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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

A Ressurreição de Jesus: O Milagre que Mudou a História

 A ressurreição de Jesus é um dos acontecimentos mais importantes e discutidos na história do cristianismo. Muitos acreditam que, ao ressuscitar dos mortos, Jesus não apenas provou ser o Filho de Deus, mas também abriu as portas para que todos pudessem ter a esperança de uma vida eterna. Neste artigo, vamos entender o que é a ressurreição de Jesus, por que ela é tão significativa e o que isso pode significar para a nossa vida hoje.

O Que é a Ressurreição de Jesus?


A ressurreição de Jesus é o evento no qual Jesus Cristo, depois de ter sido crucificado e morto, voltou à vida. De acordo com a Bíblia, isso aconteceu três dias após sua morte. Acredita-se que, ao ressuscitar, Jesus venceu a morte e demonstrou seu poder como Filho de Deus. Você pode ler a história de Jesus, como ele foi morto e depois ressuscitou, nos Evangelhos, conforme o Novo testamento na Bíblia.

O Contexto da Ressurreição

Para entender o significado da ressurreição, é importante lembrar o que aconteceu antes dela. Jesus, que é o centro do cristianismo, foi uma pessoa que fez muitos milagres, pregou sobre o amor e ensinou as pessoas sobre Deus. No entanto, muitos líderes religiosos e políticos da época ficaram incomodados com suas palavras e ações. Eles decidiram condenar Jesus à morte.

Jesus foi preso, julgado e condenado à crucificação, um tipo de execução muito comum na época. Ele foi pregado em uma cruz e morreu diante de muitas pessoas. Após sua morte, o corpo de Jesus foi colocado em um túmulo, que foi fechado com uma grande pedra. No entanto, três dias depois, algo incrível aconteceu: o túmulo estava vazio, e Jesus havia ressuscitado.

A Importância da Ressurreição de Jesus

A ressurreição de Jesus é o ponto central da fé cristã. Ela é importante porque demonstra que Jesus venceu a morte. Para os cristãos, isso significa que a morte não é o fim. Se Jesus venceu a morte, seus seguidores também podem ter esperança de que a morte não será o fim para eles.

O Que a Ressurreição Significa para os Cristãos?

Para quem acredita em Jesus, a ressurreição traz a esperança de uma vida eterna. Isso quer dizer que, assim como Jesus ressuscitou, todos os que creem nele também poderão ter vida depois da morte. Esse é um conceito fundamental no cristianismo. A ressurreição é vista como uma garantia de que a morte não será o fim para aqueles que seguem Jesus.

Além disso, a ressurreição é vista como uma prova de que Jesus era realmente o Filho de Deus. Muitas pessoas podem dizer que são especiais, mas ressuscitar dos mortos é algo que só alguém com o poder de Deus poderia fazer. Isso faz com que a ressurreição seja uma prova da divindade de Jesus. Ele é realmente o Messias.

A Prova da Ressurreição: A Bíblia e os Testemunhos

A principal fonte de informação sobre a ressurreição de Jesus é a Bíblia. No Novo Testamento, existem relatos detalhados sobre o que aconteceu após a morte de Jesus. Esses relatos mostram que várias pessoas viram Jesus vivo depois que ele havia sido crucificado.

Os Primeiros a Verem Jesus Ressuscitado

De acordo com os Evangelhos, que são os livros da Bíblia que contam a história de Jesus, as primeiras pessoas a verem Jesus ressuscitado foram mulheres. Após a ressurreição de Jesus, há diversos relatos bíblicos de pessoas que o viram vivo, fortalecendo a crença cristã na vitória sobre a morte. Primeiro, Jesus apareceu a Maria Madalena, que foi ao túmulo e o encontrou vivo, tornando-se a primeira testemunha da ressurreição (João 20:11-18). Em seguida, ele também foi visto por outras mulheres que visitavam o túmulo, confirmando sua vitória sobre a morte (Mateus 28:1-10). No caminho para Emaús, Jesus encontrou dois discípulos que estavam discutindo os acontecimentos recentes, mas só o reconheceram mais tarde, quando partiu o pão com eles (Lucas 24:13-35). Depois disso, ele apareceu aos seus discípulos reunidos em um cômodo fechado, embora Tomé não estivesse presente nesse primeiro encontro (João 20:19-23). Finalmente, Jesus retornou uma semana depois para aparecer novamente aos discípulos, desta vez com Tomé presente, que tocou nas feridas de Jesus e creu em sua ressurreição (João 20:24-29). Esses testemunhos foram fundamentais para estabelecer a fé dos primeiros cristãos e continuam a ser a base para a crença na ressurreição de Jesus..

Outros Testemunhos da Ressurreição

Além das mulheres, outras pessoas também viram Jesus ressuscitado. Os discípulos de Jesus, que eram seus seguidores mais próximos, também o viram. Em uma ocasião, Jesus apareceu para mais de quinhentas pessoas de uma vez. Esses testemunhos são considerados muito importantes, pois mostram que muitas pessoas tiveram a experiência de ver Jesus vivo depois da sua morte.

A Reação das Pessoas à Ressurreição

A notícia de que Jesus havia ressuscitado causou muita surpresa. Algumas pessoas ficaram maravilhadas e cheias de alegria. Elas acreditaram que, de fato, Jesus era o Filho de Deus. Outras, porém, ficaram com dúvidas. Era algo difícil de acreditar, e algumas pessoas pensaram que os discípulos estavam mentindo ou enganados. Um exemplo disso são os líderes religiosos da época, que, ao ouvirem o relato dos guardas sobre a tumba vazia, subornaram os soldados para que espalhassem a história de que os discípulos haviam roubado o corpo de Jesus enquanto eles dormiam. Esse boato foi amplamente divulgado entre os judeus e persistiu por muito tempo (Mateus 28:11-15).

O Significado Espiritual da Ressurreição

A ressurreição de Jesus tem um significado profundo para aqueles que acreditam nele. Ela representa uma nova vida, uma vitória sobre a morte e uma esperança de salvação.

A Vitória Sobre a Morte

Para os cristãos, a morte é vista como uma consequência do pecado, que significa tudo aquilo que nos separa de Deus. Acredita-se que Jesus, ao ressuscitar, venceu o pecado e a morte. Isso significa que, para quem crê nele, a morte não é o fim. Em vez disso, a morte é vista como uma passagem para uma nova vida com Deus.

A Esperança da Vida Eterna

A ressurreição traz a esperança de que todos aqueles que creem em Jesus também terão uma vida eterna. Isso quer dizer que, assim como Jesus ressuscitou, seus seguidores também poderão viver para sempre ao lado de Deus. Essa esperança é uma das mensagens mais importantes do cristianismo.

A Transformação de Vida

A ressurreição também representa uma nova vida para os seguidores de Jesus, não apenas depois da morte, mas aqui e agora. Acredita-se que a ressurreição tem o poder de transformar a vida das pessoas. Quando alguém crê em Jesus, essa pessoa é transformada, e sua vida passa a ser guiada por novos valores e princípios.

A Ressurreição e a Vida Prática

O que a ressurreição de Jesus tem a ver com a nossa vida diária? Esse evento pode parecer distante, mas, para muitos cristãos, ele tem um impacto real e prático na vida cotidiana.

O Perdão e a Paz

A ressurreição ensina que Deus é amoroso e está disposto a perdoar. Jesus morreu e ressuscitou para oferecer perdão a todos. Esse perdão traz paz. Saber que Deus nos ama e nos perdoa pode fazer uma grande diferença na maneira como vivemos e tratamos os outros.

A Esperança em Meio às Dificuldades

A vida é cheia de desafios e dificuldades. A ressurreição de Jesus traz uma esperança que ajuda as pessoas a enfrentarem esses momentos difíceis. Para quem acredita, saber que existe uma vida além desta traz consolo e forças para enfrentar qualquer problema.

A Transformação Pessoal

A ressurreição também convida cada pessoa a uma transformação de vida. Jesus ressuscitado mostra que é possível ter uma vida nova. Aqueles que acreditam em Jesus são chamados a viver de uma forma diferente, buscando fazer o bem, ser justos e amar o próximo.

A Ressurreição no Contexto da Páscoa

A ressurreição de Jesus é celebrada na Páscoa, uma das datas mais importantes para os cristãos. Na Páscoa, os cristãos lembram o sacrifício de Jesus e sua vitória sobre a morte. É uma celebração de alegria e esperança, onde as pessoas agradecem a Deus por seu amor e pela salvação oferecida através de Jesus.

O Símbolo do Ovo de Páscoa

Muitas pessoas celebram a Páscoa com ovos de chocolate. Esse costume pode parecer estranho, mas o ovo é um símbolo de nova vida. Assim como um pintinho sai de um ovo para uma nova vida, a ressurreição de Jesus também representa uma nova vida para todos os que creem nele.

Conclusão: A Ressurreição de Jesus e o Convite à Fé

A ressurreição de Jesus é um evento que transforma vidas. Ela não é apenas um acontecimento do passado, mas algo que continua a impactar milhões de pessoas ao redor do mundo. Para os cristãos, a ressurreição traz esperança, paz e uma nova forma de viver.

Jesus ressuscitado convida cada pessoa a confiar em Deus e a viver uma vida de fé. Ele oferece o perdão e promete uma vida eterna para todos que acreditarem nele. Para aqueles que buscam sentido e esperança, a ressurreição de Jesus é uma mensagem poderosa de que a morte não é o fim e que existe um propósito maior para cada um de nós.

Seja para enfrentar os desafios do dia a dia, encontrar paz interior, ou descobrir o amor de Deus, a ressurreição de Jesus é uma fonte de inspiração e um convite para uma vida transformada. É uma mensagem de fé e de esperança que ultrapassa gerações e continua a trazer luz ao mundo.

sábado, 15 de abril de 2017

Hora de Acordar

“Ele era um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo. Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram” (Lucas 24.19,20).

A lembrança dos acontecimentos daquela sexta-feira é o que estava fortemente marcado no coração dos discípulos. A traição, o sofrimento, a dor, a morte. Cabisbaixos seguiam seu caminho sem nenhuma esperança de que ainda seria possível acontecer uma “virada”. Nenhuma conversa de mulheres deslumbradas, nenhum boato de túmulo vazio, nem mesmo se Jesus Cristo aparecesse na minha frente eu acreditaria. O apito final soou. Tá acabado! Vamos pra casa! A vida continua!

A melhor coisa num pesadelo é quando acordamos e constatamos que era só isso, um pesadelo. Algumas coisas que podem nos ocorrer são como pesadelos. Mas, com a diferença de que não podemos acordar. Imagine como os discípulos, os familiares e amigos de Jesus estavam ao final daquela sexta-feira! Como ansiavam despertar e constatar que tudo não passara de um sonho ruim. Ele apareceria novamente, os chamaria de amigos, traria mais um de seus profundos ensinamentos!

A morte de Jesus não foi apenas um sono qualquer. Sua ressurreição foi muito mais do que o despertar de um pesadelo. O próprio Cristo passou a explicar pacientemente como deveria ser: “‘Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?’ E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras” (Lucas 24.26,27).

Mais do que um sonho bom, Deus planejou a vida e toda a criação como algo magnífico. O pecado transtornou as coisas e somente Jesus nos liberta deste pesadelo. Mas, para isto, Ele teve que invadir o sono da humanidade para nos despertar!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Não é Pegadinha!

"Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram!” (Lucas 24.25)

A situação narrada em Lucas é inusitada. Chega a ser cômica. Lembra as “pegadinhas” de TV em que pessoas famosas se disfarçam para pregar uma peça. “Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (Lucas 24.30,31). 

Aqueles dois homens faziam parte do grupo de discípulos de Jesus. Grupo que era bem maior do que os doze mais famosos. Após constatarem o sepulcro vazio e ouvirem a fala dos anjos que anunciaram a ressurreição, as mulheres voltaram e “contaram todas estas coisas aos Onze e a todos os outros” (v. 9). Estes dois que agora caminham pela estrada de Emaús, estavam entre os que consideraram aquela conversa das mulheres uma grande loucura: “Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje” (v. 22).

Agora, mesmo após as mulheres darem forte motivo para que, no mínimo, estivessem mais alertas e, quem sabe, preparados para o inusitado, seguem seu caminho marcados pela frustração e pela desesperança. “...e nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel” (v. 21).

Muitas vezes também nós podemos estar tão imersos pelas circunstâncias, pela rotina ordinária de uma realidade que já consagramos como normal, que sequer conseguimos deixar qualquer abertura para aquele que transcende todas as coisas. “Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?” (v. 26). Por que parece tão difícil a ressurreição dos mortos se cremos no Deus que chamou todas as coisas à existência?

Senhor da vida, obrigado por possibilitar que participemos da tua ressurreição. Quebra o ceticismo do meu coração. Amém.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Tudo ou Nada

“Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao sepulcro e não acharam o corpo dele” (Lucas 24.22,23)

O capítulo 15 da primeira carta do apóstolo Paulo aos Coríntios foi escrita cerca de quinze anos depois da morte e ressurreição de Jesus. Seu conteúdo foi redigido como um documento público, destinado à igreja: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive” (1 Coríntios 15.3-6).

A presença de Jesus ressuscitado, portanto, não se resumia a um sentimento, não se tratava de um devaneio, fruto da esperança que as pessoas depositavam nele. Jesus também não reapareceu tão somente como um fantasma ou um espírito esbranquiçado que não tocava mais o chão. Paulo está afirmando que, além daqueles dois caminhantes de Emaús, centenas de outras testemunhas o viram, tocaram, participaram de refeições com Jesus Cristo ressuscitado.

A igreja que surge após a ressurreição de Jesus é a prova de que Ele vive! Nenhuma fé, nenhum movimento com a força e a dimensão da igreja, surgiria e perduraria se baseado somente numa mentira, numa ilusão ou alucinação. Não faz nenhum sentido tomar parte do relato bíblico como verdade e descartar outas como mentira. Ou Jesus Cristo ressuscitou e tudo o que ele disse e ensinou é verdade. Ou, ele jamais ressuscitou e tudo o que ele disse e ensinou não faz qualquer diferença!

Após o susto, deixemos que nossos olhos e corações se abram para o Deus vivo que se revela!

Senhor, obrigado por ressuscitares dos mortos. Obrigado porque posso crer que minha vida depende disso! Amém.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

"Pergunta Você!"


“Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” (Lucas 24.15) 


Imagem relacionadaO texto bíblico que temos diante de nós relata o encontro de dois homens com Jesus Cristo ressuscitado. Quem se aproxima e puxa conversa é alguém que já venceu a morte e caminha pelos passos de um corpo glorificado. O que chama atenção é que aqueles dois homens não reconhecem Jesus. Tratam-no como mais um peregrino como tantos outros que costumavam passar por ali.

Muitas vezes tenho encontrado pessoas que expressam sua dificuldade em ouvir Deus. Relatam sobre o sentimento de que Deus está distante, parece ausente, não responde. Será que muitas vezes não estamos nós também tão envolvidos com os “últimos acontecimentos” que sequer notamos quem é que se aproxima e caminha conosco!? Quantas vezes Jesus enviou alguém ou ele mesmo se colocou ao nosso lado sem que fossemos capazes de discerni-lo!?

Para muitos a existência de milagres é simplesmente impossível. Logo, a ideia de ressurreição é completamente absurda. Encontrar-se, de repente, com alguém, em carne e osso, caminhando e querendo papo é algo normal. Mas, acreditar que este alguém é o mesmo que apenas há dois dias havia sido sepultado está fora de qualquer possibilidade. A ressurreição de pessoas era algo tão incomum nos tempos de Jesus quanto é hoje. Isso, porém, não muda o fato de que Jesus, sim, ressuscitou. Será que aqueles homens não notaram nada no sotaque, no tom de voz, no jeito, algum cacoete? Desconfio até que sim. Mas, quem é que arriscaria “pagar o mico” de perguntar? Afinal de contas, Jesus estava morto. Todo mundo sabe! Ninguém pode voltar dos mortos!

Senhor, quebra a minha incredulidade. Ajuda-me a reconhecer-te pelos caminhos da vida! Amém.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Normal


Imagem relacionadaVocê já leu aquela passagem bíblica em que dois homens caminham por uma estrada, sob o impacto dos últimos acontecimentos até que um 'estranho' se ajunta a eles, de forma curiosa?

"Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias?" (Lucas 24.18)

Um dia depois de dar uma entrevista num famoso programa de notícias da TV brasileira, o candidato à presidência do Brasil, Eduardo Campos, morre num trágico desastre de avião. Naqueles dias do ano de 2014 não havia quem no Brasil permanecesse alheio às notícias. Independentemente de preferências políticas e partidárias, especialmente aqueles que viam em Campos uma alternativa para o país, estavam chocados, tristes, desesperançados.

Atualmente, na era da informação, quando algo extraordinário acontece, imediatamente todos ficam sabendo. As notícias correm. Os últimos acontecimentos costumam ser pauta nas rodas de conversa. O espanto do discípulo no caminho de Emaús não parece, portanto, algo estranho para nós. Afinal, estava na boca do povo! Havia toda uma expectativa em torno do Messias. E, de repente, essa esperança é tirada de uma parcela do povo que depositava em Jesus o seu futuro.

Longe de vermos aqui qualquer semelhança entre a esperança que depositamos em personagens da política e aquela que só Cristo pode suprir, o fato é que circunstâncias difíceis, notícias trágicas, coisas que nos “tiram o chão”, de repente, são capazes de nos colocar numa espécie de realidade paralela, pesadelos dos quais não conseguimos acordar, uma espécie de estado anestésico denunciado em olhares perdidos.

O fato importante, no entanto, não consiste na alienação daquele “estranho” que pergunta sobre as últimas novidades. Mas, em que deixemos de presenciar o milagre devido ao costume de nos deixar levar pelo cotidiano daquilo que já consideramos “normal”.


Senhor, perdoa-me quando eu também custo a entender. Amém.

domingo, 1 de abril de 2012

De Fato, Feliz Páscoa!

A páscoa é um dos feriados mais marcantes do calendário. O mais impressionante é saber que esta data é celebrada por causa de um evento espetacular ocorrido na história da humanidade. Aliás, por ser um evento magnificamente espetacular não é de surpreender que este seja um feriado tão popular e consolidado na sociedade. O que seria estranho é se o evento que marca a páscoa não tivesse ocorrido e, mesmo assim, o mundo celebrasse este dia. Embora não se saiba precisamente o dia em que Jesus ressuscitou, fato é que ele ressuscitou. O mesmo é verdade quanto ao seu nascimento. Existem muitas datas de eventos importantes ocorridos na história que não correspondem exatamente ao dia em que é lembrado, registrado ou celebrado. Mas, nem por isso deixa-se de acreditar que o evento tenha ocorrido de fato. Até mesmo as festas e celebrações de aniversário em nossos dias costumam acontecer em dias diferentes daquele que marca o nascimento.

Mas, o que nos permite acreditar que Jesus de fato ressuscitou? A maior evidência de que Jesus Cristo ressuscitou é o túmulo vazio. De acordo com o texto bíblico: “No primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, as mulheres tomaram as especiarias aromáticas que haviam preparado e foram ao sepulcro. Encontraram removida a pedra do sepulcro, mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus” (Lucas 24:1-3). Este é um fato que abalou a história. E, tanto é verdadeiro que jamais se encontrou qualquer resto mortal de Jesus. Na história religiosa os sepulcros dos mártires geralmente são transformados em santuário. Não foi o que aconteceu com o sepulcro de Cristo. A mudança na ênfase do sábado para o domingo na igreja primitiva também só se explica se algo extraordinário tivesse ocorrido naquele dia. E, será que os discípulos de Jesus estariam mesmo dispostos a sofrer e até mesmo morrer por uma mentira? Pois foi isto o que aconteceu com a maioria dos primeiros seguidores de Jesus. Eles estavam plenamente convencidos de que Jesus estava vivo e viveram segundo as suas convicções assumindo o risco e pagando o preço por isso.

Outro aspecto importante e que comprova a ressurreição de Jesus Cristo é o grande número de testemunhas que viram, ouviram e, até tocaram o mestre depois de ele sair do túmulo. De acordo com o testemunho do Apóstolo Paulo, Jesus “apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez (...). Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim...” (1 Coríntios 15:6-8). Vejam, Jesus apareceu aos doze discípulos, também para mais de quinhentas outras pessoas, foi tocado, as pessoas falaram com ele e Jesus também compartilhou a mesa fazendo as refeições como qualquer pessoa viva (Lucas 24. 42,43 e João 20.27).

Tantas pessoas não podiam estar simplesmente loucas ou deslumbradas com uma aparição fantasmagórica qualquer! Tampouco a igreja poderia ter surgido sobre uma mentira ou delírio de homens e mulheres que apenas tinham a perder com isso! Jesus ressuscitou. Podemos celebrar. A morte não tem a última palavra! Portanto, feliz Páscoa!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jesus Ressuscitou

Domingo de páscoa. Duas mulheres seguem para o local onde Jesus fora sepultado. O túmulo está vazio. Não há mais nenhum corpo. Jesus ressuscitou! Ele fala com elas: "Não tenham medo. Vão dizer a meus irmãos que se dirijam para a Galiléia; lá eles me verão" (Mateus 28. 10). Soldados que guardavam o túmulo também o viram e assustados correm para contar tudo aos chefes dos sacerdotes. Estes subornaram os guardas para que espalhassem a história de que o corpo, na verdade, havia sido roubado pelos discípulos de Jesus. Enquanto isso, os discípulos ouviam com espanto e incredulidade o relato das mulheres. Pedro, impetuoso, pôs-se a correr na direção do sepulcro. Queria ver com os próprios olhos. Jesus já caminhava para o local onde o grupo de discípulos estava escondido. No caminho conversa com dois homens pela estrada de Emaús.
Já entre os discípulos, Jesus precisa mostrar suas feridas e deixar que toquem o seu corpo para que possam crer. Mais uma vez Jesus compartilha de uma refeição. O cardápio agora inclui peixe assado.E, aproveitou para lembrá-los: "Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas" (Lucas 24. 46-48). Jesus também participou ainda de uma pescaria e teve uma conversa séria com Pedro. Jesus permaneceu pelo menos quarenta dias com os discípulos e deu "muitas provas indiscutíveis de que estava vivo" (Atos 1. 3). Milhares de pessoas viram Jesus após a sua ressurreição.
A fé cristã não se baseia num fantasma. Não cremos num espírito desencarnado. A idéia que valoriza um mundo espiritual e menospreza a matéria é recorrente em diversas crenças, inclusive influenciou a teologia cristã. Este dualismo é fruto da filosofia de Platão que, de forma adaptada, teve continuidade com Aristóteles. Os platonistas tendiam a desprestigiar o mundo material em favor do mundo ideal. Sob essa influência, promoveu-se uma cisão teórica e prática entre o material e o espiritual, entre corpo e a alma. Os textos bíblicos, então, passaram a ser lidos por essas lentes platônicas que desempenharam um papel chave na hermenêutica. As consequências disso são inúmeras. A principal delas é a compreensão da salvação como a libertação da alma de sua prisão corpórea. No entanto, vemos na história de Jesus, bem como na tradição hebraica, que o corpo é valorizado. A ressurreição é o maior exemplo disso. Deus criou todas as coisas. A redenção, portanto, inclui todas as coisas!

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Lugar Está Vazio

Entre aquelas consideradas as sete maravilhas do mundo antigo, as três pirâmides do Egito ocupam o primeiro lugar da relação. Foram construídas entre 2551 e 2495 a.C. para servirem de túmulo aos faraós, onde, segundo a crença, eles ressuscitariam. Das sete maravilhas, é a única que resiste até os dias atuais quase intactas.
O Mausoléu de Halicarnasso, que viria a ser a sexta maravilha do mundo, foi construído no século IV a.C. por Artemísia, mulher de Mausolo, rei da Cária, região que englobava cidades gregas ao longo do mar Egeu e das montanhas do interior e que hoje faz parte da Turquia. Halicarnasso era a capital da Cária. Artemísia mandou construir o túmulo em homenagem ao marido. A partir daí, o nome "Mausoléu" difundiu-se pelo mundo representando este tipo de construção sepulcral.
Na Inglaterra, próximo ao Palácio de Buckingham fica um ponto turístico interessante: a Estação Vitctoria e a Catedral de Westminster. No entanto, o templo mais interessante e popular de Londres é a Abadia de Westminster que guarda grande parte da história da Inglaterra. Fundada no século IX, guarda os túmulos reais das personagens de maior destaque na história da Inglaterra. Muitos monarcas britânicos e membros da família real estão sepultados na Abadia.
Nos Estados Unidos, um dos lugares mais visitados pelos turistas é o cemitério de Arlington, também conhecido como Jardins de Pedra. O cemitério de Arlington fica em Washington, onde milhares de turistas visitam os túmulos de pessoas famosas, entre eles o do ex-presidente Kennedy, o mais procurado.
Já o Taj-Mahal fica em Agra, pequena cidade da Índia, e foi construído entre os anos 1630 e 1652. Trata-se de um suntuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar a luz o 14º filho. O Taj-Mahal foi construído sobre seu túmulo, junto ao rio Djamna.
Todas essas belas construções que demonstram grandes feitos humanos ficaram famosos por abrigarem os corpos de pessoas que, inevitavelmente, morreram. Em cada um destes lugares ‘descansa’ um corpo, os restos mortais de alguém que um dia viveu sobre a terra. Até mesmo o mausoléu de Maomé é notável pelo caixão de pedra e os ossos que ali se encontram. Mas, existe ainda um outro lugar que ficou também muito famoso. Também ali foi abrigado o corpo de alguém muito importante. Em Mateus 25. 5 lemos que as mulheres que foram visitar o lugar foram surpreendias por estas palavras: “Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia”. Por isso, a tristeza da sexta-feira da paixão jamais poderá ser maior do que a alegria do domingo de Páscoa. Pois “se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (1Tessalonicenses 4.14). A diferença é que o sepulcro ficou famoso justamente porque está vazio. É nisso que consiste a alegria e a esperança cristã. Cristo vive!

terça-feira, 30 de março de 2010

Feliz Semana de Consumo!

Eis mais um daqueles finais de semana aguardados com muita expectativa. Feriadão, folga no trabalho, viagem, compras, muitas compras, chocolates, comilança... "Tudo de bom" dizem alguns. Depois do carnaval, o feriado da semana santa é o próximo aguardado com grande expectativa pela maioria das pessoas. A exemplo do Natal, a Páscoa tem algumas diferenças com relação aos outros feriados. Todo comércio se prepara. Os mais altos precisam se abaixar para passar em alguns corredores de supermercado. Está tudo abarrotado de ovos de chocolate.
É uma época em que podemos aprender com as reportagens de televisão e jornais sobre a origem do coelhinho da páscoa, receitas, coisas para fazer e que vão trazer sorte, tudo muito original. Existem também as coisas megalomaníacas que crescem a cada ano, como o maior ovo de chocolate do mundo em Florianópolis. Mais um título para orgulho do povo brasileiro. Talvez a alegria desses dias de feriado se devam às propriedades estimulantes do chocolate. Claro que existem alguns desinformados que ainda preferem se embebedar com outros combustíveis! Deve ser porque tem que limpar a casa como todos os anos nessa época!
A origem de tudo isso remonta um tempo em que um coelho que não sabia ser ele mesmo um mamífero resolveu por ovos. Como, para sua surpresa o ovo era de chocolate, portanto, estéril, resolveu distribuí-los de presente. As pessoas ficaram muito felizes e passaram a aguardar ansiosamente a visita do coelhinho todos os anos. Reza a lenda que Papai Noel não gostou muito de dividir as atenções com o coelhinho. Mas, o 'espírito do natal', seja lá o que isso for, teria propiciado uma aproximação e, hoje, o coelhinho e o bom velhinho estariam juntos no negócio de chocolates. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entendeu que tudo foi por uma boa causa. Milhões de pessoas estão mais felizes agora.
Quem nunca ouviu algo como 'se não tiver chocolate na páscoa não é páscoa'!? Hoje, muitos me acham meio turrão e mal humorado. Talvez seja porque na minha infância o coelhinho nunca tenha encontrado o caminho da minha casa. Apesar de um coelho que não sabia por ovos de chocolate, mas muito solidário colorir ovos de galinha e trazê-los cozidos pra mim, acho que nunca consegui superar o trauma! Mal posso esperar a segunda-feira! (Acho que preciso consumir mais chocolate!) Ah, feliz Páscoa!!!

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