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terça-feira, 2 de junho de 2015

O Crente Ateu

Não é nenhuma novidade o fato de que muitas pessoas se declaram descrentes. Muitos ateus, além de confessarem seu ceticismo para com a existência de Deus, ainda zombam daqueles que creem. Há, no entanto, outro grupo de descrentes que é mais difícil de ser identificado. São os crentes ateus, ou, os cristãos descrentes. Estes dizem crer em Deus, frequentam igrejas e programas religiosos, ostentam símbolos que remetem ao cristianismo, mas, vivem como todo mundo vive. No que se refere aos hábitos religiosos e à frequência em programas eclesiásticos eles podem parecer até bastante fervorosos. Cantam, oram, cerram os olhos, erguem as mãos, gritam, pulam, giram, e estão em busca de uma experiência sempre nova, cada vez mais sensacional. Olhando para eles é como se Deus dissesse: “Só porque não grito e não faço escândalo, vocês acham que não existo?” (Isaías 57.11).
Cabe um exame a respeito de nossa relação com Deus. Será que não estamos colocando a nossa fé na dependência de nossos sentidos, emoções, experiências sensoriais mais do que em Deus, de fato!?

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Priorizando Com Sabedoria

“Por que gastais dinheiro naquilo que não é pão? e o fruto do vosso trabalho naquilo que não pode dar satisfação?” (Isaías 55:2).
Não há nenhuma dúvida de que quando se trata de tempo e dinheiro nós temos muitas dificuldades em utilizar bem tais recursos. Muitas vezes achamos que Deus nada tem a ver com estas coisas. Muito interessante a forma como Eugene Peterson traduziu o verso acima: “Por que gastam dinheiro em comida ruim, seu dinheiro ganho com tanto sacrifício em algodão-doce?” (Versão A Mensagem).
Realmente conseguimos gastar mal, adquirindo porcarias e lamentando depois a falta de recursos para o que é mais importante! A parábola dos talentos deveria nos incomodar e ajudar a revermos nossas prioridades. Tempo e dinheiro são talentos que Deus confia a nós. A maneiro como ocupamos o nosso tempo e como gastamos o nosso dinheiro revelam muito de nossas prioridades, daquilo que é de fato importante pra nós!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ele Faz Novas Todas as Coisas

“Embora os montes sejam sacudidos e as colinas sejam removidas, ainda assim a minha fidelidade para com você não será abalada, nem a minha aliança de paz será removida", diz o Senhor, que tem compaixão de você” (Isaías 54:10).
Ao ler uma promessa maravilhosa como esta do verso de Isaías, uma certeza deveria invadir o nosso coração: nada do que acontece em nossa vida é alheio ao conhecimento e cuidados de Deus. Embora a falta de emprego nos sacuda, apesar de a doença remover a saúde, mesmo que nossos relacionamentos estremeçam, a despeito de nossa fraqueza e frágil fé, Deus permanece fiel. Sua aliança de amor conosco não é abalada, não é alterada por nenhuma das tempestades que se abatem sobre nossa vida.
 Amparados no amor e na super fidelidade do nosso Senhor, sigamos em frente. Sua promessa é de que das ruínas de uma nação arrasada ele é capaz de edificar a mais exuberante das cidades (Isaías 54. 11ss.).

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Deus Reina

“Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!’” (Isaías 52:7)
O verso acima pode nos levar a focar em nós mesmos ou em Deus. Gostamos de saber que, como missionários e evangelistas, Deus se agrada de nós; temos pés formosos, pois somos portadores de boas novas. Ou, podemos focar na mensagem principal: Deus reina!
A nobreza não está no meio de comunicação; não está no portador da mensagem. Mas, na verdade anunciada. E, que verdade! Que boa nova!
Pense na história! Países tem sua geografia modificada. Reinos se levantam e chegam à ruína. Homens e mulheres influentes passam. Regimes políticos diferentes dominam nações. Reis, Ministros, presidentes, papas, bispos, todo tipo de liderança, a partir das mais diversas ideologias e opções religiosas, vêm e vão. Há tempos de paz e tempos de guerra. Períodos de fartura e épocas de crise econômica. Uma verdade, no entanto, apesar de toda e qualquer circunstância, permanece: ‘O seu Deus reina!’

terça-feira, 28 de abril de 2015

Orar

Muitas coisas têm sido ditas a respeito da oração. Não é o objetivo aqui, tratar de definições e modelos mais uma vez. A pergunta que deveria nos incomodar, mesmo assim, é: Com que expectativa eu tenho orado?
Embora Deus se agrade de nossas orações, Ele não precisa delas. Somos nós quem dependemos de Deus. Nós é que somos edificados, restaurados, moldados em nosso caráter quando nos permitimos um tempo de maior intimidade com o Senhor. No entanto, podemos deixar que até mesmo estes momentos, que deveriam ser tão especiais, se tornem meros rituais religiosos, frios e mecânicos. Oramos sem fé.
Você já se conscientizou de que ao orar está falando com o Senhor do Universo? De que na oração você está em diálogo com o Deus que te ama incondicionalmente? Agora pense bem: de que forma você tem se apresentado ao Senhor? Quais são as coisas que você tem compartilhado com ele? Ao orar você não está apenas falando consigo mesmo. Tem alguém ouvindo. Alguém muito atento e desejoso por lhe atender!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Deus é Fiel

“O Soberano Senhor abriu os meus ouvidos, e eu não tenho sido rebelde; eu não me afastei” (Isaías 50:5).
Quem de nós poderia repetir com convicção e segurança a frase acima? Muitos cristãos sentem-se culpados por encontrarem dificuldades para manterem-se firmes na caminhada. Sim. A nossa infidelidade é flagrante! Por mais que nos esforcemos, sempre de novo caímos. É por isso que a Escritura nos revela que mais importante do que focar em nossos próprios sentimentos, importa conhecer a Deus.
Somos inconstantes, infiéis e sujeitos às circunstâncias. No entanto, o Deus no qual cremos é constante, firme e fiel. Nossa relação com Deus não depende das credenciais que podemos apresentar diante dele. Mas, tão somente no seu grande amor derramado sobre nossas vidas.
Naqueles dias de “deserto”, de “frio” e “solidão”, lembre-se, vai passar, as coisas em nós e ao nosso redor passam. O amor de Deus, no entanto, permanece. Você crê não por aquilo que está sentindo, mas, porque sabe que Deus é fiel e em todos os momentos cuida de você!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Poder, Pode...!

Uma cova que se faz na terra para receber a planta sempre poderia ser mais profunda. A corda do instrumento que é tocada para produzir a nota certa numa melodia sempre poderia receber uma intensidade maior de força. Sempre é possível colocar no alimento mais do que o sal suficiente para produzir uma boa receita.
A ordem da criação, no entanto, estabelece limites de acordo com a harmonia da criação original de Deus. A questão, portanto, não se resolve meramente por aquilo que podemos. O apóstolo Paulo, diria, “pode, sempre dá, mas, nem sempre convém”. Portanto, o critério para ir o mais profundo possível, experimentar ao máximo de tudo, provar todos os limites, não é se você pode ou não pode. Pois, na maioria das vezes, sim, você pode.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Pessoas, Poderes e Autoridades

Algumas reações em meio às tensões políticas dos últimos meses, no Brasil, deixam transparecer algumas curiosidades. A maior delas parece ser aquela que está gerando um efeito que poucos talvez esperassem ver um dia neste país. Até poucos anos atrás era muito comum que o grosso da população mantivesse uma opinião negativa, de crítica e suspeitas com relação aos políticos. Com o advento da internet e, especialmente com as redes sociais, atualmente desenha-se um novo quadro. Muitos têm defendido governos, políticos e partidos de forma apaixonada. As eleições de 2014 geraram debates acalorados que, inclusive, culminaram em amizades desfeitas, mágoas, ofensas e todo nível de baixaria. Tudo isso vai revelando um quadro ainda confuso aos olhos do observador. Estariam alguns políticos brasileiros mudando drasticamente suas atitudes? A velha máxima do “político ladrão” está em desuso porque cada vez mais nossos políticos tem se convertido à causa do povo, representando, de fato, o anseio dos cidadãos?

Basta um olhar mais atento para perceber que parece ser o contrário. Se os políticos não estão ainda pior, no mínimo, também não temos muita melhora (embora, quando se trata das pessoas envolvidas na política, existam obviamente exceções). A defesa apaixonada de políticos através de eventos, passeatas e manifestações na internet (desde redes sociais, blogues, sites de notícias, etc.) não costuma revelar uma análise coerente, pormenorizada, atenta às ideias e projetos (novamente reconhecemos as exceções). As redes sociais contribuíram para o fenômeno que faz com que as pessoas apenas precisem gostar de determinado tema e debater sobre ele para considerarem-se especialistas (cá estou eu, dando uma de... rs...). Não que seja errado ou um crime emitir opiniões. O que assusta mesmo não é isso. Pois, discordância, discussões acaloradas, debates e conversas sobre temas diversos do cotidiano sempre estiveram presentes nas rodas de boteco e outros fóruns populares. Embora não livre de certas exaltações e, até mesmo, atitudes mais radicais de violência, estas rodas da vida real permitiam uma proximidade com a própria realidade, com o outro de carne e osso, o olho no olho. No mundo virtual, devido a impessoalidade e consciência de não ser responsabilizado de forma mais direta, a violência e agressividade tornam-se mais evidentes.

Quando deixamos de ver o outro como pessoa, um ser humano, alguém criado à imagem e semelhança de Deus como eu mesmo o sou, para ver apenas a camiseta estampada, a bandeira empunhada, o discurso ideológico proclamado, e tantos rótulos que saltam de nossos teclados sem nem ao menos refletirmos sobre o que estamos atribuindo apressadamente ao “oponente”, então, um sinal de alerta deveria soar. Pode ser que alguma espécie de fanatismo já esteja nos dominando de tal forma que nossa luta passou, sim, a ser contra carne e sangue, em favor de potestades e dominadores deste mundo (Efésios 6. 12) que cativaram nossos corações de tal forma que não mais nos importamos em sacrificar família, amigos, enfim, seres humanos no altar de algum ídolo que nos escravizou. Se ainda nos resta algum sinal de lucidez, oremos para que Deus nos conserve humanos, sensíveis, e, com algum discernimento. Além se sermos seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, a cosmovisão cristã revela também que o pecado corrompeu a boa criação de Deus. Assim, somos todos carentes da graça e da misericórdia do Senhor.

Cientes da soberania de Deus, cuidemos para não absolutizarmos nossas convicções a tal ponto de não mais conseguirmos escutar, ponderar, refletir e, quem sabe, admitir que não somos os donos da verdade. Quem sabe, estejamos, sim, equivocados. Talvez eu mesmo, com este texto, esteja. O que importa, não é se devo ou não me manifestar, mas, o quanto estou também disposto a deixar que esta minha posição, tornada, agora, pública, possa sofrer, críticas, questionamentos, correções. Tudo isso, sem que eu considere o autor das opiniões contrárias um inimigo, mas, tão somente, um instrumento de Deus nesta confusa peregrinação humana onde, muitas vezes, não passamos de cegos querendo guiar outros... Neste sentido, sim, mas, sem querer justificar ninguém com isso, nossos políticos são reflexo daquilo que somos todos, enquanto indivíduos falhos, propensos a escorregar, corromper, fraudar, tirar vantagem, legislar em causa própria. A pergunta que fica, portanto, é: Como organizar uma estrutura e processos que protejam os cidadãos de si mesmos? A quem ainda prestamos conta!?

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