoar nossa culpa e nos acolher em seus braços.
A graça liberta! Liberta dos méritos. Deus nos encontra de mãos vazios e com o currículo em branco. A graça nos encontra num papel comum. Não são títulos e cargos que despertam a atenção de Deus para nós. Apenas o seu incomparável amor.
A graça é para todos, pois “todos pecaram”. Assim, a graça me liberta do orgulho. Na igreja encontro irmãos igualmente agraciados. Todos são igualmente preciosos para Deus.
Na graça não preciso de autoafirmação. Quem me afirma é o meu criador. Reconheço que preciso de uma mão estendida e sei que ela está lá.
A graça coloca todos ao redor da mesa da Ceia do Senhor. Não há competição. A graça desconhece medalhas e troféus. Não faz sentido disputar com alguém por aquilo que eu já tenho.
Nenhum sacrifício é necessário. Jesus deu a si mesmo como o sacrifício definitivo.
A liberdade gerada pela graça produz gratidão. Nossa relação com Deus, a partir da graça, é de reconhecimento e gratidão. Não há espaço ou necessidade de esquemas religiosos, negociações, medo ou culpa. Pela graça Deus nos faz filhos e filhas. Vivemos a perspectiva da eternidade no seu reino.
Viver sob a graça é reconhecer que já pertencemos a outro mundo: um mundo também conhecido como o reino de Deus.
Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!
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quinta-feira, 25 de julho de 2019
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Deus faz e faz bem feito! (III)
Como Deus criou todas as coisas?
De onde vieram todas as coisas?
Você também já se fez essas perguntas?
Acompanhe a nossa série sobre os primeiros capítulos de Gênesis.
De onde vieram todas as coisas?
Você também já se fez essas perguntas?
Acompanhe a nossa série sobre os primeiros capítulos de Gênesis.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Discipulado Não Combina Com Legalismo
No texto anterior falamos que o discipulado não é para voluntários. Baseado no texto de Lucas 9. 57-62 diríamos que o discipulado também não combina com o legalismo. O legalismo ou a religiosidade, quando colocados em primeiro plano, sempre serão obstáculo e desculpa para um verdadeiro compromisso com Jesus.
Depois de Jesus tratar com o voluntário, surge um segundo personagem. A este Jesus estende o convite: “siga-me” (v. 59). É uma situação diferente daquela diante do voluntário. Aqui Jesus vê alguém e lança o convite. A iniciativa é de Jesus.
Aquele homem era mais um dos seguidores casuais de Jesus. Estava ali, na multidão. De repente, Jesus lhe permite um encontro pessoal e direto. Esta pessoa, num primeiro momento, parece não ter dúvidas de que se trata de um convite e tanto. Não poderia negá-lo! Ele sabe que não basta responder algo do tipo, “mas, Senhor, eu já o sigo!” Não. Ele sabe que o negócio agora é diferente: "Ele olhou pra mim! Ele me viu! Ele se dirigiu diretamente a mim! Ele me identificou e me chama dentre a multidão!" “Caramba! Agora a coisa ficou séria!”
Qual foi, no entanto, sua resposta ao ‘siga-me’ de Jesus? “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai” (Lucas 9.59).
Para Dietrich Bonhoeffer este homem se encaixaria no perfil do legalista. Se o primeiro candidato a discípulo é o voluntarioso, este, agora, é o legalista. Por que? O judaísmo sempre enfatizou fortemente a importância da obrigação com os pais. Aquele homem, portanto, parece apresentar uma justificativa legítima para adiar sua resposta ao convite de Jesus. Havia uma obrigação a ser cumprida!
É evidente que não estava acontecendo um velório naquele exato momento. Se assim fosse, aquele homem não estaria ali, às voltas com Jesus, mas, envolvido com os preparativos de um funeral. Mas, que resposta foi aquela, então? O que ele realmente estava dizendo era que precisava esperar a velhice e a morte dos pais. Teria que viver para cuidar deles. E, só depois, regressaria para atender satisfatoriamente o desafio de Jesus. ‘Senhor, eu não posso ser seu discípulo enquanto meu pai ainda estiver vivo’. Aquela resposta passava um ar honrado, piedoso, até mesmo justo. Como poderia ser tão irresponsável a ponto de abandonar a família para seguir Jesus!? Certamente nem é isso que Deus requer! Mas, por quanto tempo ele adiaria uma resposta ao convite de Jesus!? O que tudo o mais haveria de cumprir antes de poder tornar-se um discípulo de Cristo? Quantas justificativas podem ser dadas para adiar um compromisso total!?
Você já parou para imaginar o quanto pode estar entre a multidão que se ocupa com as doutrinas, os estatutos e burocracias eclesiásticas de modo que pode estar utilizando muitas destas coisas para adiar um compromisso radical com Jesus!? O quanto estamos envolvidos com as coisas de Deus sem nos deixarmos envolver pelo próprio Deus!? Nós nos damos por satisfeitos por já carregarmos um rótulo de Cristão, por termos sido batizados, sermos frequentadores dos programas da igreja...
Transformamos nossa vida cristã num conjunto de preceitos e regras, num seguir de certas tradições... Estamos convencidos de que existem certas coisas que precisamos cumprir. Afinal, é preciso fazer certo as coisas certas! Como reagiríamos se, de repente, Jesus nos identificar em meio a todo serviço religioso com o convite: ‘Ei, você, siga-me!’
São dois os riscos que envolvem o legalista: o primeiro é confundir seu legalismo, sua capacidade de seguir direitinho as leis, com discipulado. Achar que por viver conforme um conjunto de regras e doutrinas já é um bom cristão e isso basta. O segundo risco é substituir aquele que realmente é capaz de salvar por algo que depende de si mesmo: seu apego e capacidade de seguir leis que lhe passam um falso sentimento de poder, conhecimento e autonomia.
Bonhoeffer diria que o legalista coloca o cumprimento às leis acima da obediência ao chamado de Jesus. Ignoramos, assim, que sobre aquele a quem Jesus chamou, a lei já não possui mais qualquer direito.
Qual foi a resposta de Jesus ao legalista? “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus” (Lucas 9.60). Mais uma vez, a exemplo do que aconteceu com o voluntário anteriormente, Jesus pega pesado. Palavras duras!
Eu sou do estado do Espírito Santo. Quando meu pai adoeceu e, posteriormente veio a falecer, eu residia em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Há quase 2.500 Km eu não pude acompanhar esse processo. Sequer fui ao sepultamento. Eu sei o quanto é complicado! Eu gostaria de encontrar palavras para amenizar um pouco essa fala de Jesus! Mas, só piora! Quando eu ouço Jesus dizendo que “se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26), não me restam dúvidas de que sim, há um preço!
O discipulado tem o seu custo para quem se entrega totalmente. Mas, quem encontra a vida, não se amedronta nem se ocupa mais com a morte. O discípulo é um mensageiro do reino de Deus. O discípulo sabe que encontrou a vida. Por mais justificáveis que pareçam nossas desculpas, nada que se possa imaginar perdido por seguir a Cristo é de fato uma perda!
Depois de Jesus tratar com o voluntário, surge um segundo personagem. A este Jesus estende o convite: “siga-me” (v. 59). É uma situação diferente daquela diante do voluntário. Aqui Jesus vê alguém e lança o convite. A iniciativa é de Jesus.
Aquele homem era mais um dos seguidores casuais de Jesus. Estava ali, na multidão. De repente, Jesus lhe permite um encontro pessoal e direto. Esta pessoa, num primeiro momento, parece não ter dúvidas de que se trata de um convite e tanto. Não poderia negá-lo! Ele sabe que não basta responder algo do tipo, “mas, Senhor, eu já o sigo!” Não. Ele sabe que o negócio agora é diferente: "Ele olhou pra mim! Ele me viu! Ele se dirigiu diretamente a mim! Ele me identificou e me chama dentre a multidão!" “Caramba! Agora a coisa ficou séria!”
Qual foi, no entanto, sua resposta ao ‘siga-me’ de Jesus? “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai” (Lucas 9.59).
Para Dietrich Bonhoeffer este homem se encaixaria no perfil do legalista. Se o primeiro candidato a discípulo é o voluntarioso, este, agora, é o legalista. Por que? O judaísmo sempre enfatizou fortemente a importância da obrigação com os pais. Aquele homem, portanto, parece apresentar uma justificativa legítima para adiar sua resposta ao convite de Jesus. Havia uma obrigação a ser cumprida!
É evidente que não estava acontecendo um velório naquele exato momento. Se assim fosse, aquele homem não estaria ali, às voltas com Jesus, mas, envolvido com os preparativos de um funeral. Mas, que resposta foi aquela, então? O que ele realmente estava dizendo era que precisava esperar a velhice e a morte dos pais. Teria que viver para cuidar deles. E, só depois, regressaria para atender satisfatoriamente o desafio de Jesus. ‘Senhor, eu não posso ser seu discípulo enquanto meu pai ainda estiver vivo’. Aquela resposta passava um ar honrado, piedoso, até mesmo justo. Como poderia ser tão irresponsável a ponto de abandonar a família para seguir Jesus!? Certamente nem é isso que Deus requer! Mas, por quanto tempo ele adiaria uma resposta ao convite de Jesus!? O que tudo o mais haveria de cumprir antes de poder tornar-se um discípulo de Cristo? Quantas justificativas podem ser dadas para adiar um compromisso total!?
Você já parou para imaginar o quanto pode estar entre a multidão que se ocupa com as doutrinas, os estatutos e burocracias eclesiásticas de modo que pode estar utilizando muitas destas coisas para adiar um compromisso radical com Jesus!? O quanto estamos envolvidos com as coisas de Deus sem nos deixarmos envolver pelo próprio Deus!? Nós nos damos por satisfeitos por já carregarmos um rótulo de Cristão, por termos sido batizados, sermos frequentadores dos programas da igreja...
Transformamos nossa vida cristã num conjunto de preceitos e regras, num seguir de certas tradições... Estamos convencidos de que existem certas coisas que precisamos cumprir. Afinal, é preciso fazer certo as coisas certas! Como reagiríamos se, de repente, Jesus nos identificar em meio a todo serviço religioso com o convite: ‘Ei, você, siga-me!’
São dois os riscos que envolvem o legalista: o primeiro é confundir seu legalismo, sua capacidade de seguir direitinho as leis, com discipulado. Achar que por viver conforme um conjunto de regras e doutrinas já é um bom cristão e isso basta. O segundo risco é substituir aquele que realmente é capaz de salvar por algo que depende de si mesmo: seu apego e capacidade de seguir leis que lhe passam um falso sentimento de poder, conhecimento e autonomia.
Bonhoeffer diria que o legalista coloca o cumprimento às leis acima da obediência ao chamado de Jesus. Ignoramos, assim, que sobre aquele a quem Jesus chamou, a lei já não possui mais qualquer direito.
Qual foi a resposta de Jesus ao legalista? “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus” (Lucas 9.60). Mais uma vez, a exemplo do que aconteceu com o voluntário anteriormente, Jesus pega pesado. Palavras duras!
Eu sou do estado do Espírito Santo. Quando meu pai adoeceu e, posteriormente veio a falecer, eu residia em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Há quase 2.500 Km eu não pude acompanhar esse processo. Sequer fui ao sepultamento. Eu sei o quanto é complicado! Eu gostaria de encontrar palavras para amenizar um pouco essa fala de Jesus! Mas, só piora! Quando eu ouço Jesus dizendo que “se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26), não me restam dúvidas de que sim, há um preço!
O discipulado tem o seu custo para quem se entrega totalmente. Mas, quem encontra a vida, não se amedronta nem se ocupa mais com a morte. O discípulo é um mensageiro do reino de Deus. O discípulo sabe que encontrou a vida. Por mais justificáveis que pareçam nossas desculpas, nada que se possa imaginar perdido por seguir a Cristo é de fato uma perda!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Discipulado Não é Para Voluntários
Conforme ficou evidente nos textos anteriores, vínhamos falando sobre um tema recorrente entre os cristãos: o discipulado. Embora possamos encontrar diversas maneiras de interpretar e definir o discipulado, fato é que não há como entender melhor seu significado do que quando decidimos olhar para Jesus.
Refletindo a respeito da passagem bíblica de Lucas 9.57-62, o teólogo Dietrich Bonhoeffer nos auxilia na identificação de três candidatos ao discipulado que encontravam-se entre a multidão que costumava juntar-se em torno de Jesus. Vamos analisar com mais detalhes estes três perfis que o texto nos apresenta!
O primeiro deles poderíamos caracterizar como o voluntário. Este primeiro homem, conforme nos relata o texto, chega a Jesus e diz: “Eu te seguirei por onde quer que fores” (Lucas 9.57). O destaque, aqui, está exatamente no fato de que não houve um chamado aparente de Jesus. Aquele homem surge como alguém que se voluntaria a seguir Jesus. Temos, portanto, um primeiro perfil de cristãos que confundem o discipulado com algo cujo a iniciativa pode partir de si mesmo. É o voluntário. Aquele que se prontifica.
Seria injusto se eu agora quisesse julgar as motivações daquele homem. Pode ser que sua motivação fosse até sincera. De tudo que viu e ouviu, seguir esse Jesus poderia ser uma aventura interessante. Sua causa é nobre e fazer parte disso certamente é algo bom. Quem não gostaria de ser identificado como alguém que se colocou 'do lado do bem'!?
Você que é líder ou pastor numa igreja local, imagine sua reação se algum estranho chegasse e manifestasse o desejo de integrar a sua comunidade. Certamente você ficaria feliz e faria de tudo para receber bem essa pessoa. Faria de tudo para incluir ela e fazer com que se sentisse bem. Quem imaginaria uma repreensão!? Alguém pensaria em dizer algo que pudesse afugentar essa pessoa? Você pensaria em criar alguma dificuldade para este homem que se prontifica tão diretamente?
A resposta de Jesus parece indicar que ele não estava assim tão interessado em voluntários dispostos a estarem com ele em alguns bons momentos: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Lucas 9.58). Jesus pega pesado com o voluntarismo: Você tem certeza daquilo que está dizendo? Jesus dá a real! Há momentos que seguir a Cristo implicará em viver de forma mais desconfortável à vida de muitos animais. Pouco antes, Jesus fora impedido de atravessar a região de Samaria. Ele já fora expulso da Sinagoga. Além de críticas, rótulos e ameaças verbais, Jesus logo experimentaria a mais dolorosa violência em seu próprio corpo!
Em tempos de bonança pode ser muito fácil seguir Jesus, figurar entre aqueles que se declaram cristãos, desfrutar de certo status, passar um ar de piedade e compromisso. Jesus, no entanto, busca discípulos legítimos, dispostos a uma caminhada de risco. Mais adiante, no capítulo 14 de Lucas (v. 25ss.) Jesus mais uma vez chamará a atenção para que se calcule bem o preço do discipulado. Jesus espera por um compromisso radical! Discipulado não é voluntarismo. Discipulado não começa com um chamado a si mesmo. Discipulado é sempre uma resposta ao chamado de Jesus Cristo.
O voluntário até pode ser muito sincero em seu impulso que o leva a se dispor. Mas, Jesus quer uma resposta consciente. Não podemos nos deixar levar pelo mero entusiasmo, pela moda, porque se dizer gospel ou cristão agora é pop, porque meus amigos fizeram, porque tá todo mundo seguindo ou coisas assim! Não basta ficar impressionado por Jesus! Segui-lo implica em renúncia e abnegação. Se segui-lo, ele vai podar algumas coisas na sua vida! Ah, você quer? Tem certeza? “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” Esta foi a resposta de Jesus ao voluntário. Andar com Jesus trará consequências, as mais diversas!
O primeiro deles poderíamos caracterizar como o voluntário. Este primeiro homem, conforme nos relata o texto, chega a Jesus e diz: “Eu te seguirei por onde quer que fores” (Lucas 9.57). O destaque, aqui, está exatamente no fato de que não houve um chamado aparente de Jesus. Aquele homem surge como alguém que se voluntaria a seguir Jesus. Temos, portanto, um primeiro perfil de cristãos que confundem o discipulado com algo cujo a iniciativa pode partir de si mesmo. É o voluntário. Aquele que se prontifica.
Seria injusto se eu agora quisesse julgar as motivações daquele homem. Pode ser que sua motivação fosse até sincera. De tudo que viu e ouviu, seguir esse Jesus poderia ser uma aventura interessante. Sua causa é nobre e fazer parte disso certamente é algo bom. Quem não gostaria de ser identificado como alguém que se colocou 'do lado do bem'!?
Você que é líder ou pastor numa igreja local, imagine sua reação se algum estranho chegasse e manifestasse o desejo de integrar a sua comunidade. Certamente você ficaria feliz e faria de tudo para receber bem essa pessoa. Faria de tudo para incluir ela e fazer com que se sentisse bem. Quem imaginaria uma repreensão!? Alguém pensaria em dizer algo que pudesse afugentar essa pessoa? Você pensaria em criar alguma dificuldade para este homem que se prontifica tão diretamente?
A resposta de Jesus parece indicar que ele não estava assim tão interessado em voluntários dispostos a estarem com ele em alguns bons momentos: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Lucas 9.58). Jesus pega pesado com o voluntarismo: Você tem certeza daquilo que está dizendo? Jesus dá a real! Há momentos que seguir a Cristo implicará em viver de forma mais desconfortável à vida de muitos animais. Pouco antes, Jesus fora impedido de atravessar a região de Samaria. Ele já fora expulso da Sinagoga. Além de críticas, rótulos e ameaças verbais, Jesus logo experimentaria a mais dolorosa violência em seu próprio corpo!
Em tempos de bonança pode ser muito fácil seguir Jesus, figurar entre aqueles que se declaram cristãos, desfrutar de certo status, passar um ar de piedade e compromisso. Jesus, no entanto, busca discípulos legítimos, dispostos a uma caminhada de risco. Mais adiante, no capítulo 14 de Lucas (v. 25ss.) Jesus mais uma vez chamará a atenção para que se calcule bem o preço do discipulado. Jesus espera por um compromisso radical! Discipulado não é voluntarismo. Discipulado não começa com um chamado a si mesmo. Discipulado é sempre uma resposta ao chamado de Jesus Cristo.
O voluntário até pode ser muito sincero em seu impulso que o leva a se dispor. Mas, Jesus quer uma resposta consciente. Não podemos nos deixar levar pelo mero entusiasmo, pela moda, porque se dizer gospel ou cristão agora é pop, porque meus amigos fizeram, porque tá todo mundo seguindo ou coisas assim! Não basta ficar impressionado por Jesus! Segui-lo implica em renúncia e abnegação. Se segui-lo, ele vai podar algumas coisas na sua vida! Ah, você quer? Tem certeza? “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” Esta foi a resposta de Jesus ao voluntário. Andar com Jesus trará consequências, as mais diversas!
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Graça Barata x Graça Preciosa
No dia 4 de fevereiro de 1906, em Breslau na Alemanha, nasceu uma criança que seria batizada com o nome de Dietrich Bonhoeffer. Teve uma irmã gêmea, Sabine e, ainda, outros numa casa com oito filhos. Aquele menino cresceu, formando-se em teologia em Berlim, em 1927. Logo descobriria que as coisas se tornariam difíceis em seu país.
Dietrich tornou-se um pastor luterano e professor universitário. Doutorou-se em teologia pela Universidade de Berlim. Quando a ameça nazista já começava a ser identificada por muitos como uma ameça, Bonhoeffer surgiu como oponente ao sistema de Hitler. Foi membro fundador da Igreja Confessante, contrária à política nazista.
Junto com outros teólogos, Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Barmen, uma confissão contendo seis teses contra a ideologia nazista. Bonhoeffer foi preso em Abril de 1943 por ajudar judeus a fugirem para a Suíça. Em 9 de Abril de 1945, três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado, junto com um irmão e dois cunhados.
“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina comunitária, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”
Dietrich tornou-se um pastor luterano e professor universitário. Doutorou-se em teologia pela Universidade de Berlim. Quando a ameça nazista já começava a ser identificada por muitos como uma ameça, Bonhoeffer surgiu como oponente ao sistema de Hitler. Foi membro fundador da Igreja Confessante, contrária à política nazista.
As diversas publicações deixadas por Bonhoeffer podem ser hoje encontradas e lidas também em português. Num destes livros, cujo título traduzido é "Discipulado", este pastor tematiza, na introdução, a importância de discernir entre a graça preciosa e a graça barata. Assim, a graça barata seria a compreensão da justificação do pecado. Já a graça preciosa seria a compreensão da justificação do pecador. Em suas palavras, “a graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios”. Sem dúvida um entendimento que a igreja de nossos dias ganharia em resgatar e compreender.
Como motivação para aprofundamento e estudo da obra de Dietrich Bonhoeffer, deixo mais uma citação de sua pena:
“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina comunitária, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Fica Conosco!
“Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante” (Lucas 24:28).
Depois daquela sexta-feira, um longo sábado pela frente. Ainda atordoados, esfregando um pouco mais os olhos do que o habitual, muitas pessoas precisaram de forças dobradas para sair da cama. Se é que dormiram! Repassar tudo aquilo na mente era como tentar convencer-se de que foi isso que realmente aconteceu. O mestre já não está mais conosco!
Este verso do evangelho de Lucas passa despercebido para a maioria de nós quando lemos este texto. No entanto, chama a atenção o modo como Lucas narra dizendo que “Jesus fez como quem ia mais adiante”. Jesus, na realidade, queria ser identificado. Ele esperava que fosse convidado. Ele não tinha a intenção de seguir adiante e deixar seus amados discípulos naquela cegueira. Sim, por amor Jesus fingiu que estava disposto a seguir seu caminho e deixar aqueles dois homens a seguirem o seu. Mas, não existe outro caminho para Jesus que não aquele que vem ao nosso encontro. Ele vem nos despertar, nos resgatar... é o caminho do nosso coração.
Quantas “deixas” Deus me deu na vida! Quem sabe você perceba seu jeito amoroso, gentil, respeitoso agora mesmo!? São gestos e palavras que fazem arder o coração! É como se Ele não quisesse ser “oferecido” demais! É capaz de apelar, como se dissesse: “ei, o caminho está no fim, o tempo de vocês está se esgotando, têm certeza de que estão bem e que posso ir adiante!?” Ele fez como quem ia mais adiante, mas, queria mesmo é ser convidado a entrar!
“Fica conosco...” foi o convite! Quantas vezes protelamos o passo definitivo!? O quanto ainda precisamos ouvi-lo pelo caminho antes de convidá-lo a entrar definitivamente!? Ele sempre tem se aproximado e caminhado conosco. Mas, temos permitido que faça morada em nós!? Este sábado logo passará!
Depois daquela sexta-feira, um longo sábado pela frente. Ainda atordoados, esfregando um pouco mais os olhos do que o habitual, muitas pessoas precisaram de forças dobradas para sair da cama. Se é que dormiram! Repassar tudo aquilo na mente era como tentar convencer-se de que foi isso que realmente aconteceu. O mestre já não está mais conosco!
Este verso do evangelho de Lucas passa despercebido para a maioria de nós quando lemos este texto. No entanto, chama a atenção o modo como Lucas narra dizendo que “Jesus fez como quem ia mais adiante”. Jesus, na realidade, queria ser identificado. Ele esperava que fosse convidado. Ele não tinha a intenção de seguir adiante e deixar seus amados discípulos naquela cegueira. Sim, por amor Jesus fingiu que estava disposto a seguir seu caminho e deixar aqueles dois homens a seguirem o seu. Mas, não existe outro caminho para Jesus que não aquele que vem ao nosso encontro. Ele vem nos despertar, nos resgatar... é o caminho do nosso coração.
Quantas “deixas” Deus me deu na vida! Quem sabe você perceba seu jeito amoroso, gentil, respeitoso agora mesmo!? São gestos e palavras que fazem arder o coração! É como se Ele não quisesse ser “oferecido” demais! É capaz de apelar, como se dissesse: “ei, o caminho está no fim, o tempo de vocês está se esgotando, têm certeza de que estão bem e que posso ir adiante!?” Ele fez como quem ia mais adiante, mas, queria mesmo é ser convidado a entrar!
“Fica conosco...” foi o convite! Quantas vezes protelamos o passo definitivo!? O quanto ainda precisamos ouvi-lo pelo caminho antes de convidá-lo a entrar definitivamente!? Ele sempre tem se aproximado e caminhado conosco. Mas, temos permitido que faça morada em nós!? Este sábado logo passará!
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Ampliando Horizontes
Com o tempo e os modernos recursos tecnológicos, o nosso horizonte foi diminuindo. Deixamos de contemplar belas paisagens do alto de colinas para focar o mundo por meio de televisores, telas de computador, tablets e smartphones. As notícias que nos chegam são mediadas. Se deixarmos de questionar, logo nos tornaremos pessoas portadoras de uma visão reduzida, limitada, imposta por outros. Perdemos com isso, nossa conexão com o passado e a perspectiva com o futuro. Perdemo-nos na efemeridade do aqui e agora. Naufragamos num mar de notícias vazias e sem grande importância na história.
Lendo o profeta Daniel somos confrontados com nossa limitada visão da realidade. Uma marca do livro são os sonhos e as visões. Deus estava revelando que existe algo mais, que a história e o mundo vão além dos projetos pessoais, dos impérios globais, dos projetos de poder. O alerta permanece: “tu te exaltaste acima do Senhor dos céus. [...]. Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos” (Daniel 5:23). Que Deus nos conceda força para deixarmos janelinhas de quatro a janelões de setenta e duas polegadas para contemplarmos a soberania daquele que é o alfa e o ômega!
Lendo o profeta Daniel somos confrontados com nossa limitada visão da realidade. Uma marca do livro são os sonhos e as visões. Deus estava revelando que existe algo mais, que a história e o mundo vão além dos projetos pessoais, dos impérios globais, dos projetos de poder. O alerta permanece: “tu te exaltaste acima do Senhor dos céus. [...]. Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos” (Daniel 5:23). Que Deus nos conceda força para deixarmos janelinhas de quatro a janelões de setenta e duas polegadas para contemplarmos a soberania daquele que é o alfa e o ômega!
terça-feira, 2 de junho de 2015
O Crente Ateu
Não é nenhuma novidade o fato de que muitas pessoas se declaram descrentes. Muitos ateus, além de confessarem seu ceticismo para com a existência de Deus, ainda zombam daqueles que creem. Há, no entanto, outro grupo de descrentes que é mais difícil de ser identificado. São os crentes ateus, ou, os cristãos descrentes.
Estes dizem crer em Deus, frequentam igrejas e programas religiosos, ostentam símbolos que remetem ao cristianismo, mas, vivem como todo mundo vive. No que se refere aos hábitos religiosos e à frequência em programas eclesiásticos eles podem parecer até bastante fervorosos. Cantam, oram, cerram os olhos, erguem as mãos, gritam, pulam, giram, e estão em busca de uma experiência sempre nova, cada vez mais sensacional. Olhando para eles é como se Deus dissesse: “Só porque não grito e não faço escândalo, vocês acham que não existo?” (Isaías 57.11).
Cabe um exame a respeito de nossa relação com Deus. Será que não estamos colocando a nossa fé na dependência de nossos sentidos, emoções, experiências sensoriais mais do que em Deus, de fato!?
Cabe um exame a respeito de nossa relação com Deus. Será que não estamos colocando a nossa fé na dependência de nossos sentidos, emoções, experiências sensoriais mais do que em Deus, de fato!?
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Priorizando Com Sabedoria
“Por que gastais dinheiro naquilo que não é pão? e o fruto do vosso trabalho naquilo que não pode dar satisfação?” (Isaías 55:2).
Não há nenhuma dúvida de que quando se trata de tempo e dinheiro nós temos muitas dificuldades em utilizar bem tais recursos. Muitas vezes achamos que Deus nada tem a ver com estas coisas. Muito interessante a forma como Eugene Peterson traduziu o verso acima: “Por que gastam dinheiro em comida ruim, seu dinheiro ganho com tanto sacrifício em algodão-doce?” (Versão A Mensagem).
Realmente conseguimos gastar mal, adquirindo porcarias e lamentando depois a falta de recursos para o que é mais importante! A parábola dos talentos deveria nos incomodar e ajudar a revermos nossas prioridades. Tempo e dinheiro são talentos que Deus confia a nós. A maneiro como ocupamos o nosso tempo e como gastamos o nosso dinheiro revelam muito de nossas prioridades, daquilo que é de fato importante pra nós!
Não há nenhuma dúvida de que quando se trata de tempo e dinheiro nós temos muitas dificuldades em utilizar bem tais recursos. Muitas vezes achamos que Deus nada tem a ver com estas coisas. Muito interessante a forma como Eugene Peterson traduziu o verso acima: “Por que gastam dinheiro em comida ruim, seu dinheiro ganho com tanto sacrifício em algodão-doce?” (Versão A Mensagem).
Realmente conseguimos gastar mal, adquirindo porcarias e lamentando depois a falta de recursos para o que é mais importante! A parábola dos talentos deveria nos incomodar e ajudar a revermos nossas prioridades. Tempo e dinheiro são talentos que Deus confia a nós. A maneiro como ocupamos o nosso tempo e como gastamos o nosso dinheiro revelam muito de nossas prioridades, daquilo que é de fato importante pra nós!
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Ele Faz Novas Todas as Coisas
Ao ler uma promessa maravilhosa como esta do verso de Isaías, uma certeza deveria invadir o nosso coração: nada do que acontece em nossa vida é alheio ao conhecimento e cuidados de Deus. Embora a falta de emprego nos sacuda, apesar de a doença remover a saúde, mesmo que nossos relacionamentos estremeçam, a despeito de nossa fraqueza e frágil fé, Deus permanece fiel. Sua aliança de amor conosco não é abalada, não é alterada por nenhuma das tempestades que se abatem sobre nossa vida.
Amparados no amor e na super fidelidade do nosso Senhor, sigamos em frente. Sua promessa é de que das ruínas de uma nação arrasada ele é capaz de edificar a mais exuberante das cidades (Isaías 54. 11ss.).
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Deus Reina
“Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!’” (Isaías 52:7)
O verso acima pode nos levar a focar em nós mesmos ou em Deus. Gostamos de saber que, como missionários e evangelistas, Deus se agrada de nós; temos pés formosos, pois somos portadores de boas novas. Ou, podemos focar na mensagem principal: Deus reina!
A nobreza não está no meio de comunicação; não está no portador da mensagem. Mas, na verdade anunciada. E, que verdade! Que boa nova!
Pense na história! Países tem sua geografia modificada. Reinos se levantam e chegam à ruína. Homens e mulheres influentes passam. Regimes políticos diferentes dominam nações. Reis, Ministros, presidentes, papas, bispos, todo tipo de liderança, a partir das mais diversas ideologias e opções religiosas, vêm e vão. Há tempos de paz e tempos de guerra. Períodos de fartura e épocas de crise econômica. Uma verdade, no entanto, apesar de toda e qualquer circunstância, permanece: ‘O seu Deus reina!’
O verso acima pode nos levar a focar em nós mesmos ou em Deus. Gostamos de saber que, como missionários e evangelistas, Deus se agrada de nós; temos pés formosos, pois somos portadores de boas novas. Ou, podemos focar na mensagem principal: Deus reina!
A nobreza não está no meio de comunicação; não está no portador da mensagem. Mas, na verdade anunciada. E, que verdade! Que boa nova!
Pense na história! Países tem sua geografia modificada. Reinos se levantam e chegam à ruína. Homens e mulheres influentes passam. Regimes políticos diferentes dominam nações. Reis, Ministros, presidentes, papas, bispos, todo tipo de liderança, a partir das mais diversas ideologias e opções religiosas, vêm e vão. Há tempos de paz e tempos de guerra. Períodos de fartura e épocas de crise econômica. Uma verdade, no entanto, apesar de toda e qualquer circunstância, permanece: ‘O seu Deus reina!’
terça-feira, 28 de abril de 2015
Orar
Muitas coisas têm sido ditas a respeito da oração. Não é o objetivo aqui, tratar de definições e modelos mais uma vez. A pergunta que deveria nos incomodar, mesmo assim, é: Com que expectativa eu tenho orado?
Embora Deus se agrade de nossas orações, Ele não precisa delas. Somos nós quem dependemos de Deus. Nós é que somos edificados, restaurados, moldados em nosso caráter quando nos permitimos um tempo de maior intimidade com o Senhor. No entanto, podemos deixar que até mesmo estes momentos, que deveriam ser tão especiais, se tornem meros rituais religiosos, frios e mecânicos. Oramos sem fé.
Você já se conscientizou de que ao orar está falando com o Senhor do Universo? De que na oração você está em diálogo com o Deus que te ama incondicionalmente? Agora pense bem: de que forma você tem se apresentado ao Senhor? Quais são as coisas que você tem compartilhado com ele? Ao orar você não está apenas falando consigo mesmo. Tem alguém ouvindo. Alguém muito atento e desejoso por lhe atender!
Embora Deus se agrade de nossas orações, Ele não precisa delas. Somos nós quem dependemos de Deus. Nós é que somos edificados, restaurados, moldados em nosso caráter quando nos permitimos um tempo de maior intimidade com o Senhor. No entanto, podemos deixar que até mesmo estes momentos, que deveriam ser tão especiais, se tornem meros rituais religiosos, frios e mecânicos. Oramos sem fé.
Você já se conscientizou de que ao orar está falando com o Senhor do Universo? De que na oração você está em diálogo com o Deus que te ama incondicionalmente? Agora pense bem: de que forma você tem se apresentado ao Senhor? Quais são as coisas que você tem compartilhado com ele? Ao orar você não está apenas falando consigo mesmo. Tem alguém ouvindo. Alguém muito atento e desejoso por lhe atender!
terça-feira, 21 de abril de 2015
Deus é Fiel
“O Soberano Senhor abriu os meus ouvidos, e eu não tenho sido rebelde; eu não me afastei” (Isaías 50:5).
Quem de nós poderia repetir com convicção e segurança a frase acima? Muitos cristãos sentem-se culpados por encontrarem dificuldades para manterem-se firmes na caminhada. Sim. A nossa infidelidade é flagrante! Por mais que nos esforcemos, sempre de novo caímos. É por isso que a Escritura nos revela que mais importante do que focar em nossos próprios sentimentos, importa conhecer a Deus.
Somos inconstantes, infiéis e sujeitos às circunstâncias. No entanto, o Deus no qual cremos é constante, firme e fiel. Nossa relação com Deus não depende das credenciais que podemos apresentar diante dele. Mas, tão somente no seu grande amor derramado sobre nossas vidas.
Naqueles dias de “deserto”, de “frio” e “solidão”, lembre-se, vai passar, as coisas em nós e ao nosso redor passam. O amor de Deus, no entanto, permanece. Você crê não por aquilo que está sentindo, mas, porque sabe que Deus é fiel e em todos os momentos cuida de você!
Quem de nós poderia repetir com convicção e segurança a frase acima? Muitos cristãos sentem-se culpados por encontrarem dificuldades para manterem-se firmes na caminhada. Sim. A nossa infidelidade é flagrante! Por mais que nos esforcemos, sempre de novo caímos. É por isso que a Escritura nos revela que mais importante do que focar em nossos próprios sentimentos, importa conhecer a Deus.
Somos inconstantes, infiéis e sujeitos às circunstâncias. No entanto, o Deus no qual cremos é constante, firme e fiel. Nossa relação com Deus não depende das credenciais que podemos apresentar diante dele. Mas, tão somente no seu grande amor derramado sobre nossas vidas.
Naqueles dias de “deserto”, de “frio” e “solidão”, lembre-se, vai passar, as coisas em nós e ao nosso redor passam. O amor de Deus, no entanto, permanece. Você crê não por aquilo que está sentindo, mas, porque sabe que Deus é fiel e em todos os momentos cuida de você!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Alimento Consistente
Você já passou pela experiência de passar um dia ou mais sem poder fazer uma refeição consistente? Talvez tenha passado por uma longa viagem, sem tempo para parar e almoçar com calma!? Teve que passar o dia beliscando um salgadinho, uma bala, pequenas “porcarias” pra enganar a fome!? Chega aquele momento em que o que você mais deseja é poder “comer uma comida de verdade”!
Assim como o nosso estômago, também a nossa alma anseia pelo verdadeiro alimento espiritual. Na correria do dia a dia, diante de tantas informações que requerem nosso tempo e atenção, com tantas formas de entretenimento, as leituras rasas, as banalidades compartilhadas nas redes sociais, etc., chega um momento em que ansiamos por algo sólido, consistente, que preenche de verdade.
O estômago ronca, dói, começamos até mesmo a ter o humor alterado quando não nos alimentamos. Quais são os sinais de que você não tem se alimentado adequadamente? Não ter o que comer é uma tristeza! Quando temos opções, respondemos por nossa negligência. Nosso corpo anseia por uma alimentação saudável. Nossa alma anseia pela água da vida, pelo pão que desceu do céu (João 4. 31, 32).
Assim como o nosso estômago, também a nossa alma anseia pelo verdadeiro alimento espiritual. Na correria do dia a dia, diante de tantas informações que requerem nosso tempo e atenção, com tantas formas de entretenimento, as leituras rasas, as banalidades compartilhadas nas redes sociais, etc., chega um momento em que ansiamos por algo sólido, consistente, que preenche de verdade.
O estômago ronca, dói, começamos até mesmo a ter o humor alterado quando não nos alimentamos. Quais são os sinais de que você não tem se alimentado adequadamente? Não ter o que comer é uma tristeza! Quando temos opções, respondemos por nossa negligência. Nosso corpo anseia por uma alimentação saudável. Nossa alma anseia pela água da vida, pelo pão que desceu do céu (João 4. 31, 32).
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Coisas de Antigamente!?
Ao refletirmos sobre o pecado, especificamente como atitudes erradas, imorais e destrutivas, percebemos que, com o passar dos anos, alguns destes males vêm sendo banalizados. Você conseguiria lembrar-se de algo que já foi condenada no passado como pecaminoso e que atualmente é tido como “normal”?
Diante desta questão poderíamos mais facilmente listar questões relacionadas à sexualidade e família. São temas caros à igreja e que vem sendo tematizados atualmente. No entanto, existem outras questões que parecem já contar com a simpatia da grande maioria dos cristãos. Por exemplo: você conhece algum cristão endividado? Você mesmo já foi flagrado em uma mentira? E o que dizer da fofoca? Desde quando ser preguiçoso é algo de que se orgulhar? A infidelidade é outro mal que cada vez mais é aceito como “normal”. Já a comilança beira àquilo que alguns consideram virtude em vez de um vício do qual se envergonhar!
Sobre estas questões todas, as Escrituras têm muito a dizer. Qual seria a vontade de Deus para o povo que responde ao Rei da glória? O que versos como estes abaixo teriam a nos dizer?
“É tolice ser irresponsável com a vida financeira; acumular dívidas que não se pode pagar é muita loucura” (Provérbios 17. 18).
“Você preguiçoso, olhe para a formiga. Observe-a e aprenda alguma coisa com ela” (Provérbios 6. 6).
Oremos, com humildade e sinceridade diante do Senhor:
"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno" (Salmos 139:23-24)
Diante desta questão poderíamos mais facilmente listar questões relacionadas à sexualidade e família. São temas caros à igreja e que vem sendo tematizados atualmente. No entanto, existem outras questões que parecem já contar com a simpatia da grande maioria dos cristãos. Por exemplo: você conhece algum cristão endividado? Você mesmo já foi flagrado em uma mentira? E o que dizer da fofoca? Desde quando ser preguiçoso é algo de que se orgulhar? A infidelidade é outro mal que cada vez mais é aceito como “normal”. Já a comilança beira àquilo que alguns consideram virtude em vez de um vício do qual se envergonhar!Sobre estas questões todas, as Escrituras têm muito a dizer. Qual seria a vontade de Deus para o povo que responde ao Rei da glória? O que versos como estes abaixo teriam a nos dizer?
“É tolice ser irresponsável com a vida financeira; acumular dívidas que não se pode pagar é muita loucura” (Provérbios 17. 18).
“Você preguiçoso, olhe para a formiga. Observe-a e aprenda alguma coisa com ela” (Provérbios 6. 6).
Oremos, com humildade e sinceridade diante do Senhor:
"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno" (Salmos 139:23-24)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Crente Ateu
Muitas vezes confundimos as coisas religiosas por causa do nosso senso de meritocracia. Ignoramos a graça e novamente nos deixamos escravizar por práticas religiosas que Deus não nos pede. É verdade que desde o Antigo Testamento existe certa obediência que Deus espera de seu povo. No entanto, a nossa tendência se alinha àquilo que já era visto também entre os antigos hebreus. Achamos que por cumprir fielmente certos preceitos “religiosos” Deus se agradará de nós. É neste contexto que palavras como de Samuel nos chamam novamente à realidade: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros” (1 Samuel 15:22).
Enfim, toda e qualquer prática religiosa que buscamos cumprir em troca de salvação ou qualquer outro favor de Deus é vazio. Quem se sabe agraciado conhece o amor de Deus. E, como o profeta Miquéias já anunciava: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Miquéias 6:8).
Nossa relação com Deus não se pauta pelo esquema de trabalho e recompensa, mas, de graça e gratidão! Só há obediência, temor e gratidão com relação a outra pessoa que sabemos que existe e com quem mantemos um relacionamento efetivo. Não é possível falar em coisas próprias de um relacionamento quando o objeto da minha fé não passa de uma ideia, um sentimento subjetivo ou um discurso qualquer! Um “crente ateu” não tem a quem responder a não ser a si mesmo em sua fé self!
Enfim, toda e qualquer prática religiosa que buscamos cumprir em troca de salvação ou qualquer outro favor de Deus é vazio. Quem se sabe agraciado conhece o amor de Deus. E, como o profeta Miquéias já anunciava: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Miquéias 6:8).
Nossa relação com Deus não se pauta pelo esquema de trabalho e recompensa, mas, de graça e gratidão! Só há obediência, temor e gratidão com relação a outra pessoa que sabemos que existe e com quem mantemos um relacionamento efetivo. Não é possível falar em coisas próprias de um relacionamento quando o objeto da minha fé não passa de uma ideia, um sentimento subjetivo ou um discurso qualquer! Um “crente ateu” não tem a quem responder a não ser a si mesmo em sua fé self!
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
O Natal e os Natais
Está chegando mais uma semana de Natal. As propagandas se intensificam. O apelo das lojas e do comércio em geral convida ao consumismo. As luzes e o vermelho ditam o tom. Por todos os lados que se vai é possível escutar uma canção natalina. Na televisão os filmes e desenhos animados também enfocam este período festivo. Muitos serão, mais uma vez, os fogos, a comilança, os abraços (falsos e verdadeiros), os desejos de paz, felicidade e prosperidade... “Então é Natal...” A impressão é realmente de que vivemos um tempo cíclico: “o ano termina, e nasce outra vez”.
Nesta concepção de que estamos numa espécie de roda do tempo, o final do ano é aguardado com sofreguidão. É o fim do período de espera e sofrimento de um ano inteiro de trabalho. “Boas festas!”, desejamos. Logo ali mais um período de férias onde, quem sabe, seja possível viver de verdade, nem que seja por pouco tempo. Afinal, além do ano, também o período do Natal, as festas e as férias terminam. E, começa tudo de novo...!
Ora, se o Natal for apenas isso, então, não há mesmo qualquer motivo para uma real esperança. Alguns vão se entregar ao que chamam de prazeres do momento, pois não há nada mais a esperar. “Viva cada dia como se fosse o último”, dizem. Outros revelarão que suportam esta realidade na esperança de que algum dia viverão num mundo melhor (algum plano superior com as almas em êxtase, por exemplo). De qualquer modo, é assim mesmo, a roda gira, gira, e não há como escapar dela. Será mesmo? Tudo começa outra vez ou, tão somente continua!?
O Natal é celebração. O evento histórico que deu origem a esta celebração, este não se repete mais. O ano termina, e, aquele que começa, é outro. Na fé cristã há uma esperança que não se resume a uma compreensão cíclica do tempo. Se prestarmos atenção na realidade veremos que existem evidências concretas de que não funciona assim. A cada Natal você estará mais velho. As coisas mudam. A cada novo ano nós teremos aprendido mais. Sim, a história caminha para um propósito. O modo como vivemos cada dia é importante para o dia seguinte. O problema não está em envelhecer. Não está na limitação física. O desafio não está em superar o corpo ou este mundo físico num ciclo que finalmente nos catapultará para uma realidade desencarnada. O que você faz aqui e agora importa, sim. E, tudo o que fizermos repercutirá na eternidade. O ano termina, sim. Mas, não nasce outra vez. Cada ano é um novo ano. Cada dia, um novo dia. O que recebemos a cada alvorecer é uma nova oportunidade para compreendermos o quanto todo este mundo está impregnado de graça e amor. Cada novo dia é uma dádiva diante da qual recebemos a oportunidade de desfrutar com gratidão.
Nesta concepção de que estamos numa espécie de roda do tempo, o final do ano é aguardado com sofreguidão. É o fim do período de espera e sofrimento de um ano inteiro de trabalho. “Boas festas!”, desejamos. Logo ali mais um período de férias onde, quem sabe, seja possível viver de verdade, nem que seja por pouco tempo. Afinal, além do ano, também o período do Natal, as festas e as férias terminam. E, começa tudo de novo...!
Ora, se o Natal for apenas isso, então, não há mesmo qualquer motivo para uma real esperança. Alguns vão se entregar ao que chamam de prazeres do momento, pois não há nada mais a esperar. “Viva cada dia como se fosse o último”, dizem. Outros revelarão que suportam esta realidade na esperança de que algum dia viverão num mundo melhor (algum plano superior com as almas em êxtase, por exemplo). De qualquer modo, é assim mesmo, a roda gira, gira, e não há como escapar dela. Será mesmo? Tudo começa outra vez ou, tão somente continua!?
O Natal é celebração. O evento histórico que deu origem a esta celebração, este não se repete mais. O ano termina, e, aquele que começa, é outro. Na fé cristã há uma esperança que não se resume a uma compreensão cíclica do tempo. Se prestarmos atenção na realidade veremos que existem evidências concretas de que não funciona assim. A cada Natal você estará mais velho. As coisas mudam. A cada novo ano nós teremos aprendido mais. Sim, a história caminha para um propósito. O modo como vivemos cada dia é importante para o dia seguinte. O problema não está em envelhecer. Não está na limitação física. O desafio não está em superar o corpo ou este mundo físico num ciclo que finalmente nos catapultará para uma realidade desencarnada. O que você faz aqui e agora importa, sim. E, tudo o que fizermos repercutirá na eternidade. O ano termina, sim. Mas, não nasce outra vez. Cada ano é um novo ano. Cada dia, um novo dia. O que recebemos a cada alvorecer é uma nova oportunidade para compreendermos o quanto todo este mundo está impregnado de graça e amor. Cada novo dia é uma dádiva diante da qual recebemos a oportunidade de desfrutar com gratidão.
“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós”
(João 1:14)
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Faz Sentido!
Você também já deve ter ouvido especialistas se referindo à fase dos porquês no desenvolvimento das crianças. Quem convive com crianças, especialmente pais e professores, já notou isso mesmo sem a ajuda dos especialistas. Faz parte da experiência humana querer compreender este mundo que se revela à nossa volta. Nesta busca todos nós precisamos encontrar algum sentido para as coisas. Embora alguns digam que as perguntas revelam a curiosidade das crianças que querem saber como as coisas acontecem, na realidade, é mais do que mera curiosidade. Organizar o mundo à nossa volta de modo a compreendê-lo dentro de uma perspectiva que dê algum sentido para todas as coisas é algo inerente ao ser humano. Ninguém consegue viver numa realidade totalmente caótica. Assim como procuramos manter a nossa casa, o nosso ambiente de trabalho e a nossa mesa minimamente organizados, também necessitamos nos organizar mentalmente.
Embora possamos conviver com a dúvida e suportemos o fato de não termos as respostas para tudo, vivemos o tempo todo encaixando o novo dentro de um escopo mais amplo de modo que haja alguma harmonia em nossa visão de mundo. É assim que, muitas vezes, aceitamos uma resposta e convivemos com ela até que algo que demonstre fazer mais sentido apareça. Pode acontecer de, em algum momento, a pessoa se dar conta de algo tão fundamental que isso implique em toda uma revisão de vida. É como se não bastasse apenas encontrar um espaço na casa para um novo quadro. A peça é tão rara e valiosa que exige toda uma reforma no ambiente. Perceber como estas coisas acontecem é fator determinante na busca por autoconhecimento e sentido existencial. Além de estarmos abertos a novos aprendizados, o fato é que estamos sempre arranjando as coisas de modo que o mundo à nossa volta faça algum sentido.
Portanto, se no dia a dia das crianças se percebe esta fase mais evidente das perguntas, todos nós passamos a vida em busca de respostas. A maneira como respondemos as grandes questões da vida vai determinar fortemente a maneira como viveremos. Pois não se trata apenas de uma questão teórica. Vivemos como pensamos. Nossos gestos, atitudes e reações, refletem de alguma forma, as nossas crenças a respeito de como este mundo funciona. Estas respostas são mais óbvias a respeito de questões relacionadas ao mundo físico. Todos, em condições normais, respondemos da mesma maneira à lei da gravidade. Não é assim, porém, quando se trata das questões mais subjetivas. Aqui se explica, por exemplo, a existência das diferentes ideologias e religiões no mundo. A sociedade, a cultura e a realidade que vemos à nossa volta é produto do esforço de pessoas que estão procurando organizar as coisas de acordo com as respostas que elas estão enxergando para sua busca de sentido.
Embora possamos conviver com a dúvida e suportemos o fato de não termos as respostas para tudo, vivemos o tempo todo encaixando o novo dentro de um escopo mais amplo de modo que haja alguma harmonia em nossa visão de mundo. É assim que, muitas vezes, aceitamos uma resposta e convivemos com ela até que algo que demonstre fazer mais sentido apareça. Pode acontecer de, em algum momento, a pessoa se dar conta de algo tão fundamental que isso implique em toda uma revisão de vida. É como se não bastasse apenas encontrar um espaço na casa para um novo quadro. A peça é tão rara e valiosa que exige toda uma reforma no ambiente. Perceber como estas coisas acontecem é fator determinante na busca por autoconhecimento e sentido existencial. Além de estarmos abertos a novos aprendizados, o fato é que estamos sempre arranjando as coisas de modo que o mundo à nossa volta faça algum sentido.
Portanto, se no dia a dia das crianças se percebe esta fase mais evidente das perguntas, todos nós passamos a vida em busca de respostas. A maneira como respondemos as grandes questões da vida vai determinar fortemente a maneira como viveremos. Pois não se trata apenas de uma questão teórica. Vivemos como pensamos. Nossos gestos, atitudes e reações, refletem de alguma forma, as nossas crenças a respeito de como este mundo funciona. Estas respostas são mais óbvias a respeito de questões relacionadas ao mundo físico. Todos, em condições normais, respondemos da mesma maneira à lei da gravidade. Não é assim, porém, quando se trata das questões mais subjetivas. Aqui se explica, por exemplo, a existência das diferentes ideologias e religiões no mundo. A sociedade, a cultura e a realidade que vemos à nossa volta é produto do esforço de pessoas que estão procurando organizar as coisas de acordo com as respostas que elas estão enxergando para sua busca de sentido.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Os Últimos Acontecimentos
Quem elege os grandes temas sobre os quais você deveria ler, discutir e se preocupar? Quais são os temas principais dos diálogos com teus colegas de trabalho? Sobre o que vocês costumam conversar durante as refeições em família? Poucos dias após a morte de Jesus Cristo, dois homens seguiam caminho para o povoado de Emaús. A conversa rolava meio pesada quando, de repente, alguém se aproximou e começou a caminhar com eles. Logo o estranho perguntou: “Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?” A resposta indica um espanto comum: “Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias?” (Lucas 24.17-18).
Na chamada era da informação as pessoas se esforçam para estarem sempre atualizadas sobre os acontecimentos. Jornal, televisão, internet, rádio, tudo ajuda a manter as pessoas bem informadas sobre os fatos. Desde o próximo capítulo da novela até as maiores tragédias que acabam de acontecer do outro lado do mundo, tudo é notícia. Se houve um tempo em que as pessoas ficavam sabendo das coisas graças ao vizinho ou por um viajante que trazia a informação de longe, hoje, cada um pode escolher os meios e, consequentemente, a notícia. E, mais que isso, a versão da notícia! Logo, cada um também escolhe em qual versão deseja acreditar.
Muitas de nossas escolhas são feitas a partir de pessoas em quem confiamos. Por melhor que seja a índole de alguém, levará um tempo até que ela seja de confiança para quem ainda não a conhece. Nossas escolhas, assim, não são meramente pelas versões da realidade que são apresentadas todos os dias. Nem mesmo os argumentos, os fatos, as evidências são, muitas vezes, o suficiente. Depende de quem está contando a história. E, isso explica muita coisa. Por melhor que seja a notícia que você tem para transmitir, pode ser que ninguém te ouça simplesmente por isso!
Na conversa que se estabeleceu entre aqueles dois amigos na jornada para Emaús e o estranho que se juntou a eles, evidências foram apresentadas. Falaram sobre história, tradição, religião, passado, presente e futuro. Um relacionamento foi sendo construído. Ao chegarem ao destino, os dois homens perceberam que o estranho ainda seguiria mais um trecho. Convidaram-no para passar a noite e seguir com mais tranquilidade no dia seguinte. Como é comum à hospitalidade, convidaram para uma refeição, algo muito bem vindo após uma longa jornada. Quando o estranho, já não tão estranho, “estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (Lucas 24.30-31). Eis que a boa notícia se fez carne e habitou entre eles. Mais do que versões dos últimos acontecimentos, a realidade se manifestara!
Na chamada era da informação as pessoas se esforçam para estarem sempre atualizadas sobre os acontecimentos. Jornal, televisão, internet, rádio, tudo ajuda a manter as pessoas bem informadas sobre os fatos. Desde o próximo capítulo da novela até as maiores tragédias que acabam de acontecer do outro lado do mundo, tudo é notícia. Se houve um tempo em que as pessoas ficavam sabendo das coisas graças ao vizinho ou por um viajante que trazia a informação de longe, hoje, cada um pode escolher os meios e, consequentemente, a notícia. E, mais que isso, a versão da notícia! Logo, cada um também escolhe em qual versão deseja acreditar.
Muitas de nossas escolhas são feitas a partir de pessoas em quem confiamos. Por melhor que seja a índole de alguém, levará um tempo até que ela seja de confiança para quem ainda não a conhece. Nossas escolhas, assim, não são meramente pelas versões da realidade que são apresentadas todos os dias. Nem mesmo os argumentos, os fatos, as evidências são, muitas vezes, o suficiente. Depende de quem está contando a história. E, isso explica muita coisa. Por melhor que seja a notícia que você tem para transmitir, pode ser que ninguém te ouça simplesmente por isso!
Na conversa que se estabeleceu entre aqueles dois amigos na jornada para Emaús e o estranho que se juntou a eles, evidências foram apresentadas. Falaram sobre história, tradição, religião, passado, presente e futuro. Um relacionamento foi sendo construído. Ao chegarem ao destino, os dois homens perceberam que o estranho ainda seguiria mais um trecho. Convidaram-no para passar a noite e seguir com mais tranquilidade no dia seguinte. Como é comum à hospitalidade, convidaram para uma refeição, algo muito bem vindo após uma longa jornada. Quando o estranho, já não tão estranho, “estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (Lucas 24.30-31). Eis que a boa notícia se fez carne e habitou entre eles. Mais do que versões dos últimos acontecimentos, a realidade se manifestara!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Imitem a Cristo!
Se vocês receberam algo bom por seguir a Cristo; se o amor dele fez alguma diferença na vida de vocês; se estar numa comunidade do Espírito significa algo para vocês; se vocês tem um coração; se vocês se importam uns com os outros – façam-me um favor: concordem um com o outro, amem um ao outro, sejam amigos de verdade. Não joguem sujo; não bajulem ninguém só para conseguir o que desejam. Ponham o interesse próprio de lado e ajudem aos outros em sua jornada. Não fiquem obcecados em tirar vantagem. Esqueçam-se de vocês o suficiente para estender a mão e ajudar.
Tentem pensar como Cristo Jesus pensava. Mesmo em condição de igualdade com Deus, Jesus nunca pensou em tirar proveito dessa condição, de modo algum. Quando sua hora chegou, ele deixou de lado os privilégios da divindade e assumiu a condição de escravo, tornando-se humano! E, depois, permaneceu humano. Foi sua hora de humilhação. Ele não exigiu privilégios especiais, mas viveu uma vida abnegada e obediente, tendo também uma morte abnegada e obediente – e da pior forma: a crucificação.
Por causa dessa obediência, Deus o exaltou e honrou muito acima e além de todos, para que todos os seres criados, no céu e na terra – até aqueles há muito mortos e enterrados -, se curvem em adoração na presença de Jesus Cristo e proclamem, por meio do louvor, que ele é o Senhor de todos, para a gloriosa honra de Deus Pai.
Façam tudo pronta e alegremente – nada de brigas ou apelações! Apresentem-se imaculados para o mundo, como um sopro de ar fresco nesta sociedade poluída. Deem às pessoas um vislumbre de uma vida boa e do Deus vivo. Levem a Mensagem portadora de luz noite adentro.
(Texto de Filipenses 2. 1-11 e 14-16 – A Mensagem: Bíblia em mensagem contemporânea, de Eugene Peterson).
Tentem pensar como Cristo Jesus pensava. Mesmo em condição de igualdade com Deus, Jesus nunca pensou em tirar proveito dessa condição, de modo algum. Quando sua hora chegou, ele deixou de lado os privilégios da divindade e assumiu a condição de escravo, tornando-se humano! E, depois, permaneceu humano. Foi sua hora de humilhação. Ele não exigiu privilégios especiais, mas viveu uma vida abnegada e obediente, tendo também uma morte abnegada e obediente – e da pior forma: a crucificação.
Por causa dessa obediência, Deus o exaltou e honrou muito acima e além de todos, para que todos os seres criados, no céu e na terra – até aqueles há muito mortos e enterrados -, se curvem em adoração na presença de Jesus Cristo e proclamem, por meio do louvor, que ele é o Senhor de todos, para a gloriosa honra de Deus Pai.
Façam tudo pronta e alegremente – nada de brigas ou apelações! Apresentem-se imaculados para o mundo, como um sopro de ar fresco nesta sociedade poluída. Deem às pessoas um vislumbre de uma vida boa e do Deus vivo. Levem a Mensagem portadora de luz noite adentro.
(Texto de Filipenses 2. 1-11 e 14-16 – A Mensagem: Bíblia em mensagem contemporânea, de Eugene Peterson).
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