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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

500


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Quinhentos

1517 – 2017: 500 anos da Reforma Protestante.
Entre os dias 2 e 6 de outubro de 2017 a FATEV realizará uma segunda série de exposições sobre a Reforma Protestante que impactou e transformou boa parte do mundo desde 500 anos atrás.

Lembrando uma frase já colocada pelo Prof. Dr. João Klug na abertura da semana anterior, em março passado, que este seja um ano não somente de celebrações, mas, também, de reflexões em torno da Reforma e seus desdobramentos. As ideias que influenciaram o mundo há 500 anos atrás, continuam a impactar e moldar a sociedade hoje.

Entre as também tantas publicações em torno do tema que estão saindo este ano, o pastor Tiago Cavaco, num livro provocador intitulado “Cuidado com o Alemão” lembra bem que "é certo que Lutero não protestou principalmente por causa da política”, mas, que chegaria o momento em que “já não dava para não tirar uma causa política do protesto de Lutero” (p. 82). O mesmo vale, certamente, para outras esferas da realidade e do conhecimento.

Aquilo que iniciou como um verdadeiro combate à miséria de pregação nos púlpitos medievais e busca por renovação da igreja por lembra-la novamente do verdadeiro evangelho, não poderia mesmo deixar de causar grande impacto quando uma radical e íntima conversão pessoal inevitavelmente repercute de forma estridente na praça pública. Pequenos gestos como a provocação fixada na porta de uma catedral, ganharam repercussão que extrapolaram muros, fronteiras, distâncias... Seu significativo impacto na história, além de estabelecer as bases para novas atitudes e cosmovisões, também afastou obstáculos intelectuais a estes desenvolvimentos.

A Reforma, portanto, mais do que um evento restrito à igreja ou a algum tipo de âmbito religioso e privado do ser humano, injetou um impulso criativo na história, impactando as diferentes esferas da realidade. A ideia de que todos os cristãos são chamados para serem sacerdotes, um chamado que se estende para todo o mundo, levou a uma atitude mais positiva em relação ao mundo. Daí a ética protestante do trabalho que não mais parte do princípio de que trabalhar seria socialmente degradante, mas, sim, um meio dignificado de louvar e glorificar a Deus. E, assim, poderíamos listar diversos exemplos, na educação, na economia, na política, nas artes, nas ciências naturais... Algumas destas importantes áreas serão tematizados neste evento.

O convite a todos é que nos acompanhem nesses dias e, juntos, sejamos contagiados pelo espírito reformador tão necessário também em nossos dias. Enfim, celebramos não só um evento relegado à história, mas, ideias que permanecem vivas e com o potencial de mudar as coisas. Podemos, sim, falar de reformas, no plural. Podemos, e devemos, também, lembrar que foram diversos homens e mulheres que merecem o título de reformadores naquela época conturbada e de grandes desafios. Todos merecem ser honrados e devidamente reconhecidos.

Promovemos este tempo e este espaço para humildemente nos deixarmos desafiar à reflexão e à praticas que promovam a vida, a justiça, a esperança e a fé num Deus soberano e Senhor da história.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Ele Se Importa

...sei que o Senhor é grande, que o nosso Soberano é maior do que todos os deuses (Salmo 135. 5)

Quando Deus vem ao encontro do mundo para reconciliá-lo, Ele vem para reconciliar toda a sua criação: “Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu” (Colossenses 1:19-20). Aqui Paulo me ajuda a compreender João. Com João, compreendo melhor os outros evangelhos. Os evangelhos remetem aos textos do Antigo Testamento. O quadro que vai se formando revela um Deus criador, amoroso, resgatador.

Em tempos de egoísmo e muito individualismo é libertador redescobrir que nosso Deus é um Deus soberano sobre todas as coisas. Como já o declarava o profeta: “o Santo de Israel é seu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra” (Isaías 54.5). Tudo aquilo que somos e tudo aquilo que foi criado é vontade de Deus. Esta boa vontade de Deus que criou um mundo bom (Gênesis 1.31) viu a humanidade se rebelar e gerar desarmonia, injustiça, dor. A redenção de Deus, portanto, precisa ser abrangente, reconciliando a humanidade consigo, mas, também, restabelecendo a ordem: “...abrir os olhos aos cegos, ...libertar da prisão os cativos e ...livrar do calabouço os que habitam na escuridão” (Isaías 42.7).

O Apóstolo Paulo tinha a visão de um Deus criador e redentor de todas as coisas. Ele sabia que até “a natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados” (Romanos 8.19). As dimensões cósmicas da queda requerem uma intervenção cósmica de redenção. Você consegue vislumbrar como este Deus maravilhoso vai tecendo a saga da redenção por toda a sagrada escritura?

Senhor, obrigado por nos mostrar que este não é um mundo qualquer. Tu te importas com aquilo que criaste! Amém.

Todas as Coisas

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito (João 1.3)

A moldura de um quadro ajuda a destacar algo. Separa parte de uma paisagem de um contexto que logo deduzimos ser mais amplo. Existe algo que não conseguimos ver. A bíblia, como sagrada escritura e revelação de Deus à humanidade também possui certa moldura. Ela não revela tudo. No entanto, eu arriscaria dizer, ela revela o essencial.

O maravilhoso plano do amor de Deus se revela a partir de um Deus criador, redentor e consumador. A redenção se fez necessário por causa da queda. Deus cria. A humanidade peca. Cristo redime. Este é o enredo essencial das escrituras. É o enredo da existência. Antigo e Novo testamentos não configuram partes separadas e irreconciliáveis da bíblia. A grande narrativa faz sentido apenas
quando vista em seu todo.

O Deus que se revela em Jesus Cristo é o Deus que criou todas as coisas desde sempre: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ela estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1.1-3). Reconheço o esforço e a intenção de evangelistas que pedem às pessoas que coloquem seus nomes no lugar da palavra “mundo” na passagem de João 3.16. O autor original, no entanto, não estava equivocado. O criador de todas as coisas se importa com toda a sua criação: “pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra” (Colossenses 1.16).

Será que não existe algo nisso que a igreja necessita redescobrir?

Senhor, sou imensamente grato por me criares de forma tão especial e por me amares a ponto de morrer por mim. Ajuda-me a entender o significado de teres vindo também por amor ao mundo inteiro. Amém.

De Maria, Ricardo, Lutero, Valério...

Eu não sei se consigo ser muito bom em contar histórias. Sequer acredito que eu tenha uma boa história para contar. Falo história assim mesmo, com 'h', que é quando nos referimos aos fatos passados de vidas reais. Se é que ainda é possível permanecer fiel à realidade quando restam ainda e tão somente lembranças! Ou seria o que temos hoje ainda algum resquício daquilo que fomos e passamos algum dia? Poderíamos, portanto, dizer que sim, ainda resta uma história!?

Não sei se também acontece com você, mas, existem diversas coisas na minha história, portanto, do meu passado (se é que dá pra chamar assim, de 'meu!), que eu não gosto muito de lembrar. Não sei bem a razão. Os psicologistas diriam, provavelmente, que é porque remetem à coisas ruins. Mas, se por um lado parece ser verdade, por outro, diria, nem tanto. Ás vezes parece somente ser parte de querer seguir em frente. Isso, claro, se for sem pensar muito, pois afinal de contas, quanto mais se vive e conhece da vida, menos parece que há lá adiante a esperar por nós. Será que ainda há algo à espreita, preparado para nos surpreender?

A pequena vila onde nasci, hoje ostenta título de município, emancipado, embora ainda mantenha a humilde designação vila, Vila Valério. Muitos hoje se surpreendem se digo que nasci em casa, minha mãe sendo auxiliada por uma parteira. Aquela humilde casinha de madeira, com bananeiras no fundo do quintal, já não existe mais naquela que é hoje, vejam só, a rua Martinho Lutero. Entenderão minha surpresa (sim, somente agora eu também me conscientizo de que é este o nome da rua!) aqueles que me conhecem bem, sabem da minha trajetória, estudos e atividades profissionais. Enfim, foi aquela a residência que o Ricardo podia oferecer à Maria e começar uma nova família.

Esta é uma região, no norte do estado do Espírito Santo, com muitos descendentes de alemães, mais especificamente, pomeranos. Um povo de tradição religiosamente protestante. Haverá outras oportunidades para falar mais sobre isso. Ambos, Maria e Ricardo, eram de tradição luterana, embora, de denominações diferentes.

O período de vida lá naquela casinha, na Vila Valério, não representa nada em minhas lembranças. O que sei é aquilo contado pelos meus pais. Mas, sabe aquelas coisas que vão te contando e, depois, você já nem sabe ao certo se lembra dos fatos ou das histórias, ou..., quem sabe de tudo um pouco!?
Realmente eu não poderia lembrar de nada, pois saímos da vila quando eu ainda era um bebê. E, então, sim, na nova casinha, igualmente de madeira, às margens da rodovia ES-344, eu começo a ter lembranças de minha infância. Havia começado a saga de mudanças, casas, locais, pessoas, sempre mudando...

Esta é um fotografia do centro de Vila Valério de 1960. Portanto, 16 anos antes de eu nascer. Aquela casinha, onde nasci, ao que parece, sequer existia ainda.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Criador e Redentor

[...] nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra (v.16)

Não somente o nosso lugar é aparentemente pequeno e insignificante diante da grandeza da criação, mas, também nossa rebeldia e pecado poderiam nos levar ao questionamento: [...] que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? (Sl 8.4). Os primeiros capítulos do livro de Gênesis revelam mais claramente aquilo que o próprio salmista constata: fomos criados para ocupar o lugar entre Deus e a sua criação. Nosso lugar é aquele que se submete ao Criador e, ao mesmo tempo, exerce domínio sobre toda a criação desse Deus (Sl 8.5-8 e Gn 1.26-30). Apesar desse lugar de honra, nós nos rebelamos insatisfeitos.

O fato de buscarmos trilhar um caminho próprio, independentemente de Deus, no entanto, não foi razão suficiente para fazer o Criador desistir de nós. O Deus Criador de todas as coisas, rei em majestade, o único digno de toda honra e louvor, poderoso que está acima de toda realidade que podemos perscrutar, não desiste de sua criação: ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados (Cl 1.13-14).

As Escrituras revelam um Deus Criador. Revelam uma humanidade caída em pecado, em oposição a ele. Revelam um Deus misericordioso e compassivo. A narrativa cristã testemunha um Deus Criador que não desiste de sua criação. Deus se revela um autor cuja obra de arte ganha vida. Até mesmo nossos garranchos desajeitados acabam fazendo sentido dentro de um espectro visto por quem os contempla a partir da eternidade. Somos criação de um Deus que se importa e se preocupa. Tanto que enviou seu filho, para por meio dele reconciliar consigo todas as coisas [...]. (Cl 1.20).

Confundimos Tudo

[...] o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou (Romanos 1. 19)

Muitas narrativas alternativas à visão bíblica e cristã da criação surgiram na busca por explicar a origem de todas as coisas. Acontece que muitos acabam dando os créditos ao autor errado. Isso acontece porque, por julgarmos saber as respostas, acabamos ignorando em nosso empreendimento que também nossa mente é passível de erros e equívocos. A queda não apenas nos separa de Deus como também afeta nosso intelecto e nossa capacidade de acessar a verdadeira realidade das coisas.

O Apóstolo Paulo lembra que, como consequência do pecado, nossos pensamentos tornam-se fúteis, nossos corações tornam-se insensatos e, acabamos, assim, suprimindo a verdade para abraçar a injustiça. Confundimos a loucura com sabedoria. A humanidade substitui a glória do Deus imortal pelas coisas que nós mesmos criamos. Ignoramos o grande autor da vida como se tudo tivesse um fim em si mesmo. Assim nosso mundo se torna opaco, sem vida. E, na ânsia pela vida, produzimos coisas que não mais refletem a beleza, a verdade, a justiça do Criador. Paulo diria que trocamos a verdade do Criador pela mentira. Adoramos e servimos as coisas criadas em vez do Criador (Rm 1.25).

É por isso que dependemos de Deus e de sua revelação. Somente o Criador de todas as coisas para nos reconduzir à perspectiva correta. Nele reside toda a realidade das coisas. A verdadeira sabedoria consiste em depender e confiar inteiramente em Deus: o temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso [...]. (Sl 111.10).

Senhor, perdoe meu orgulho e autossuficiência. Quero abraçar o princípio correto. Dá-me sensatez para reconhecer que há algo mais do que meus fúteis pensamentos.

A Criação Revela a Glória de Deus!

[...] Que é o homem, para que com ele te importes [...]? (Salmo 8. 4)

Como tudo começou? De onde veio este mundo em que vivemos? De onde surgiram as plantas, os animais e os seres humanos? Porque existe algo em vez do nada?

Certamente você já deve ter escutado inúmeras tentativas de respostas para tais questões. Muitos esforços e investimentos financeiros na ciência e na tecnologia são justificados pela busca de respostas a respeito das origens do Universo.

A maioria das dúvidas em torno das origens do Universo e do surgimento da vida, no entanto, giram em torno de “como” as coisas acontecem. Ignoramos, assim que saber como um aparelho de celular é fabricado ainda não diz muita coisa a respeito de quem o produziu e nem mesmo de onde vieram as peças, o material, as composições utilizadas para a sua fabricação. O fato é que, praticamente todos nós, utilizamos aparelhos sofisticados, com inúmeros recursos e, ao mesmo tempo, poucos entre nós saberiam descrever como é possível fazer com que a voz chegue até outra pessoa que está a muitos quilômetros de distância por meio de um pequeno aparelho.

Temos a consciência de que há muito mais para descobrir do que é possível dar conta num curto espaço de tempo que dura a vida sobre a terra. Isso, no entanto, nunca nos impediu de buscar, descobrir, investigar. Queremos saber. Vivemos em busca de respostas. Essa natureza curiosa, inquieta e carente de sentido nos leva a querer organizar a realidade de um modo minimamente coerente, estável e ordenado. As coisas precisam fazer algum sentido para nós. No desenrolar da história, diversas narrativas foram aparecendo. Todas procurando dar conta da aventura humana neste mundo, com suas tramas, conquistas e derrotas, alegrias e tristezas, ganhos e perdas...

Obrigado, Senhor, porque és um criador que se revela. A ti, Senhor, rendo graças, toda a glória pertence a ti! Amém.

Deus Criou


No princípio Deus criou os céus e a terra. (Gênesis 1. 1) 
Ao meditar novamente no Salmo 8 saltou aos olhos um fato que nem sempre percebemos. O reconhecimento do salmista de que há um agente que está lá antes de todas as coisas. Céus e terra são obra dos dedos de Deus. Foi ele quem criou os seres humanos, também todos os rebanhos, manadas, aves e peixes. Portanto, não poderia haver frase mais simples, direta e verdadeira para iniciar as Sagradas Escrituras: no princípio Deus criou os céus e a terra (Gn 1.1). Deus é o grande autor que dá origem a todas as coisas! 


A longa e rica tradição da igreja cristã sempre de novo foi alimentada pelas palavras de abertura da Bíblia. Credos, Confissões e Catecismos trataram de enfatizar que tudo deve a sua origem a Deus. É praticamente impossível permanecer indiferente à beleza da criação de Deus.

Assim como o salmista, também muitos outros sentiram-se instigados ao longo da história a conhecer mais deste autor extraordinário. Apreciar a criação de Deus desperta em nós a imaginação e desencadeia uma série de perguntas que inevitavelmente passam pela busca por sentido: que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? (Sl 8.4).

O desafio parece estar em começar pela pergunta correta. Só é possível nos conhecermos melhor e obtermos as melhores respostas se começarmos pela pergunta chave inicial: quem é o autor de todas as coisas? Não é incrível como a Bíblia traz esta resposta já em sua primeira linha!? Note que ao continuar lendo as Escrituras você jamais encontrará nenhum esforço de argumentação ou embates para provar que Deus existe. Para os autores bíblicos, simplesmente é assim. Nela tudo é relatado na perspectiva de que há um Deus.

Senhor, muito obrigado por te importares tanto! Amém.

sábado, 24 de junho de 2017

Uma Grande Obra - Um Grande Autor

...contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste... (Salmo 8.3)

Ao contemplarmos o mar e suas ondas a acariciar a praia, sua água refletindo o sol, podemos viajar na imaginação tentando vislumbrar tudo o mais que se esconde por debaixo daquele mundo de mistérios. Sabemos que a beleza estonteante que está diante de nossos olhos esconde ainda uma infinidade de vidas, cores, movimentos. Assim, todo o Universo criado se revela diante de nós e nossa imaginação nos leva numa viagem de perguntas e admiração.




Resultado de imagem para paisagem deslumbranteSe você já visitou lugares exuberantes de belezas naturais, sejam estes mais ou menos famosos, talvez entenda melhor o êxtase do salmista: Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!

Sempre que nos encontramos diante de algo belo e encantador, a obra de um verdadeiro artista, é inevitável a curiosidade a respeito do autor.Desde a obra de arte mais esplêndida até a máquina mais engenhosa já inventada, ninguém ousaria arriscar defender a ideia de que surgiram ao acaso. Diante de todas as maravilhas da natureza, de todo um Universo e suas possibilidades, podemos também compartilhar do louvor do salmista: Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus.

A fé num Deus criador nos ajuda a compreender todas as coisas pela perspectiva correta. Sabemos a quem dar graças por todas as coisas. Mesmo diante do mistério, nossa imaginação nos conduz àquele que criou todas as coisas. E, quando faltam respostas, podemos descansar naquele que nos fez apenas um pouco menor do que os seres celestiais e nos coroou de glória e de honra.

Senhor, obrigado porque posso saber que estás aí. Obrigado por te expressares de tantas formas para que possamos saber que estás aí, o tempo todo. Amém.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ele Vive!

os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (Lucas 24.31)

Alegria: “Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia” (Salmos 118.24). É alegria para não caber em si! A vontade é de sair cantando: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há. Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida, está nas mãos do meu Jesus, que vivo está”. Sim, “é verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lucas 24.34) e para muitos outros também! O que parecia completamente impossível aconteceu! Jesus é o fundamento de toda e qualquer esperança. Aquele para quem não há distinção entre o ordinário e o extraordinário. O Senhor da vida não permanece preso ao mundo dos mortos. Nosso Deus é um Deus vivo e que age na história. Da sua ressurreição depende a nossa ressurreição. Por isso, podemos exultar e cantar com júbilo. A vida venceu a morte!

A ressurreição de Jesus inaugura um novo tempo. Ele veio para consumar o plano de amor de Deus para com a sua criação. Sua vinda mudou a história. Há esperança para todos. Não importa como têm sido a caminhada, quais sejam as últimas notícias, os rumos que as coisas parecem estar tomando, o fato é que Jesus Cristo é o Deus que intervém e dá a última palavra.

Reconhecer Jesus, o Deus conosco, significa experimentar esta mudança também em nossas vidas. Encaramos a vida pela perspectiva da eternidade. O túmulo não representa um “The End”. A morte foi vencida, o pecado derrotado, satanás envergonhado. Nada disso depende de algum sentimento ou emoção, é fato no qual podemos crer. Sigamos em frente renovados por esta verdade.

Senhor, obrigado por poder alegrar-me contigo. Amém.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Fica Conosco!

Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante” (Lucas 24:28).

Depois daquela sexta-feira, um longo sábado pela frente. Ainda atordoados, esfregando um pouco mais os olhos do que o habitual, muitas pessoas precisaram de forças dobradas para sair da cama. Se é que dormiram! Repassar tudo aquilo na mente era como tentar convencer-se de que foi isso que realmente aconteceu. O mestre já não está mais conosco!

Este verso do evangelho de Lucas passa despercebido para a maioria de nós quando lemos este texto. No entanto, chama a atenção o modo como Lucas narra dizendo que “Jesus fez como quem ia mais adiante”. Jesus, na realidade, queria ser identificado. Ele esperava que fosse convidado. Ele não tinha a intenção de seguir adiante e deixar seus amados discípulos naquela cegueira. Sim, por amor Jesus fingiu que estava disposto a seguir seu caminho e deixar aqueles dois homens a seguirem o seu. Mas, não existe outro caminho para Jesus que não aquele que vem ao nosso encontro. Ele vem nos despertar, nos resgatar... é o caminho do nosso coração.

Quantas “deixas” Deus me deu na vida! Quem sabe você perceba seu jeito amoroso, gentil, respeitoso agora mesmo!? São gestos e palavras que fazem arder o coração! É como se Ele não quisesse ser “oferecido” demais! É capaz de apelar, como se dissesse: “ei, o caminho está no fim, o tempo de vocês está se esgotando, têm certeza de que estão bem e que posso ir adiante!?” Ele fez como quem ia mais adiante, mas, queria mesmo é ser convidado a entrar!

Fica conosco...” foi o convite! Quantas vezes protelamos o passo definitivo!? O quanto ainda precisamos ouvi-lo pelo caminho antes de convidá-lo a entrar definitivamente!? Ele sempre tem se aproximado e caminhado conosco. Mas, temos permitido que faça morada em nós!? Este sábado logo passará!

sábado, 15 de abril de 2017

Hora de Acordar

Ele era um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo. Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram” (Lucas 24.19,20).

A lembrança dos acontecimentos daquela sexta-feira é o que estava fortemente marcado no coração dos discípulos. A traição, o sofrimento, a dor, a morte. Cabisbaixos seguiam seu caminho sem nenhuma esperança de que ainda seria possível acontecer uma “virada”. Nenhuma conversa de mulheres deslumbradas, nenhum boato de túmulo vazio, nem mesmo se Jesus Cristo aparecesse na minha frente eu acreditaria. O apito final soou. Tá acabado! Vamos pra casa! A vida continua!

A melhor coisa num pesadelo é quando acordamos e constatamos que era só isso, um pesadelo. Algumas coisas que podem nos ocorrer são como pesadelos. Mas, com a diferença de que não podemos acordar. Imagine como os discípulos, os familiares e amigos de Jesus estavam ao final daquela sexta-feira! Como ansiavam despertar e constatar que tudo não passara de um sonho ruim. Ele apareceria novamente, os chamaria de amigos, traria mais um de seus profundos ensinamentos!

A morte de Jesus não foi apenas um sono qualquer. Sua ressurreição foi muito mais do que o despertar de um pesadelo. O próprio Cristo passou a explicar pacientemente como deveria ser: “‘Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?’ E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras” (Lucas 24.26,27).

Mais do que um sonho bom, Deus planejou a vida e toda a criação como algo magnífico. O pecado transtornou as coisas e somente Jesus nos liberta deste pesadelo. Mas, para isto, Ele teve que invadir o sono da humanidade para nos despertar!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Não é Pegadinha!

"Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram!” (Lucas 24.25)

A situação narrada em Lucas é inusitada. Chega a ser cômica. Lembra as “pegadinhas” de TV em que pessoas famosas se disfarçam para pregar uma peça. “Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram” (Lucas 24.30,31). 

Aqueles dois homens faziam parte do grupo de discípulos de Jesus. Grupo que era bem maior do que os doze mais famosos. Após constatarem o sepulcro vazio e ouvirem a fala dos anjos que anunciaram a ressurreição, as mulheres voltaram e “contaram todas estas coisas aos Onze e a todos os outros” (v. 9). Estes dois que agora caminham pela estrada de Emaús, estavam entre os que consideraram aquela conversa das mulheres uma grande loucura: “Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje” (v. 22).

Agora, mesmo após as mulheres darem forte motivo para que, no mínimo, estivessem mais alertas e, quem sabe, preparados para o inusitado, seguem seu caminho marcados pela frustração e pela desesperança. “...e nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel” (v. 21).

Muitas vezes também nós podemos estar tão imersos pelas circunstâncias, pela rotina ordinária de uma realidade que já consagramos como normal, que sequer conseguimos deixar qualquer abertura para aquele que transcende todas as coisas. “Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?” (v. 26). Por que parece tão difícil a ressurreição dos mortos se cremos no Deus que chamou todas as coisas à existência?

Senhor da vida, obrigado por possibilitar que participemos da tua ressurreição. Quebra o ceticismo do meu coração. Amém.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Tudo ou Nada

Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao sepulcro e não acharam o corpo dele” (Lucas 24.22,23)

O capítulo 15 da primeira carta do apóstolo Paulo aos Coríntios foi escrita cerca de quinze anos depois da morte e ressurreição de Jesus. Seu conteúdo foi redigido como um documento público, destinado à igreja: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive” (1 Coríntios 15.3-6).

A presença de Jesus ressuscitado, portanto, não se resumia a um sentimento, não se tratava de um devaneio, fruto da esperança que as pessoas depositavam nele. Jesus também não reapareceu tão somente como um fantasma ou um espírito esbranquiçado que não tocava mais o chão. Paulo está afirmando que, além daqueles dois caminhantes de Emaús, centenas de outras testemunhas o viram, tocaram, participaram de refeições com Jesus Cristo ressuscitado.

A igreja que surge após a ressurreição de Jesus é a prova de que Ele vive! Nenhuma fé, nenhum movimento com a força e a dimensão da igreja, surgiria e perduraria se baseado somente numa mentira, numa ilusão ou alucinação. Não faz nenhum sentido tomar parte do relato bíblico como verdade e descartar outas como mentira. Ou Jesus Cristo ressuscitou e tudo o que ele disse e ensinou é verdade. Ou, ele jamais ressuscitou e tudo o que ele disse e ensinou não faz qualquer diferença!

Após o susto, deixemos que nossos olhos e corações se abram para o Deus vivo que se revela!

Senhor, obrigado por ressuscitares dos mortos. Obrigado porque posso crer que minha vida depende disso! Amém.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

"Pergunta Você!"


Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” (Lucas 24.15) 


Imagem relacionadaO texto bíblico que temos diante de nós relata o encontro de dois homens com Jesus Cristo ressuscitado. Quem se aproxima e puxa conversa é alguém que já venceu a morte e caminha pelos passos de um corpo glorificado. O que chama atenção é que aqueles dois homens não reconhecem Jesus. Tratam-no como mais um peregrino como tantos outros que costumavam passar por ali.

Muitas vezes tenho encontrado pessoas que expressam sua dificuldade em ouvir Deus. Relatam sobre o sentimento de que Deus está distante, parece ausente, não responde. Será que muitas vezes não estamos nós também tão envolvidos com os “últimos acontecimentos” que sequer notamos quem é que se aproxima e caminha conosco!? Quantas vezes Jesus enviou alguém ou ele mesmo se colocou ao nosso lado sem que fossemos capazes de discerni-lo!?

Para muitos a existência de milagres é simplesmente impossível. Logo, a ideia de ressurreição é completamente absurda. Encontrar-se, de repente, com alguém, em carne e osso, caminhando e querendo papo é algo normal. Mas, acreditar que este alguém é o mesmo que apenas há dois dias havia sido sepultado está fora de qualquer possibilidade. A ressurreição de pessoas era algo tão incomum nos tempos de Jesus quanto é hoje. Isso, porém, não muda o fato de que Jesus, sim, ressuscitou. Será que aqueles homens não notaram nada no sotaque, no tom de voz, no jeito, algum cacoete? Desconfio até que sim. Mas, quem é que arriscaria “pagar o mico” de perguntar? Afinal de contas, Jesus estava morto. Todo mundo sabe! Ninguém pode voltar dos mortos!

Senhor, quebra a minha incredulidade. Ajuda-me a reconhecer-te pelos caminhos da vida! Amém.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Normal


Imagem relacionadaVocê já leu aquela passagem bíblica em que dois homens caminham por uma estrada, sob o impacto dos últimos acontecimentos até que um 'estranho' se ajunta a eles, de forma curiosa?

"Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias?" (Lucas 24.18)

Um dia depois de dar uma entrevista num famoso programa de notícias da TV brasileira, o candidato à presidência do Brasil, Eduardo Campos, morre num trágico desastre de avião. Naqueles dias do ano de 2014 não havia quem no Brasil permanecesse alheio às notícias. Independentemente de preferências políticas e partidárias, especialmente aqueles que viam em Campos uma alternativa para o país, estavam chocados, tristes, desesperançados.

Atualmente, na era da informação, quando algo extraordinário acontece, imediatamente todos ficam sabendo. As notícias correm. Os últimos acontecimentos costumam ser pauta nas rodas de conversa. O espanto do discípulo no caminho de Emaús não parece, portanto, algo estranho para nós. Afinal, estava na boca do povo! Havia toda uma expectativa em torno do Messias. E, de repente, essa esperança é tirada de uma parcela do povo que depositava em Jesus o seu futuro.

Longe de vermos aqui qualquer semelhança entre a esperança que depositamos em personagens da política e aquela que só Cristo pode suprir, o fato é que circunstâncias difíceis, notícias trágicas, coisas que nos “tiram o chão”, de repente, são capazes de nos colocar numa espécie de realidade paralela, pesadelos dos quais não conseguimos acordar, uma espécie de estado anestésico denunciado em olhares perdidos.

O fato importante, no entanto, não consiste na alienação daquele “estranho” que pergunta sobre as últimas novidades. Mas, em que deixemos de presenciar o milagre devido ao costume de nos deixar levar pelo cotidiano daquilo que já consideramos “normal”.


Senhor, perdoa-me quando eu também custo a entender. Amém.

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