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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Família: um conceito original

A compreensão estreita que vê a religião apenas como aquela que diz o “que pode” e “o que não pode” interfere na maneira como compreendemos a vontade de Deus também a respeito da família. A Bíblia não é um manual de instruções. Ela contém princípios que nos revelam a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. E, o Apóstolo Paulo diz que esta é uma vontade que podemos experimentar. Mas, isso depende de certo inconformismo com o “espírito da época” (Rm 12.2). A vontade de Deus a respeito da família está revelada já no princípio das Escrituras. Lemos em Gênesis 1.27 que “criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Diferente daquilo que costumamos ouvir, o Novo Testamento não revela coisas diferentes, anulando a revelação do AT. A vontade de Deus permanece a mesma. Jesus deixa isso muito claro quando, numa discussão com os fariseus, faz uso daquilo que todos já sabiam: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?” (Mateus 19.4-5).

Jesus não apresenta nenhuma reinterpretação para acomodar o texto e a vontade de Deus aos “novos tempos”. Ele apenas reafirma a revelação e a vontade original de Deus. Pois é isto que Cristo veio fazer: restaurar o mundo e o ser humano que encontram-se corrompidos pelo pecado. Jamais veremos Jesus justificando o pecado ou propondo uma releitura da Bíblia de modo que se encaixe melhor em nossos padrões.

As distorções, consequências do pecado, obviamente estão aí, por toda parte. Mas, Jesus não autorizou que nenhuma destas distorções fosse colocada como referência legítima para novos modelos. Ele sempre de novo apontou para o Pai, o Criador, a origem de tudo. Aquele cuja vontade é boa, perfeita e agradável! Viver segundo esta vontade é viver conforme a realidade que o Pai desejou!

O Senhor Jesus é aquele que redime também relacionamentos, lares, e famílias! Que possamos nos deixar transformar por sua graça e misericórdia, de modo que experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nossas famílias!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Família III

Se Deus instituiu a família, ninguém melhor do que ele para saber como podemos gozar plenamente esta realidade. Sabemos seguir e respeitar bem as leis naturais que reconhecemos no mundo em que vivemos. Por exemplo, se a lei da gravidade é algo instituído e, nós sabemos disso, vamos respeitá-la e, se não por temor e respeito a Deus, pelo menos por bom senso, afinal, sabemos bem as consequências de se tentar sair voando pela janela do décimo andar de um prédio.

O pecado, nossa rebeldia, no entanto, o que faz? Faz-nos ir contra a vontade de Deus. O pecado não mais nos permite um discernimento claro sobre a realidade. E, especialmente no que se refere à vontade de Deus, passamos a achar que sabemos melhor das coisas! “Foi isto mesmo que Deus disse!?” (Gênesis 3:1).

Não estamos falando aqui de uma simples regra ou lei arbitrária que legitima ou distingue o cristianismo frente ao secularismo ou às demais religiões. Pois, ou cremos de fato que Deus é real e criou todas as coisas a partir de seu poder, soberania e sabedoria, ou, assumimos de uma vez alguma síntese moderna que julgamos mais sofisticada frente à vontade de Deus revelada.

O que Jesus faz diante da religiosidade de seu tempo? Qual é a posição de Jesus diante de uma realidade marcada pelo pecado? Como Jesus responde às perguntas – sejam elas legítimas ou meramente provocativas – do seu tempo?
Divórcio, casamento, filhos, castidade, adultério, imoralidade sexual, etc.. Está tudo lá. Jesus não estava imune às tentações, à realidade, às pressões sociais, às perguntas e às provações. As pessoas sabiam também que estavam diante de alguém que pregava, ensinava e vivia na perspectiva de outro reino. Aquele galileu era diferenciado!

Como se dava esse encontro de realidades entre o mundo caído e a realidade da redenção? Como Jesus respondeu aos fariseus?

Primeiramente, Jesus não faz concessões. Ele não muda a ordem original da criação. Ele não tenta harmonizar a realidade corrompida pelo pecado de modo a justifica-la. Algumas frases da resposta de Jesus são extremamente esclarecedoras: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’” (Mateus 19:4).
O que Jesus está fazendo aqui?

Ele não muda a ordem original das coisas. Ele simplesmente diz: Deus fez assim. Esta é a ordem estabelecida. Se houve algo que alterou a ordem das coisas, isso foi o pecado. Mas, o padrão não muda por causa do pecado. A queda não altera a lei de Deus. Não podemos tentar encontrar um padrão de prumo diferente a cada vez que encontramos uma parede torta. Por mais que algumas coisas sejam relativas, eu não vou convencer ninguém se toda vez que eu me atrasar a minha justificativa for dizer que pra mim o tempo funciona num ritmo diferente!

E, Jesus vai adiante: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’” (Mateus 19:5).
São várias as implicações que podemos concluir daí. Observem, no entanto, como Jesus deduz uma coisa da outra: “por essa razão...”. A família, homem e mulher, a multiplicação – procriação -, está tudo lá, instituído desde o princípio. Tudo faz parte daquela avaliação que conclui: “Ficou bom, muito bom!” (Genesis 1. 31).

“...o que Deus uniu, ninguém o separe”, continua Jesus em Mateus 19:6. Jesus não expõe uma versão atualizada, adaptada, nem uma releitura pós-queda à questão da família. Ao dizer, por exemplo, que “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”, Jesus está fazendo uma citação praticamente literal do que temos em Gênesis 2:24.

É isto. É a ordem da criação. Façam assim e viverão. É assim que está estabelecido! Dá pra desobedecer? Dá pra tentar diferente? Dá. Dá pra desafiar a gravidade? Dá. Dá pra contornar. Mas, é assim, está tudo entre o viverás e o morrerás. Jesus não enfeita, não justifica, não ameniza, não introduz eufemismos ilusórios!
“Ah, mas Moisés falou que...”
“Ah, mas ninguém é de ferro...”
“Ah, mas se for desse jeito então é melhor nem casar...”
“Ah, mas se é assim quem é que vai conseguir!?”
E, assim, somos nós, buscando brechas, uma porta dos fundos, uma explicação mais sofisticada, algo que nos justifique...

Jesus vai dizer exatamente isso: “Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio” (Mateus 19:8). Enfim, se é assim ou assado, é por causa do pecado, da desobediência, da teimosia, da incredulidade de vocês. Mas, não que esta seja a vontade de Deus. Não que este é o projeto do criador.

Em sua misericórdia, o amor de Deus permanece, sua graça está à disposição. Mas existe um jeito certo que continua o mesmo, continua certo, é o melhor jeito, é aquele instituído desde o princípio e que corresponde ao caminho que leva á realização mais profunda, completa, plena...

Não queiram fazer do pecado um novo padrão! Não queiram buscar nos modelos pós-queda a justificativa para sua fraqueza! As distorções, consequências do pecado, obviamente estão aí, por toda parte. Mas, Jesus não autorizou que nenhuma destas distorções fosse colocada como referência legítima para novos modelos. Ele sempre de novo apontou para o pai, o Criador, a origem de tudo. Aquele cuja vontade é boa, perfeita e agradável!

É isto...!

Sem nos esquecermos, portanto, de que vivemos a realidade caída, onde somos fracos, limitados, rebeldes, endurecidos, teimosos... deixemo-nos renovar e transformar dia após dia em nossa jornada de discipulado, levando “cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2 Coríntios 10:5).

O mesmo Deus que nos criou é aquele que nos redime. Como o centro do Evangelho, o Reino de Deus inaugura a nova realidade, a redenção de todas as coisas que Deus criou! O Senhor Jesus é aquele que redime também relacionamentos, lares, e famílias! Que possamos nos deixar transformar por sua graça e misericórdia, de modo que experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nossas famílias!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Família II

Existe um texto nos Evangelhos que é bastante revelador sobre a postura de Jesus quanto ao tema da família. Em Mateus 19. 3-12, encontramos uma situação onde...

Alguns fariseus aproximaram-se dele (Jesus) para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?” 
Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? 
Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe". 
Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?”
Jesus respondeu: “Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. 
Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério". Os discípulos lhe disseram: "Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar". 
Jesus respondeu: "Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. 
Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite".

Minha reflexão com este texto não vai tanto nos pormenores que poderíamos extrair aqui. Mas, chamar a atenção para alguns pontos que nos levam novamente para a questão mais abrangente e, quem sabe, central.

Nós vivemos uma realidade onde muitos veem a religião como uma espécie de fenômeno que se propaga à base do “pode ou não pode”. E, muitas vezes, esse ‘o que pode e o que não pode’ é tomado como algo totalmente arbitrário, como se fosse instituído pelas religiões apenas para se distinguir, ou, infernizar a vida de seus fiéis. Daí vem a famosa frase “a minha religião não permite!”
Divórcio: Pode ou não pode?
Sexo antes do casamento...
Homossexualidade...
Ou, o que é melhor? Casar ou permanecer solteiro...? Ter ou não ter filhos...?

A pergunta dos fariseus lembra muito algumas perguntas e comentários que muitos de nós também escutamos hoje em dia. É uma percepção da religião, típica de quem não compreende as implicações mais profundas da fé, da vontade de Deus, do que significa viver num mundo criado, ou seja, um mundo e uma realidade que tem uma origem num Deus pessoal, soberano, todo-poderoso.

Quando buscamos no relato de Gênesis a vontade de Deus no que se refere aos seres humanos e à vida familiar, encontramos revelações muito claras. Existe uma ordem para a criação de Deus e, esta, não exclui as relações humanas, a vida em sociedade e a família, pelo contrário.
o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". (Gênesis 2:16-17).

Se Deus é o criador de todas as coisas, ninguém melhor do que ele para saber o que é o melhor para a sua criação.


Na próxima postagem vamos comentar um pouco mais sobre algumas coisas que Jesus diz em sua conversa com os fariseus e discípulos no relato de Mateus 19.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Família

O tema da família é de grande importância para a sociedade. Embora muito tematizado, parece cada vez mais difícil se posicionar sobre este assunto. Frente aos diversos questionamentos e busca por modelos, a igreja cristã vem se debatendo de forma que, na maioria dos casos, age de maneira reativa, jogando na defesa. Como cristãos, cremos que a família, como tal, é criação de Deus, é projeto original do Criador de todas as coisas.

 Falar da família, enfatizar o valor da família, defender a família não pode ser meramente um discurso reativo frente aos ataques de um mundo hostil. Antes, a família é algo que, independente das distorções - que geram desde celebração até arrepios -, está na concepção de algo que compõe a ordem da criação de Deus. Isso quer dizer que qualquer limitação causada pelo pecado não legitima as distorções da experiência humana. Tampouco a nossa limitação deveria se tornar justificativa para um comodismo frente aos desafios, dificuldades e obstáculos que se apresentam. Ainda é possível falar de um referencial quando o assunto é família?

Sem perdermos a perspectiva da graça, da misericórdia e do projeto de redenção de Deus, devemos também manter aberta as nossas mentes e nossos corações, de modo que a tolerância, no melhor sentido da palavra, permaneça como uma marca distintiva do caráter cristão. E, isso no que se refere ao fato de sermos diariamente desafiados a sermos imitadores de Cristo, tanto em nossa vida pessoal, de santidade, quanto em nossos relacionamentos com o próximo.

Existem diversos meandros e sutilezas, vários exemplos que poderíamos citar aqui e que dizem respeito a esta temática. Desde as tentativas de mudar a nomenclatura, típico da ideologia do politicamente coreto e seus eufemismos, até as investidas da mídia em tornar normal algo que, especialmente na visão deles, escandaliza os religiosos e conservadores, existem vários exemplos, relatos e questões que poderíamos discutir. Casamento e divórcio, heterossexualidade e homossexualidade, casar ou permanecer solteiro, ter ou não ter filhos, aborto, fidelidade e infidelidade, homem e mulher, sexo ou gênero, etc... são assuntos que inevitavelmente surgem dentro deste tema maior da família.

O que poderíamos fazer diante de toda confusão e crise familiar? Existe algo que a fé cristã e a tradição protestante têm a dizer sobre isto? De que modo as Escrituras e a vontade de Deus se posicionam com relação à família? De que modo nós poderíamos manter uma postura firme, em amor, de modo que sejamos tolerantes, acolhedores e misericordiosos? Ainda é possível ser um cristão, acreditar e defender a família sem compactuar com tudo aquilo que vem se querendo instituir como “legítimo” e “normal” na sociedade?


Enquanto você reflete sobre estas questões e posta seus comentários e opiniões, aguarde nosso próximo post onde continuaremos o assunto.

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