Uma cova que se faz na terra para receber a planta sempre poderia ser mais profunda.
A corda do instrumento que é tocada para produzir a nota certa numa melodia sempre poderia receber uma intensidade maior de força.
Sempre é possível colocar no alimento mais do que o sal suficiente para produzir uma boa receita.
A ordem da criação, no entanto, estabelece limites de acordo com a harmonia da criação original de Deus. A questão, portanto, não se resolve meramente por aquilo que podemos. O apóstolo Paulo, diria, “pode, sempre dá, mas, nem sempre convém”. Portanto, o critério para ir o mais profundo possível, experimentar ao máximo de tudo, provar todos os limites, não é se você pode ou não pode. Pois, na maioria das vezes, sim, você pode.
Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!
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terça-feira, 14 de abril de 2015
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Sobre o Tempo...
Viver em resposta ao amor de Deus é discernir a cada dia o que agrada a Cristo e praticar isso. Uma de nossas desculpas prediletas é a falta de tempo. E, o curioso é que sempre falta tempo para as coisas mais importantes: trabalho, estudo e relacionamentos. Não costumamos ouvir que faltou tempo para dormir, jogar, ver televisão, comer e etc...
Embora os tempos não sejam favoráveis à exortação e conselhos, as Escrituras estão repletas delas. "Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus" (Efésios 5:15-16). Em outras palavras, "devemos viver remindo o tempo". A razão disso é que os dias são maus, vivemos tempos difíceis!
Aquilo com o que você gasta o teu tempo e o teu dinheiro revelam quais são as tuas prioridades! Cristo nos redimiu para uma nova vida. Redimir o tempo é viver cada dia na presença de Deus, buscando a sua vontade, aproveitando ao máximo cada oportunidade!
Embora os tempos não sejam favoráveis à exortação e conselhos, as Escrituras estão repletas delas. "Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus" (Efésios 5:15-16). Em outras palavras, "devemos viver remindo o tempo". A razão disso é que os dias são maus, vivemos tempos difíceis!
Aquilo com o que você gasta o teu tempo e o teu dinheiro revelam quais são as tuas prioridades! Cristo nos redimiu para uma nova vida. Redimir o tempo é viver cada dia na presença de Deus, buscando a sua vontade, aproveitando ao máximo cada oportunidade!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Coando Mosquitos e Engolindo Camelos
Tempos difíceis! Como diria Cícero: "O tempora, o mores" (Que tempos os nossos! E que costumes!). Por um lado o patrulhamento do politicamente correto deixando tudo mais chato, mais afetado, mais hipócrita! Por outro lado, o cinismo e a indiferença que oprimem, gerando ainda mais incredulidade e acomodação. Todos parecem enxergar o que está errado. Todos denunciam as mazelas e a corrupção. Desde a mais alta cúpula do governo até donas de casa histéricas que espancam seus cachorrinhos, nada escapa às timelines de nossas páginas do Facebook. Se por um lado parece que não se pode dizer mais nada, por outro, se fala até demais. Vulgarização total! Superficialidade e pseudointelectualismo arrotados aos cântaros. Mendigamos um curtir ou, quem sabe, um compartilhar que eleve a nossa autoestima. Frases de autores que nunca lemos, imagens com causas que sequer compreendemos, divulgação da vida privada que vai desde o que comemos no café da manhã até onde estamos no momento (se for um aeroporto ou lugar turístico, melhor, claro!).
Não. Não quero escrever uma mera crítica às redes sociais. Elas até que tem o seu lado positivo. O problema, mais uma vez, somos nós, seres humanos. É a direção que damos para as coisas, ou seja, a maneira como decidimos usá-las que é a questão. Portanto, vida longa às redes sociais e a tudo que elas tem de bom! Vida longa também a nós, seres humanos, para que tenhamos mais tempo para aprender a viver! Uma coisa, no entanto, continua incomodando. Quanto menos tolerância para com os pensamentos mais profundos, quanto menos reflexão e leitura, mais se multiplicará a mediocridade e o lugar comum. O problema é que não é necessário nenhum esforço para se acostumar com o medíocre. Basta deixar a vida te levar. Se você anda de bicicleta, imagine a diferença entre pedalar um caminho morro acima e outro morro abaixo. Se pudéssemos, faríamos sempre estradas que tivessem somente descidas! É claro que este é um absurdo ilógico. Mas quem ainda se preocupa com lógica ou coerência!?
Tudo aquilo que exige esforço e disciplina é impopular. Ler e ver um filme, por exemplo, não tem graça se não for por diversão. Logo, não temos mais “saco” para as coisas chatas que podem nos ensinar algo. Até mesmo escrever mais um texto para este espaço é enfadonho às vezes. Como evitar que isto seja notado? Uma contradição? Esconder nos tempos em que queremos revelar tudo (ou, quase tudo!)!? Não. Ninguém quer se mostrar como realmente é, ou, como realmente se sente. O importante é ser. Mas, se não dá, a gente faz parecer que é.
“Terminando mais um texto para o meu blog” (:
Não. Não quero escrever uma mera crítica às redes sociais. Elas até que tem o seu lado positivo. O problema, mais uma vez, somos nós, seres humanos. É a direção que damos para as coisas, ou seja, a maneira como decidimos usá-las que é a questão. Portanto, vida longa às redes sociais e a tudo que elas tem de bom! Vida longa também a nós, seres humanos, para que tenhamos mais tempo para aprender a viver! Uma coisa, no entanto, continua incomodando. Quanto menos tolerância para com os pensamentos mais profundos, quanto menos reflexão e leitura, mais se multiplicará a mediocridade e o lugar comum. O problema é que não é necessário nenhum esforço para se acostumar com o medíocre. Basta deixar a vida te levar. Se você anda de bicicleta, imagine a diferença entre pedalar um caminho morro acima e outro morro abaixo. Se pudéssemos, faríamos sempre estradas que tivessem somente descidas! É claro que este é um absurdo ilógico. Mas quem ainda se preocupa com lógica ou coerência!?
Tudo aquilo que exige esforço e disciplina é impopular. Ler e ver um filme, por exemplo, não tem graça se não for por diversão. Logo, não temos mais “saco” para as coisas chatas que podem nos ensinar algo. Até mesmo escrever mais um texto para este espaço é enfadonho às vezes. Como evitar que isto seja notado? Uma contradição? Esconder nos tempos em que queremos revelar tudo (ou, quase tudo!)!? Não. Ninguém quer se mostrar como realmente é, ou, como realmente se sente. O importante é ser. Mas, se não dá, a gente faz parecer que é.
“Terminando mais um texto para o meu blog” (:
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Quem está na direção?
A viagem de Pelotas à Florianópolis foi bastante tranqüila. Além de mim, estavam no carro a minha esposa Débora e o casal de amigos Deloir e Elizete com a filhinha Isabelle. O Encontro, que este ano foi no Hotel Morro das Pedras, é para mim prioridade todos os anos desde 2004. A viagem de volta corria no mesmo ritmo de tranqüilidade até às 11 horas da noite. Em pouco mais de uma hora estaríamos em casa. A chuva aumentara e a visibilidade da pista era bastante ruim. Os vidros molhados do carro e a luz dos veículos que vinham na direção contrária quase me fizeram perder o controle por duas vezes. De repente, uma pisada no acelerador e o carro não responde. Sim! Estávamos sem gasolina. Uma grande reta no meio da escuridão. Parei no acostamento. Estávamos ali, nós cinco, sem acreditar que isso pudesse ter acontecido. Fui surpreendido por confiar no histórico de consumo do carro e numa luz do painel que não acendeu. É claro que as condições de pista, o tempo e o cansaço também contribuíram para a desatenção. Mas, não adiantava nada buscar justificativas. Deloir e eu saímos do carro. Deixei o pisca alerta ligado e coloquei o triangulo sinalizador. Á frente havia sinal de vida. Uma esperança de socorro. Uma claridade no horizonte que indicava luzes acesas. Embora os celulares estivessem pegando, não sabíamos para quem poderíamos ligar a essas alturas. Decidi então caminhar em direção à luz. Saí entre passos de caminhada e corrida no escuro e debaixo de chuva. O frio nessa hora era apenas um detalhe.
O alívio começou quando a luz fortalecia e revelava vir de um posto de gasolina. Só mais uns 80 metros e chego lá. Toca o celular, é a Débora. Mal dou atenção a ela, já digo que tem um posto. O Deloir compartilhou depois que nessa hora foi alegria no carro: ‘Deus é fiel!’. O celular estava molhando, desliguei. Mal sabiam eles lá no carro que à medida que eu me aproximava mais do posto constatava a decepção: Fechado. Ao lado uma Lancheria: Fechado. Mas, ainda havia alguns clientes e a porta ainda não estava trancada. Entrei, molhado e ofegante... Olharam-me meio assustados. Logo expliquei o meu problema. Sugeriram-me ligar para o Posto Coqueiros que fica aberto 24 horas. O problema é que havíamos passado por ele uns 8 quilômetros. ‘Não tem problema, basta ligar que eles vêm e trazem gasolina’. Passei o telefone do Coqueiros para Débora e ela ligou. Enquanto isso, eu consegui uma carona de volta até o nosso carro. O motorista ainda se ofereceu para me levar até o Coqueiros para pegar gasolina. Mas, a Débora já me ligava dizendo que o posto já havia mandado alguém. Agradeci a carona e voltei ao carro no acostamento para esperar. Piadas e risadas para tentar disfarçar o nervosismo. Já calculávamos o quanto o cara do posto iria nos cobrar pelo socorro. Antes já havíamos conversado sobre dificuldades financeiras. O tempo passava e nada. Ligamos novamente. Descobrimos que o homem saiu do posto, mas, em direção contrária a nós. Falha de comunicação. Mais suspiros nervosos. Conversando, chamei a atenção para como as coisas estavam dando errado: acaba a gasolina, encontro logo um posto, mas está fechado, o socorro do outro posto sai na direção contrária... Lembrei então da expressão ‘largar a maçaneta’. Fiquei tranqüilo: ‘Deus está no controle’. As palestras do Encontro de Obreiros falaram sobre isso. Mal sabia eu que ainda tinha mais pela frente.
Depois de mais de uma hora esperando surge finalmente atrás de nós a luz que pisca sinalizando que vai encostar. Cinco litros de gasolina. É pouco. Não dá para arriscar seguir em frente e contar que vamos encontrar um posto aberto antes de o combustível acabar novamente. Disse ao homem que voltaríamos atrás dele até o Coqueiros. Sua caminhonete é rápida e logo some na chuva e na escuridão a nossa frente. Acelero e cinto o carro ziguezaguear... Aqua-planagem!? Diminuo a velocidade. Vejo a caminhonete parada nos esperando. Afinal, nós não havíamos pagado o combustível que ele trouxe, me disse o homem depois. Dei sinal de luz e ele logo desaparece novamente a nossa frente. Sim, ele tinha o pé pesado. Tento acelerar, mas, as coisas estão estranhas. Logo ouvimos o barulho: pneu furado. Atrás de mim ouço a expressão típica do Deloir: ‘Mas, o que é que é isso!?’ O apelo no carro era um só: “Não pare! Vamos até o posto!’ Tudo escuro, chovendo, vidros cada vez mais embaçados. Atrás, o risco de vir um caminhão que não conseguiria parar ao ser surpreendido com a nossa baixo velocidade... Que situação! Tirei para o acostamento ao ver uma luz a minha frente que poderia ser o posto e outra atrás de nós, que confirmou ser uma enorme carreta. No acostamento, poças de água que escondiam enormes buracos. E, finalmente, o Posto Coqueiros, mas, do outro lado da pista. Sem visibilidade, pneu furado, caminhões e carretas por todos os lados... atravessamos a BR. Nos arrastamos até a cobertura do posto onde os frentistas estavam nos aguardando. O pneu sobressalente estava debaixo das bagagens. O vento gelado cortava minha roupa molhada. Rapidamente os frentistas trocaram o pneu. A roda estava amassada. Provavelmente os buracos do acostamento. Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha quando vi que o pneu furado era o traseiro direito, bem abaixo da entrada de combustível. Mais ainda quando no dia seguinte descobri que o furo foi um prego bem no meio do pneu... Por causa da chuva e do frio ficamos dentro do carro lá no acostamento enquanto o frentista que nos socorreu colocava a gasolina. Lembrei de novo do que ele me disse sobre ter esperado quando ficamos para trás: ‘Eu parei, você não tinham pagado, aí eu esperei pra ver...’ Mas, o importante agora era abastecer, e seguir viagem. O sono já se fora mesmo!
Deixei uma gorjeta para o frentista que saiu ao nosso socorro. Ele só cobrou mesmo o combustível que abastecemos. Partimos. Se soubesse teria dado mais um tempo ali. O desembaçador não dava conta de manter os vidros secos e a chuva aumentou ainda mais. Um caminhão guincho a nossa frente serviu de referência um bom trecho do caminho. A uma velocidade de 60 KM/h muitas carretas e carros iam passando em ultrapassagem dupla. Devagar e sempre. Chegamos em casa as duas horas da madrugada. Duas horas depois do que imaginávamos caso tivesse corrido tudo bem.
Enquanto tudo isso acontecia e todos os adultos se preocupavam, a pequena Isabelle dormia sossegadamente em sua cadeirinha no banco traseiro. Quando ela acordou já estávamos entrando em Pelotas. Isso me lembrou aquele episódio onde os discípulos estavam apavorados no barco em meio à tempestade. Enquanto isso, Jesus dormia (Marcos 4. 35 – 41). Esse mesmo Jesus que falou sobre sermos mais semelhantes às crianças (Mateus 18). Em Florianópolis ouvi sobre ‘largar as maçanetas’ do poder. Deus está no controle. Maçanetas ou volantes... Como é difícil largar! Como é difícil esperar e confiar!
“Entregue o seu caminho ao SENHOR; confie nele, e ele agirá” (Salmo 37. 5)
O alívio começou quando a luz fortalecia e revelava vir de um posto de gasolina. Só mais uns 80 metros e chego lá. Toca o celular, é a Débora. Mal dou atenção a ela, já digo que tem um posto. O Deloir compartilhou depois que nessa hora foi alegria no carro: ‘Deus é fiel!’. O celular estava molhando, desliguei. Mal sabiam eles lá no carro que à medida que eu me aproximava mais do posto constatava a decepção: Fechado. Ao lado uma Lancheria: Fechado. Mas, ainda havia alguns clientes e a porta ainda não estava trancada. Entrei, molhado e ofegante... Olharam-me meio assustados. Logo expliquei o meu problema. Sugeriram-me ligar para o Posto Coqueiros que fica aberto 24 horas. O problema é que havíamos passado por ele uns 8 quilômetros. ‘Não tem problema, basta ligar que eles vêm e trazem gasolina’. Passei o telefone do Coqueiros para Débora e ela ligou. Enquanto isso, eu consegui uma carona de volta até o nosso carro. O motorista ainda se ofereceu para me levar até o Coqueiros para pegar gasolina. Mas, a Débora já me ligava dizendo que o posto já havia mandado alguém. Agradeci a carona e voltei ao carro no acostamento para esperar. Piadas e risadas para tentar disfarçar o nervosismo. Já calculávamos o quanto o cara do posto iria nos cobrar pelo socorro. Antes já havíamos conversado sobre dificuldades financeiras. O tempo passava e nada. Ligamos novamente. Descobrimos que o homem saiu do posto, mas, em direção contrária a nós. Falha de comunicação. Mais suspiros nervosos. Conversando, chamei a atenção para como as coisas estavam dando errado: acaba a gasolina, encontro logo um posto, mas está fechado, o socorro do outro posto sai na direção contrária... Lembrei então da expressão ‘largar a maçaneta’. Fiquei tranqüilo: ‘Deus está no controle’. As palestras do Encontro de Obreiros falaram sobre isso. Mal sabia eu que ainda tinha mais pela frente.
Depois de mais de uma hora esperando surge finalmente atrás de nós a luz que pisca sinalizando que vai encostar. Cinco litros de gasolina. É pouco. Não dá para arriscar seguir em frente e contar que vamos encontrar um posto aberto antes de o combustível acabar novamente. Disse ao homem que voltaríamos atrás dele até o Coqueiros. Sua caminhonete é rápida e logo some na chuva e na escuridão a nossa frente. Acelero e cinto o carro ziguezaguear... Aqua-planagem!? Diminuo a velocidade. Vejo a caminhonete parada nos esperando. Afinal, nós não havíamos pagado o combustível que ele trouxe, me disse o homem depois. Dei sinal de luz e ele logo desaparece novamente a nossa frente. Sim, ele tinha o pé pesado. Tento acelerar, mas, as coisas estão estranhas. Logo ouvimos o barulho: pneu furado. Atrás de mim ouço a expressão típica do Deloir: ‘Mas, o que é que é isso!?’ O apelo no carro era um só: “Não pare! Vamos até o posto!’ Tudo escuro, chovendo, vidros cada vez mais embaçados. Atrás, o risco de vir um caminhão que não conseguiria parar ao ser surpreendido com a nossa baixo velocidade... Que situação! Tirei para o acostamento ao ver uma luz a minha frente que poderia ser o posto e outra atrás de nós, que confirmou ser uma enorme carreta. No acostamento, poças de água que escondiam enormes buracos. E, finalmente, o Posto Coqueiros, mas, do outro lado da pista. Sem visibilidade, pneu furado, caminhões e carretas por todos os lados... atravessamos a BR. Nos arrastamos até a cobertura do posto onde os frentistas estavam nos aguardando. O pneu sobressalente estava debaixo das bagagens. O vento gelado cortava minha roupa molhada. Rapidamente os frentistas trocaram o pneu. A roda estava amassada. Provavelmente os buracos do acostamento. Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha quando vi que o pneu furado era o traseiro direito, bem abaixo da entrada de combustível. Mais ainda quando no dia seguinte descobri que o furo foi um prego bem no meio do pneu... Por causa da chuva e do frio ficamos dentro do carro lá no acostamento enquanto o frentista que nos socorreu colocava a gasolina. Lembrei de novo do que ele me disse sobre ter esperado quando ficamos para trás: ‘Eu parei, você não tinham pagado, aí eu esperei pra ver...’ Mas, o importante agora era abastecer, e seguir viagem. O sono já se fora mesmo!
Deixei uma gorjeta para o frentista que saiu ao nosso socorro. Ele só cobrou mesmo o combustível que abastecemos. Partimos. Se soubesse teria dado mais um tempo ali. O desembaçador não dava conta de manter os vidros secos e a chuva aumentou ainda mais. Um caminhão guincho a nossa frente serviu de referência um bom trecho do caminho. A uma velocidade de 60 KM/h muitas carretas e carros iam passando em ultrapassagem dupla. Devagar e sempre. Chegamos em casa as duas horas da madrugada. Duas horas depois do que imaginávamos caso tivesse corrido tudo bem.
Enquanto tudo isso acontecia e todos os adultos se preocupavam, a pequena Isabelle dormia sossegadamente em sua cadeirinha no banco traseiro. Quando ela acordou já estávamos entrando em Pelotas. Isso me lembrou aquele episódio onde os discípulos estavam apavorados no barco em meio à tempestade. Enquanto isso, Jesus dormia (Marcos 4. 35 – 41). Esse mesmo Jesus que falou sobre sermos mais semelhantes às crianças (Mateus 18). Em Florianópolis ouvi sobre ‘largar as maçanetas’ do poder. Deus está no controle. Maçanetas ou volantes... Como é difícil largar! Como é difícil esperar e confiar!
“Entregue o seu caminho ao SENHOR; confie nele, e ele agirá” (Salmo 37. 5)
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