terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Entre o Fanatismo e as Questões Fundamentais
Portanto, vejo o termo como algo mais do que simplesmente uma palavra a ser usada para se referir à crença na interpretação literal dos livros sagrados. Como o seu surgimento se deu no protestantismo do sul dos Estados Unidos no século XIX, é mais utilizado no contexto religioso. Assim, ficaram conhecidos como fundamentalistas aqueles que rejeitavam o liberalismo teológico da época. Hoje, basta alguém defender algum valor ou princípio com base em sua crença para ser chamado de fundamentalista. No entanto, fundamentalismo passou a ser atribuído também a movimentos de caráter étnico, econômico e político.
A raiz do termo nos remete às palavras fundamento e origem. Logo, fundamentalista seria alguém que recorre aos fundamentos e às origens daquilo em que acredita ser essencial em sua fé. Assim, fundamentalismo seria algo diferente de fanatismo. Dizem, por exemplo, que alguém é capaz de trocar de parceiro, de religião, de partido, mas, jamais de time de futebol. O fanático segue uma doutrina, um partido, uma religião ou uma ideologia cegamente. Ele simplesmente toma algo como verdade e não aceita discutir a razoabilidade daquilo que abraçou. O fanatismo é capaz de levar uma pessoa ao exagero. Enquanto um fundamentalista ainda é capaz de buscar pelas origens de sua fé e deixar-se confrontar por ideias diferentes, o fanático declara que “futebol, política e religião não se discutem”. Com isso ele está dizendo que não importa se existe algo mais razoável ou coerente sobre aquele assunto no mundo, ele já fez a sua escolha e não está disposto a sequer considerar outros pontos de vista. Neste caso, sequer a possibilidade de diálogo ou debate é possível. O fanático não escuta, ele apenas fala, não aprende, ensina.
É claro que ninguém precisa me apresentar argumentos razoáveis para me persuadir a torcer por outro time de futebol. Este é um tema que não merece a importância que muitas vezes damos a ele. No entanto, em questão de fé, a coisa é, não só importante, mas, fundamental, sim. Pois assim como se crê, é como se vive. O resultado do meu estilo de vida é uma consequência daquilo em que acredito. Portanto, aquilo em que eu acredito não é tanto o que expresso com meu discurso, mas com a minha vida.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Sempre em Reforma
Foi assim que Lutero falou de igreja visível e igreja invisível. Além das instituições, existe a igreja como corpo místico de Cristo. Isso significa que a igreja como instituição humana (católica, Luterana, Presbiteriana, Assembleia de Deus, etc...) não pode ser identificada como a igreja verdadeira. A igreja é formada por aqueles que creem, a saber, aqueles que formam o corpo de Cristo. Esta somente Deus pode discernir. E, somente o pecado pode nos excluir da Igreja invisível. Quanto à igreja visível, representada pelas instituições, o fato de alguém ser excluído dela não significa, necessariamente, perder a salvação.
Assim, com todas as mudanças em curso, Lutero destacou aquilo que é essencial para o ser cristão e a igreja: a palavra de Deus nas formas da pregação e dos sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, a fé, a Bíblia, a oração, o canto comunitário, o amor ao próximo e o sacerdócio gral de todos os cristãos. Sobre esta questão do sacerdócio geral (1 Pedro 2.9) Lutero ficou especialmente feliz, pois encontrou uma fundamentação bíblica contra a ideia de separação entre clero e leigos. Assim, Lutero pode combater com mais convicção a distinção hierárquica na igreja com suas ideias de que ali também existem chefes e superiores. Vê-se, portanto, que passados quase 500 anos, o princípio da igreja reformada sempre se reformando continua bastante necessário. O Evangelho de Jesus Cristo não é dependente e nem se deixa prender por estruturas humanas. O nosso primeiro exercício, portanto, deve ser sempre o de estar atento ao que o Espírito diz à Igreja!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Sob a Graça
Sob a Graça: a espiritualidade no cotidiano tem o propósito de apresentar em linguagem simples e acessível algumas reflexões sobre a fé cristã. Na primeira parte procuro destacar algumas 'balizas' fundamentais para quem deseja trilhar um caminho espiritual sólido e inteligente. Na segunda parte o leitor encontrará capítulos que tratam sobre o relacionamento com Deus. Viver a espiritualidade é cultivar uma vida de proximidade com Deus. E, finalmente na terceira parte, são apresentadas algumas reflexões sobre a espiritualidade de alguns personagens bíblicos. São exemplos que servem de inspiração e que revelam muito sobre Deus e o seu amor pelo ser humano. Numa época de proliferação de literatura nas áreas da espiritualidade e da auto-ajuda, procuramos ser objetivos e simples sem, no entanto, cair no discurso comum. Se para cultivar uma vida espiritual você precisa assumir algumas crenças, nada mais natural do que buscar coerência para esta área tão importante da vida. Afinal, falar de espiritualidade é falar das coisas da alma.
A escolha do nome para o título do livro, se dá por uma razão muito simples. Creio que é assim que todo cristão deveria compreender-se: vivendo sob a maravilhosa graça de Deus.
Agradeço a todos pela leitura e pelos comentários. É muito importante receber o retorno de vocês!
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terça-feira, 24 de março de 2009
Balizas da Fé Cristã - Conclusão
Os treze últimos artigos que você leu neste espaço no ano de 2009 tiveram a intenção de causar uma reflexão sobre pontos importantes da fé cristã. Ter fé, ou, ser cristão é muito mais do que participar de uma igreja, ser batizado, ser confirmado, dar o dízimo, ser líder na igreja e participar de um presbitério, ter uma bíblia, etc. Todas essas coisas você pode fazer e continuar sendo um incrédulo. Por isso procuramos refletir sobre importantes balizas da caminhada cristã como: a Bíblia, o ser humano, o pecado, Jesus, a fé, a oração, o diabo, a igreja, os pastores, os membros da igreja, o dízimo e as ofertas e sobre a vida após a morte.A marca do verdadeiro cristão é o amor. Os frutos que demonstram se alguém conhece a Jesus é amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão, humildade, domínio próprio. Quando alguém compreende o grande amor de Deus na sua vida uma das características que se observa é o início de um processo de transformação na vida dessa pessoa.
Ser um cristão de fé é ser alguém que se dispõe a seguir a Jesus sem se interessar só com o que vai ganhar em troca. É saber que caminhar com Deus não é algo apenas de uma vez por semana. Trata-se de uma vida em processo de renovação, aprendizado e humildade 24 horas por dia, 7 dias por semana, 12 meses por ano...
A fé cristã está fundamentada na revelação de Deus. Não uma revelação individual e arbitrária. Nem tampouco uma revelação fruto do êxtase de alguém que se propõe a apresentar novos caminhos. A iniciativa é sempre de Deus. A Bíblia foi escrita num período de mais de 1.500 anos por mais de quarenta autores que viveram épocas diferentes. Sua coerência é fruto da inspiração divina. Nós, independente de quem somos, ou do cargo que ocupamos, somos intérpretes dessa Escritura. A Bíblia é autoridade sobre nós. É através dela que Deus nos revela seus propósitos.
Ou a igreja investe no estudo das Escrituras procurando fazer o diálogo entre a sua fé e o mundo onde vive, ou o cristianismo desaparecerá. Restará apenas um sincretismo com elementos de inúmeras propostas religiosas formando uma grande colcha de retalhos que apenas aumentará a confusão na cabeça das pessoas.
Ser cristão não é ser perfeito e nem ter todas as respostas. Ser cristão é relacionar-se com alguém que acolhe as nossas dúvidas. Ser cristão é saber-se perdoado antes de pedir perdão! É reconhecer-se amado antes de poder amar!
terça-feira, 17 de março de 2009
Balizas da Fé Cristã XII
Cristãos não acreditam em reencarnação e nem no purgatório. Pois “o homem está destinado a morrer uma só vez” (Hebreus 9. 27). Não acreditamos que a alma de alguém que morreu possa voltar para assombrar os vivos. Não cremos na manifestação, aparição e comunicação com o espírito de pessoas que já morreram. Pessoas mortas não podem trazer recados do além. Também não podem ouvir aquilo que pessoas vivas querem dizer a elas. A pessoa que morreu dorme até o dia quando Jesus Cristo irá voltar. Todos irão então ressuscitar.
“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6. 23). Merecemos a morte por causa da nossa maldade. No entanto, Deus pagou o preço morrendo em nosso lugar na cruz. Assim como Jesus ressuscitou, todos aqueles que crêem vão ressuscitar para habitar com Ele eternamente.
Nós cremos na vida eterna. Todas as pessoas que crêem no amor de Jesus Cristo e que aceitam o perdão dos pecados que Jesus ofereceu na cruz ressuscitarão para a nova vida no reino de Deus. A pessoa que despertou para a fé em Deus experimentará a morte física uma só vez. Depois, ressuscitará para a eternidade, viverá para sempre no reino de Deus. Cristo veio restaurar tudo aquilo que a maldade do pecado corrompeu. Irá chegar o dia quando Jesus Cristo estabelecerá definitivamente seu novo reino. Ali “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Apocalipse 21. 4). Todas as coisas serão regeneradas.
Jesus jamais tratou a morte com insensibilidade ou como mera questão religiosa sem importância. Certa vez, ao encontrar-se com amigos enlutados, Jesus começa um diálogo com as irmãs do homem que tinha falecido. Jesus era muito amigo da família e também chora a morte de Lázaro. Essas foram algumas de suas palavras para Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (João 11. 25, 26).
quarta-feira, 11 de março de 2009
Balizas da Fé Cristã XI
Dízimo
É verdade que quanto mais dinheiro eu der para uma religião mais Deus vai me abençoar? O dízimo é uma maneira de conseguir enriquecer investindo na igreja? Se a igreja não cobra taxas e mensalidades porque tem tanta gente apelando por dinheiro nas religiões hoje em dia?
O dízimo é a contribuição que os membros ofertam para a Igreja. Têm o objetivo de servir a igreja que investirá esses recursos anunciando a mensagem de graça e amor de Deus.
A palavra dízimo vem de dez. A décima parte. Qual é a relação da contribuição com Deus? Não significa que se você dá R$ 10,00 para uma igreja Deus vai dar R$ 100,00 de volta para você. A sua contribuição é por gratidão. Ou seja, por gratidão você decide livremente ofertar um valor para a igreja onde é membro participante. Deus é quem nos abençoa primeiro. A sua contribuição é uma resposta ao amor de Deus. É uma das maneiras que temos para expressar a nossa gratidão. A igreja pode apenas sugerir um valor para a pessoa ofertar. Jamais a igreja ou o pastor pode exigir ou impor qualquer valor.
Quando você dá um valor esperando receber dez vezes mais de Deus, você está invertendo as coisas. A Bíblia e nem Jesus nunca ensinaram isso. Mais uma vez, devemos estar atentos às armadilhas de pessoas com intenções duvidosas. Jesus nasceu humilde numa manjedoura. No seu ministério, Jesus realizou diversos milagres. Mas, nunca Ele realizou o milagre de transformar uma pessoa pobre numa pessoa rica. Jesus também jamais cobrou por um milagre ou gesto de amor que realizou.
Ofertar é reconhecer a soberania de Deus sobre todas as coisas. Tudo o que existe foi feito por Deus. Tudo o que nós temos já é presente de Deus. Devemos buscar na sua Palavra a sabedoria para administrar bem. É preciso ser honesto em tudo, estudar, trabalhar e viver com a consciência tranqüila. Devemos levar a Bíblia em consideração na sua totalidade. E, não apenas ler aqueles versículos que são convenientes. O que você entende das palavras de Tiago que escreve: “se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de ‘sabedoria’ não vem dos céus, mas é terrena; não é espiritual, mas é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males” (Tiago 3. 14-16)? A ambição egoísta e a cobiça são condenados por Deus.
O Apóstolo Paulo ensinou assim: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra” (2 Coríntios 9. 6 – 8).
quinta-feira, 5 de março de 2009
Balizas da Fé Cristã X
Membro ou Sócio?
Precisa alguma coisa especial para participar da Igreja? Como eu faço para participar de uma igreja? Se a Igreja é o corpo de Cristo, qual é o papel do ser humano nesse corpo?
Primeiramente, a igreja não tem sócio. Nós usamos a palavra membro. Afinal, se igreja é corpo de Cristo, então eu só posso ser membro dela. Ao escrever para uma comunidade cristã, o Apóstolo Paulo diz: “vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (I Coríntios 12. 27). Quem tem associado é clube, empresa, associações de bairro, time de futebol, etc. E a igreja não é nada disso. A igreja não possui associados, clientes ou acionistas. Por isso, a igreja também não tem mensalidade ou taxa pra participar dela. A contribuição é livre. A igreja não visa lucro nas arrecadações. Ela gerencia os recursos para na obra pelo Reino de Deus.
Para ser membro de uma igreja Luterana a pessoa precisa crer no Senhor Jesus. Afinal, A igreja é corpo de Cristo. E, as pessoas são membros. Ninguém vai querer ser membro do corpo de alguém em quem não confia. Se a pessoa crê no Senhor Jesus e confessa isso publicamente, ela pode ser batizada. Então, ela se torna um membro da igreja. A ficha que a pessoa vai preencher serve para o arquivo onde todos os dados dos membros estão. Assim, a igreja sabe quem são os membros, as famílias, os endereços e contatos de cada um. O membro da igreja Luterana vai poder então contar com o auxílio dos obreiros: visitas nas casas e em hospitais, orações, casamento, velório, sepultamento, aconselhamento, auxílio na hora de resolver conflitos familiares, etc. Além de poder se envolver na comunidade onde outros irmãos na fé já são membros também. Ali, fará novas amizades, experimentará o apoio de outras pessoas em momentos de dificuldade, terá a chance de se envolver nas diferentes programações da comunidade como culto, retiros, grupos e até na liderança. Sim, todo cristão recebe dons e talentos de Deus para poder também servir e ajudar outros.
A igreja é o ambiente em que a superficialidade e o anonimato vão sendo deixados de lado. Deus deseja proporcionar a você relacionamentos verdadeiros e profundos. Na igreja você não é um mero cliente ou consumidor. Você é alguém único, especial e que pode fazer a diferença na vida de alguém. “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo” (Marcos 10. 43). Foi isso o que Jesus ensinou. E, a igreja é mais um espaço onde as pessoas têm a oportunidade de colocar isso
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Balizas da Fé Cristã IX
Deus não tem mais representante especial na terra. Não precisamos de sacerdotes, padres, reverendos, diáconos, teólogos, missionários, pastores, bispos, profetas, presbíteros, apóstolos ou santos para interceder pela nossa salvação. A salvação foi dada por Jesus. Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10. 11). Na igreja Luterana temos quatro tipos de obreiros ordenados: Pastor, Missionário, Catequista e Diácono. Todos eles são consagrados para servir na igreja. Sua principal função é pregar a Palavra de Deus, ensinar a verdade sobre a Bíblia, orientar e aconselhar as pessoas, levar adiante a mensagem de Jesus, etc. Ou seja, são líderes espirituais preparados para servir de diversas formas. Porém, eles não são mais especiais do que ninguém perante Deus. São pessoas que têm, na verdade, uma grande responsabilidade diante de Deus. Essa missão consiste em “falar de Cristo a todos proclamando, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para apresentar cada pessoa aperfeiçoada em Cristo” (Colossensses 1. 27, 28).
No tempo de Jesus existiam os pastores de ovelhas. Esses pastores eram responsáveis por cuidar e guiar as ovelhas. Por isso, Jesus é o bom pastor e os cristãos são conhecidos como suas ovelhas. Um dos perigos para as ovelhas eram os lobos que podiam atacar o rebanho. Por isso Jesus também alertou: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos” (Mateus 7. 15, 16). Então, o mesmo cuidado que devemos ter com a igreja, devemos ter também com os seus líderes. Eles não são perfeitos. Porém, devem ser pessoas com caráter: sérias, honestas, corretas e dispostas a reconhecer seus erros e pedir perdão.
Entre aqueles que amam a Jesus, Ele pode chamar alguns para missões especiais. Ao discípulo Pedro, Jesus disse: “Cuide das minhas ovelhas” (João 21. 17). O modelo de liderança é o próprio Jesus que deu a vida por amor ao mundo. De que maneira os líderes de hoje estão demonstrando amor pelo mundo e as pessoas? O que eles estão pregando nas igrejas e na televisão hoje? Temos líderes dispostos a servir e se doar pelas ‘ovelhas’? Ou será que estão mais interessados em explorar a sua carne e a sua lã para obter lucro? Essas são perguntas importantes que precisamos fazer para discernir as intenções dos homens. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário está interessado apenas em tirar proveito (João 10. 1-16).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Balizas da Fé Cristã VIII
A igreja é feita de pessoas que crêem no Senhor Jesus. As pessoas é que são o mais importante na igreja. Porém, não podemos esquecer uma coisa. Pessoas são pecadoras, ou seja, imperfeitas. Por isso, a igreja também não é perfeita. O problema é quando pessoas mal intencionadas usam o nome de igreja para tirar vantagem e explorar os inocentes. Mais uma vez, devemos permanecer atentos. Jesus avisou que “surgirão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente” (Mateus 24. 24, 25).
No mundo existem as instituições ou denominações. O que é isso? São as igrejas diferentes: católica, luterana, batista, quadrangular, presbiteriana, assembléia de Deus, etc. Essas igrejas são organizações humanas que procuram cumprir o propósito de Deus no mundo. Também elas têm as suas falhas. São administradas por pessoas pecadoras. Por isso é que existem tantas igrejas diferentes. Por causa de desentendimentos ou pensamentos diferentes a igreja acaba se dividindo. Mas, como saber se uma igreja é Cristã? Como saber se ela é legítima e se segue os ensinamentos de Cristo? A primeira coisa é ver se ela ensina a salvação (perdão – santificação – glorificação) em Jesus Cristo. Outra coisa fundamental é ver se ela é fiel àquilo que a Bíblia diz e ensina. Normalmente, as igrejas mais sérias possuem já uma longa história. Elas existem há bastante tempo com uma longa tradição. É claro que existem igrejas novas que também possuem uma liderança séria e comprometida. “Se o propósito ou atividade deles for de origem humana, fracassará; se proceder de Deus, vocês não serão capazes de impedi-los” (Atos 4. 38, 39).
Igreja é gente. Instituições, programas e prédios estão lá porque as pessoas estão lá e ‘precisam’ dessas coisas. Portanto, a igreja é uma realidade onde aqueles que creem no amor de Jesus procuram viver no exercício desse amor a Deus e ao próximo.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Balizas da Fé Cristã VII
Diabo e demônios
O diabo existe? Qual é o objetivo dele? A mesma fonte que nos mostra quem é Deus, revela também a existência do mal: a Bíblia. Jesus disse que o objetivo do diabo é “roubar, matar e destruir” (João 10. 10). Ainda sobre o diabo Jesus alerta: “Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8. 44).
O diabo possui uma legião de demônios para cumprir seus planos de roubo, mentiras, morte e destruição a serviço do mal. Quando alguém deixa de viver segundo a vontade de Deus está fazendo aquilo que agrada o diabo. Existem casos em que demônios podem dominar uma pessoa levando-a a fazer coisas ruins. O Novo Testamento apresenta casos que Jesus teve que expulsar demônios da vida de pessoas escravizadas pelo mal. Jesus foi sempre curto e direto. Ele não dava espaço para os demônios humilharem mais a pessoa e nem entrevistava o espírito maligno. Isso prova que o diabo nunca é mais poderoso do que Deus. Quando uma pessoa se rende ao amor de Deus e procura viver uma vida consagrada, o diabo vai perdendo seu poder sobre essa pessoa. O apóstolo Tiago escreveu: “submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!” (Tiago 4. 7, 8).
Nem todos os problemas e dificuldades são obras diretas de satanás. Nós também sofremos as conseqüências da nossa própria maldade. Se eu me embriagar, pegar o carro e bater contra um poste, isso foi uma coisa que eu mesmo procurei. Não adianta só culpar o diabo ou o poste que estava no meio do caminho. Ser um cristão significa ser coerente, buscando sempre a sabedoria de Deus. A Bíblia alerta que “os insensatos morrem por falta de juízo” (Provérbios 10. 21).
Se você conhece o amor de Deus e vive em obediência a Ele não precisa temer o poder do diabo. Na cruz Jesus morreu pelos nossos pecados e derrotou o diabo. Os poderes diabólicos hoje estão limitados pela vontade de Deus. O apóstolo Paulo sabia bem disso: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8. 31). E, conclui: “estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está
O único espírito de paz, amor e harmonia que deve possuir a vida do cristão é o Espírito Santo de Deus. Por isso, devemos evitar sempre os lugares e propostas religiosas que invocam outros tipos de espíritos. O único Espírito bondoso que existe é o Espírito Santo de Deus.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Balizas da Fé Cristã VI

Oração
Para quem se Deve Orar? Alguém pode mesmo falar com Deus? O que é oração afinal? Existe diferença entre orar e rezar? Orar é falar com Deus. Não existe nada nem mais ninguém que pode ouvir a nossa oração. Por isso, é somente a Deus em nome do Senhor Jesus Cristo que devemos orar. A palavra rezar pode ser utilizado como sinônimo para orar, significando, portanto, a mesma coisa. Porém, é comum identificar oração como um diálogo espontâneo com Deus enquanto que rezar seria repetir uma prece memorizada.
Cristãos não acreditam no poder de simpatias, horóscopo, imagens, ídolos, objetos sacralizados como lenços, rosas, copos com água, óleo, amuletos, pé de coelho, ferradura, cartas, búzios, animais, árvores, etc. Assim, não cremos também no poder da oração ou da reza
Nós cremos que Deus criou todas as coisas. Assim, nada pode ser maior ou ter mais poder do que Aquele que criou tudo. Nem mesmo os astros como as estrelas, o sol ou a lua. Em vez de acreditarmos nas coisas criadas, nós cremos e oramos para aquele que é o Senhor da criação. E, todas as pessoas podem orar. Orar é falar com Deus. Assim é que nós construímos o nosso relacionamento com Ele. Não existe oração fraca e oração forte. Deus ouve toda e qualquer oração. Ninguém é mais especial do que o outro para Deus. Somos todos pessoas de valor. Podemos conversar com Deus assim como nós conversamos com uma pessoa amiga e de confiança. A diferença é que Deus sempre irá nos compreender profundamente.
Podemos também orar por outras pessoas. Essa oração nós chamamos de intercessão. Significa pedir a Deus pelo bem do próximo. Porém, não acreditamos na oração por objetos como chaves, carteira de trabalho, peça de roupa, fotografia, etc. Se lembrarmos o nome da pessoa diante de Deus em oração isso é suficiente. Assim como objetos inanimados não são possuídos por espíritos, eles também não têm poder em si, seja para o bem seja para o mal.
Então, porque colocar a nossa confiança nas coisas criadas se nós podemos falar diretamente com o grande criador? Qual é o sentido em termos mais fé em objetos, imagens, animais, rituais e, até pessoas quando podemos recorrer diretamente a Deus que fez todas as coisas? Jesus foi também exemplo na oração. E, sempre que orava falava com Deus Pai. Você pode orar e falar com Deus agora mesmo.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Balizas da Fé Cristã V
Fé
Você crê? E, em quem crê? “A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11. 1). A fé não é um passo no escuro. Fé é acreditar numa pessoa real que viveu em carne e osso, foi gente num determinado período da história. Jesus Cristo é essa pessoa. A fé nos permite um relacionamento com Jesus. Como em todo relacionamento, nós falamos e também ouvimos.
Não acreditamos que homens ou mulheres possam manipular o poder de Deus. Muitos até tentam. Deus não recebe ordens de seres humanos. Existem pessoas que procuram determinar, declarar, exigir de Deus e em nome de Deus. No entanto, Deus é soberano. A Sua vontade é livre e Ele sabe melhor do que nós mesmos aquilo de que necessitamos. Ele está em todos os lugares. Conhece todas as pessoas. Não existe um lugar, dia ou um horário mais sagrado ou mais espiritual do que o outro. Deus é soberano sobre tudo e sobre todos. Deus está em todos os lugares e podemos falar com Ele a qualquer hora do dia.
Fé não é crendice, superstição, magia e nem qualquer objeto que a pessoa usa. Tentar usar a fé para manipular o poder de Deus ou negociar com Ele é feitiçaria. Com Deus não se negocia. Com Deus a gente não faz trocas. Deus nos ajuda não porque merecemos, mas porque Ele nos ama. O amor de Deus é graça. Não é algo que eu posso comprar. Fé é uma relação de amor e confiança que se estabelece entre a pessoa e Deus. Trata-se de uma relação de confiança entre a pessoa e Deus. Não basta ter fé num objeto, numa confissão positiva, num ritual sagrado, numa oferenda, etc. A fé pressupões uma resposta. E, somente uma pessoa, alguém com personalidade, um Deus pessoal pode ouvir e responder a oração que é fruto da fé.
A fé é muito mais do que acreditar que tudo vai dar certo. A fé é uma resposta que damos à revelação de Deus por meio da Sua Palavra e do seu Filho Jesus Cristo. A fé cristã, por perseverar num Deus de amor, é também uma fé que não se desespera diante do mistério. É saber que mesmo quando as coisas fogem do nosso controle, quando tudo parece dar errado, quando vem a doença, o desemprego e outras dificuldades, Deus continua soberano sobre tudo. A fé é uma relação de amor entre Pai e filho que se baseia não naquilo que o Pai pode dar. Mas, que está baseado naquilo que Deus é. Uma relação que só pensa nas vantagens e procura somente as bênçãos é utilitarista. E, não está fundamentada no amor. É a certeza do amor de Deus, apesar das circunstâncias, que me leva a continuar em frente.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Balizas da Fé Cristã IV
Inúmeros livros, mensagens e filmes já foram produzidos sobre Jesus Cristo. Nenhum personagem da história humana conseguiu feitos tão extra-ordinários como Ele. Nenhum outro líder religioso, profeta ou guru que apareceu na história é comparável a Jesus de Nazaré. Poderíamos aqui listar uma série de razões para sustentar essa verdade. No entanto, uma frase de Leonardo Boff revela bem a diferença entre Cristo e todos os demais seres humanos: "Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Só Deus quis ser menino". Sim, Jesus é Deus quem veio ao mundo como uma pequena criança que nasceu num curral entre animais. Jesus aponta para a contramão daquilo que o mundo conhece por sucesso, prosperidade e poder.
Mas, por qual razão Deus veio ao mundo em forma de homem? “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (João 3. 16, 17). Se nós somos rebeldes pecadores, merecemos a condenação pela nossa maldade. Isso é justiça. Receber aquilo que merecemos é justiça. Como Deus nos ama demais para nos deixar perdidos, Ele vem pagar o preço da morte em nosso lugar. Assim, acabamos não recebendo aquilo que merecemos. Isso é misericórdia. E, somente alguém puro e sem pecado é que poderia fazer isso. Assim, recebemos o perdão e a vida eterna. Receber aquilo que não merecemos é graça. É um presente que nós podemos apenas aceitar.
Então, o que devemos fazer para sermos salvos? Apenas crer no Senhor Jesus e segui-Lo. Pois “todo o que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome” (Atos 10. 43).
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Balizas da Fé Cristã III
Assim como a Bíblia fala de si mesma e do ser humano, ela nos ajuda a entender também a condição humana. Uma palavra não muito popular hoje em dia é pecado. O que é pecado? Por que às vezes fazemos coisas que não queríamos fazer? Por que existe tanta maldade?
Pecado é a rebelião do ser humano contra Deus. O ser humano é egocêntrico. O que isso significa? Queremos sempre levar vantagem sobre os outros; achamos que não precisamos de Deus; acreditamos que nós somos sempre melhores do que os outros; somos desobedientes; resistimos à vontade de Deus fazendo coisas contrárias aos Seus mandamentos. Por isso, pecado não é tanto aquilo que nós fazemos. É aquilo que nós somos: pecadores. Sendo pecadores, nós acabamos fazendo coisas erradas. “Suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele” (Isaías 59.2). Nossa auto-suficiência nos leva a errarmos o alvo naquilo que é verdadeiramente essencial na vida. Ao ignorarmos a Deus ignoramos também toda a sua sabedoria.
Ninguém é santo. “Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3. 22, 23). Nós já nascemos assim. Os cristãos não acreditam que as pessoas sejam apenas um produto do meio social e cultural onde ele nasceu e cresceu. Já nascemos com o potencial para cometermos erros, equívocos e agir sempre egoisticamente. Como lembra o profeta: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jeremias 17. 9). Qualquer pessoa que fizer uma análise sincera dos seus sentimentos, desejos e pensamentos, chegará à mesma conclusão.
Somente Jesus Cristo viveu sem pecado. Por isso, só Ele é quem pode nos perdoar e salvar. Mesmo sendo pecadores, Deus nos declara ‘sem culpa’ das ofensas que Lhe fizemos. Isso é assim por causa de Jesus Cristo, aquele que em sua bondade tira os nossos pecados gratuitamente. O pecado nos afasta e separa de Deus. Jesus nos reconcilia com Deus. Uma das coisas mais pesadas que o pecado gera no ser humano é a culpa. Diante de um Deus santo a nossa consciência de culpa acaba nos distanciando ainda mais dEle. O perdão de Cristo nos alivia da culpa. Se existe um abismo entre o ser humano pecador e Aquele que nos criou, Jesus Cristo é a ponte que nos permite novamente livre acesso ao pai. Se você se sente culpado, lembre-se: peça perdão a Deus, confesse a Ele a sua culpa e receba imediatamente o perdão e a libertação que o seu coração precisa.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Balizas da Fé Cristã II
Deus criou todas as coisas. No sexto dia Ele criou os seres humanos: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1. 27). Deus criou os animais segundo a sua espécie. Já nós, seres humanos, fomos criados segundo á imagem e semelhança de Deus. Deus mesmo foi o modelo para nós. Isso significa que a vida humana é sagrada.
Os cristãos não acreditam que Deus ama mais a um do que a outro ser humano. Todos nós somos iguais em valor e dignidade. Não importa raça, cor da pele, classe social, aparência, cultura, etc. É o pecado que leva o ser humano a ser preconceituoso e a discriminar as pessoas diferentes. Deus não se alegra com a maldade do pecado, mas ama o pecador. O ser humano é alvo do amor e da misericórdia de Deus.
O ser humano é pecador. Ele tende para o mal. Em pensamentos, palavras e ações estamos sempre errando o alvo. Mas, na cruz Jesus nos perdoou os pecados. A nossa culpa foi retirada e colocada sobre Cristo. Essa boa notícia nos dá liberdade e alegria. Por isso, queremos levar a boa nova adiante, para que todos saibam. Deus nos ama de graça. Ele nos perdoou de graça. Você crê nisso?
Cremos que as pessoas podem e devem ter autonomia para viver dignamente. Todos devem saber dar a si mesmos o valor que Deus já concedeu. Saúde, educação, moradia, alimento, trabalho, lazer, companhia, tudo isso são direitos fundamentais do ser humano. Ninguém gosta de viver sempre dependendo de governo ou dos outros nessas questões básicas. Por isso, insistimos no desenvolvimento humano. Acreditamos que alguém, em circunstâncias normais, pode, deve e deseja conquistar com o próprio esforço uma vida digna.
Jesus disse em João 10. 10: “eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. Tudo aquilo que não favorece a vida é fruto do pecado, da maldade, do erro, da injustiça... O ser humano que compreende o amor de Deus na sua vida e se deixa orientar pela vontade divina sempre será um porta-voz da justiça, misericórdia, graça e amor.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Balizas da Fé Cristã I
A Bíblia
Por que tanta gente ainda hoje lê um livro tão antigo como a Bíblia? Praticamente todas as grandes religiões possuem seus livros sagrados. A Bíblia é o Livro Sagrado para os Cristãos. Ela foi escrita por pessoas sob a inspiração de Deus. As doutrinas e ensinamentos do cristianismo devem basear-se na Bíblia. Ali encontramos a revelação do propósito de Deus para a humanidade. A Bíblia é uma grande carta de amor de Deus para o mundo.
Todo ensinamento da igreja deve basear-se primeiramente na Bíblia. Quando uma igreja inventa novidades ou contraria a vontade de Deus revelada na Bíblia, é preciso estar alerta. O ser humano é falho e pode usar a Bíblia, a igreja e a boa fé das pessoas para explorar e levar vantagem. Por isso, devemos conhecer a Bíblia. Assim, conseguiremos discernir as palavras e as ações das pessoas. Mais do que ler, é importante entender o que se lê.
No Evangelho de Mateus 7. 16 Jesus disse: “Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?” Isso significa que as ações das pessoas e dos líderes vão revelar suas verdadeiras intenções. Jesus convida a observarmos se há coerência entre aquilo que as pessoas e líderes falam e aquilo que eles fazem. Existe coerência entre o discurso e a prática?
Um exemplo para nós hoje deve ser os cristãos de Beréia. A respeito deles o livro de Atos diz que “receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo” (Atos 17. 11). A Bíblia é o parâmetro, a referência para aqueles que procuram levar a sério a sua fé e relacionamento com Deus.
Quem hoje está preocupado em conferir nas Escrituras se tudo aquilo que dizem por aí é assim mesmo? Hoje é muito fácil encontramos templos, programas de televisão e livros que pretendem apresentar uma mensagem cristã e bíblica. Mas, será que é tudo assim mesmo?
sábado, 27 de dezembro de 2008
Creio, Não Creio
Em que você crê? Em quem você Crê? E, em que você não crê? Assumir uma posição de fé significa dizer sim para várias coisas. Mas, por outro lado, significa também não embarcar em muitas tantas ofertas religiosas que existem por aí. Sempre que eu digo que acredito numa determinada coisa, automaticamente estou dizendo que não creio em uma série de outras propostas. Uma palavra que poucas pessoas compreendem o significado hoje é coerência. Muitas pessoas estão confusas diante dos tantos apelos, doutrinas e religiões. Como saber se não estamos sendo enganados? É possível crer ao mesmo tempo em duas verdades opostas? Existe alguma harmonia na forma como você compreende a vida, a morte, a fé e tantos outros assuntos neste mundo onde você vive? Ou você também sente falta de algumas balizas orientadoras de vez em quando? Será que ‘é tudo a mesma coisa’ como muitos gostam de dizer? Baliza é uma coisa que pode ter vários significados. A pergunta é em que sentido essa palavra serve à nossa reflexão. Vejamos alguns significados que o dicionário apresenta para Baliza: 1) Marco, poste ou outro sinal que indica algum lugar; 2) Sinal para impedir o trânsito em ruas ou praças; 3) Sinal que indica uma passagem; 4) Limite. Logo, poderíamos perguntar: quais são as balizas da fé cristã? Quais são os marcos ou sinais que indicam que estamos no caminho certo? Quais são os sinais que servem de alerta para nos avisar quando estamos desviando da rota? Existem limites quando o assunto é religião e fé? Diante dessas perguntas, podemos indicar de forma rápida e simples algumas das principais balizas que nos ajudam a perceber em qual caminho estamos seguindo. Lembramos, portanto, desde já, as palavras de Jesus Cristo, que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14. 6). Você está no caminho? Nos próximos artigos vamos abordar pelo menos doze tópicos que um cristão não pode ignorar. Nós poderíamos abordar aspectos ou questões principais de outras religiões. No entanto, confesso o cristianismo como minha fé e estilo de vida. Respeito as demais crenças. Como não existe ninguém neutro ou totalmente laico quando vai expor seus pensamentos e opiniões, quero deixar claro e ser bem transparente quanto a confiança que tenho no Senhor Jesus Cristo e na vontade de Deus revelada nas Sagradas Escrituras. Vem daí a influencia sobre a minha visão de mundo bem como a fonte da minha esperança de vida.Continue Lendo:
A Bíblia
O Ser Humano








