Muitas vezes as nossas tentativas para compreender as coisas que acontecem à nossa volta podem gerar absurdos. O esforço para emitir uma opinião que ajude a esclarecer ou confortar pode acabar piorando a situação. O caso recente do massacre na escola em Realengo no Rio de Janeiro é exemplo disso. Os meios de comunicação exploram o caso exaustivamente. A cada vez que reconstituem o episódio acabam fazendo o país reviver a dor daqueles momentos trágicos. Inúmeros especialistas desde as áreas de segurança até da psicologia foram chamados a dar esclarecimentos. A internet e os jornais impressos também trazem vários textos procurando dar explicações e apontando soluções. Com as investigações e a cobertura da mídia, o rapaz que efetuou os disparos vai ficando cada vez mais conhecido por todos. Assim, duas linhas de reflexão vão gerando diferentes esforços para responder a esse tipo de evento.
Morreram 12 crianças e outras 10 ficaram feridas por disparos de uma arma de fogo. Por um lado, muitas reações apontam para a questão da segurança nas escolas. No entanto, uma questão aqui é: será que alguém determinado a matar e, possivelmente, ganhar notoriedade com a repercussão do caso mesmo após a morte, não faria o mesmo em outro local se não tivesse acesso a escola? Na Holanda, dois dias depois do caso em Realengo, aconteceu algo semelhante num Shopping Center. Por parte dos governantes, no Brasil, uma das reações consiste em antecipar a campanha de desarmamento. Além da segurança pública, outra pauta segue na direção do indivíduo. Quem era Wellington Menezes de Oliveira? Como e por que um ser humano chega a uma atitude extrema como essa? Mais uma vez as respostas se multiplicam.
Todas as medidas são bem intencionadas e podem cooperar de fato para aumentar a segurança e prevenir novos atentados. Porém, o fato inegável é que com passar do tempo somos surpreendidos com notícias cada vez mais chocantes. A violência (física, verbal, moral, sexual) não tem diminuído. Reduzir as armas de fogo é uma medida válida. Mas, não podemos nos esquecer de uma coisa: quem mata mesmo é o ser humano. Armas são apenas instrumentos em nossas mãos. Assim como temos em nossas mãos computadores, carros, facas, dinheiro e canetas. Nenhum destes instrumentos é capaz de produzir qualquer coisa sem a manipulação humana. Penso, então, em outras questões: O que faz com que diferentes pessoas deem diferentes finalidades aos recursos que têm à disposição? Que tipo de sociedade tem gerado pessoas capazes de matar crianças inocentes e, no fim, acabar com a própria vida numa atitude absurda à compreensão de muitos? Como cada um de nós tem utilizado os instrumentos e recursos em nossas mãos? Onde passar a linha que divide o mundo entre vítimas e vilões? Isso é realmente possível? Talvez, muitos textos e falas, inclusive essa, não passem de mais uma tentativa de fugir às responsabilidades pessoais. O culpado é o outro.
Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Desabafo pelas crianças mortas na escola do Rio...
As grades e os portões, os policiais e as armas são ineficazes contra aquilo que realmente atua no mundo e coopera para gerar esse tipo de catástrofe! Logo muitos super entendidos aparecerão dando as suas explicações dizendo q o cara é maluco, desequilibrado, vítima de encosto, fanático, psicopata e tal!
Mas, percebam que esse tipo de coisa vem se tornando cada vez mais comum.
A grande questão que poucos ousam questionar é: Que tipo de sociedade tem gerado esse tipo de tragédia???
A mídia adora essas carnificinas. Liguem a TV (não fiz isso hoje ainda) que devem estar falando sobre isso o tempo todo! Quem doutrina o ser humano hoje é a mídia com suas novelas, filmes e culto ao consumismo! Os seres humanos não são mais pessoas, mas números numa estatística de consumo. Uma empresa se instala num lugar e produz pensando num 'público consumidor'. Não se trata de mero moralismo! São fatos! Vejam as razões de todas as questões em torno da China (mercado consumidor, é isso o que é visto e debatido)
Muitas coisas cooperam para a desumanização. Logo, uma sociedade neurótica não sabe mais o que é viver em sociedade, uma vez que a 'funcionalidade' é mais do que o 'ser'.
A hipocria é absurda. Falam tanto sobre diversidade, mas se você não for alto, magro, bonito e não usar essa e aquela grife, você está fora! Não vale nada para o deus mercado!
É só prestar atenção nas propagandas e vocês verão de quem é o mundo! Qualquer ser 'anormal' quando aparece, é para, no máximo, fazer a piada (ou servir de...) e tornar apropaganda mais chamativa, mais engraçada!
Lamentável!
Podem construir mais presídios, colocar mais policiais nas ruas, aumentar as grades e muros que a raiz do problema continuará inatacada!
Que bom que um dos meninos encontrou um policial por perto! Que bom quando estes estão nas ruas e podemos contar com eles! Que bom que ele cumpriu o seu papel e evitou uma tragédia com ainda mais vítimas! Ponto para a segurança pública! Tudo isso é necessário e importante.
Porém, a tragédia já estava acontecendo e muitas vidas perdidas! Aliás, elas continuam acontecendo. Mas, parece que quando o número de vítimas é menor, não merece a mesma atenção!
Gente! Não foram apenas 11 crianças mortas. Cada criança é única e especial. Pensem nos pais e amigos, é cruel reduzir tudo à estatística! Para um pai, uma mãe, os amigos, a gravidade não está em que foram 2 ou 11 ou 24 vítimas! A dor é por aquele ser amado que teve sua vida ceifada estupidamente! Essa falta será sentida para sempre. Já a tragédia será ignorada assim que algo mais sensacional aconteça e ocupe a pauta!
Vivemos a era do "Apareço, Logo Existo!" De alguma forma, o Wellington (o atirador) conseguiu isso! Basta ver como a mídia gosta disso no exemplo de um dos maiores portais de notícia do Brasil.
A matéria diz a certa altura: "(se você presenciou o caso? Envie fotos e vídeos ao VC no G1)". Bem em destaque. E, mais:
"saiba mais
Para a mídia (grande parte dela, pelo menos) é só mais um show! Com certeza aquele policial que arriscou a vida na escola não figurará entre os 'heróis do Bial'!
É dia de chorar com os que choram!
"Quando os fundamentos estão sendo destruídos, que pode fazer o justo?" (Salmo 11. 3)
Mas, percebam que esse tipo de coisa vem se tornando cada vez mais comum.
A grande questão que poucos ousam questionar é: Que tipo de sociedade tem gerado esse tipo de tragédia???
A mídia adora essas carnificinas. Liguem a TV (não fiz isso hoje ainda) que devem estar falando sobre isso o tempo todo! Quem doutrina o ser humano hoje é a mídia com suas novelas, filmes e culto ao consumismo! Os seres humanos não são mais pessoas, mas números numa estatística de consumo. Uma empresa se instala num lugar e produz pensando num 'público consumidor'. Não se trata de mero moralismo! São fatos! Vejam as razões de todas as questões em torno da China (mercado consumidor, é isso o que é visto e debatido)
Muitas coisas cooperam para a desumanização. Logo, uma sociedade neurótica não sabe mais o que é viver em sociedade, uma vez que a 'funcionalidade' é mais do que o 'ser'.
A hipocria é absurda. Falam tanto sobre diversidade, mas se você não for alto, magro, bonito e não usar essa e aquela grife, você está fora! Não vale nada para o deus mercado!
É só prestar atenção nas propagandas e vocês verão de quem é o mundo! Qualquer ser 'anormal' quando aparece, é para, no máximo, fazer a piada (ou servir de...) e tornar apropaganda mais chamativa, mais engraçada!
Lamentável!
Podem construir mais presídios, colocar mais policiais nas ruas, aumentar as grades e muros que a raiz do problema continuará inatacada!
Que bom que um dos meninos encontrou um policial por perto! Que bom quando estes estão nas ruas e podemos contar com eles! Que bom que ele cumpriu o seu papel e evitou uma tragédia com ainda mais vítimas! Ponto para a segurança pública! Tudo isso é necessário e importante.
Porém, a tragédia já estava acontecendo e muitas vidas perdidas! Aliás, elas continuam acontecendo. Mas, parece que quando o número de vítimas é menor, não merece a mesma atenção!
Gente! Não foram apenas 11 crianças mortas. Cada criança é única e especial. Pensem nos pais e amigos, é cruel reduzir tudo à estatística! Para um pai, uma mãe, os amigos, a gravidade não está em que foram 2 ou 11 ou 24 vítimas! A dor é por aquele ser amado que teve sua vida ceifada estupidamente! Essa falta será sentida para sempre. Já a tragédia será ignorada assim que algo mais sensacional aconteça e ocupe a pauta!
Vivemos a era do "Apareço, Logo Existo!" De alguma forma, o Wellington (o atirador) conseguiu isso! Basta ver como a mídia gosta disso no exemplo de um dos maiores portais de notícia do Brasil.
A matéria diz a certa altura: "(se você presenciou o caso? Envie fotos e vídeos ao VC no G1)". Bem em destaque. E, mais:
"saiba mais
COBERTURA COMPLETA
GALERIA DE FOTOS
CATÁLOGO DE VÍDEOS
INFOGRÁFICO: COMO FOI O ATAQUE"
Para a mídia (grande parte dela, pelo menos) é só mais um show! Com certeza aquele policial que arriscou a vida na escola não figurará entre os 'heróis do Bial'!
É dia de chorar com os que choram!
"Quando os fundamentos estão sendo destruídos, que pode fazer o justo?" (Salmo 11. 3)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Respostas em Busca de Perguntas
Se Deus existe, por que coisas ruins acontecem? Diversos autores, palestrantes e pregadores respeitáveis já se ocuparam com esse tema na história. Embora possamos encontrar bons livros a respeito do sofrimento e toda a questão envolvendo a ação e intervenção de Deus na realidade, as pessoas continuam com as suas dúvidas. Eu também as tenho. E, quem sou eu para querer dar alguma resposta melhor do que tantas que podemos encontrar sobre o assunto. Porém, penso que a maioria das perguntas que fazemos não são realmente nossas. O que eu quero dizer com isso é que a vaidade intelectual pode nos levar muitas vezes a querer debater sobre questões mais complexas apenas para provar alguma coisa. A necessidade de ter a razão é uma grande tentação! Assim, sacamos de perguntas e argumentos prontos para às quais não existem respostas e, se alguém parece tê-las, isso é o que menos importa. Afinal, não estávamos realmente interessados! A internet com as suas redes sociais deram uma grande contribuição a esses pseudo-debates. Pensadores originais são uma raridade na rede. O que mais vemos são pessoas buscando uma oportunidade de aparecer, nem que para isso tenham que polemizar por polemizar.
Muitas experiências na vida são apenas 'assistidas' por nós. Algumas pessoas vivem experiências de sofrimento e dor mais dramáticas do que outras. E, mesmo que os acontecimentos sejam semelhantes, a maneira com que cada indivíduo é impactado e pode reagir é diferente. Porém, ouso pensar que para as perguntas autênticas dificilmente alguém não encontrará uma resposta. Se elas serão satisfatórias ou não, se confortam ou geram mais desespero, se são como gostaríamos, isso já é outra história. A questão é que mesmo que alguém não encontre a resposta desejada, essa pessoa tende a conviver melhor com as dúvidas e inquietações depois de ter feito a sua própria peregrinação de buscas e inquirições. Dependendo das lições tiradas nesse processo, poderemos dizer que a pessoa se tornou mais sábia. E, sabedoria é mais do que conhecimento! De conhecimento estão cheios aqueles que vivem em busca de debates e disputas intelectuais nas guerras por auto-afirmação. O quanto tudo isso irá ajudar quando nos depararmos com a finitude inevitável?
É interessante ouvir a respeito das lembranças e dos bons momentos vividos por aqueles que de repente se veem diante dos limites da vida. Não só os filmes e os livros, mas, especialmente a vida real tem mostrado que aquilo que realmente importa é o que também a maioria de nós costuma dar menos valor durante a vida. Um bom teste para saber o que temos priorizado é verificar onde temos investido a maior parte do nosso tempo e do nosso dinheiro. Você encontrará pistas a respeito de muito sobre o que irá se arrepender se um dia tiver tempo para refletir sobre a jornada da tua vida. Nessa hora, temos a oportunidade de perceber que antes de podermos perguntar por Deus, Ele já perguntava por nós!
Muitas experiências na vida são apenas 'assistidas' por nós. Algumas pessoas vivem experiências de sofrimento e dor mais dramáticas do que outras. E, mesmo que os acontecimentos sejam semelhantes, a maneira com que cada indivíduo é impactado e pode reagir é diferente. Porém, ouso pensar que para as perguntas autênticas dificilmente alguém não encontrará uma resposta. Se elas serão satisfatórias ou não, se confortam ou geram mais desespero, se são como gostaríamos, isso já é outra história. A questão é que mesmo que alguém não encontre a resposta desejada, essa pessoa tende a conviver melhor com as dúvidas e inquietações depois de ter feito a sua própria peregrinação de buscas e inquirições. Dependendo das lições tiradas nesse processo, poderemos dizer que a pessoa se tornou mais sábia. E, sabedoria é mais do que conhecimento! De conhecimento estão cheios aqueles que vivem em busca de debates e disputas intelectuais nas guerras por auto-afirmação. O quanto tudo isso irá ajudar quando nos depararmos com a finitude inevitável?
É interessante ouvir a respeito das lembranças e dos bons momentos vividos por aqueles que de repente se veem diante dos limites da vida. Não só os filmes e os livros, mas, especialmente a vida real tem mostrado que aquilo que realmente importa é o que também a maioria de nós costuma dar menos valor durante a vida. Um bom teste para saber o que temos priorizado é verificar onde temos investido a maior parte do nosso tempo e do nosso dinheiro. Você encontrará pistas a respeito de muito sobre o que irá se arrepender se um dia tiver tempo para refletir sobre a jornada da tua vida. Nessa hora, temos a oportunidade de perceber que antes de podermos perguntar por Deus, Ele já perguntava por nós!
terça-feira, 29 de março de 2011
Mais do que Fumaça!
O cerco contra o cigarro aperta cada vez mais. É uma tendência mundial, um caminho sem volta. Os males causados pelo cigarro são indiscutiveis. Citando um exemplo de dados recentes, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão entre mulheres nos Estados Unidos aumentou aproximadamente 800% desde 1950. No Brasil, está previsto para o ano de 2011 cerca de 10.000 novos casos de câncer de pulmão em mulheres. Por esses e tantos outros motivos, que não se restringem ao hábito de fumar, é importante que a sociedade, cada vez mais, se mobilize contra o cigarro e a produção do tabaco. Entre as últimas medidas, duas tem gerado fortes reações das multinacionais do cigarro e de políticos. Uma é sobre os teores de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros e a proibição de aditivos (como aromas e sabores) nos produtos derivados do tabaco. Outra prevê advertências em maços, pacotes e caixas de produtos de tabaco e restringe a publicidade para partes internas dos pontos de venda.
Se cada um é livre para fazer o que bem entende com a sua saúde, por outro lado, muitas vezes se esquece que os males causados pelo cigarro não se restringem ao fumante. É preciso pensar nos prejuízos que sofrem os fumantes passivos e sobre os gastos na saúde pública com os males causados pelo cigarro. Os problemas já começam com o impacto ambiental da monocultura. Entre os produtores os argumentos giram em torno da falta de opções. Embora, onde se produz fumo, seja possível cultivar também outras culturas. Buscar alternativas não é um processo rápido, mas, possível. O problema é que não existe interesse da classe política para isso. A pressão da indústria fumageira é forte. Os altos lucros servem para justificar qualquer coisa. Argumenta-se sobre a queda na arrecadação e diminuição dos postos de trabalho. Tudo bem a calhar aos lucros e ao populismo que precisa garantir votos nas próximas eleições.
Os nossos governantes, em sua maioria, sabem muito bem que a produção de fumo se tornará cada vez mais inviável. É apenas uma questão de tempo. O melhor que poderiam fazer seria alertar os produtores a esse respeito e buscar, conjuntamente, alternativas econômicas viáveis para os trabalhadores e regiões que dependem do tabaco. Mais uma vez, no entanto, vemos a grande dificuldade do poder público em pensar estrategicamente e a longo prazo. Precisamos superar essa miopia e pensar de maneira mais ampla! Além dos problemas ambientais com a monocultura do fumo, desde a produção até o consumo, milhões de pessoas tem sua saúde comprometida, seja pelos agrotóxicos nas plantações, seja fumando ou simplesmente tendo que conviver com quem fuma. Portanto, o fumo é, sem dúvida, um grande inimigo da qualidade de vida.
Leia mais sobre o tabaco clicando Aqui.
Se cada um é livre para fazer o que bem entende com a sua saúde, por outro lado, muitas vezes se esquece que os males causados pelo cigarro não se restringem ao fumante. É preciso pensar nos prejuízos que sofrem os fumantes passivos e sobre os gastos na saúde pública com os males causados pelo cigarro. Os problemas já começam com o impacto ambiental da monocultura. Entre os produtores os argumentos giram em torno da falta de opções. Embora, onde se produz fumo, seja possível cultivar também outras culturas. Buscar alternativas não é um processo rápido, mas, possível. O problema é que não existe interesse da classe política para isso. A pressão da indústria fumageira é forte. Os altos lucros servem para justificar qualquer coisa. Argumenta-se sobre a queda na arrecadação e diminuição dos postos de trabalho. Tudo bem a calhar aos lucros e ao populismo que precisa garantir votos nas próximas eleições.
Os nossos governantes, em sua maioria, sabem muito bem que a produção de fumo se tornará cada vez mais inviável. É apenas uma questão de tempo. O melhor que poderiam fazer seria alertar os produtores a esse respeito e buscar, conjuntamente, alternativas econômicas viáveis para os trabalhadores e regiões que dependem do tabaco. Mais uma vez, no entanto, vemos a grande dificuldade do poder público em pensar estrategicamente e a longo prazo. Precisamos superar essa miopia e pensar de maneira mais ampla! Além dos problemas ambientais com a monocultura do fumo, desde a produção até o consumo, milhões de pessoas tem sua saúde comprometida, seja pelos agrotóxicos nas plantações, seja fumando ou simplesmente tendo que conviver com quem fuma. Portanto, o fumo é, sem dúvida, um grande inimigo da qualidade de vida.
Leia mais sobre o tabaco clicando Aqui.
Li e Recomendo
A Mente Cristã: como um cristão deve pensar
Autor: Harry Blamires
Editora: Shedd Publicações
A Mente Cristã é um daqueles livros que todo cristão deveria ler. É indispensável para aqueles que se preocupam em desenvolver uma cosmovisão cristã. Por isso, claro, exige um pouco mais do leitor, afinal, não se trata apenas de mais um best seller da literatura de auto-ajuda gospel. Como é um livro que foi originalmente escrito há quase 50 anos atrás é preciso considerar isso ao longo da leitura. É impressionante não só como a realidade sobre a qual Blamires chama a atenção continua atual mas também foi profético antecipando aquilo que vemos hoje.
Se você é mais uma daquelas pessoas que lê o que quase mais ninguém lê, fica a dica! Abaixo um trecho das considerações finais do livro (Pós-escrito):
"Nunca se definiram bem os passos sutis que de forma gentil e astuta poderiam levar os cristãos ocidentais para essa posição de passividade na sociedade. Isso é preocupante, pois o clima atual torna impossível evitar dar esses passos sem que se seja acusado de 'fanatismo', de 'dogmatismo' e de 'intolerância doutrinária' e sem incorrer no mais esmagador epíteto contemporâneo - o da pessoa ser 'mais santa que todo mundo'. Não é de surpreender que já tenhamos dado passos em direção a uma espiritualidade cristã, departamentalizada e restrita, separada da cultura contemporânea pela amortecida inoperância da mente cristã. Daremos mais passos dessa natureza sob a influência daquele habito de nos acomodarmos quietos, mesmo que muitas vezes desconfortáveis, em relação às corrupções sociais e às perversões intelectuais que não podemos tocar nem condenar porque bons homens e companheiros cristãos estão envolvidos em administrá-las ou propagá-las ou porque o partido político que apoiamos como baluarte contra a tirania e o materialismo nos instrui que essas coisas estão certas" (página 184).
Veja mais Aqui.
Autor: Harry Blamires
Editora: Shedd Publicações
A Mente Cristã é um daqueles livros que todo cristão deveria ler. É indispensável para aqueles que se preocupam em desenvolver uma cosmovisão cristã. Por isso, claro, exige um pouco mais do leitor, afinal, não se trata apenas de mais um best seller da literatura de auto-ajuda gospel. Como é um livro que foi originalmente escrito há quase 50 anos atrás é preciso considerar isso ao longo da leitura. É impressionante não só como a realidade sobre a qual Blamires chama a atenção continua atual mas também foi profético antecipando aquilo que vemos hoje. Se você é mais uma daquelas pessoas que lê o que quase mais ninguém lê, fica a dica! Abaixo um trecho das considerações finais do livro (Pós-escrito):
"Nunca se definiram bem os passos sutis que de forma gentil e astuta poderiam levar os cristãos ocidentais para essa posição de passividade na sociedade. Isso é preocupante, pois o clima atual torna impossível evitar dar esses passos sem que se seja acusado de 'fanatismo', de 'dogmatismo' e de 'intolerância doutrinária' e sem incorrer no mais esmagador epíteto contemporâneo - o da pessoa ser 'mais santa que todo mundo'. Não é de surpreender que já tenhamos dado passos em direção a uma espiritualidade cristã, departamentalizada e restrita, separada da cultura contemporânea pela amortecida inoperância da mente cristã. Daremos mais passos dessa natureza sob a influência daquele habito de nos acomodarmos quietos, mesmo que muitas vezes desconfortáveis, em relação às corrupções sociais e às perversões intelectuais que não podemos tocar nem condenar porque bons homens e companheiros cristãos estão envolvidos em administrá-las ou propagá-las ou porque o partido político que apoiamos como baluarte contra a tirania e o materialismo nos instrui que essas coisas estão certas" (página 184).
Veja mais Aqui.
quinta-feira, 24 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
O Céu Não é o Limite
Indonésia, Haiti, Chile, Japão. Santa Catarina, Rio de janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul. Blumenau, Petrópolis, Morretes, São Lourenço do Sul. Países, estados e cidades. Terremotos, tsunamis, enchentes. Lares, propriedades, objetos, vidas que se perdem. Difícil fugir das perguntas básicas diante do incompreensível: o que está acontecendo, afinal? Por que tudo isso precisa acontecer? Existe algum propósito nisso tudo? Haveriam respostas sensatas e aceitáveis para tantas questões levantadas em meio às tragédias?
Ao assistirmos os noticiários veremos inúmeras análises e tentativas de explicações. Não faltam especialistas competentes oferecendo explicações de como as tragédias acontecem. Nas ruas, nos ambientes de trabalho e na internet todos tem o seu palpite. Uma das perguntas mais comuns envolvendo a tragédia nas cidades serranas do Rio era: de quem é a culpa? Obviamente a resposta sempre de novo recai no poder público. O problema é que enquanto a humanidade permanecer buscando culpados 'lá fora', pouca coisa de fato será feito para prevenir as catástrofes. Enquanto eu não admitir e assumir a minha parte nas responsabilidades, vou esperar sempre pela iniciativa de algum outro. Assim, novamente terei a quem culpar quando as coisas derem errado.
Fato histórico, mito ou lenda, não importa. O princípio da queda e do pecado estão aí: Adão culpa Eva que, por sua vez culpa a serpente. A serpente, finalmente, culpa Deus. Uma das perguntas que mais ouvimos nessas horas, tanto de crentes como de céticos, é: Onde está Deus numa hora dessas? No entanto, quem de nós ousa questionar onde esteve e o que fez? Após a criação Deus avaliou tudo como 'muito bom'. Mas, Ele não criou marionetes. Deus colocou os seres humanos no jardim para que estes cuidassem e cultivassem. Enquanto uns ignoram propositalmente, outros sequer fazem idéia do que isso significa. Não gostamos da idéia do pecado por ela ser ilógica ou absurda, mas porque ela é desagradável. Precisaríamos admitir que somos parte do problema enquanto já dominamos os meios de solução para a maioria deles. Enquanto isso, a natureza segue gemendo, aguardando com grande expectativa que os filhos de Deus se revelem (Romanos 8.19-25). Cobiça, ganância, sede de dinheiro e poder... Você sabia que pode estabelecer os seus próprios limites? Mas, dificilmente conseguirá isso sozinho!
Ao assistirmos os noticiários veremos inúmeras análises e tentativas de explicações. Não faltam especialistas competentes oferecendo explicações de como as tragédias acontecem. Nas ruas, nos ambientes de trabalho e na internet todos tem o seu palpite. Uma das perguntas mais comuns envolvendo a tragédia nas cidades serranas do Rio era: de quem é a culpa? Obviamente a resposta sempre de novo recai no poder público. O problema é que enquanto a humanidade permanecer buscando culpados 'lá fora', pouca coisa de fato será feito para prevenir as catástrofes. Enquanto eu não admitir e assumir a minha parte nas responsabilidades, vou esperar sempre pela iniciativa de algum outro. Assim, novamente terei a quem culpar quando as coisas derem errado.
Fato histórico, mito ou lenda, não importa. O princípio da queda e do pecado estão aí: Adão culpa Eva que, por sua vez culpa a serpente. A serpente, finalmente, culpa Deus. Uma das perguntas que mais ouvimos nessas horas, tanto de crentes como de céticos, é: Onde está Deus numa hora dessas? No entanto, quem de nós ousa questionar onde esteve e o que fez? Após a criação Deus avaliou tudo como 'muito bom'. Mas, Ele não criou marionetes. Deus colocou os seres humanos no jardim para que estes cuidassem e cultivassem. Enquanto uns ignoram propositalmente, outros sequer fazem idéia do que isso significa. Não gostamos da idéia do pecado por ela ser ilógica ou absurda, mas porque ela é desagradável. Precisaríamos admitir que somos parte do problema enquanto já dominamos os meios de solução para a maioria deles. Enquanto isso, a natureza segue gemendo, aguardando com grande expectativa que os filhos de Deus se revelem (Romanos 8.19-25). Cobiça, ganância, sede de dinheiro e poder... Você sabia que pode estabelecer os seus próprios limites? Mas, dificilmente conseguirá isso sozinho!
segunda-feira, 7 de março de 2011
Férias... acabaram!
Pois é, as férias acabaram. Mas, ainda no clima! Afinal, devemos chegar em casa somente na sexta feira, dia 11. Neste feriadão acontece um retiro de jovens aqui em Luzerna-SC. Já aconteceram palestras no sábado e no domingo. Amanhã, terça-feira, darei a última palestra pela manhã. Está muito legal! A juventude aqui da região é bem animada e tem potencial! Vamos fazer a diferença galera!
Na quarta-feira de manhã, o plano é sairmos cedo rumo à São Leopoldo-RS. O ano letivo do mestrado já iniciou e não posso mais perder aulas. E, vamos nessa!
Mais uma vez, obrigado a todos que nos acompanham aqui No Coração do Pai.
Na quarta-feira de manhã, o plano é sairmos cedo rumo à São Leopoldo-RS. O ano letivo do mestrado já iniciou e não posso mais perder aulas. E, vamos nessa!
Mais uma vez, obrigado a todos que nos acompanham aqui No Coração do Pai.
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