Grandes líderes fazem sucessores. Depois de Moisés chegou a vez de Josué liderar o povo de Israel. E, o que se vê mais uma vez é que Deus está ao lado daqueles que são chamados para um grande propósito: “Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar" (Josué 1:9).
Com certeza deve ter sido muito encorajador e estimulante para Josué receber de Deus esta palavra. Mais do que uma palavra é a confirmação de uma companhia, de alguém que se põe ao lado, que instrui, orienta, ensina e fortalece! Se há um Deus que nos chama é ele também quem capacita e se coloca junto na caminhada.
Se Deus está chamando você saiba também que ele não deixará que você siga em frente sozinho. A obediência implica em ter Deus ao nosso lado. Obedecer e seguir na direção dos propósitos de Deus nos fará experimentar o cuidado de Deus e o seu agir na história.
Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Equipe ou Carrossel?
Existe um brinquedo para divertimento tradicional nas feiras, festas e parques de diversões conhecido como carrossel. Costuma ser montado numa plataforma circular giratória, em que são instalados cavalos de madeira pintados e outros animais. É um brinquedo que reproduz movimento sem, no entanto, sair do lugar. Ao montar num cavalinho de brinquedo a criança gira, gira e se diverte. Está em movimento, mas, ao fim das contas, não saiu do lugar. Como o brinquedo é de girar e são vários cavalinhos de brinquedo, o movimento circular permite dizer que um cavalinho vai ocupar o espaço deixado pelo que está à frente e, assim, a brincadeira acontece.
A partir da observação de como funciona este brinquedo, criou-se a expressão "efeito carrossel". De forma semelhante, por se tratar de uma espécie de dança de roda, se utiliza a expressão "ciranda" para dizer que existem pessoas trocando de lugar sem que no todo se observe muitas alterações. Finalmente, há também a famosa brincadeira da "dança das cadeiras". Creio, no entanto, que não é necessário que eu estique mais esta conversa para fazer um adulto compreender o sentido em que desejo ser interpretado no uso das expressões "carrossel", "ciranda" ou "dança das cadeiras". Muito provavelmente a brincadeira de criança já não é mais o significado primeiro e direto que vem à mente.
Você trabalha com outras pessoas? Muito bem, seu departamento de trabalho, seu ministério, este grupo onde você está inserido, funciona como uma equipe ou como um carrossel? Explico. Numa equipe as pessoas ocupam funções específicas sem, necessariamente, terem que se ocupar com todas as atividades de um processo. Cada um pode se dedicar naquilo que faz melhor sem perder a perspectiva do todo. Numa equipe a pessoa sabe que aquilo que ela está realizando contribui para algo mais amplo que é complementado pela atividade de outra pessoa.
Vemos que muitas paróquias da IECLB, por exemplo, onde até se consegue ter mais de um ministro trabalhando, não há trabalho em equipe de fato. Ou se divide a paróquia por regiões geográficas e cada um fica na sua, fazendo tudo (Obviamente é preciso levar em conta que determinados contextos, especialmente onde as distâncias são longas, requerem tratamento próprio) . Ou, todos fazem tudo num verdadeiro carrossel, passando de uma atividade pra outra enquanto os demais fazem o mesmo. Com isso, todos gastam a mesma energia preparando-se para as mesmas atividades sem que haja otimização de tempo e recursos. E, sem que cada um possa, de fato, dedicar-se àquilo que faz de melhor. Um excelente pregador precisa, portanto, fazer um esforço enorme para também organizar o encontro de jovens, enquanto o outro, que é excelente na condução do trabalho com jovens, precisa também dedicar-se à pregação, o que lhe toma o dobro do tempo sem que atinja a mesma qualidade e eficácia do outro que é ótimo nisso.
O responsável por esta incapacidade de trabalhar em equipe nem sempre é só dos ministros. Na maioria das vezes os membros e, especialmente o presbitério da comunidade ou o conselho paroquial, fazem questão de "ver" todos os seus ministros girando pelo carrossel da agenda paroquial, afinal, são pagos para isso. Impera ainda na cabeça de muitos a ideia de que o trabalho de pastoreio se dá do púlpito. Ledo engano! O dia a dia de um trabalho pastoral passa por relacionamentos, contato pessoal, visita, preparo em oração e leitura da Bíblia, descanso e tempo para a própria família. São muitas coisas que geralmente são ignorados, pois não são atividades que acontecem diante dos olhos de uma grande plateia. Basta ver como os relatórios são montados com dados estatísticos na ânsia de mostrar serviço.
A maneira como muitas paróquias tem definido a vaga a ser ocupada pelo próximo ministro já é revelador. Pede-se alguém que, simplesmente, não existe. Afinal de contas, quem é que pode assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, como muitos esperam de seu pastor? O tema "trabalho em equipe" é necessidade urgente a ser trabalhado em nossa igreja. Não existe nenhuma receita pronta. Mas, isso não é desculpa para fugirmos do fato de que há muito o que progredir nessa área!
A partir da observação de como funciona este brinquedo, criou-se a expressão "efeito carrossel". De forma semelhante, por se tratar de uma espécie de dança de roda, se utiliza a expressão "ciranda" para dizer que existem pessoas trocando de lugar sem que no todo se observe muitas alterações. Finalmente, há também a famosa brincadeira da "dança das cadeiras". Creio, no entanto, que não é necessário que eu estique mais esta conversa para fazer um adulto compreender o sentido em que desejo ser interpretado no uso das expressões "carrossel", "ciranda" ou "dança das cadeiras". Muito provavelmente a brincadeira de criança já não é mais o significado primeiro e direto que vem à mente.
Você trabalha com outras pessoas? Muito bem, seu departamento de trabalho, seu ministério, este grupo onde você está inserido, funciona como uma equipe ou como um carrossel? Explico. Numa equipe as pessoas ocupam funções específicas sem, necessariamente, terem que se ocupar com todas as atividades de um processo. Cada um pode se dedicar naquilo que faz melhor sem perder a perspectiva do todo. Numa equipe a pessoa sabe que aquilo que ela está realizando contribui para algo mais amplo que é complementado pela atividade de outra pessoa.
Vemos que muitas paróquias da IECLB, por exemplo, onde até se consegue ter mais de um ministro trabalhando, não há trabalho em equipe de fato. Ou se divide a paróquia por regiões geográficas e cada um fica na sua, fazendo tudo (Obviamente é preciso levar em conta que determinados contextos, especialmente onde as distâncias são longas, requerem tratamento próprio) . Ou, todos fazem tudo num verdadeiro carrossel, passando de uma atividade pra outra enquanto os demais fazem o mesmo. Com isso, todos gastam a mesma energia preparando-se para as mesmas atividades sem que haja otimização de tempo e recursos. E, sem que cada um possa, de fato, dedicar-se àquilo que faz de melhor. Um excelente pregador precisa, portanto, fazer um esforço enorme para também organizar o encontro de jovens, enquanto o outro, que é excelente na condução do trabalho com jovens, precisa também dedicar-se à pregação, o que lhe toma o dobro do tempo sem que atinja a mesma qualidade e eficácia do outro que é ótimo nisso.
O responsável por esta incapacidade de trabalhar em equipe nem sempre é só dos ministros. Na maioria das vezes os membros e, especialmente o presbitério da comunidade ou o conselho paroquial, fazem questão de "ver" todos os seus ministros girando pelo carrossel da agenda paroquial, afinal, são pagos para isso. Impera ainda na cabeça de muitos a ideia de que o trabalho de pastoreio se dá do púlpito. Ledo engano! O dia a dia de um trabalho pastoral passa por relacionamentos, contato pessoal, visita, preparo em oração e leitura da Bíblia, descanso e tempo para a própria família. São muitas coisas que geralmente são ignorados, pois não são atividades que acontecem diante dos olhos de uma grande plateia. Basta ver como os relatórios são montados com dados estatísticos na ânsia de mostrar serviço.
A maneira como muitas paróquias tem definido a vaga a ser ocupada pelo próximo ministro já é revelador. Pede-se alguém que, simplesmente, não existe. Afinal de contas, quem é que pode assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, como muitos esperam de seu pastor? O tema "trabalho em equipe" é necessidade urgente a ser trabalhado em nossa igreja. Não existe nenhuma receita pronta. Mas, isso não é desculpa para fugirmos do fato de que há muito o que progredir nessa área!
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Obstáculos ao Trabalho em Equipe
Apesar de no contexto da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) existir o discurso e até mesmo um documento que fala sobre o Ministério Compartilhado, são poucas as paróquias onde o trabalho em equipe entre ministros ordenados de fato acontece. Obviamente não precisamos nos restringir ao ministério ordenado para falar a respeito do trabalho em equipe na igreja. No entanto, o documento mencionado se aplica especialmente a este caso. A IECLB, lembremos, possui quatro ministérios para os quais reconhece a ordenação oficial: pastoral, missionário, catequético e diaconal.
No entanto, é uma bela herança da Reforma que também devemos destacar aqui e que amplia a possibilidade de envolvimento das pessoas nos trabalhos do ministério cristão na igreja: o sacerdócio geral de todos os cristãos. Com isso, deixamos claro que existe esta realidade mais ampla e necessária na prática e reflexão constante no cotidiano da igreja, bem como para a vocação de cada crente no seu dia a dia.
A pergunta que nos colocamos no momento é a seguinte: quais seriam os motivos que dificultam o trabalho em equipe entre ministros ordenados da igreja? Várias respostas podem surgir. Desde falta de recursos suficientes para manter mais de um ministro até a própria falta de ministros à disposição. Vamos abordar, então, alguns problemas que podem nos ajudar a fazer uma autoavaliação sobre isto e, quem sabe, progredir para um trabalho em equipe que ajude nossas comunidades.
Uma questão fundamental que sem dúvida atrapalha o trabalho em equipe é a insegurança pessoal. Quando eu não estou certo quanto às minhas aptidões e pontos fortes passo a ver o outro como uma ameaça. Basta uma pessoa elogiar o colega na minha frente para que eu fique enciumado. A insegurança não me permite dar ao outro o espaço para que ele realize aquilo que ele faz muito melhor do que eu. Assim, mesmo trabalhando pelos mesmos propósitos, acabamos instaurando um clima de competição e, até mesmo, boicote. Afinal de contas, para que eu me sinta valorizado preciso ver o outro abaixo de mim.
Se for este o caso, então, realmente ficará muito difícil estabelecer um trabalho em equipe que seja produtivo, saudável e eficaz. Pois o clima de confiança, tão indispensável, não existirá. Antes de compor uma equipe de trabalho, preciso, então, estar resolvido comigo mesmo. Uma pessoa insegura tende a utilizar o próprio ministério para receber aquilo que lhe falta na busca por autoestima, auto confiança, amor próprio. Quando ainda não nos convencemos de que o amor e a aprovação de Deus nos bastam, então, continuaremos a buscar a aprovação dos homens!
Compartilhar o ministério depende, essencialmente, de humildade, espírito de cooperação e uma profunda consciência a respeito de quem é o verdadeiro Senhor da Igreja. Todos nós gostamos e até precisamos de reconhecimento e elogio. Mas, se nosso agir depende disso, então, quem sabe, esteja na hora de buscarmos uma terapia. E, talvez, seja este o primeiro passo para um ministério saudável a serviço do reino de Deus e não uma mera busca por identidade e auto afirmação. Trabalhar com outras pessoas começa com a possibilidade de ser eu mesmo diante dos meus colegas.
No entanto, é uma bela herança da Reforma que também devemos destacar aqui e que amplia a possibilidade de envolvimento das pessoas nos trabalhos do ministério cristão na igreja: o sacerdócio geral de todos os cristãos. Com isso, deixamos claro que existe esta realidade mais ampla e necessária na prática e reflexão constante no cotidiano da igreja, bem como para a vocação de cada crente no seu dia a dia.
A pergunta que nos colocamos no momento é a seguinte: quais seriam os motivos que dificultam o trabalho em equipe entre ministros ordenados da igreja? Várias respostas podem surgir. Desde falta de recursos suficientes para manter mais de um ministro até a própria falta de ministros à disposição. Vamos abordar, então, alguns problemas que podem nos ajudar a fazer uma autoavaliação sobre isto e, quem sabe, progredir para um trabalho em equipe que ajude nossas comunidades.
Uma questão fundamental que sem dúvida atrapalha o trabalho em equipe é a insegurança pessoal. Quando eu não estou certo quanto às minhas aptidões e pontos fortes passo a ver o outro como uma ameaça. Basta uma pessoa elogiar o colega na minha frente para que eu fique enciumado. A insegurança não me permite dar ao outro o espaço para que ele realize aquilo que ele faz muito melhor do que eu. Assim, mesmo trabalhando pelos mesmos propósitos, acabamos instaurando um clima de competição e, até mesmo, boicote. Afinal de contas, para que eu me sinta valorizado preciso ver o outro abaixo de mim.Se for este o caso, então, realmente ficará muito difícil estabelecer um trabalho em equipe que seja produtivo, saudável e eficaz. Pois o clima de confiança, tão indispensável, não existirá. Antes de compor uma equipe de trabalho, preciso, então, estar resolvido comigo mesmo. Uma pessoa insegura tende a utilizar o próprio ministério para receber aquilo que lhe falta na busca por autoestima, auto confiança, amor próprio. Quando ainda não nos convencemos de que o amor e a aprovação de Deus nos bastam, então, continuaremos a buscar a aprovação dos homens!
Compartilhar o ministério depende, essencialmente, de humildade, espírito de cooperação e uma profunda consciência a respeito de quem é o verdadeiro Senhor da Igreja. Todos nós gostamos e até precisamos de reconhecimento e elogio. Mas, se nosso agir depende disso, então, quem sabe, esteja na hora de buscarmos uma terapia. E, talvez, seja este o primeiro passo para um ministério saudável a serviço do reino de Deus e não uma mera busca por identidade e auto afirmação. Trabalhar com outras pessoas começa com a possibilidade de ser eu mesmo diante dos meus colegas.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
O Ministério em Equipe
Já há algum tempo vem se falando muito a respeito da importância do trabalho em equipe para o sucesso das empresas. Sobre isso inúmeros livros já foram publicados, palestras, seminários e workshops são realizados e, a habilidade de trabalhar em equipe consta em diversos perfis como exigência aos candidatos a uma vaga de trabalho.
Considerando que o ser humano é um ser relacional por natureza, não chega a surpreender que, além de sabermos conviver, também se espere que saibamos trabalhar em cooperação uns com os outros. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas” já dizia o sábio (Eclesiastes 4:9). A Bíblia, aliás, se tornou fonte de inspiração para muitos autores de best-sellers nas áreas da gestão e de recursos humanos.
Enquanto testemunhamos tudo isso, por outro lado, vemos a igreja muitas vezes sem saber direito o que fazer quando o assunto é liderança, trabalho em equipe e planejamento. Há, inclusive, quem pense serem estes assuntos “seculares” ou “do mundo” com os quais a igreja não deveria se importar, pois não se aplicam a ela. Uma verdadeira contradição já que até mesmo as organizações seculares já descobriram a riqueza dos princípios bíblicos e sua contribuição para estas áreas. Pensando nisso é que o elogio de Jesus Cristo a um administrador desonesto faz todo sentido: “O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz” (Lucas 16:8).
Como cristão me incomoda essa comparação de Jesus. Pois fico imaginando qual seria o limite entre a humildade e a ousadia, entre a sabedoria e a ingenuidade, entre a autoridade e a omissão. Inevitavelmente lembro outra palavra de Jesus onde ele oferece uma orientação aos discípulos, sua equipe de trabalho: “sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16).
Qual é a dificuldade para se trabalhar em equipe no ministério cristão? Quais os desafios que precisam ser superados? Se “a manifestação do Espírito” nos é dado “para o proveito comum” (1 Coríntios 12:7) então, onde reside a nossa ignorância? De que precisamos que Deus nos liberte?
Não somos todos um só membro (1 Coríntios 12:14). Fazemos parte de um Corpo. Encontrar o meu lugar significa também reconhecer o lugar do outro. O trabalho em equipe só é possível entre pessoas que reconhecem de forma equilibrada seus dons, talentos e potencialidades ao mesmo tempo em que reconhecem suas fragilidades, fraquezas e limitações! E, claro, sabem reconhecer o valor das habilidades de outras pessoas que devem receber espaço para preencher as lacunas deixadas por minhas limitações.
Considerando que o ser humano é um ser relacional por natureza, não chega a surpreender que, além de sabermos conviver, também se espere que saibamos trabalhar em cooperação uns com os outros. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas” já dizia o sábio (Eclesiastes 4:9). A Bíblia, aliás, se tornou fonte de inspiração para muitos autores de best-sellers nas áreas da gestão e de recursos humanos.
Enquanto testemunhamos tudo isso, por outro lado, vemos a igreja muitas vezes sem saber direito o que fazer quando o assunto é liderança, trabalho em equipe e planejamento. Há, inclusive, quem pense serem estes assuntos “seculares” ou “do mundo” com os quais a igreja não deveria se importar, pois não se aplicam a ela. Uma verdadeira contradição já que até mesmo as organizações seculares já descobriram a riqueza dos princípios bíblicos e sua contribuição para estas áreas. Pensando nisso é que o elogio de Jesus Cristo a um administrador desonesto faz todo sentido: “O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz” (Lucas 16:8).
Como cristão me incomoda essa comparação de Jesus. Pois fico imaginando qual seria o limite entre a humildade e a ousadia, entre a sabedoria e a ingenuidade, entre a autoridade e a omissão. Inevitavelmente lembro outra palavra de Jesus onde ele oferece uma orientação aos discípulos, sua equipe de trabalho: “sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16).
Qual é a dificuldade para se trabalhar em equipe no ministério cristão? Quais os desafios que precisam ser superados? Se “a manifestação do Espírito” nos é dado “para o proveito comum” (1 Coríntios 12:7) então, onde reside a nossa ignorância? De que precisamos que Deus nos liberte?
Não somos todos um só membro (1 Coríntios 12:14). Fazemos parte de um Corpo. Encontrar o meu lugar significa também reconhecer o lugar do outro. O trabalho em equipe só é possível entre pessoas que reconhecem de forma equilibrada seus dons, talentos e potencialidades ao mesmo tempo em que reconhecem suas fragilidades, fraquezas e limitações! E, claro, sabem reconhecer o valor das habilidades de outras pessoas que devem receber espaço para preencher as lacunas deixadas por minhas limitações.
sábado, 26 de julho de 2014
Embaixadores
Sal, luz, testemunhas, ministros da reconciliação, novas criaturas, embaixadores...! Eis o que é ser uma pessoa cristã!
De acordo com o Apóstolo Paulo "a nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Filipenses 3:20). Não devemos, no entanto, confundir as coisas. Céu não é apenas uma realidade futura distante. O Reino de Deus já se faz presente. Existem outras forças nos persuadindo, tentando conquistar a nossa lealdade. Num mundo hostil o cristão é chamado a ser embaixador que vive segundo a vontade do seu Rei.
"Um pouco de fermento leveda toda a massa" (Gálatas 5:9). Mesmo sendo um só, você pode influenciar todo um grupo!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Uma Voz Que Chama
Se a palavra vocação significa, originalmente, um chamado, a pergunta lógica que faço é: quem chama? E, se vocação está ligado ao que fazemos, poderíamos perguntar ainda para quê sou chamado. Pois o chamado pressupõe, além de uma voz que chama, também uma missão. Compreendendo o meu envolvimento com a realidade como algo que possui algum significado, somente a fé num Deus que chama explica este significado. Posso fazer por fazer, realizar para ganhar dinheiro, elogios, reconhecimento pessoal. Mas, será que não existe algo maior? De maneira bem geral, o relato da criação, em Gênesis, fornece pistas sobre a missão humana. Deus, ao criar os seres humanos, confia-nos a responsabilidade de cuidar e cultivar esta boa criação.
Na teologia reconhecemos estas atribuições humanas como o mandato cultural de Deus. Dentre os verbos que denotam ação, uma responsabilidade confiada às criaturas racionais, nós encontramos: dominar, subjugar, sujeitar, multiplicar, nomear, cuidar e cultivar. Percebemos, portanto, o Deus criador chamando a todos nós para participarmos da criação, desenvolvendo todo o potencial deste mundo. Importante destacar que ao final do primeiro capítulo de Gênesis, Deus faz uma avaliação de todo o resultado de seu trabalho criativo: “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (Gênesis 1:31). Logo, também as atribuições humanas e o fato de que as pessoas deveriam se envolver estava avaliado como algo bom.
A pergunta seguinte que precisamos fazer é: o trabalho que realizamos pode ser avaliado da mesma forma? O fruto de nosso envolvimento com a realidade produz algo bom? Se eu compreendo que toda a minha vida e aquilo que eu faço está conectado com algo maior, a perspectiva muda. Estou contribuindo com algo superior. Atendo ao chamado de Deus. Trabalhar não é pecado. Tampouco é um castigo que recebemos por sermos pecadores. Trabalhar é uma característica intrínseca ao ser humano. Ninguém conseguiria viver o tempo todo no ócio, sem produzir nada. Sentimos falta de nos ocuparmos com algo.
Se Deus é quem me chama e, se ele me chama para algo significativo, a um envolvimento responsável, que tipo de resposta eu estou manifestando? Pense na tua profissão, no teu trabalho... Você consegue enxergar aquilo que você faz como uma contribuição maior para a humanidade? Ou, estamos saindo da cama todos os dias apenas para cumprir uma obrigação enfadonha em troca do salário ao final do mês?
Na teologia reconhecemos estas atribuições humanas como o mandato cultural de Deus. Dentre os verbos que denotam ação, uma responsabilidade confiada às criaturas racionais, nós encontramos: dominar, subjugar, sujeitar, multiplicar, nomear, cuidar e cultivar. Percebemos, portanto, o Deus criador chamando a todos nós para participarmos da criação, desenvolvendo todo o potencial deste mundo. Importante destacar que ao final do primeiro capítulo de Gênesis, Deus faz uma avaliação de todo o resultado de seu trabalho criativo: “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (Gênesis 1:31). Logo, também as atribuições humanas e o fato de que as pessoas deveriam se envolver estava avaliado como algo bom.
A pergunta seguinte que precisamos fazer é: o trabalho que realizamos pode ser avaliado da mesma forma? O fruto de nosso envolvimento com a realidade produz algo bom? Se eu compreendo que toda a minha vida e aquilo que eu faço está conectado com algo maior, a perspectiva muda. Estou contribuindo com algo superior. Atendo ao chamado de Deus. Trabalhar não é pecado. Tampouco é um castigo que recebemos por sermos pecadores. Trabalhar é uma característica intrínseca ao ser humano. Ninguém conseguiria viver o tempo todo no ócio, sem produzir nada. Sentimos falta de nos ocuparmos com algo.
Se Deus é quem me chama e, se ele me chama para algo significativo, a um envolvimento responsável, que tipo de resposta eu estou manifestando? Pense na tua profissão, no teu trabalho... Você consegue enxergar aquilo que você faz como uma contribuição maior para a humanidade? Ou, estamos saindo da cama todos os dias apenas para cumprir uma obrigação enfadonha em troca do salário ao final do mês?
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O Que é Um Voto Consciente?
Mais um domingo de eleições. É o segundo turno. Assim como a grande maioria dos eleitores eu também gostaria de acreditar que ainda é possível confiar na democracia, na boa intenção dos políticos, e, que algo de substancial poderá acontecer se votarmos com consciência. Não é isso o que todos dizem!? “Vote consciente!”. Não sei se existe voto inconsciente, no entanto, sei que existe muita manipulação, informações distorcidas, campanhas milionárias, agressivas ações de marketing e muita coisa suspeita. Uma conta muito simples é o suficiente para deixar qualquer um desconfiado. Some o valor que um político ganhará em salários pelos próximos quatro anos se eleito e, compare com os valores que ele gastou na campanha. Você verá que tem uma conta aí que não fecha.
Talvez encontremos aqueles que acreditam que um governante cristão ou evangélico seria a solução. Eu já penso que isso não garante nada. Precisamos é de pessoas competentes e comprometidas. O fato de alguém ser cristão ou evangélico não lhe credencia como melhor político ou como alguém que está livre de cair na mesma tentação que qualquer outro. Portanto, não me iludo. O apóstolo Paulo nos chama à realidade: “Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:22-23). Alguém já disse que a linha entre o bem e o mal não está entre você e eu, mas, passa pelo coração de cada ser humano. Não deveríamos, portanto, nos deixar levar tão facilmente pelas paixões que nos colocam em disputas e campanhas maniqueístas como se tudo fosse apenas “preto e branco”. É emblemático quando ouvimos alguém dizer que está “torcendo” para que determinado candidato vença as eleições ou, quando pessoas comuns chegam a brigar por causa de preferências políticas. Geralmente, estes desconhecem as propostas daquele a quem apoiam, mas, sabem muito bem desqualificar o “inimigo”.
Tive a oportunidade de dizer a um prefeito eleito no último pleito que agora ele ganhará diversos amigos até assumir efetivamente o cargo. E, depois de eleito, ganhará muitos inimigos. Quando os discípulos de Jesus sentiram que se aproximava o momento de tomar o poder (era isso que muitos pensavam que ia acontecer), dois deles vieram com um pedido especial. Um queria estar à direita e outro à esquerda do grande rei quando este finalmente se sentasse no trono. A resposta de Jesus nos ajuda a compreender como as coisas são e como deveriam ser entre aqueles que temem a Deus: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo” (Mateus 20:25-26). Quando os nossos políticos compreenderem que foram colocados em seus cargos para servir, então, sim, finalmente teremos governantes dignos e nosso respeito e admiração!
Talvez encontremos aqueles que acreditam que um governante cristão ou evangélico seria a solução. Eu já penso que isso não garante nada. Precisamos é de pessoas competentes e comprometidas. O fato de alguém ser cristão ou evangélico não lhe credencia como melhor político ou como alguém que está livre de cair na mesma tentação que qualquer outro. Portanto, não me iludo. O apóstolo Paulo nos chama à realidade: “Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:22-23). Alguém já disse que a linha entre o bem e o mal não está entre você e eu, mas, passa pelo coração de cada ser humano. Não deveríamos, portanto, nos deixar levar tão facilmente pelas paixões que nos colocam em disputas e campanhas maniqueístas como se tudo fosse apenas “preto e branco”. É emblemático quando ouvimos alguém dizer que está “torcendo” para que determinado candidato vença as eleições ou, quando pessoas comuns chegam a brigar por causa de preferências políticas. Geralmente, estes desconhecem as propostas daquele a quem apoiam, mas, sabem muito bem desqualificar o “inimigo”.
Tive a oportunidade de dizer a um prefeito eleito no último pleito que agora ele ganhará diversos amigos até assumir efetivamente o cargo. E, depois de eleito, ganhará muitos inimigos. Quando os discípulos de Jesus sentiram que se aproximava o momento de tomar o poder (era isso que muitos pensavam que ia acontecer), dois deles vieram com um pedido especial. Um queria estar à direita e outro à esquerda do grande rei quando este finalmente se sentasse no trono. A resposta de Jesus nos ajuda a compreender como as coisas são e como deveriam ser entre aqueles que temem a Deus: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo” (Mateus 20:25-26). Quando os nossos políticos compreenderem que foram colocados em seus cargos para servir, então, sim, finalmente teremos governantes dignos e nosso respeito e admiração!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O Tirano da Galiléia
Os sábios do oriente, ao retornarem para a sua terra, não obedeceram ao governador da Galiléia. Souberam que as intenções de Herodes para com o menino Jesus não eram das melhores. Retornaram, então, por outro caminho. Homem inseguro que era, Herodes sentiu-se traído pelos sábios e imediatamente colocou em ação um plano sanguinário buscando prevenir-se na posição. Seu passado já demonstrava que ele era capaz de qualquer coisa para sustentar o poder.
O homem conhecido como Herodes, o Grande, foi governador da Galiléia por quase cinco décadas. Um de seus primeiros casamentos já fazia parte de uma jogada política na tentativa de agradar os hasmonianos que controlavam Israel antes da dominação romana. Vendo, porém, que o casamento com Mariamne não foi suficiente para por fim às suspeitas dos hasmonianos, Herodes decidiu agir de maneira mais drástica. Começou a eliminar um a um todos os hasmonianos até que não sobrasse mais ninguém que pudesse ameaçar-lhe o poder. Livrar-se de todos significava, inclusive, por fim à própria Mariamne e aos filhos que tivera com ela. Infelizmente, os episódios de tirania e assassinatos não se restringem a estes. Uma pessoa que tem como características a sede de poder somado à insegurança pessoal é capaz das coisas mais terríveis na busca pela auto-afirmação. Com o tempo, passa a suspeitar de tudo e de todos. A paranóia faz aumentar os riscos para aqueles que o cercam.
Os homens do oriente que visitaram Herodes em busca do novo rei que havia nascido não podiam contar-lhe onde estava o menino Jesus. Furioso, o governador mais uma vez dá início a um plano tirânico e dos mais cruéis. Ordenou que todos os meninos abaixo de dois anos de idade em Belém e nas proximidades fossem mortos. Os soldados saíram para cumprir a ordem do governador. Grande foram o pranto e a lamentação das mães que perderam seus filhos naqueles dias. Maria e José, porém, já haviam deixado a região com o menino que, assim, escapou da matança. Esta, porém, não seria a primeira e nem mesmo a única vez que governantes inseguros e despreparados perpetrariam medidas despóticas na ânsia de assegurar o seu espaço.
A exemplo de todos os governantes, sejam eles reis, imperadores ou presidentes, Herodes também passou. Uma enfermidade fatal no estômago e nos intestinos foi suficiente para decretar a sua morte. Embora os governos sejam legítimos e necessários, ninguém é soberano sobre a vida e a morte. Também aqueles investidos de autoridade para governar devem fazê-lo no temor de Deus buscando assegurar condições para que haja justiça e que todos desfrutem de vida digna. Sempre que alguém confunde as coisas querendo assumir a soberania que cabe somente a Deus, mais uma vez fica evidente o pecado que faz do governo um mal necessário e de Jesus a solução indispensável!
O homem conhecido como Herodes, o Grande, foi governador da Galiléia por quase cinco décadas. Um de seus primeiros casamentos já fazia parte de uma jogada política na tentativa de agradar os hasmonianos que controlavam Israel antes da dominação romana. Vendo, porém, que o casamento com Mariamne não foi suficiente para por fim às suspeitas dos hasmonianos, Herodes decidiu agir de maneira mais drástica. Começou a eliminar um a um todos os hasmonianos até que não sobrasse mais ninguém que pudesse ameaçar-lhe o poder. Livrar-se de todos significava, inclusive, por fim à própria Mariamne e aos filhos que tivera com ela. Infelizmente, os episódios de tirania e assassinatos não se restringem a estes. Uma pessoa que tem como características a sede de poder somado à insegurança pessoal é capaz das coisas mais terríveis na busca pela auto-afirmação. Com o tempo, passa a suspeitar de tudo e de todos. A paranóia faz aumentar os riscos para aqueles que o cercam.
Os homens do oriente que visitaram Herodes em busca do novo rei que havia nascido não podiam contar-lhe onde estava o menino Jesus. Furioso, o governador mais uma vez dá início a um plano tirânico e dos mais cruéis. Ordenou que todos os meninos abaixo de dois anos de idade em Belém e nas proximidades fossem mortos. Os soldados saíram para cumprir a ordem do governador. Grande foram o pranto e a lamentação das mães que perderam seus filhos naqueles dias. Maria e José, porém, já haviam deixado a região com o menino que, assim, escapou da matança. Esta, porém, não seria a primeira e nem mesmo a única vez que governantes inseguros e despreparados perpetrariam medidas despóticas na ânsia de assegurar o seu espaço.
A exemplo de todos os governantes, sejam eles reis, imperadores ou presidentes, Herodes também passou. Uma enfermidade fatal no estômago e nos intestinos foi suficiente para decretar a sua morte. Embora os governos sejam legítimos e necessários, ninguém é soberano sobre a vida e a morte. Também aqueles investidos de autoridade para governar devem fazê-lo no temor de Deus buscando assegurar condições para que haja justiça e que todos desfrutem de vida digna. Sempre que alguém confunde as coisas querendo assumir a soberania que cabe somente a Deus, mais uma vez fica evidente o pecado que faz do governo um mal necessário e de Jesus a solução indispensável!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Balizas da Fé Cristã IX
Deus não tem mais representante especial na terra. Não precisamos de sacerdotes, padres, reverendos, diáconos, teólogos, missionários, pastores, bispos, profetas, presbíteros, apóstolos ou santos para interceder pela nossa salvação. A salvação foi dada por Jesus. Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10. 11). Na igreja Luterana temos quatro tipos de obreiros ordenados: Pastor, Missionário, Catequista e Diácono. Todos eles são consagrados para servir na igreja. Sua principal função é pregar a Palavra de Deus, ensinar a verdade sobre a Bíblia, orientar e aconselhar as pessoas, levar adiante a mensagem de Jesus, etc. Ou seja, são líderes espirituais preparados para servir de diversas formas. Porém, eles não são mais especiais do que ninguém perante Deus. São pessoas que têm, na verdade, uma grande responsabilidade diante de Deus. Essa missão consiste em “falar de Cristo a todos proclamando, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para apresentar cada pessoa aperfeiçoada em Cristo” (Colossensses 1. 27, 28).
No tempo de Jesus existiam os pastores de ovelhas. Esses pastores eram responsáveis por cuidar e guiar as ovelhas. Por isso, Jesus é o bom pastor e os cristãos são conhecidos como suas ovelhas. Um dos perigos para as ovelhas eram os lobos que podiam atacar o rebanho. Por isso Jesus também alertou: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos” (Mateus 7. 15, 16). Então, o mesmo cuidado que devemos ter com a igreja, devemos ter também com os seus líderes. Eles não são perfeitos. Porém, devem ser pessoas com caráter: sérias, honestas, corretas e dispostas a reconhecer seus erros e pedir perdão.
Entre aqueles que amam a Jesus, Ele pode chamar alguns para missões especiais. Ao discípulo Pedro, Jesus disse: “Cuide das minhas ovelhas” (João 21. 17). O modelo de liderança é o próprio Jesus que deu a vida por amor ao mundo. De que maneira os líderes de hoje estão demonstrando amor pelo mundo e as pessoas? O que eles estão pregando nas igrejas e na televisão hoje? Temos líderes dispostos a servir e se doar pelas ‘ovelhas’? Ou será que estão mais interessados em explorar a sua carne e a sua lã para obter lucro? Essas são perguntas importantes que precisamos fazer para discernir as intenções dos homens. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário está interessado apenas em tirar proveito (João 10. 1-16).
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Planejar Não é Pecado
“sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas"
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Em Mateus 10 encontramos Jesus enviando os doze discípulos para anunciarem o Reino de Deus. Esse envio não acontece de qualquer jeito. Jesus dá instruções claras de como eles deveriam se portar e as estratégias que deveriam adotar. Os discípulos são orientados quanto à mensagem que devem anunciar, o público que devem abordar e a maneira como deveriam cumprir a sua missão. Até na maneira como deveriam proceder diante das resistências Jesus fornece orientações. Jesus chama discípulos que vão dar continuidade ao anúncio do reino. E, nesse empreendimento Ele orienta para que a igreja seja prudente: “sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mt 10. 16). Poderíamos dizer que Jesus envia os doze com um “produto” a oferecer, um “público alvo” a quem abordar e uma “estratégia” que dizia como eles deveriam proceder. Eles sabiam o quê, a quem e como.
Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Parte dessa semelhança está em nossa criatividade, em nossa capacidade e inteligência para planejar as coisas. Jesus mostrou-se simpatizante de um bom planejamento até mesmo ao falar do preço do discipulado: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?”; “Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?” (Lucas 14. 28 e 31). Verbos como assentar, calcular e pensar querem nos mostrar que não devemos nos precipitar. Nem mesmo Jesus que sabia todas as coisas e sendo o filho de Deus agiu sem pensar. Ele passava horas meditando e orando na presença do Pai.
Pouco depois, em Lucas 16, Jesus conta a parábola do administrador astuto. No verso 7 Jesus faz um elogio àquele administrador. Vejam que Jesus não elogia a sua desonestidade, mas, a sagacidade e sutileza com que agiu. Depois ainda acrescenta: “Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz” (Lucas 16. 8). Quem são os filhos da luz? Jesus está chamando a atenção aqui para o fato de que muitas vezes a igreja age com menos sabedoria do que o mundo que ela deseja alcançar. Ao enviar os discípulos Jesus inclui nas orientações: “sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mt 10. 16).
A falta de um planejamento sério e de projetos bem articulados é um dos entraves na missão da Igreja. Encontramos inclusive aqueles que chegam a considerar como pecado ou heresia grave falar em planejamento, estratégia e articulação nas comunidades cristãs. Porém, o próprio Cristo alertou sobre o que acontece quando agimos sem pensar e quando não temos clareza e planejamento para os objetivos: “se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele” (Lucas 14. 29). Nem Jesus e nem mesmo os discípulos querem ser motivo de chacota para o mundo. Porém, é isso que acontece quando agimos sem pensar. A Bíblia está repleta de exemplos de como Deus orientou o seu povo a planejar e agir com inteligência.
Algumas pessoas têm receio de planejar e fixar alvos por temerem o fracasso. Outras têm medo que dessa forma estariam fazendo o trabalho do Espírito Santo. No primeiro caso, falhamos por não confiarmos em Deus para fazer a sua obra. No segundo, falhamos por não compreendermos que Deus espera que colaboremos com a sua obra.
O que a igreja tem para anunciar hoje? A quem nós somos enviados a anunciar? E, como pretendemos fazer isso? Você, o seu ministério e a sua igreja são capazes de responder a essas três perguntas!?
Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Parte dessa semelhança está em nossa criatividade, em nossa capacidade e inteligência para planejar as coisas. Jesus mostrou-se simpatizante de um bom planejamento até mesmo ao falar do preço do discipulado: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?”; “Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?” (Lucas 14. 28 e 31). Verbos como assentar, calcular e pensar querem nos mostrar que não devemos nos precipitar. Nem mesmo Jesus que sabia todas as coisas e sendo o filho de Deus agiu sem pensar. Ele passava horas meditando e orando na presença do Pai.
Pouco depois, em Lucas 16, Jesus conta a parábola do administrador astuto. No verso 7 Jesus faz um elogio àquele administrador. Vejam que Jesus não elogia a sua desonestidade, mas, a sagacidade e sutileza com que agiu. Depois ainda acrescenta: “Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz” (Lucas 16. 8). Quem são os filhos da luz? Jesus está chamando a atenção aqui para o fato de que muitas vezes a igreja age com menos sabedoria do que o mundo que ela deseja alcançar. Ao enviar os discípulos Jesus inclui nas orientações: “sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mt 10. 16).
A falta de um planejamento sério e de projetos bem articulados é um dos entraves na missão da Igreja. Encontramos inclusive aqueles que chegam a considerar como pecado ou heresia grave falar em planejamento, estratégia e articulação nas comunidades cristãs. Porém, o próprio Cristo alertou sobre o que acontece quando agimos sem pensar e quando não temos clareza e planejamento para os objetivos: “se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele” (Lucas 14. 29). Nem Jesus e nem mesmo os discípulos querem ser motivo de chacota para o mundo. Porém, é isso que acontece quando agimos sem pensar. A Bíblia está repleta de exemplos de como Deus orientou o seu povo a planejar e agir com inteligência.
Algumas pessoas têm receio de planejar e fixar alvos por temerem o fracasso. Outras têm medo que dessa forma estariam fazendo o trabalho do Espírito Santo. No primeiro caso, falhamos por não confiarmos em Deus para fazer a sua obra. No segundo, falhamos por não compreendermos que Deus espera que colaboremos com a sua obra.
O que a igreja tem para anunciar hoje? A quem nós somos enviados a anunciar? E, como pretendemos fazer isso? Você, o seu ministério e a sua igreja são capazes de responder a essas três perguntas!?
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