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sexta-feira, 16 de abril de 2010

A vocação das flores

Eu, eu mesmo, sou quem te consola. Quem é você para que tema homens mortais, os filhos de homens, que não passam de relva” (Isaías 51. 12).

No jardim em frente a uma antiga, mas bela casa, um jardineiro havia plantado uma roseira. Embora aquele não fosse um jardim muito grande, cresciam ali as mais variadas e lindas flores.
A roseira foi plantada num lugar muito bom e crescia rapidamente, porém, ainda não havia desabrochado nenhuma flor. Com o passar do tempo a roseira crescia, mas também ficava impaciente, pois a sua volta via que todas as outras colegas plantas floriam e ajudavam a perfumar o jardim. Até que numa ensolarada manhã de primavera algo diferente parecia acontecer. Vejam só! Um pequeno botão começa a se formar. Uma grande alegria invade aquela que era a única roseira do jardim. Os dias passavam e a ansiedade era a única coisa que parecia crescer mais do que aquele botão na vida da roseira. Ela sentia o grande dia cada vez mais próximo.
Aqueles foram dias muito especiais e felizes na vida da roseira que ficava imaginando como seria após florescer e ajudar a embelezar com uma linda rosa aquele pequeno quintal. O grande dia parecia finalmente chegar. Ela nunca esteve tão ansiosa quanto naquela tarde. Sentia que no dia seguinte, logo pela manhã, ao receber os primeiros raios de sol, algo especial aconteceria. Foi uma longa noite, mal conseguira dormir. O despertar dos pássaros anunciava a chegada do novo dia. A escuridão não podia mais resistir ao resplendor do sol. As outras plantas pareciam participar da expectativa da roseira e também acordaram cedo. Agora, é esperar os primeiros raios de sol e ver o que acontece. Mas, eis que surge algo inesperado. Estranhamente alguém caminha pelo jardim logo pela manhã. Ora, é o jardineiro, que segue a passos firmes em direção a roseira. E, sem dizer qualquer coisa, bruscamente ele decepa o botão já prestes a desabrochar, levando-o embora. No coração da roseira, um sentimento de dor e impotência. Depois de tanta espera, toda a expectativa, o esforço, o cuidado... Por quê? Para onde? Como? Silêncio! A expectativa, os sonhos e a alegria dão lugar à tristeza.
A capela ao lado do jardim estava movimentada naquela tarde. As pessoas pareciam muito felizes. A roseira não conseguia entender a razão. Afinal, ela acabara de perder aquilo que tinha de mais precioso. Ela continuou observando o movimento. De repente, todas as pessoas entram no templo e se faz um breve silêncio. Um automóvel se aproxima e pára em frente à porta. Começa uma música já comum às outras plantas do jardim. A porta do carro é aberta e lá de dentro surge uma linda noiva, toda de branco. Nas mãos ela segurava o mais lindo buquê que as plantas do jardim já tinham visto entrar naquela igreja. Era um arranjo com algumas flores diferentes e, ao centro, como destaque, uma linda rosa toda aberta e bem cuidada. A roseira mal conseguia acreditar no que vira naquele breve momento que durou apenas o suficiente para a moça sair do carro e adentrar o santuário. Agora, ela podia entender como as outras plantas não pareciam ter se entristecido muito pela manhã, quando havia perdido o seu botão. Todas já sabiam que as sua flores serviam a um propósito maior. No buquê de uma noiva, no arranjo do altar de uma igreja, acompanhando o presente dos apaixonados, ou em outro lugar qualquer, a vocação daquela roseira e de tantas outras flores especiais daquele jardim, não é ficar sempre ali. Elas estavam sob os cuidados da vontade do jardineiro. A vocação das flores é o de colorir, perfumar, enfeitar, embelezar...Mas, também, multiplicar. Seja onde for. O jardineiro que preparou a terra, plantou, regou, cuidou e colheu saberá muito bem o que fazer no momento mais especial da vida de uma flor.

...para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem se comparar com a glória...” (Romanos 8. 18)

Se Você gostou desse artigo, pode se interessar também em ler:
Questionamentos Diante do Incompreensível
O Sofrimento

Um comentário:

Ozeniccy disse...

Muito linda essa mensagem sobre a vocação das flores...

"A vocação das flores é o de colorir, perfumar, enfeitar, embelezar...Mas, também, multiplicar. Seja onde for. O jardineiro que preparou a terra, plantou, regou, cuidou e colheu saberá muito bem o que fazer no momento mais especial da vida de uma flor".

É verdade... tantos em ocasiões felizes, como em momentos de nostalgia, separação, as flores sempre terão o seu momento, que produzirá o efeito para qual foi intencionado.

Seu blog é bem interessante.

Quando puder e vosso tempo permitir, dê uma passadinha em nosso humilde blog: www.evangelismoelouvor.com . Direto ao assunto: ESTOU ME INCLUINDO EM SEU QUADRO DE SEGUIDORES e gostaria muito de tê-lo em em nosso quadro também, que, alías, não considero SEGUIDORES, mas AMIGOS que propõem compartilhar boas novas ou mesmo refletir criticamente os "dias trabalhosos" da pós-modernidade, dentro e fora da igreja.

Conto com seu atenção e compartilhamento.

Que o Senhor Jesus abençoe a sua vida e, através do blog, a vida de todos os seus leitores.

Ozenice Almeida
Nosso Blog: www.evangelismoelouvor.com

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