
Muitas pessoas, inclusive cristãs, estão preocupadas sobre o que devem fazer para agradar a Deus. Fazem da sua religiosidade um fardo por vezes pesado demais devido a ansiedade e o sentimento de culpa resultante dessa auto-exigência. Acreditam que coisas acontecem ou deixam de acontecer em suas vidas porque Deus não está satisfeito com elas. A idéia de um Deus que precisa ser agradado para que, assim, possa liberar favores àqueles que lhe prestam o sacrifício, remonta o paganismo. Existem vários exemplos. Na índia, celebra-se o casamento entre sapos para agradar ao Deus da chuva acreditando que, em troca, os solos receberão nuvens carregadas para regar as plantações. Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma forma de conseguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas vidas. Os Incas sacrificavam tanto animais como humanos para agradar seus deuses. Em um festival tradicional do Nepal, milhares de animais são mortos como oferendas aos deuses, enquanto o público assiste à decapitação de inúmeros búfalos e bodes para agradar ou apaziguar diferentes deuses. Também no Brasil existem as crenças em deuses ou deusas que se agradam das oferendas ou de determinadas vestes dos fiéis em dias especiais. As oferendas são os rituais compostos de frutas, alimentos, animais, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos deuses ou entidades a fim de agradá-los e conseguir deles algum favor.
Existe uma cena descrita no Novo Testamento que revela a alegria de Deus para com Jesus. A descrição não insinua em nenhum momento um gesto, uma oferta ou um sacrifício de Cristo naquele momento. Jesus está saindo das águas do Jordão após ser batizado e ouve a voz de Deus que diz: "Este é o meu filho amado, em quem me agrado" (Mateus 3. 17). Você já pensou sobre a alegria de Deus por simplesmente amar-te?