Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Um Abençoado Natal!


Música: Simplicidade (Pato Fu)

Que

neste

Natal...
Apesar da ceia,
Apesar das luzes,

Apesar dos fogos,
Apesar das festas,

Apesar da ressaca,
Apesar das compras,

Apesar do papai Noel,
Apesar dos presentes,

Apesar dos chocolates,
Apesar das frases de sempre,
Seja ainda um tempo de refletir...
...sobre a beleza da simplicidade
...sobre a importância de Jesus Cristo
...sobre o amor de Deus que se encarnou
...sobre vida abundante que é a proposta
...sobre um menino que veio para morrer.
Que apesar do tanto que se desmancha em nada
seja um dia para compreender que nada
pode ser melhor do que O Tudo!


Feliz Natal!




Um abraço e que Deus abençoe a tua vida!

Rodomar Ricardo Ramlow

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Jingle Bell, Jingle Bell

Feliz Bolha de Sabão!

Dois milênios atrás, numa terra distante do lugar que conhecemos hoje como Brasil, um povo aguardava por um novo tempo. Sua esperança estava depositada na vinda de um novo rei. A história de vida e compreensão de mundo de cada pessoa fazia com que as expectativas fossem também diferentes: libertação, poder, fama, riquezas, perdão, sucesso, sentido, felicidade, etc. Iria depender muito dessas expectativas a capacidade que cada um teria de reconhecer a inauguração do novo reino e a chegada do grande rei. Um império dominava. Taxas pesadas eram cobradas. Havia uma religião mancomunada com o poder do império, o que aumentava a opressão ao povo. Um contexto como tantos que faz as pessoas ansiarem por mudanças.
Não se pode atender a todas as expectativas. Nem todas as idealizações correspondem às melhores respostas que se busca no mais íntimo de cada ser. Quanto mais cegos e apegados às próprias expectativas e pressupostos, maiores serão as chances de frustração. E, quando a resposta, a solução, a esperança finalmente surge concreta, mesmo aqueles que mais ansiosamente esperavam algo novo são incapazes de reconhecer a oportunidade. Ignorantes, cansados de esperar pelo que já veio, seguem-se construindo as próprias pontes de escape. A incapacidade de perceber o travesseiro macio, impele à correria desengonçada atrás da pluma ao vento. E, quando finalmente achamos tê-la, a pluma se revela uma bolha de sabão. Tudo se desfaz ao mais leve toque.
Duas possibilidades: reconhecer que a correria é vã ou, deixar-se encantar pelas inúmeras outras bolhas: leves, coloridas, brilhantes todas ali, à disposição, por um preço acessível... Mais algum esforço e logo mais outra poderá ser alcançada! Não é curioso como algumas coisas só fazem sentido enquanto não às temos!? Ninguém é dono de uma bolha de sabão! Existem épocas do ano quando aumentam as bolhas a colorir as paisagens das nossas janelas de tela plana. Fazem-nos acreditar que seu brilho e colorido são a resposta para o lixo interior que apontam em nós. O mundo está em crise? Ignore, corra agora às caixas borbulhantes, magníficas, mágicas... Você merece, tem todo o direito, pegue agora mesmo a sua bolha de sabão!
Sobre os acontecimentos de dois milênios atrás? Ora, quem ainda quer saber sobre essa velha história!? Estamos todos muito ocupados com a busca da verdadeira felicidade, a carreira, os presentes, as ceias, as férias... Ah, as férias, um mês inteiro para ser feliz de verdade...! Ih! Estourou a minha bolha de sabão!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Macumba Gospel...

Para aqueles que ainda acham que eu exagero:


“Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente”
(Mateus 24. 24, 25)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Questionamentos Diante do Incompreensível


O noticiário das últimas semanas tem repetido exaustivamente os trágicos acontecimentos no estado de Santa Catarina. Muita chuva, desmoronamentos, prejuízos diversos, milhares de pessoas desabrigadas e o número de mortos passa de uma centena. O Brasil jamais tinha visto tamanha catástrofe. A Defesa Civil está engajada na maior operação de resgate e ajuda da sua história. Os acontecimentos no estado vizinho comovem o país que se mobiliza para ajudar. Toneladas de materiais doados, principalmente água e alimentos tem amenizado o sofrimento de muitos. No entanto, há muito que fazer. Faltam principalmente colchões e travesseiros, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza para desinfetar as casas atingidas. Estima-se que mais de 100 mil pessoas tiveram contato com água contaminada. Os riscos maiores são de leptospirose. Mesmo com a diminuição das chuvas, as consequências vão continuar aparecendo, podendo inclusive, gerar uma calamidade na saúde pública do estado.
Em tempos de tragédia, dor e sofrimento, é comum ouvir pessoas questionando a Deus, procurando a quem responsabilizar, buscando alguma explicação que possa oferecer algum sentido em meio ao caos. O mais difícil é encontrar forças e sensatez para assumir a própria responsabilidade. O consolo e a esperança estão em podermos acompanhar junto com as notícias trágicas a mobilização de milhões de pessoas para ajudar de alguma maneira. Por mais que tentemos compreender os acontecimentos, somente a nossa ação concreta vai fazer diferença agora. O texto bíblico que me vem a mente são as palavras de Jesus em Mateus 5. 45: “porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. Mais uma vez fica claro que Deus não ‘funciona’ pela lógica do karma, da causa e efeito, de quem premia ou castiga de acordo com o mérito humano. Respostas simplistas não bastam diante de tamanha dor. É difícil compreender todas as coisas nessa hora.
Em tempos de muitas perguntas e poucas respostas, que possamos deixar Deus ser Deus, aquele que dá ânimo e consolo em meio ao caos. Que Ele seja nossa fonte de esperança e vigor a serviço de quem mais precisa. Pode ser difícil compreender a Deus nesses momentos, mas não é difícil nos entregarmos em suas mãos. Motivados pelo versículo de Gálatas 6. 2: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, que, aliás, possui milhares de membros nas regiões atingidas, disponibiliza uma conta para todos que queiram ajudar: Banco do Brasil, IECLB Campanha Calamidade em SC, CNPJ: 92.926.864/0001-57. Agência: 0010-8, Conta Corrente: 40.000/9. Que nossos questionamentos encontrem resposta na solidariedade que somos capazes de demonstrar nesta hora!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

É Assim Mesmo?


Você também se sente um estrangeiro apenas de passagem neste mundo as vezes? Como viver num mundo hostil e que não reflete os valores e princípios nos quais você acredita? Por que as pessoas hoje parecem não se importar com nada? É impressão minha ou reina o comodismo, o ‘é assim mesmo’, o ‘não adianta fazer nada’...!? E, Por que é assim? Precisa mesmo ser assim?
Às vezes caímos na ilusão de que podemos viver numa espécie de gueto, seguros, isolados e impenetráveis a tudo aquilo que gostaríamos de manter longe. E quando finalmente tudo muda e nos vemos numa realidade hostil que exige a nossa devoção e lealdade? O que fazer? Como agir? Deveríamos simplesmente agir como uma esponja que absorve tudo acriticamente? Ou a melhor alternativa seria nos entrincheirarmos para começar o combate, uma vez que tudo parece contra?
A Bíblia nos fala de um povo que teve seu país invadido e saqueado por um poderoso império. Vários jovens saudáveis, espertos, inteligentes e bonitos foram capturados para servirem no palácio do novo império. Lá, tiveram que estudar ainda mais e passaram três anos na Universidade da Babilônia aprendendo literatura e a língua da realeza. Somente depois de formados é que iriam servir na corte. Durante o tempo de preparação o rei disponibilizou o melhor da sua mesa aos jovens estrangeiros. Mas, eles negaram-se a comprometer suas consciências aceitando bajulação e influência que traísse seus princípios originais. Com sua fidelidade e simpatia, não tardou para que os jovens fizessem amigos, mas, também inimigos no palácio. Recusaram as benesses da realeza e mantiveram seus costumes alimentares saudável, estudaram com dedicação, mantiveram-se fiéis ao seu Deus. Ganhavam destaque e quatro deles foram apresentados ao rei a quem passaram a servir. No dia da banca, o monarca ficou espantado com a inteligência e conhecimentos por eles demonstrado. Foram capazes de responder perguntas sobre todo tipo de assunto. Passaram no teste com louvor. O rei observou que aqueles rapazes estrangeiros eram mais sábios que todos os seus mais antigos conselheiros (Daniel 1).
Você já imaginou como se comportariam Daniel, Hananias, Mizael e Azarias numa faculdade da sua cidade? Qual seria o impacto desses jovens nessa cidade? Será que eles também se acomodariam com o clima de pessimismo, cinismo e desesperança reinantes? É difícil imaginar esse grupo de amigos sentados a lamentar a má sorte de terem que viver justamente naquele lugar e ainda com um governo omisso, incompetente e até mesmo tirano! Como cidadão do reino de Deus você também é desafiado a viver em fidelidade ao verdadeiro e único rei, mesmo que vivendo estrangeiro e cativo às forças estranhas de um mundo hostil. O que aqueles quatro amigos tinham de especial que lhes permitia enxergar uma realidade diferente?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Como Deveria Ser?

Hoje, ao falar de ética ou moral, o máximo que é permitido dizer é como as coisas são. Quem ousasse, a partir de uma análise de como é, sugerir como deveria ser, estaria assumindo o risco de ser taxado de cabeça fechada e politicamente incorreto. No entanto, se ética está relacionado com o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, como contentar-se apenas em descrever o jeito como as coisas são e não propor mudanças que se acredita serem boas para o indivíduo e a sociedade? É claro que ninguém tem o direito de impor nada a ninguém. Para isso existe o debate, o confronto de idéias, o diálogo... Vemos, no entanto, a ideologia do politicamente correto como norma a que todos devem se conformar. O mesmo acontece com outros termos da moda como tolerância, discriminação e preconceito. Aqueles que apelam aos discursos fáceis defendendo suas posições taxando quem pensa diferente são os primeiros a entrar em contradição, por exemplo, demonstrando intolerância contra quem ousa questioná-los.
O ser humano não nasce bom ou virtuoso e vai se corrompendo com o tempo. A necessidade que a sociedade tem de leis é uma prova disso. O potencial para o mal é inerente às pessoas. As leis servem para regular e orientar o ser humano que naturalmente tende a desobedecê-la. A lei serve para proteger um ser humano de outro ser humano. Geralmente as pessoas buscam simplesmente o prazer, ou o poder, ou o proveito pessoal, ou as vantagens econômico-financeiras em todas as ocasiões. Ou seria esta uma conclusão por demais pessimista? Uma auto-análise sincera não nos permitirá fugir à realidade.
Moral é uma palavra derivativa do latim moralis. Significa modos e costumes. Diz respeito à prática, maneiras ou condutas dos seres humanos como seres sociais em relacionamento uns com os outros. Refere-se ao que é certo ou errado, bom ou mal. Em nossos tempos pós-modernos, no entanto, a moral pode apenas descrever os modos e costumes da sociedade. Não seria tolerado aquele que ainda ousasse apelar ao sentido clássico da palavra que descreve o que é eterno, transcendente, universal, prescrevendo o que deve ser.
A palavra ética origina-se do grego éthos e, significa modos ou caráter. O Dicionário Aurélio diz que ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto". Etmologicamente ética e moral são palavras sinônimas. Aqueles que crêem que Deus criou todas as coisas originalmente boas admitem que o universo possua um fundamento moral. Logo, existe uma ética ou uma moral de como as coisas deveriam ser. Temos muita gente diagnosticando e analisando. Onde estão as propostas?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Parar, silenciar, ouvir...


Na hora, eu nem percebi que a Débora havia tirado essa fotografia. Eu vi só depois quando as fotos já estavam descarregadas no computador. Foi na Igreja Matriz São Pedro em Gramado/RS. O templo é construído em pedra basáltica, sua torre mede 46 metros e exibe artes nos vitrais com imagens sacras. Era uma manhã tranquila de domingo. Não havia programação. Mas, o templo estava de portas abertas como a maioria das catedrais católicas. As poucas pessoas que circulavam pelo local demonstravam um espírito de reverência. A música em canto gregoriano ecoava suavemente convidando para a meditação.
Já faz um tempo eu venho refletindo sobre o papel das igrejas cristãs diante da correria, estresse e agitação das cidades. Faltam lugares onde possamos aquietar, ficar em silêncio, deixar a pressa, respirar fundo, encontrar a suavidade, a leveza, a possibilidade de simplesmente parar. Num mundo de agitação, pressão, exigência, barulho e toda correria desenfreada do nosso tempo, faltam oásis de quietude, lugares onde podemos nos dar conta novamente de que o suspiro nos lembra de que estamos vivos.
Não estariam nossas igrejas oferecendo apenas mais uma opção de entretenimento, alienação, estresse e mais barulho àqueles que cansados e sobrecarregados anseiam por alívio e descanso? O quanto as igrejas evangélicas no Brasil ajudam as pessoas a meditar, silenciar, orar, ouvir de fato a Palavra e a voz de Deus? Não estaria na hora de refletirmos sobre maiores espaços de reverência, quietude e devoção? Talvez, poderíamos começar deixando nossas portas abertas por mais tempo...!

Veja Também:

Related Posts with Thumbnails