Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de maio de 2012

"...o que de Deus se pode conhecer..."

Quando Terrence Malick produzia seu último filme, A Árvore da Vida, ele provavelmente tinha em mente também as palavras do Apóstolo Paulo que declara em sua carta aos Romanos que “desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas” (Romanos 1:20). Quem já viu o filme entende porque digo isto. As longas tomadas enfocando a natureza, com as árvores, os rios, oceanos e animais... As galáxias com suas estrelas, planetas e satélites. Se não somos capazes de abrir mão da lógica para admitir que um simples objeto diante de nós poderia ter surgido por acaso, como deixar de ver a mão de Deus em todas as coisas?

A Árvore da Vida, que tem Brad Pitt e Sean Penn como atores mais conhecidos do público, ganhou em 2011 o prêmio de melhor Filme do Festival de Cannes. Trata-se de um filme que tem dividido opiniões. Poderíamos dizer que este é um filme difícil. É um longa com mais de duas horas de duração. Exige atenção e paciência do espectador. Numa família dos anos 50 a morte de um jovem e as lembranças do passado levam a questionamentos sobre Deus e o sentido da vida. Qual é a tua maneira de viver? Pelo caminho da natureza ou pelo caminho da graça? Muitos sequer imaginam a diferença que isso faz! Um olhar atento pode gerar reflexões profundas e levar o expectador à contemplação de algo que transcende a sua existência.

Veja este filme quando você tiver tempo. Uma dica é vê-lo quando estiveres só ou, no máximo com mais uma pessoa. Tente libertar-se um pouco do padrão hollywoodiano. Este não é um filme de meros mocinhos e bandidos com roteiro previsível. Vai exigir um pouco mais. Esteja pronto para contemplar! Prepara-se, não para fugir da realidade por duas horas, mas, para confrontar-se com ela. Afinal, o que poderíamos responder diante de tais questões? “Onde você estava quando criei a terra? Enquanto as estrelas da manhã cantavam e todos os anjos entoavam louvor?” (Jó 38. 4,7).

Quem gosta de música clássica; aquele que não se importa em passar tempo ouvindo as pessoas; quem admira a paisagem; aqueles que gostam de observar o pôr do sol ou quando ele nasce; quem busca os mirantes para contemplar a grandeza da criação; aqueles que param para dar atenção a uma criança e brincam com ela; aqueles que ainda desfrutam de um jantar em família; aqueles que saem à noite para admirar as estrelas; quem cultiva uma horta... Essas são pessoas que provavelmente terão menos dificuldades para assistir A Árvore da Vida e compreender a sua mensagem. Mas, sem dúvida alguma, todos nós somos capazes de “ver claramente” e fazer as nossas próprias escolhas!

Dicas para ajudar você a assistir A Árvore da Vida:
Uma crítica: do site Omelete.
Uma orientação: O Professor Guilherme de Carvalho escreve sobre Como assistir A Arvore da Vida.
Um deslumbramento: O apresentador Zeca Camargo compartilha suas impressões sobre A Árvore da Vida.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Graça No Cinema

Longe de mim considerar-me um crítico de cinema. Não tenho qualificação e nem a pretensão para isso. O meu desejo é apenas compartilhar rapidamente a respeito de três filmes que eu recomendo a todos que admiram a sétima arte. Reforço a recomendação por serem filmes que tratam de um tema sobre o qual venho refletindo há algumas semanas. Todos eles foram lançados recentemente, são de 2011. São filmes que mostram o conflito do ser humano diante das circunstâncias da vida. Como responder aos fatos que nos acontecem todos os dias?

O primeiro filme foi traduzido para Graça e Perdão. É baseado no livro Amish Grace que, por sua vez, baseia-se em fatos reais que aconteceram em outubro de 2006 numa pequena comunidade Amish na Pensilvânia, EUA. Um crime terrível abala uma comunidade dos Amish. A partir de então, as diferentes reações das pessoas revela uma possibilidade que para muitos é inaceitável. Seria possível passar por dor e angústia sem deixar que isso se transforme em raiva e ódio? Apesar de não tratar-se de uma grande produção, é um filme capaz de inspirar e emocionar.

Já O Poder da Graça (The Grace Card) é dos mesmos criadores de A Prova de Fogo. O filme mostra como podemos deixar que fatos trágicos ocorridos em nosso passado nos mantenham presos e angustiados por anos. Como libertar-se? Como e onde encontrar forças para superar diferenças e preconceitos? Muitas vezes deixamos que as circunstâncias da vida nos confundam. Acabamos sentindo culpa, medo e até raiva daqueles que sequer conhecemos. Até mesmo Deus pode ser culpado indevidamente. Assim, acabamos trilhando caminhos que podem levar à auto-destruição.

A película mais famosa é sem dúvida A Árvore da vida, do diretor e roteirista Terrence Malick que foi indicado ao Oscar de 1998, em duas categorias, pela produção Além da Linha Vermelha (também recomendável). A Árvore da Vida, que tem Brad Pitt e Sean Penn como atores mais conhecidos, ganhou este ano o prêmio de melhor Filme do Festival de Cannes. Trata-se de um filme que tem dividido opiniões. Poderíamos dizer que este é um filme difícil. Exige atenção e paciência do espectador. Numa família dos anos 50, uma morte leva a questionamentos sobre Deus e o sentido da vida. Qual é o teu caminho na vida? O caminho da natureza ou o caminho da graça? Muitos sequer imaginam a diferença que isso faz! Um olhar atento pode levar-nos à reflexões profundas e à contemplação de algo que transcende a nossa existência.

Num tempo em que as religiões tem negligenciado a graça, é bom vê-la retratada no cinema. Se você é alguém que prefere um pouco de realismo na tela, pegue a pipoca e prepare-se para ser incomodado.
Clique no título dos filmes acima para ver o trailer.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Graça Reformadora

Foi no dia 31 de outubro de 1517. Quase 500 anos atrás. Um jovem monge fixava na porta de uma catedral 95 teses com o objetivo de chamar a atenção para vários equívocos na igreja da época. Havia grande contradição entre aquilo que a igreja pregava e aquilo que ela praticava. Enquanto o clero vivia no luxo os camponeses e artesãos viviam uma situação de miséria. Muita gente estava insatisfeita com a Igreja. Vários movimentos na Europa do século 14 e 15 já indicavam o desejo por mudanças. Dentre os diversos motivos que deflagraram a Reforma, o principal foi a venda de indulgências na Alemanha. A igreja, sob a liderança do papa Leão X, necessitava de dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro em Roma. O monge Tetzel era encarregado de vender as indulgências levando este comércio ao máximo.

Martim Lutero era um homem extremamente exigente consigo mesmo. Desejava por todas as formas agradar a Deus e ver-se livre do tormento do Diabo. Outra coisa que passou a incomodar fortemente o jovem monge foi a venda de indulgências por parte da igreja. As indulgências eram vendidas sob a promessa de que aqueles que as adquirissem estariam livres do tormento do purgatório. A pessoa poderia, inclusive, pagar pela libertação da alma de parentes que já haviam falecido. Assim, milhares de pessoas entregavam o pouco que tinham para o seu sustento em troca de uma "salvação" prometida pelos lideres eclesiásticos. Toda essa religiosidade de trocas, de comércio com o sagrado, de auto-exigência, oprimia Lutero que cada vez mais percebia a incoerência entre aquilo que a igreja ensinava e aquilo que as Escrituras revelam. Foi somente depois de compreender a graça de Deus que Lutero pôde sentir o alívio e a verdadeira libertação do Evangelho. Lendo a carta de Paulo aos Romanos descobriu que "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17). A mensagem do Evangelho é que Jesus Cristo morreu pelos pecados e não há mais a necessidade de indulgências para o perdão ou remissão da pena. Isso foi libertador e desencadeou um processo que mudaria o mundo.

Suas teses abalaram a Europa. O Papa exigiu retratação. Lutero foi ameaçado de excomunhão se não negasse publicamente os seus escritos. Ao que respondeu: "Nada posso retirar dos meus livros, se não for convencido com claro testemunho das Sagradas Escrituras. Não quero e não posso retratar-me, porque não é correto um cristão falar contra a sua consciência. Aqui estou; não posso ser diferente; que Deus me ajude". Lutero foi excomungado e passou a dedicar-se à reforma da igreja. Reforma que transcendeu o movimento religioso, gerando implicações econômicas, políticas e sociais. O mundo nunca mais foi o mesmo. No entanto, muitas pessoas continuam preferindo as indulgências em vez da graça.

Conheça um pouco mais da trajetória de Martim Lutero através do filme:

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Graça, Sublime Graça

A graça só pode produzir mais graça. Pois a graça desperta para a gratidão. Enquanto a religião vive do 'buscar', do 'poder', das 'bençãos', das trocas e das compensações, a graça gera a consciência da gratidão. A graça informa que a benção maior já veio, que o poder se manifestou na fraqueza, que o Deus da benção e do poder não é inacessível. Ele não vive a nos observar como um Big Brother que nos colocou aqui para competir pela salvação ou por tronos e galardões. Não existem troféus ou medalhas de 'honra ao mérito' para quem entra no reino de Deus. "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 12. 9). Sem a graça, o cristianismo se torna apenas uma religião, um esforço humano árduo, penoso, outras vezes pomposo, sofisticado, mas, ao final, frustrante como tantos tem experimentado, por ignorá-la. A simples idéia de que existem opções num cardápio religioso onde eu posso escolher aquele que me cai melhor, já é fruto de uma total ignorância a respeito da graça. Deus criou todas as coisas. Cada ser humano é digno de amor, misericórdia e compaixão. Criados à imagem e semelhança de Deus, todos têm igual valor. É a graça de Deus e a compreensão sobre seu amor que gera no ser humano o sentimento de gratidão que é capaz de nos colocar a serviço do próximo. Temos na história vários exemplos de pessoas que fizeram a diferença no mundo graças a esta consciência. William Wilberforce é um deste nomes. Foi graças ao seu esforço por várias décadas no parlamento inglês que uma lei abolindo a escravidão foi aprovada na Câmara dos Comuns em 1833. Foi a partir do momento em que ele compreendeu a graça de Deus no ano de 1784, que todo o seu esforço se intensificou levando-o a dedicar toda a sua carreira política nesse empreendimento. Wilberforce estava convicto de que não havia maior pecado pesando sobre as costas do Império Britânico do que o terrível e abominável tráfico de escravos. Em seu diário escreveu as palavras que se tornaram famosas: "O Deus todo-poderoso tem colocado sobre mim dois grandes objetivos: a supressão do comércio escravocrata e a reforma dos costumes". O que Wilberforce entendeu é que a fé cristã gera uma piedade prática que redunda em serviço relevante para a sociedade. Os esforços deste político britânico geraram consequências históricas no mundo. Um ano depois de sua morte , em julho de 1834, 800 mil escravos, principalmente na Índia Ocidental britânica, foram libertos. Em pouco tempo, a maior parte dos países ocidentais aboliria a escravidão em definitivo. A jornada de William Wilberforce pode ser vista no filme Amazing Grace (traduzido para Jornada Pela Liberdade) de 2006. O filme ajuda a mostrar como nem mesmo a oposição intensa dos que acreditavam que a escravidão estava diretamente ligada à estabilidade do império britânico foi capaz de intimidar um homem de fé que encontrara uma causa pela qual lutar.  

Trailer do filme Amazing Grace:

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Pedofilia nos Cinemas

Em fevereiro deste ano, numa sessão parlamentar sobre um projeto de lei relativo a crimes sexuais contra crianças em OTTAWA, Ontario, Canadá, especialistas em psicologia afirmaram que a pedofilia é uma “orientação sexual” comparável à homossexualidade ou heterossexualidade. Já não é tão difícil encontrar na internet quem defenda a pedofilia como algo normal, apenas mais uma forma de expressão amorosa na diversidade de possibilidades. Na Holanda, já existe até um partido político criado por pedófilos com o objetivo de defender os seus interesses. É evidente que hoje a mídia é quem dita as tendências. Basta que os donos do poder mediático queiram para que um determinado produto faça sucesso e arrecade milhões. É assim que jogadores de futebol são projetados, roupas são colocados em evidência e viram moda, comportamentos são moldados. Quem algum dia já assistiu a uma telenovela sabe do que eu estou falando. Quem nunca ouviu a expressão "já é normal!"?
Os festivais de cinema no Brasil estão apresentando atualmente o filme "A Serbian Film: Terror sem Limites". Para que o leitor tenha uma idéia, este é o filme mais censurado dos últimos 16 anos no Reino Unido (só foi liberado para exibição após 49 cortes). De acordo com o site Folha.com "o longa tem incesto, pedofilia, necrofilia, violência a granel (incluindo dois assassinatos em que a arma é um pênis) e, em seu momento mais polêmico e chocante, o estupro de um recém-nascido". O trailer do filme já pode ser visto em sites e blogs na rede. Enquanto alguns argumentam que o filme mostra apenas a 'realidade', outros ainda conseguem demonstrar a saudável capacidade humana de se indignar. Já o diretor do filme, o sérvio Srdjan Spasojevic, 35, argumenta contra as críticas dizendo que "estamos no século 21, seria de imaginar que tudo já foi dito e visto, mas de novo estamos vendo uma caça às bruxas porque alguém não gostou de um filme". Ou seja, parece que estar no século XXI justifica qualquer coisa. O diretor estreante se surpreende de que ainda haja alguma coisa que não seja normal!
Mesmo que o filme não queira exaltar a pedofilia nem a necrofilia, fica a questão a respeito dos limites da arte. Sim, o ser humano é capaz das coisas mais horrendas. E, o fato de muitos sentirem algum tipo de prazer mórbido com esse tipo de espetáculo, apenas confirma isso. Portanto, não serei surpreendido quando os 'moderninhos' da televisão começarem a 'inovar' também nas telenovelas brasileiras, gerando debates e entrevistas em programas de auditório para abrir a mente da retrógrada sociedade brasileira sobre a beleza do amor 'diferente'. Afinal, é a realidade, não é!? Viva a diversidade! Dizer algo mais seria atentar contra a liberdade de expressão! Enquanto isso, os verdadeiros artistas, aqueles que realmente conseguem enxergar a realidade e expressar isso em sua arte, permanecem no ostracismo.

E você leitor, iria ao cinema com a família para assistir "A Serbian Film: Terror sem Limites"? Deixe o seu comentário e participe do debate sobre a pedofilia, a arte e a natureza humana.

Veja Também:

Related Posts with Thumbnails