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segunda-feira, 31 de maio de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Valores Apreciados Pelos Brasileiros

Uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em todo o país apontou quais são os valores que o brasileiro mais aprecia. O bem-estar das pessoas que estão perto da gente apareceu como principal. A seguir, vieram o bem-estar da humanidade e da natureza. Na sequência estão a segurança e a autodeterminação. O interesse pelo poder aparece em último lugar em uma lista de dez itens onde os brasileiros mostram como se veem, e não necessariamente como estão agindo. De acordo com a pesquisa, a maioria apontou a família como sendo quem tem a responsabilidade de ensinar esses valores. A escola aparece em segundo lugar como responsável por esse papel. A pesquisa mostra ainda que os brasileiros estão preocupados com um problema, uma ameaça a esses valores: a violência.
Os resultados apontados pela pesquisa lembram um dilema declarado pelo Apóstolo Paulo: "...tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo" (Romanos 7. 18, 19). Uma coisa é aquilo que declaramos como ideal teórico e, outra é aquilo que vivemos na prática. A nossa incoerência é algo visível. Certamente houveram aqueles que riram e ironizaram os resultados da pesquisa. No entanto, o fato de darmos tais respostas não significa que sejamos simplesmente hipócritas ou malucos. O desejo, o anseio, os sonhos, tudo isso é legítimo e condiz com a nossa humanidade. Falta-nos porém, a força para agir em conformidade.
O bem-estar das pessoas que estão perto da gente apareceu no topo da lista. Se fossemos perguntados, no entanto, sobre o nepotismo, certamente a grande maioria rejeitaria tal prática como um valor. Será que não seria exatamente aquilo que os brasileiros apontaram como valor mais importante que acaba servindo de justificativa para a prática de algo que todos condenariam na teoria? Outro exemplo é o da educação. Embora muitos admitam que a escola vem depois da família como responsável por ensinar esses valores, nossos filhos passam mais tempo na escola do que com os pais. E, a legislação brasileira não permite a educação em casa. De que maneira as famílias tem ensinado tais valores? Qual o verdadeiro papel da escola nesse processo?
Sem uma profunda reflexão que seja capaz de gerar arrependimento das velhas práticas, simplesmente continuaremos aspirando valores nobres enquanto na prática a temida e indesejada violência continuará a crescer. Somente um genuíno arrependimento pode gerar novas atitudes e alguma mudança (Romanos 8. 5-8).

Leia também:
Reino de Deus
Uma Crise Ambulante
A Cidade no Propósito de Deus

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus

Num discurso proferido na Universidade de Harvard, em 1943, Winston Churchill declarou que "os impérios do futuro serão impérios da mente". A transição que estaria ocorrendo no ocidente levaria a perda da concentração do poder em nações-estado para o mundo das idéias. Não mais as nações, e sim, as idéias conquistariam e cativariam as culturas. O ponto de partida, portanto, para a conquista do mundo seria a mente humana. A pergunta com a qual o cristianismo se depara é: qual influência os cristãos ainda exercem na sociedade?
Se nos Estados Unidos o 'espírito evangélico' é identificado como responsável pelo anti-intelectualismo, no Brasil não é muito diferente. Facilmente encontraremos quem propague algo do tipo "não pense muito, somente creia!" Curioso é que esse abandono do intelecto não é algo que encontra fundamentação na história do cristianismo. Para os autores bíblicos e também para os primeiros pais da igreja, a plenitude do ser humano significa pensar. Assim, o convite de Deus continua aberto: "Venham, vamos refletir juntos" (Isaías 1. 18).
A partir desse convite é que James E. White nos disponibiliza seu pequeno livro sob o título: A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus. O propósito é pensar de maneira cristã. O desafio, portanto, consiste em desenvolver nossa mente à luz de uma cosmovisão bíblica que, então, poderá ser usada para pensar de modo cristão a respeito do mundo. Daí, poderemos, como cristãos, responder à cultura em que vivemos, e ajudar a cultura a responder ao Cristo que seguimos.
O filósofo Bertrand Russel disse que "a maioria dos cristãos preferiria morrer a pensar. Na verdade, é o que fazem". Infelizmente, com o passar dos anos, os cristãos não tem conseguido desmentir Russel. Até quando será assim?
Sugiro a leitura de A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus. "Venham, vamos refletir juntos" (Isaías 1. 18).

Segunda Relax

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dois Perigos na Religião

A religião representa alguns perigos às pessoas. Destacamos dois deles: A hipocrisia e o equívoco a respeito de quem Deus é. Hipocrisia é o mesmo que falsidade. É fazer de conta. É mostrar-se exteriormente uma coisa e por dentro ser outra. Fingimento. Um vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não tem. Jesus condenou duramente os hipócritas e foi com eles que mais debateu. Até porque os hipócritas adoram debater teologia e religião. Já o equívoco a respeito de quem Deus é acontece por desconhecimento e ignorância quanto à Palavra de Deus. A pessoa fala de um deus idealizado, desfigurado, incompleto. É um ídolo interior que as pessoas confundem com Deus.
O comodismo e desejo de escutar apenas aquilo que reforça as expectativas nos faz procurar pelos discursos que afagam a ‘coceira dos ouvidos’. Ao dar mais atenção aos próprios desejos e instintos, as pessoas procuram mestres que falem aquilo que desejam ouvir (leia II Timóteo 4. 1-5). Assim, vão conhecendo um deus feito à imagem e semelhança deste ou daquele líder, um deus à imagem e semelhança das limitações, egocentrismo e mesquinharia humanos. Um dos resultados desse equívoco pode ser o fundamentalismo religioso. Em todas as religiões encontraremos aqueles que fingem ou, aqueles que estão sinceramente enganados.
Diante destes dois perigos, a responsabilidade dos líderes é ainda mais importante. Eles são humanos que também desejam sucesso. O problema é quando a insegurança emocional precisa de aplausos e seguidores para se auto-afirmar. Na argumentação com as pessoas hoje, todos falam a partir daquilo que dizem ter aprendido de Deus: foi deus quem revelou, foi deus quem mostrou, é de deus que estão sentindo isso ou aquilo. Nenhum líder ou autoridade espiritual precisa ser ouvido. Buscam aquele que diga exatamente o que gostariam de ouvir. Se não for do seu jeito, do seu gosto, “deus mostrou que tenho que ir adiante. Alguém vai me dizer a verdade de deus...” Afinal, hoje, deus é alguém que eu caço, busco, procuro... Tantas quantas pessoas existem, tantos deuses há, um para cada gosto, um para cada ego. Tudo é relativo. Privatizaram Deus.
Na sua Palavra Deus alerta: “Como vocês podem dizer: ‘Somos sábios, pois temos a lei do SENHOR’, quando na verdade a pena mentirosa dos escribas a transformou em mentira?” (Jr 8. 8). Ou seja, Como vocês podem dizer Deus me falou isso ou aquilo ou, Deus é assim ou assado se a boca dos líderes está proferindo mentiras? Como podem discernir a verdade de Deus se estão seguindo a corruptibilidade dos vossos próprios corações? Como podem se arrogar estar com a verdade se a verdade só lhes pode ser revelada pela Palavra, e esta, vocês ignoram ou manipulam a bel prazer?

Leia também:
Ele Morreu Por Mim
Liberdade ou Conveniência
O Jesus de Cada Um

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Há Tempo Para Tudo

Uma das respostas que mais ouvimos atualmente é: 'eu não tenho tempo'; 'não deu tempo'; 'se der tempo!'; 'não tenho tempo a perder!' É curioso como nós falamos coisas irrefletidamente! Se fossemos parar para pensar melhor sobre as coisas que costumamos dizer diariamente, nos daríamos conta que muitas delas são verdadeiros absurdos. Afinal, tempo não é dinheiro. Lamentavelmente, muitos acreditam que sim. Ao menos acham que podem lidar com o tempo como lidam com recursos financeiros. No entanto, o tempo é uma autoridade sobre nós. Não podemos simplesmente tê-lo. O tempo passa e todos nós vivemos submetidos a isso. Enquanto algumas pessoas podem conseguir dinheiro para dirigir uma Ferrari, outras precisam se esforçar para poder andar pelo menos de bicicleta. O tempo, porém, é o mesmo para quem anda a duzentos quilômetros por hora e para quem pedala tranquilamente no parque.
Por mais que quantifiquemos o tempo em horas, meses e anos, ele é igual para todos. A diferença está em como decidimos 'gastar' o tempo que 'temos'. Eu disse que o tempo é uma autoridade sobre nós. Quer queiramos ou não, fato é que precisamos nos submeter. Como então você 'gasta' o tempo? Ou, seria, como 'você se desgasta' no tempo? Existem aquelas coisas inevitáveis a qualquer ser humano: alimentação, sono e necessidades fisiológicas. Vamos exagerar um pouco! Digamos que uma pessoa, em condições consideradas normais, leve duas horas por dia se alimentando; uma hora entre banho e necessidade fisiológicas; oito horas dormindo. Poderíamos lembrar ainda outras necessidades importantes como corte de unhas e cabelos, espirros e etc. No entanto, vamos ficar com os principais do dia-a-dia. Das 24 horas do dia, então, restam-nos treze horas. Independente da variação desse número de pessoa para pessoa, fato é que temos esse tempo livre para fazermos aquilo que bem entendermos.
Ah! Você também precisa de tempo para ganhar dinheiro? Ou seja, precisa trabalhar? É verdade, mas também isso é uma escolha diferente do que o sono e a necessidade de alimentar-se. Logo, quando uma pessoa diz que 'não deu tempo', ela na verdade está dizendo que não fez determinado tipo de coisa porque aquilo não foi para ela uma prioridade. Fazemos com o tempo que temos, aquilo que consideramos importante para nós. Afinal, todos sabemos, temos somente 24 horas por dia e 7 dias por semana, como todo mundo. Então, não diga que você não tem tempo como se a outra pessoa sempre tivesse mais tempo do que você! Diga simplesmente que no período de tempo desde o compromisso assumido até o momento de prestar contas, você decidiu fazer outras coisas que julgou mais importantes! Assim, de imediato, pensando sobre esse assunto, consigo lembrar dois textos do meu livro de inspiração e sabedoria predileto: Eclesiastes 3. 1-7 e Efésios 5. 15-17.

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