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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ele Vive!

“os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (Lucas 24.31)

Alegria: “Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia” (Salmos 118.24). É alegria para não caber em si! A vontade é de sair cantando: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há. Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida, está nas mãos do meu Jesus, que vivo está”. Sim, “é verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lucas 24.34) e para muitos outros também! O que parecia completamente impossível aconteceu! Jesus é o fundamento de toda e qualquer esperança. Aquele para quem não há distinção entre o ordinário e o extraordinário. O Senhor da vida não permanece preso ao mundo dos mortos. Nosso Deus é um Deus vivo e que age na história. Da sua ressurreição depende a nossa ressurreição. Por isso, podemos exultar e cantar com júbilo. A vida venceu a morte!

A ressurreição de Jesus inaugura um novo tempo. Ele veio para consumar o plano de amor de Deus para com a sua criação. Sua vinda mudou a história. Há esperança para todos. Não importa como têm sido a caminhada, quais sejam as últimas notícias, os rumos que as coisas parecem estar tomando, o fato é que Jesus Cristo é o Deus que intervém e dá a última palavra.

Reconhecer Jesus, o Deus conosco, significa experimentar esta mudança também em nossas vidas. Encaramos a vida pela perspectiva da eternidade. O túmulo não representa um “The End”. A morte foi vencida, o pecado derrotado, satanás envergonhado. Nada disso depende de algum sentimento ou emoção, é fato no qual podemos crer. Sigamos em frente renovados por esta verdade.

Senhor, obrigado por poder alegrar-me contigo. Amém.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Deus Reina

“Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!’” (Isaías 52:7)
O verso acima pode nos levar a focar em nós mesmos ou em Deus. Gostamos de saber que, como missionários e evangelistas, Deus se agrada de nós; temos pés formosos, pois somos portadores de boas novas. Ou, podemos focar na mensagem principal: Deus reina!
A nobreza não está no meio de comunicação; não está no portador da mensagem. Mas, na verdade anunciada. E, que verdade! Que boa nova!
Pense na história! Países tem sua geografia modificada. Reinos se levantam e chegam à ruína. Homens e mulheres influentes passam. Regimes políticos diferentes dominam nações. Reis, Ministros, presidentes, papas, bispos, todo tipo de liderança, a partir das mais diversas ideologias e opções religiosas, vêm e vão. Há tempos de paz e tempos de guerra. Períodos de fartura e épocas de crise econômica. Uma verdade, no entanto, apesar de toda e qualquer circunstância, permanece: ‘O seu Deus reina!’

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Natal e os Natais

Está chegando mais uma semana de Natal. As propagandas se intensificam. O apelo das lojas e do comércio em geral convida ao consumismo. As luzes e o vermelho ditam o tom. Por todos os lados que se vai é possível escutar uma canção natalina. Na televisão os filmes e desenhos animados também enfocam este período festivo. Muitos serão, mais uma vez, os fogos, a comilança, os abraços (falsos e verdadeiros), os desejos de paz, felicidade e prosperidade... “Então é Natal...” A impressão é realmente de que vivemos um tempo cíclico: “o ano termina, e nasce outra vez”.

Nesta concepção de que estamos numa espécie de roda do tempo, o final do ano é aguardado com sofreguidão. É o fim do período de espera e sofrimento de um ano inteiro de trabalho. “Boas festas!”, desejamos. Logo ali mais um período de férias onde, quem sabe, seja possível viver de verdade, nem que seja por pouco tempo. Afinal, além do ano, também o período do Natal, as festas e as férias terminam. E, começa tudo de novo...!

Ora, se o Natal for apenas isso, então, não há mesmo qualquer motivo para uma real esperança. Alguns vão se entregar ao que chamam de prazeres do momento, pois não há nada mais a esperar. “Viva cada dia como se fosse o último”, dizem. Outros revelarão que suportam esta realidade na esperança de que algum dia viverão num mundo melhor (algum plano superior com as almas em êxtase, por exemplo). De qualquer modo, é assim mesmo, a roda gira, gira, e não há como escapar dela. Será mesmo? Tudo começa outra vez ou, tão somente continua!?

O Natal é celebração. O evento histórico que deu origem a esta celebração, este não se repete mais. O ano termina, e, aquele que começa, é outro. Na fé cristã há uma esperança que não se resume a uma compreensão cíclica do tempo. Se prestarmos atenção na realidade veremos que existem evidências concretas de que não funciona assim. A cada Natal você estará mais velho. As coisas mudam. A cada novo ano nós teremos aprendido mais. Sim, a história caminha para um propósito. O modo como vivemos cada dia é importante para o dia seguinte. O problema não está em envelhecer. Não está na limitação física. O desafio não está em superar o corpo ou este mundo físico num ciclo que finalmente nos catapultará para uma realidade desencarnada. O que você faz aqui e agora importa, sim. E, tudo o que fizermos repercutirá na eternidade. O ano termina, sim. Mas, não nasce outra vez. Cada ano é um novo ano. Cada dia, um novo dia. O que recebemos a cada alvorecer é uma nova oportunidade para compreendermos o quanto todo este mundo está impregnado de graça e amor. Cada novo dia é uma dádiva diante da qual recebemos a oportunidade de desfrutar com gratidão.

“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” 
(João 1:14)

domingo, 1 de abril de 2012

De Fato, Feliz Páscoa!

A páscoa é um dos feriados mais marcantes do calendário. O mais impressionante é saber que esta data é celebrada por causa de um evento espetacular ocorrido na história da humanidade. Aliás, por ser um evento magnificamente espetacular não é de surpreender que este seja um feriado tão popular e consolidado na sociedade. O que seria estranho é se o evento que marca a páscoa não tivesse ocorrido e, mesmo assim, o mundo celebrasse este dia. Embora não se saiba precisamente o dia em que Jesus ressuscitou, fato é que ele ressuscitou. O mesmo é verdade quanto ao seu nascimento. Existem muitas datas de eventos importantes ocorridos na história que não correspondem exatamente ao dia em que é lembrado, registrado ou celebrado. Mas, nem por isso deixa-se de acreditar que o evento tenha ocorrido de fato. Até mesmo as festas e celebrações de aniversário em nossos dias costumam acontecer em dias diferentes daquele que marca o nascimento.

Mas, o que nos permite acreditar que Jesus de fato ressuscitou? A maior evidência de que Jesus Cristo ressuscitou é o túmulo vazio. De acordo com o texto bíblico: “No primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, as mulheres tomaram as especiarias aromáticas que haviam preparado e foram ao sepulcro. Encontraram removida a pedra do sepulcro, mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus” (Lucas 24:1-3). Este é um fato que abalou a história. E, tanto é verdadeiro que jamais se encontrou qualquer resto mortal de Jesus. Na história religiosa os sepulcros dos mártires geralmente são transformados em santuário. Não foi o que aconteceu com o sepulcro de Cristo. A mudança na ênfase do sábado para o domingo na igreja primitiva também só se explica se algo extraordinário tivesse ocorrido naquele dia. E, será que os discípulos de Jesus estariam mesmo dispostos a sofrer e até mesmo morrer por uma mentira? Pois foi isto o que aconteceu com a maioria dos primeiros seguidores de Jesus. Eles estavam plenamente convencidos de que Jesus estava vivo e viveram segundo as suas convicções assumindo o risco e pagando o preço por isso.

Outro aspecto importante e que comprova a ressurreição de Jesus Cristo é o grande número de testemunhas que viram, ouviram e, até tocaram o mestre depois de ele sair do túmulo. De acordo com o testemunho do Apóstolo Paulo, Jesus “apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez (...). Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim...” (1 Coríntios 15:6-8). Vejam, Jesus apareceu aos doze discípulos, também para mais de quinhentas outras pessoas, foi tocado, as pessoas falaram com ele e Jesus também compartilhou a mesa fazendo as refeições como qualquer pessoa viva (Lucas 24. 42,43 e João 20.27).

Tantas pessoas não podiam estar simplesmente loucas ou deslumbradas com uma aparição fantasmagórica qualquer! Tampouco a igreja poderia ter surgido sobre uma mentira ou delírio de homens e mulheres que apenas tinham a perder com isso! Jesus ressuscitou. Podemos celebrar. A morte não tem a última palavra! Portanto, feliz Páscoa!

domingo, 18 de março de 2012

Liberdade x Escravidão

Apesar de muitas pessoas acreditarem que não existe mais escravidão, fato é que no mundo, principalmente em regiões da Ásia e da África, essa prática persiste em pleno século XXI. Existe, inclusive, uma ONG chamada Christian Solidarity International (Solidariedade Cristã Internacional) com sede na Suiça, que trabalha para libertar pessoas, especialmente crianças, vítimas do trabalho escravo. Sua estratégia consiste basicamente em arrecadar dinheiro para comprar escravos e depois libertá-los. Embora louvável e bem intencionado, o projeto recebe críticas por estimular ainda mais um negócio hediondo. Sem entrar nesse mérito, fato é que a iniciativa nos remete ao antigo significado da palavra redenção.

Originalmente, a palavra redenção apontava para o preço a ser pago para comprar de volta um escravo, tornando-o livre pelo pagamento de um resgate. Este é um livramento que depende de um redentor. A ideia de um resgatador, quando falamos no contexto religioso, parece, para alguns, como algo muito fácil e cômodo para aquela pessoa que é resgatada. Porém, imagine a situação de pessoas fragilizadas, amedrontadas, à mercê de homens poderosos, providos de armamento e dinheiro! Imagine quantas são as situações na vida real em que alguém se encontra fragilizado, dependendo da intervenção de alguém outro para poder reerguer-se! É verdade que Deus criou o ser humano com liberdade e responsabilidades diante da Criação e da vida. Porém, dentre as tantas coisas que nós não conseguimos realizar sozinhos, entre elas está a principal. Não podemos alcançar por nós mesmos a salvação. Precisamos de um resgatador.

Apesar de toda confusão que tantas falsas doutrinas sob o rótulo de cristão e evangélico tem causado, a grande e definitiva intervenção divina se deu em Jesus Cristo na Cruz e na ressurreição. Mais do que um milagreiro, um grande profeta, um guru ou guia espiritual Jesus é o redentor. Somos todos escravos, cativos do pecado. Ora, se o preço para nos libertar do pecado é a morte (Romanos 6. 23), então, somente alguém sem pecado poderia pagá-lo. E, esse alguém é Jesus, que afirmou: “eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (João 10. 10).

 Muitas doutrinas se espalham afirmando que a salvação é uma conquista pessoal. Mas, onde fica Deus no processo de salvação que depende apenas de nós mesmos? Se é tudo com o indivíduo, pra que Deus, então!? Não. O ser humano por si só não é capaz de salvar a si mesmo. Dependemos de Deus e do seu amor, da sua maravilhosa graça. Ele nos perdoa. Liberta-nos da culpa. Resgata-nos do ciclo do pecado.  O preço foi pago (I Coríntios 6. 20). Você está livre (João 8. 36).

Vida x Morte

Para alguém que considera apenas a realidade espiritual como o ideal, toda a matéria é má. É como se este mundo físico no qual vivemos não fosse a boa criação de Deus. Logo, a tendência será viver uma vida que aguarda ansiosamente escapar deste mundo. Não surpreende que também entre os cristãos, a frase ‘volta logo Jesus’ seja tão comum. Na realidade, o que se espera não é um encontro com o nosso Salvador ou a instauração plena do Reino de Deus, mas, simplesmente escapar dos desafios que temos diante de nós todos os dias. Muitos acreditam que com a volta de Jesus não teremos mais a responsabilidade dada por Deus aos seres humanos em Genesis 1. 28-30; 2. 15, 19-20. Essa crença ignora que responsabilidades envolvendo o trabalho e o desenvolvimento da cultura já estão lá, antes mesmo da Queda (Gênesis 3).

 A principal consequência da Queda e do pecado não é que agora o ser humano teria que trabalhar, mas que e o seu trabalho viria acompanhado de cansaço e fadiga. Ao dispensar Deus e rebelar-se contra Ele, o ser humano passa a ter que conviver com o sofrimento. E, a morte passou a ser uma ameaça constante (Gênesis 2. 17). Desde então, os seres humanos lutam por tornar a vida mais confortável e escapar ou, pelo menos adiar ao máximo, a realidade da morte. Isso tanto na ciência quanto na religião. Trata-se de um esforço louvável, embora, no final, tenhamos que nos render diante do inevitável.

 Ao ressuscitar, Jesus venceu a morte. Ele “é o princípio e o primogênito dentre os mortos” (Colossenses 1. 18). A tentação de não morrer gera formulações religiosas diferentes como a doutrina da reencarnação. O problema é que, neste caso, continua-se acreditando na versão da serpente que, para enganar o ser humano, chama Deus de mentiroso e assegura: "Certamente não morrerão!” (Genesis 3.4). A vida é encarada como uma sucessão de encarnações dadas como chance de driblar a morte e finalmente conseguir escapar do mundo físico. Afinal, entende-se que é este o problema. É a matéria que deteriora e morre. É ela que gera o sofrimento. Nenhuma possibilidade de redenção é possível. Jesus pode ser apenas um grande guru ou um espírito iluminado, mas, jamais o Redentor e, muito menos Deus. Como na velha história do Éden, continua-se acreditando que o melhor é dispensar Deus e conquistar pelos próprios méritos a salvação.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Do Pó da Terra

Verão é tempo de praia. Quando vamos à praia vemos que as crianças gostam muito de brincar na areia. E, a brincadeira predileta delas é moldar castelos e outras figuras com a areia molhada. Talvez você já tenha visto artistas talentosos capazes de moldar figuras perfeitas, verdadeiras obras de arte na areia. Trata-se de um trabalho minucioso que exige paciência e sensibilidade. Os artistas mais habilidosos são capazes de criar esculturas do corpo humano, por exemplo, que chamam a atenção de todos que passam. Existem, inclusive, concursos de escultura na areia.

Ao lermos a Bíblia, que a Igreja considera oficialmente a sua principal fonte doutrinária, já no início dela, encontramos Deus criando todas as coisas. No sexto dia Deus criou o ser humano. É interessante notarmos que Deus molda o ser humano a partir de elementos já presentes na criação: “o Senhor Deus formou o homem do pó da terra” (Gênesis 2.7). Talvez por isso, muitas vezes escutamos pessoas referindo-se a Deus como um grande artesão. Observando as esculturas de areia e, apenas o texto de Gênesis como reproduzido acima, o que vemos é um corpo humano sem vida. Talvez o artista moldando figuras humanas com a areia da praia seja o mais próximo que podemos chegar dessa versão primitiva da criação. A própria palavra homem vem do latim humanus, que deriva de homo e está relacionado à humus, “terra”, pela noção de “seres da Terra”.

Diferente da maioria dos artistas que podem levar sua obra de arte de um lugar ao outro e até oferecê-las de presente ou vendê-las, o artista da praia tem diante de si o seu trabalho por apenas alguns momentos. A fragilidade das esculturas de areia não permite o seu deslocamento. Logo o vento e as ondas da maré alta ou mesmo vândalos fazem com que aquela figura escultural volte a ser somente pó. Tudo o que se pode fazer é registrar a imagem através de uma câmera. Aqui chegamos também na grande diferença entre Deus e o ser humano. Trata-se da diferença entre Criador e criatura. Embora ambos recriem a partir dos elementos já disponíveis, somente Deus oferece o fôlego de vida, tornando o ser humano um ser vivente (Gênesis 2.7). Isso porque Deus não apenas cria do pó, mas Ele é aquele que deu origem também ao pó. Aquele que criou todas as coisas é também o doador da vida! “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gênesis 2:7). Inconformados com nossa fragilidade, procuramos reproduzir imagens que nos eternizem! Não esqueçamos, porém, que a nossa existência está em Deus, aquele que criou todas as coisas e que tem o sopro da vida!


Este é o primeiro artigo de uma série sobre Justificação. Procuramos esclarecer a diferença entre a doutrina da reencarnação e a Justificação em Jesus Cristo. Leia os outros textos:

Espírito x Matéria

Ressurreição x Reencarnação

terça-feira, 17 de março de 2009

Balizas da Fé Cristã XII

Vida após a morte
Existem fantasmas? Para onde iremos depois da morte? É possível se comunicar com quem já morreu? A alma pode viver fora do corpo? Na Bíblia lemos que Deus “formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Genesis 2. 7). A vida acontece no encontro do fôlego de vida de Deus com os elementos da terra. O fôlego, espírito ou alma não existem separadamente. É preciso matéria, elementos físicos. Assim como um boneco de areia não pode sair andando sem o fôlego de vida de Deus, também a alma não sai por aí assombrando sem ter um corpo físico.
Cristãos não acreditam em reencarnação e nem no purgatório. Pois “o homem está destinado a morrer uma só vez” (Hebreus 9. 27). Não acreditamos que a alma de alguém que morreu possa voltar para assombrar os vivos. Não cremos na manifestação, aparição e comunicação com o espírito de pessoas que já morreram. Pessoas mortas não podem trazer recados do além. Também não podem ouvir aquilo que pessoas vivas querem dizer a elas. A pessoa que morreu dorme até o dia quando Jesus Cristo irá voltar. Todos irão então ressuscitar.
“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6. 23). Merecemos a morte por causa da nossa maldade. No entanto, Deus pagou o preço morrendo em nosso lugar na cruz. Assim como Jesus ressuscitou, todos aqueles que crêem vão ressuscitar para habitar com Ele eternamente.
Nós cremos na vida eterna. Todas as pessoas que crêem no amor de Jesus Cristo e que aceitam o perdão dos pecados que Jesus ofereceu na cruz ressuscitarão para a nova vida no reino de Deus. A pessoa que despertou para a fé em Deus experimentará a morte física uma só vez. Depois, ressuscitará para a eternidade, viverá para sempre no reino de Deus. Cristo veio restaurar tudo aquilo que a maldade do pecado corrompeu. Irá chegar o dia quando Jesus Cristo estabelecerá definitivamente seu novo reino. Ali “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Apocalipse 21. 4). Todas as coisas serão regeneradas.
Jesus jamais tratou a morte com insensibilidade ou como mera questão religiosa sem importância. Certa vez, ao encontrar-se com amigos enlutados, Jesus começa um diálogo com as irmãs do homem que tinha falecido. Jesus era muito amigo da família e também chora a morte de Lázaro. Essas foram algumas de suas palavras para Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (João 11. 25, 26).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Anseio Pela Eternidade

A vida eterna que a maioria das pessoas busca hoje
é diferente daquela que aparece nos Evangelhos


Você se considera uma pessoa completa, realizada? Se você tivesse a oportunidade de estar diante de Deus, o que lhe pediria? Qual é a pergunta que gostaria de fazer a Deus? Aproveitaria para tirar uma grande dúvida? Pediria riquezas, saúde ou poder, quem sabe!? Mas, e se dinheiro, prestígio, juventude e boa reputação não fossem problema para você?

Certa vez um jovem importante, rico, provável líder na sociedade local, boa aparência, bem sucedido e com todas as possibilidades na vida chegou até Jesus. O que será que ele teria a dizer a outro jovem que despontava como mestre na época? O que estaria faltando na vida daquele jovem rico? Ele se aproxima de maneira inusitada. Corre em direção a Jesus. Ele não tinha dúvidas quanto a pessoa que desejava abordar. Sabe muito bem distinguir o mestre em meio à multidão. Quando finalmente está frente a frente com Jesus ele se ajoelha. Algo estava deixando-o inquieto. Ele tem uma pergunta a fazer: “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Marcos 10. 17).

Apesar de ter tudo, parece que algo ainda estava faltando. Um sentimento secreto lá no íntimo o inquietava. Existia um descontentamento inexplicável. Vida eterna era o que ele buscava. Não é o único. Embora hoje muitos não admitam, a busca pela vida eterna continua. Busca evidenciada em muitas neuroses do nosso tempo. A ciência concentra esforços basicamente para prolongar a vida humana. O modo como as pessoas fogem da velhice, evitam falar da morte, procuram manter uma aparência jovem, gastam fortunas com cirurgias plásticas... Os milionários que pedem para ser congelados quando morrerem (criogenia). Na esperança de que a ciência possa trazer as pessoas de volta a vida no futuro...

Nos Evangelhos, vida eterna, reino dos céus e salvação significam a mesma coisa. A vida eterna que a maioria das pessoas busca hoje é diferente daquela que aparece nos Evangelhos. Hoje, o que se busca é o tudo da terra. A eternidade sem salvação. A eternidade num reino de cobiça, ganância e vaidades. Compreendem um reino sem salvação; uma eternidade sem reino; salvação sem eternidade...

A vida eterna é a vida de Deus. A nova vida concedida por Jesus Cristo. Um anseio interno de cada ser humano. Deus “fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade” (Eclesiastes 3. 11). Esse anseio, essa busca, esse algo mais que falta, é inerente ao ser humano. Por mais dinheiro e status que conquistarmos neste mundo, sem a comunhão com Deus não seremos completos. Continuaremos com perguntas não respondidas. Aliás, nesta vida, nada nos garante todas as respostas...

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