
Você deduziu que é sobre João Batista que estamos falando. Refletindo sobre a sua vida, uma coisa em especial me chamou a atenção. O povo que seguia Jesus, vendo a sabedoria de suas palavras e tudo quanto realizava concluiu: “Embora João nunca tenha realizado um sinal miraculoso, tudo o que ele disse a respeito deste homem (Jesus) era verdade” (João 10. 41). É perfeitamente possível fazer muitos sinais e milagres e, ao mesmo tempo, distorcer a Palavra de Deus, criando fábulas e mentiras para enganar, obter reconhecimento, aplausos, fama, sucesso e dinheiro. Isso lembra uma advertência de Cristo: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” (Mateus 7. 22, 23).
A maior virtude do Batista foi falar a verdade sobre Jesus. Ele ganhou com isso a prisão e a cabeça cortada. Pregar a verdade de Deus e denunciar a injustiça pode ser perigoso. Podemos escolher ficar com nossos showzinhos gospel, arrepios na espinha, sentimentalismo barato e busca mesquinha por sinais e milagres que alimentam nosso ego e nossa vaidade. Com certeza não incomodaremos muita gente. É provável que tenhamos igreja cheia e ninguém jamais vai pedir a nossa cabeça por isso. No máximo incomodaremos os vizinhos por causa do barulho alto do nosso “louvor”.
Grandes sinais e prodígios ou compromisso ético com a verdade? João Batista não realizou nenhum milagre. Mas, tudo aquilo que falou a respeito de Jesus era verdade.
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