Agradeço a todas as visitas e comentários! Seja bem vindo!!! Que Deus abençoe a tua vida!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Lugar Está Vazio

Entre aquelas consideradas as sete maravilhas do mundo antigo, as três pirâmides do Egito ocupam o primeiro lugar da relação. Foram construídas entre 2551 e 2495 a.C. para servirem de túmulo aos faraós, onde, segundo a crença, eles ressuscitariam. Das sete maravilhas, é a única que resiste até os dias atuais quase intactas.
O Mausoléu de Halicarnasso, que viria a ser a sexta maravilha do mundo, foi construído no século IV a.C. por Artemísia, mulher de Mausolo, rei da Cária, região que englobava cidades gregas ao longo do mar Egeu e das montanhas do interior e que hoje faz parte da Turquia. Halicarnasso era a capital da Cária. Artemísia mandou construir o túmulo em homenagem ao marido. A partir daí, o nome "Mausoléu" difundiu-se pelo mundo representando este tipo de construção sepulcral.
Na Inglaterra, próximo ao Palácio de Buckingham fica um ponto turístico interessante: a Estação Vitctoria e a Catedral de Westminster. No entanto, o templo mais interessante e popular de Londres é a Abadia de Westminster que guarda grande parte da história da Inglaterra. Fundada no século IX, guarda os túmulos reais das personagens de maior destaque na história da Inglaterra. Muitos monarcas britânicos e membros da família real estão sepultados na Abadia.
Nos Estados Unidos, um dos lugares mais visitados pelos turistas é o cemitério de Arlington, também conhecido como Jardins de Pedra. O cemitério de Arlington fica em Washington, onde milhares de turistas visitam os túmulos de pessoas famosas, entre eles o do ex-presidente Kennedy, o mais procurado.
Já o Taj-Mahal fica em Agra, pequena cidade da Índia, e foi construído entre os anos 1630 e 1652. Trata-se de um suntuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar a luz o 14º filho. O Taj-Mahal foi construído sobre seu túmulo, junto ao rio Djamna.
Todas essas belas construções que demonstram grandes feitos humanos ficaram famosos por abrigarem os corpos de pessoas que, inevitavelmente, morreram. Em cada um destes lugares ‘descansa’ um corpo, os restos mortais de alguém que um dia viveu sobre a terra. Até mesmo o mausoléu de Maomé é notável pelo caixão de pedra e os ossos que ali se encontram. Mas, existe ainda um outro lugar que ficou também muito famoso. Também ali foi abrigado o corpo de alguém muito importante. Em Mateus 25. 5 lemos que as mulheres que foram visitar o lugar foram surpreendias por estas palavras: “Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia”. Por isso, a tristeza da sexta-feira da paixão jamais poderá ser maior do que a alegria do domingo de Páscoa. Pois “se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (1Tessalonicenses 4.14). A diferença é que o sepulcro ficou famoso justamente porque está vazio. É nisso que consiste a alegria e a esperança cristã. Cristo vive!

terça-feira, 30 de março de 2010

Feliz Semana de Consumo!

Eis mais um daqueles finais de semana aguardados com muita expectativa. Feriadão, folga no trabalho, viagem, compras, muitas compras, chocolates, comilança... "Tudo de bom" dizem alguns. Depois do carnaval, o feriado da semana santa é o próximo aguardado com grande expectativa pela maioria das pessoas. A exemplo do Natal, a Páscoa tem algumas diferenças com relação aos outros feriados. Todo comércio se prepara. Os mais altos precisam se abaixar para passar em alguns corredores de supermercado. Está tudo abarrotado de ovos de chocolate.
É uma época em que podemos aprender com as reportagens de televisão e jornais sobre a origem do coelhinho da páscoa, receitas, coisas para fazer e que vão trazer sorte, tudo muito original. Existem também as coisas megalomaníacas que crescem a cada ano, como o maior ovo de chocolate do mundo em Florianópolis. Mais um título para orgulho do povo brasileiro. Talvez a alegria desses dias de feriado se devam às propriedades estimulantes do chocolate. Claro que existem alguns desinformados que ainda preferem se embebedar com outros combustíveis! Deve ser porque tem que limpar a casa como todos os anos nessa época!
A origem de tudo isso remonta um tempo em que um coelho que não sabia ser ele mesmo um mamífero resolveu por ovos. Como, para sua surpresa o ovo era de chocolate, portanto, estéril, resolveu distribuí-los de presente. As pessoas ficaram muito felizes e passaram a aguardar ansiosamente a visita do coelhinho todos os anos. Reza a lenda que Papai Noel não gostou muito de dividir as atenções com o coelhinho. Mas, o 'espírito do natal', seja lá o que isso for, teria propiciado uma aproximação e, hoje, o coelhinho e o bom velhinho estariam juntos no negócio de chocolates. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entendeu que tudo foi por uma boa causa. Milhões de pessoas estão mais felizes agora.
Quem nunca ouviu algo como 'se não tiver chocolate na páscoa não é páscoa'!? Hoje, muitos me acham meio turrão e mal humorado. Talvez seja porque na minha infância o coelhinho nunca tenha encontrado o caminho da minha casa. Apesar de um coelho que não sabia por ovos de chocolate, mas muito solidário colorir ovos de galinha e trazê-los cozidos pra mim, acho que nunca consegui superar o trauma! Mal posso esperar a segunda-feira! (Acho que preciso consumir mais chocolate!) Ah, feliz Páscoa!!!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Deus é Fiel

Oséias foi um homem que exerceu sua atividade como profeta aproximadamente entre os anos 750 e 730 a.C. Pregava para e sobre o reino de Israel. Era um homem terno, sensível e misericordioso. Não tão severo quanto outros profetas. Tinha bastante conhecimento sobre assuntos históricos e religiosos. O seu nome, a palavra 'Oséias', significa 'libertador' ou 'salvação'.
Deus geralmente se vale do ministério dos profetas para anunciar e denunciar. Na época de Oséias o povo de Israel estava experimentando ruína, fracassos e a iminência de serem invadidos em seu reino por potências estrangeiras. O povo estava se afastando cada vez mais de Deus e adorando ídolos e deuses falsos. A vida de Oséias serve como uma espécie de parábola daquilo que estava acontecendo entre o povo e o seu Deus. Assim como o profeta sofria a traição da esposa, o povo vivia na infidelidade adorando deuses estranhos. Assim, o tema do livro de Oséias consiste basicamente em revelar a infidelidade do povo de Israel em contraste ao amor e a fidelidade de Deus.
Ao contrário que nós muitas vezes imaginamos, a relação de um povo com suas divindades influencia decisivamente tudo aquilo que representa a vida. Toda a cultura é permeada e reflete a espiritualidade de um povo. Deus, como criador original de todas as coisas representa toda a verdade, conhecimento e sabedoria. Afastar-e dessa fonte geradora de tudo é ignorar a sabedoria a respeito da vida. Logo, perdemos os referenciais, os caminhos, a orientação necessária para desfrutarmos o melhor da vida. De acordo com Oséias 4. 6 o povo estava se destruindo por falta de conhecimento. Apesar da multiplicação do número de sacerdotes, ou seja, de líderes religiosos, o pecado, a maldade e a desobediência só faziam aumentar. De nada valem as instituições, os gurus e os livros se estes não buscarem sabedoria na fonte mais pura e originaria de toda a sabedoria.
Muitas vezes a nossa desobediência e decisões arbitrárias nos levam a sofrer consequências dolorosas. O povo de Israel começava a experimentar isso e logo logo as coisas iriam piorar bastante. Sabemos que dor também ensina. As dificuldades nos permitem passar por verdadeiros processos de purificação. A mensagem que subsiste no livro de Oséias é de misericórdia, fidelidade e amor de Deus. Tudo isso apesar da infidelidade do povo. Pena que muitas vezes precisamos aprender isso da forma mais dura. Que a consciência a respeito desse insistente amor e fidelidade do Senhor nos permitam, sempre de novo, retornar aos braços do pai!

terça-feira, 16 de março de 2010

Você É Bem-Aventurado

A compreensão de que para obter o amor ou mesmo um favor de Deus depende do quanto consigo agradá-lo, faz com que toda a minha leitura e compreensão das Escrituras seja afetado. São poucas as pessoas que se dedicam à leitura da Bíblia e menos ainda aqueles que tiram tempo para estudá-la seriamente. Esse 'analfabetismo' bíblico permite que muitas pessoas sejam iludidas e sofram com os mercenários da fé. Embora tenhamos fácil acesso às Escrituras hoje, poucos são aqueles que se dão o trabalho de conferir se aquilo que estão ouvindo é assim mesmo. E, se alguém ainda lê, e, estiver predisposto a acreditar que precisa agradar ou oferecer sacrifícios a Deus para ser lembrado, tenderá a interpretar os Evangelhos por essas lentes.
Um texto que geralmente é interpretado de forma equivocada é o sermão da montanha de Jesus. Dos três capítulos do livro de Mateus que registram o Sermão do Monte, as Bem-Aventuranças talvez seja o texto mais conhecido: "Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus" (Mateus 5.3-10). Entre a multidão que escutava Jesus estavam homens, mulheres e crianças do povo. Pessoas simples, trabalhadores, um povo explorado pelo jugo do império romano, gente que dependia da religião instituída para obter algum acesso a Deus e alívio de consciência. Enfim, seres humanos sujeitos a todo tipo de opressão.
A nossa tendência meritocrática, a nossa compreensão de que tudo funciona na base da causa e efeito, tende a escutar as palavras de Jesus como se Ele estivesse enumerando condições. Achamos que para ser bem-aventurado, alguém precisa agora se esforçar para ser pobre em espírito, misericordioso, puro de coração, etc. Quando, na verdade, Jesus está simplesmente dizendo que é assim. Ele não está dizendo que 'se' ou 'quando' vocês alcançarem tais qualidade finalmente serão recompensados. O que Jesus está dizendo é que o Reino chegou. Por isso, os que choram são consolados, os puros de coração veem a Deus, os misericordiosos recebem misericórdia... A mensagem não visa revelar uma lista de regras ou atributos necessários que nos farão merecedores do Reino dos céus. Afinal, se fosse assim, quem seria bem-aventurado?

sábado, 13 de março de 2010

E o Homem Criou Deuses À Sua Imagem

Uma das grandes questões do cristianismo é a fé num Deus pessoal. O Deus da tradição judaico-cristã não se apresenta como uma energia impessoal e distante, nem como mero arquiteto do universo que após concluir sua obra desapareceu sem dar notícia. A Bíblia também não apresenta um Deus que é tudo. Mas, um Deus que criou todas as coisas. Compreender que Deus é alguém com quem posso me relacionar é de fundamental importância. Me liberta de uma fé meramente subjetiva, doutrinária, legalista, baseada em conceitos e regras frias. Saber que Deus é pessoa me ajuda a compreender que fé não é algo em si mesmo. Não basta ter fé na fé. Pois a fé que não tem alguém em quem crer, se torna em nada. Assim, posso conhecer-me melhor graças ao outro e, eu sou o que sou graças a Deus.
O ser humano é um ser comunitário. Porém, mantém a sua individualidade. Formamos a nossa identidade e nos encontramos nos relacionamentos com nosso semelhante. No entanto, não deixamos de ser nós mesmos por mais que nos envolvamos com a humanidade das demais pessoas. "Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou: homem e mulher os criou" (Genesis 1. 27). Sabemos quem somos e o que somos. sabemos a fonte da inspiração que nos criou. Sabemos quem foi o modelo original que refletiu a imagem do que somos hoje. Deus serviu ao mesmo tempo de molde e artesão na criação do ser humano. Como você se relaciona com as pessoas que você ama? Como se elas fossem energias sem personalidade!? Como se fossem uma fonte de recursos a serem explorados!? Como se fossem uma espécie de massa ou energia sem vontade própria!? Como alguém que existe somente na sua imaginação!?
Num relacionamento é preciso, no mínimo, pressupor um outro dotado de sensibilidade, vontades, personalidade, caráter, história e vida, assim como eu. Ninguém se relaciona com uma outra pessoa da mesma maneira que se relaciona com seu computador, com o sofá ou o cachorrinho. Ninguém interage com pessoas do mesmo modo como o faz com a lua, com o vento ou as árvores. Até mesmo as pessoas nós as consideramos em suas particularidades. Por que então achar que Deus pode ser tratado como um moleque de recados? Ou, um mordomo bem mandado? Com que fundamento acreditamos que Deus se ativa graças a algumas palavras corretamente recitadas? De onde as pessoas tiraram que Deus é uma energia impessoal a espera das palavras mágicas para fazer as coisas acontecerem? Quando Deus se transformou num bobão que gosta de ser bajulado e agradado para retribuir com carro zero, mansões e iates? Quem condenou Deus a viver no fundo de um poço dos desejos aguardando as moedas atiradas para conceder sorte aos mais generosos?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quando Agradar Se Torna Um Bom Negócio

Perpetuar a crença de que existe um deus ou vários, bem como entidades e espíritos que precisam ser agradados, é um bom negócio. Solo fértil para o surgimento de líderes ou gurus que se auto proclamam detentores de um conhecimento mais elevado. E, por isso, podem cobrar pelos serviços religiosos sob pretexto de estarem ajudando os fiéis (clientes). O cliente do deus em questão é orientado a deixar a sua oferenda no 'balcão' do guru que, por sua vez, promete dar os devidos encaminhamentos. Uma prática que alimenta um grande mercado religioso de sacrifícios, ofertas, fabricação e venda de objetos como amuletos, patuás, adesivos, camisetas, livros, discos, animais, flores, etc... A busca por cura, prosperidade, paz e libertação da culpa é explorada inescrupulosamente. Tais deuses narcisistas não existem, na realidade. Apenas na cabeça de pessoas que criam seus ídolos nos quais projetam as suas próprias características. Outros, sabendo disso, aproveitam-se para oferecer seus serviços de intermediários ou enviados especiais.
O livro de Atos dos Apóstolos já revelava a exploração e os lucros que se obtinham com a venda das miniaturas de prata do templo de Diana (Atos 19. 24). E, como pode ser perigoso pregar um Deus que não necessita de bajulações, sacrifícios e que, na verdade, não se agrada que se faça comércio explorando a boa fé do povo. Quando as pessoas são libertas pelo Evangelho, outros que tem nessa atividade "uma boa fonte de lucro" (Atos 19. 25) sentem-se ameaçados. E, isso pode gerar conflito, agressões, tumulto e até morte. Como cristão convicto, o Apóstolo Paulo vai escrever em outro momento que, "ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus” (2 Coríntios 2. 17).
Propagar um tipo de religiosidade que possui deuses e entidades que necessitam ser agradados, portanto, é um bom negócio. No entanto, é uma religião falsa, equivocada e que não liberta o ser humano das suas amarras interiores. Pelo contrário, a pessoa vai sendo cada vez mais envolvida e enganada de modo que precisa oferecer cada vez mais para ser abençoada. Aqueles que se beneficiam desse esquema jamais vão se responsabilizar, afinal, apresentam-se como meros intermediários. Sua desculpa sempre fará recair a responsabilidade em deus ou no fiel: "Se não aconteceu é porque você não teve fé suficiente!" E, como não existe um PROCON mediúnico, resta tentar de novo... e, de novo... de novo...! Alguns se cansam e passam a viver resignados culpando o destino. As palavras de Jesus, no entanto, permanecem convidativas: "Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino" (Lucas 12. 32).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Você Não Precisa Agradar a Deus

Assim como nós gostamos de ser agradados também sabemos agradar outros. Podem ser duas as motivações para se querer agradar alguém. Amor altruísta que deseja ver o outro realmente feliz, realizado, satisfeito. Ou, desejo egoísta que só espera algo em troca. Assim, agradamos pensando no outro ou em nós mesmos. O agradar que pensa somente em si mesmo costuma ser fruto de insegurança, baixa auto-estima, imaturidade ou complexo de rejeição. Esse lado, digamos, mais doentio que parte de uma espécie de necessidade de agradar, pode extrapolar para o aspecto religioso. Ou você nunca se preocupou em agradar a Deus?
Muitas pessoas, inclusive cristãs, estão preocupadas sobre o que devem fazer para agradar a Deus. Fazem da sua religiosidade um fardo por vezes pesado demais devido a ansiedade e o sentimento de culpa resultante dessa auto-exigência. Acreditam que coisas acontecem ou deixam de acontecer em suas vidas porque Deus não está satisfeito com elas. A idéia de um Deus que precisa ser agradado para que, assim, possa liberar favores àqueles que lhe prestam o sacrifício, remonta o paganismo. Existem vários exemplos. Na índia, celebra-se o casamento entre sapos para agradar ao Deus da chuva acreditando que, em troca, os solos receberão nuvens carregadas para regar as plantações. Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma forma de conseguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas vidas. Os Incas sacrificavam tanto animais como humanos para agradar seus deuses. Em um festival tradicional do Nepal, milhares de animais são mortos como oferendas aos deuses, enquanto o público assiste à decapitação de inúmeros búfalos e bodes para agradar ou apaziguar diferentes deuses. Também no Brasil existem as crenças em deuses ou deusas que se agradam das oferendas ou de determinadas vestes dos fiéis em dias especiais. As oferendas são os rituais compostos de frutas, alimentos, animais, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos deuses ou entidades a fim de agradá-los e conseguir deles algum favor.
Existe uma cena descrita no Novo Testamento que revela a alegria de Deus para com Jesus. A descrição não insinua em nenhum momento um gesto, uma oferta ou um sacrifício de Cristo naquele momento. Jesus está saindo das águas do Jordão após ser batizado e ouve a voz de Deus que diz: "Este é o meu filho amado, em quem me agrado" (Mateus 3. 17). Você já pensou sobre a alegria de Deus por simplesmente amar-te?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uns Aos Outros

Uma das coisas mais tristes em nossa sociedade é que ela vem perdendo cada vez mais, o senso comunitário. Não se trata somente de saudosismo. Na verdade o ser humano sempre teve certa dificuldade com esse negócio de importar-se com o outro. No entanto, a modernidade vem marcada ainda mais fortemente pelo individualismo.

Jesus ordenou que "vos ameis uns aos outros" (João 15. 12). Porém, nossos relacionamentos são marcados pela indiferença. Paulo novamente enfatizou: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal" (Romanos 12. 10). Fingimos ainda não compreender. Dentro da perspectiva do amor, o mesmo Paulo exorta: "Não nos julguemos mais uns aos outros" (Romanos 14. 13). E, a cada dia, nos tornamos mais hábeis em apontar o dedo. Paulo disse mais: "Acolhei-vos uns aos outros" (Romanos 15. 7), e a cada dia nos vemos obrigados a instalar mais alarmes e construir muros mais altos; "Suportai-vos uns aos outros" (Colossenses 3. 13); e, precisamos cada vez mais de advogados e psicólogos; "Consolai-vos, pois, uns aos outros" (I Tessalonicenses 5. 11); e nossas lágrimas molham os travesseiros por não encontrarem ombros sensíveis; "Levai as cargas uns dos outros" (Gálatas 6. 2), inventamos o 'jeitinho' para levar vantagem às custas do outro. Também Tiago orienta: "orai uns pelos outros" (Tiago 5. 16); e, nos revelamos melhores em falar pelas costas da vida alheia. E, ainda Pedro aconselha: "Servi uns aos outros" (I Pedro 4. 10), mas, todos queremos apenas ser servidos.

A igreja é então chamada a exercer profeticamente o desafio de viver em comunidade. O espírito comunitário da fé cristã permeia as Escrituras. Está presente na vida e ensinamento de Cristo. Expressa-se na Santa Ceia onde irmãos comungam do mesmo sangue e do mesmo corpo lembrando o sacrifício de amor de Cristo. Uma das imagens utilizadas pelo Apóstolo Paulo para a Igreja é corpo. Um corpo constituído por vários membros, diferentes entre si, mas cooperando e expressando unidade.

Estamos diante de um aspecto primordial para discernir a verdadeira Igreja de Cristo em nossos dias. Ela, teimosamente, insiste na contramão das tendências fragmentárias. Trata-se de um fruto, um sinal visível, concreto dos discípulos de Jesus Cristo. "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (João 13. 35).

Veja Também:

Related Posts with Thumbnails