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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

A Ressurreição de Jesus: O Milagre que Mudou a História

 A ressurreição de Jesus é um dos acontecimentos mais importantes e discutidos na história do cristianismo. Muitos acreditam que, ao ressuscitar dos mortos, Jesus não apenas provou ser o Filho de Deus, mas também abriu as portas para que todos pudessem ter a esperança de uma vida eterna. Neste artigo, vamos entender o que é a ressurreição de Jesus, por que ela é tão significativa e o que isso pode significar para a nossa vida hoje.

O Que é a Ressurreição de Jesus?


A ressurreição de Jesus é o evento no qual Jesus Cristo, depois de ter sido crucificado e morto, voltou à vida. De acordo com a Bíblia, isso aconteceu três dias após sua morte. Acredita-se que, ao ressuscitar, Jesus venceu a morte e demonstrou seu poder como Filho de Deus. Você pode ler a história de Jesus, como ele foi morto e depois ressuscitou, nos Evangelhos, conforme o Novo testamento na Bíblia.

O Contexto da Ressurreição

Para entender o significado da ressurreição, é importante lembrar o que aconteceu antes dela. Jesus, que é o centro do cristianismo, foi uma pessoa que fez muitos milagres, pregou sobre o amor e ensinou as pessoas sobre Deus. No entanto, muitos líderes religiosos e políticos da época ficaram incomodados com suas palavras e ações. Eles decidiram condenar Jesus à morte.

Jesus foi preso, julgado e condenado à crucificação, um tipo de execução muito comum na época. Ele foi pregado em uma cruz e morreu diante de muitas pessoas. Após sua morte, o corpo de Jesus foi colocado em um túmulo, que foi fechado com uma grande pedra. No entanto, três dias depois, algo incrível aconteceu: o túmulo estava vazio, e Jesus havia ressuscitado.

A Importância da Ressurreição de Jesus

A ressurreição de Jesus é o ponto central da fé cristã. Ela é importante porque demonstra que Jesus venceu a morte. Para os cristãos, isso significa que a morte não é o fim. Se Jesus venceu a morte, seus seguidores também podem ter esperança de que a morte não será o fim para eles.

O Que a Ressurreição Significa para os Cristãos?

Para quem acredita em Jesus, a ressurreição traz a esperança de uma vida eterna. Isso quer dizer que, assim como Jesus ressuscitou, todos os que creem nele também poderão ter vida depois da morte. Esse é um conceito fundamental no cristianismo. A ressurreição é vista como uma garantia de que a morte não será o fim para aqueles que seguem Jesus.

Além disso, a ressurreição é vista como uma prova de que Jesus era realmente o Filho de Deus. Muitas pessoas podem dizer que são especiais, mas ressuscitar dos mortos é algo que só alguém com o poder de Deus poderia fazer. Isso faz com que a ressurreição seja uma prova da divindade de Jesus. Ele é realmente o Messias.

A Prova da Ressurreição: A Bíblia e os Testemunhos

A principal fonte de informação sobre a ressurreição de Jesus é a Bíblia. No Novo Testamento, existem relatos detalhados sobre o que aconteceu após a morte de Jesus. Esses relatos mostram que várias pessoas viram Jesus vivo depois que ele havia sido crucificado.

Os Primeiros a Verem Jesus Ressuscitado

De acordo com os Evangelhos, que são os livros da Bíblia que contam a história de Jesus, as primeiras pessoas a verem Jesus ressuscitado foram mulheres. Após a ressurreição de Jesus, há diversos relatos bíblicos de pessoas que o viram vivo, fortalecendo a crença cristã na vitória sobre a morte. Primeiro, Jesus apareceu a Maria Madalena, que foi ao túmulo e o encontrou vivo, tornando-se a primeira testemunha da ressurreição (João 20:11-18). Em seguida, ele também foi visto por outras mulheres que visitavam o túmulo, confirmando sua vitória sobre a morte (Mateus 28:1-10). No caminho para Emaús, Jesus encontrou dois discípulos que estavam discutindo os acontecimentos recentes, mas só o reconheceram mais tarde, quando partiu o pão com eles (Lucas 24:13-35). Depois disso, ele apareceu aos seus discípulos reunidos em um cômodo fechado, embora Tomé não estivesse presente nesse primeiro encontro (João 20:19-23). Finalmente, Jesus retornou uma semana depois para aparecer novamente aos discípulos, desta vez com Tomé presente, que tocou nas feridas de Jesus e creu em sua ressurreição (João 20:24-29). Esses testemunhos foram fundamentais para estabelecer a fé dos primeiros cristãos e continuam a ser a base para a crença na ressurreição de Jesus..

Outros Testemunhos da Ressurreição

Além das mulheres, outras pessoas também viram Jesus ressuscitado. Os discípulos de Jesus, que eram seus seguidores mais próximos, também o viram. Em uma ocasião, Jesus apareceu para mais de quinhentas pessoas de uma vez. Esses testemunhos são considerados muito importantes, pois mostram que muitas pessoas tiveram a experiência de ver Jesus vivo depois da sua morte.

A Reação das Pessoas à Ressurreição

A notícia de que Jesus havia ressuscitado causou muita surpresa. Algumas pessoas ficaram maravilhadas e cheias de alegria. Elas acreditaram que, de fato, Jesus era o Filho de Deus. Outras, porém, ficaram com dúvidas. Era algo difícil de acreditar, e algumas pessoas pensaram que os discípulos estavam mentindo ou enganados. Um exemplo disso são os líderes religiosos da época, que, ao ouvirem o relato dos guardas sobre a tumba vazia, subornaram os soldados para que espalhassem a história de que os discípulos haviam roubado o corpo de Jesus enquanto eles dormiam. Esse boato foi amplamente divulgado entre os judeus e persistiu por muito tempo (Mateus 28:11-15).

O Significado Espiritual da Ressurreição

A ressurreição de Jesus tem um significado profundo para aqueles que acreditam nele. Ela representa uma nova vida, uma vitória sobre a morte e uma esperança de salvação.

A Vitória Sobre a Morte

Para os cristãos, a morte é vista como uma consequência do pecado, que significa tudo aquilo que nos separa de Deus. Acredita-se que Jesus, ao ressuscitar, venceu o pecado e a morte. Isso significa que, para quem crê nele, a morte não é o fim. Em vez disso, a morte é vista como uma passagem para uma nova vida com Deus.

A Esperança da Vida Eterna

A ressurreição traz a esperança de que todos aqueles que creem em Jesus também terão uma vida eterna. Isso quer dizer que, assim como Jesus ressuscitou, seus seguidores também poderão viver para sempre ao lado de Deus. Essa esperança é uma das mensagens mais importantes do cristianismo.

A Transformação de Vida

A ressurreição também representa uma nova vida para os seguidores de Jesus, não apenas depois da morte, mas aqui e agora. Acredita-se que a ressurreição tem o poder de transformar a vida das pessoas. Quando alguém crê em Jesus, essa pessoa é transformada, e sua vida passa a ser guiada por novos valores e princípios.

A Ressurreição e a Vida Prática

O que a ressurreição de Jesus tem a ver com a nossa vida diária? Esse evento pode parecer distante, mas, para muitos cristãos, ele tem um impacto real e prático na vida cotidiana.

O Perdão e a Paz

A ressurreição ensina que Deus é amoroso e está disposto a perdoar. Jesus morreu e ressuscitou para oferecer perdão a todos. Esse perdão traz paz. Saber que Deus nos ama e nos perdoa pode fazer uma grande diferença na maneira como vivemos e tratamos os outros.

A Esperança em Meio às Dificuldades

A vida é cheia de desafios e dificuldades. A ressurreição de Jesus traz uma esperança que ajuda as pessoas a enfrentarem esses momentos difíceis. Para quem acredita, saber que existe uma vida além desta traz consolo e forças para enfrentar qualquer problema.

A Transformação Pessoal

A ressurreição também convida cada pessoa a uma transformação de vida. Jesus ressuscitado mostra que é possível ter uma vida nova. Aqueles que acreditam em Jesus são chamados a viver de uma forma diferente, buscando fazer o bem, ser justos e amar o próximo.

A Ressurreição no Contexto da Páscoa

A ressurreição de Jesus é celebrada na Páscoa, uma das datas mais importantes para os cristãos. Na Páscoa, os cristãos lembram o sacrifício de Jesus e sua vitória sobre a morte. É uma celebração de alegria e esperança, onde as pessoas agradecem a Deus por seu amor e pela salvação oferecida através de Jesus.

O Símbolo do Ovo de Páscoa

Muitas pessoas celebram a Páscoa com ovos de chocolate. Esse costume pode parecer estranho, mas o ovo é um símbolo de nova vida. Assim como um pintinho sai de um ovo para uma nova vida, a ressurreição de Jesus também representa uma nova vida para todos os que creem nele.

Conclusão: A Ressurreição de Jesus e o Convite à Fé

A ressurreição de Jesus é um evento que transforma vidas. Ela não é apenas um acontecimento do passado, mas algo que continua a impactar milhões de pessoas ao redor do mundo. Para os cristãos, a ressurreição traz esperança, paz e uma nova forma de viver.

Jesus ressuscitado convida cada pessoa a confiar em Deus e a viver uma vida de fé. Ele oferece o perdão e promete uma vida eterna para todos que acreditarem nele. Para aqueles que buscam sentido e esperança, a ressurreição de Jesus é uma mensagem poderosa de que a morte não é o fim e que existe um propósito maior para cada um de nós.

Seja para enfrentar os desafios do dia a dia, encontrar paz interior, ou descobrir o amor de Deus, a ressurreição de Jesus é uma fonte de inspiração e um convite para uma vida transformada. É uma mensagem de fé e de esperança que ultrapassa gerações e continua a trazer luz ao mundo.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Martim Lutero e a Dieta de Worms


O ano de 2021 marca os 500 anos de um importante evento da história da Reforma e, particularmente, da vida de Martim Lutero. O reformador foi levado para Worms contra a sua vontade. Porém, sua fama, a popularidade de seus escritos, tumultuaram a assembleia que as autoridades da época haviam organizado naquela localidade. Muitas pessoas estavam se ajuntando para ver Lutero e manifestarem o seu apoio a ele. 
Aquela grande assembleia imperial em Worms acabou se tornando um verdadeiro marco na história de Lutero e da Reforma. Um monge alemão, por causa de suas ideias inconvenientes ao império e à igreja, obrigou que a pomposa agenda da Dieta Imperial incluísse algo fora da pauta. 

Muitas pessoas comuns, mas, também todas as forças do império da época, com seu rei e seus príncipes, estavam reunidas naquela pequena cidade naqueles dias. O clima, no entanto, era tão favorável a Martim Lutero que seus inimigos e acusadores não ousavam andar nas ruas sem proteção especial. As ruas estavam tomadas de folhetos com textos da autoria de Lutero. 

Martim Lutero logo descobriria que por mais calorosa que possa ser uma recepção pública que depende da espontaneidade do povo, não é assim que funcionam as reuniões e os eventos institucionais pomposos, minuciosamente planejados de acordo com os interesses daqueles que detém o poder. 

Na época, Lutero pertencia à igreja conhecida e organizada que havia: a igreja católica, sediada em Roma. Todo o esforço de Lutero foi por amor à igreja. Portanto, nem sempre o crítico está apenas querendo ‘ser do contra’ ou um simples agitador que deseja acabar com a igreja. Lutero jamais optou por sair e fundar a sua própria igreja. Ele foi expulso. 

A tal Dieta ou Assembleia que o Império organizou em Worms envolvia muitos interesses políticos entre Roma e Alemanha. Havia muitos interesses e negociações acontecendo nos bastidores. Quem já participou de assembleias e concílio de igrejas, bem como eventos de convenções político partidárias e de sindicatos hoje, sabe bem como é. O que poucos parecem se dar conta, ou, gostariam de admitir, é que Deus age em meio a toda essa precariedade humana. Deus pode fazer interesses mesquinhos e distorcidos convergirem para os seus propósitos maiores. 

Existem duas estratégias comuns utilizadas pelos poderosos contra as vozes que começam a incomodar. Uma é oferecer algo que soe como vantagem ao agitador. Trocando em miúdos, significa comprar a pessoa. Roma já tinha cogitado fazer isso oferecendo a Lutero ‘um chapéu de bispo’. No caso de Worms, utilizou-se da outra estratégia: a intimidação. 

Reunião particular com Lutero, regras e mais regras, direito à voz limitada. Conduzido à sala do trono, Lutero se viu diante de uma pilha de livros aos quais foi instado a renunciar, reconhecendo-os como heresias. Um caso curioso. Chegaram a ler os títulos da lista de textos. Lutero, então, pede um tempo para responder. Não queria, segundo ele, prejudicar a sua devoção. O imperador, aparentemente, não muito interessado, pediu que Lutero fosse retirado do recinto e fosse lhe dado 24 horas. 

Podemos imaginar como foram aquelas horas para Martim Lutero. Oração. Meditação. Conversas para buscar conselhos. Tudo num misto de indignação. Preocupação com o que diria no dia seguinte. A seu modo, o certo é que Lutero se preparou. Ele era bom de argumento. Não aceitaria ser intimidado pelas autoridades, pelos títulos, pela pompa diante da qual fora arrastado. 

Outro interessante exercício de imaginação seria tentar se colocar naquele ambiente que receberia Lutero. Quanta expectativa! Lutero começou o seu discurso. Não aceitou renegar seus escritos. A passagem mais famosa e repetida até os dias atuais é esta: 

“A não ser que eu esteja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pela razão clara (pois não confio nem no papa, nem nos concílios por si só, pois é bem sabido que eles frequentemente erraram e se contradisseram), sou obrigado pelas Escrituras que citei, e minha consciência é prisioneira da palavra de Deus. Não posso e não irei renegar nada, pois não é nem seguro e nem correto agir contra a consciência. Que Deus me ajude. Amém” 

Esse posicionamento de Lutero é que realmente tornou a pequena Worms e sua assembleia conhecidas dos cristãos até os nossos dias. A posição de alguém que se negou a ir contra a sua consciência e, principalmente, contra a sua fé. O reformador deixou claro qual era o seu fundamento: as Escrituras, a palavra de Deus. O que veio depois, quando Lutero já não estava mais na cidade, foi o tal Édito de Worms. Um volumoso e tendencioso texto, como algumas autoridades gostam de produzir quando desejam desqualificar e calar alguém. O texto, basicamente, servia para incriminar qualquer pessoa que concordasse, em atos ou palavras, com os posicionamentos de Martim Lutero. Fato é que com algumas mudanças que ocorreriam, o tal Édito de Worms nunca chegou a vigorar na Alemanha. 

Séculos depois resta continuarmos a história. Há o caminho dos tribunais injustos, dos textos elaborados nos bastidores, das negociações espúrias, dos planos de poder e manipulações mais convenientes. Há, no entanto, também o espírito de coragem, ousadia e fidelidade que não se corrompe diante da mais vil intimidação. Cada um destes caminhos certamente ainda conserva os seus herdeiros.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O Que Você Vai Ser Quando Crescer?

 Já não é mais assim que, no Brasil, todo menino quer ser um jogador de futebol e toda menina sonha em ser modelo.

Os novos tempos e as novas tecnologias permitiram também às crianças ampliarem os seus horizontes.

Enquanto, sim, ainda muitas sonham em ser astronauta, há também tantos que sonham em ser youtuber ou tiktoker.

Embora não haja qualquer necessidade de acelerar nada na vida das crianças, o fato é que as brincadeiras de infância acabam despertando a imaginação e influenciando, de alguma maneira, as futuras vocações.

Vocação é algo fundamental na vida de qualquer pessoa. É muito triste saber, no entanto, que tantas pessoas não podem dedicar-se ao seu verdadeiro chamado. Isso acontece por diversas circunstâncias.

Num país com tantas dificuldades econômicas e de educação como é o caso do Brasil, ter um emprego, para muitos, já é um sonho realizado.

Enquanto aguardamos dias melhores, podemos tentar fazer a nossa parte, aquilo que nos cabe, para somar na vida das pessoas.

Olhando para a minha própria trajetória, já trabalhei na lavoura, desde adolescente. Depois, trabalhei num bar, numa fábrica de costura, numa loja de conveniências, numa igreja e numa faculdade.

Enquanto não podemos nos dedicar àquilo que realmente queremos, precisamos manter e o foco e perseguir os nossos sonhos. Assim, nos fortalecemos na certeza de que muitas coisas em nossa vida são provisórias. São degraus, etapas de aprendizado e crescimento.

A verdadeira vocação está para além de trabalho, emprego, profissão e carreira. Descobrir isso é libertador. É uma reflexão que trabalha em nossa motivação, naquilo que nos move todos os dias.

Podemos trabalhar para ganhar mais dinheiro, obter uma promoção, sermos reconhecidos pelas pessoas, ou, simplesmente para trazermos o sustento para casa. Quando compreendemos a nossa vocação, no entanto, percebemos que se trata de dar a nossa própria contribuição ao mundo numa determinada área.

Para descobrir o seu lugar e fazer a diferença no mundo, é necessário compreender como funciona a vocação. 

Vocação tem a ver com chamado. É isso que a palavra vocação significa: um chamado. Uma voz que chama. Podemos imaginar a voz de uma mãe que chama o filho ou a filha para lhe auxiliar numa tarefa. Um pai que chama o filho para auxiliar na preparação do almoço.

Estas pequenas atividades inescapáveis do dia a dia, porém, ainda não tocam a profundidade e abrangência universal e existencial da vocação. 

Se a vocação consiste num chamado para dar a nossa própria contribuição no universo, então, a voz que chama é maior, está além da confusão de vozes humanas. Não basta um pai que deseja que eu seja advogado, uma mãe que gostaria que eu fosse médico, a universidade que me quer pós graduado e assim por diante.

É mais que um sonho. Vai além de nossos pais que tanto gostariam de ver realizado nos filhos os sonhos que eles mesmos viram frustrados em suas vidas. Vai além da demanda de um mercado frio, impessoal e competitivo.

Quando encontro a minha vocação, faço escolhas que nem todos compreenderão. Os critérios mudam. Promoções, maiores salários, status, poder, tudo isso fica para segundo plano. Haverá, até mesmo, quem te chame de louco por causa das coisas que você é capaz de abrir mão.

Ainda assim, vale a pena. Haverá também aqueles que te compreenderão. Estes, geralmente, são aqueles que te amam e que também já descobriram a sua própria vocação. Eles também ouviram a voz e atenderam o chamado.



domingo, 31 de maio de 2020

O que você Sabe Sobre o Apocalipse?

Quase todos os dias eu recebo algum vídeo ou mensagem alertando para a volta de Jesus.

Isso acontece especialmente porque estamos vivendo aquele que talvez seja o tempo mais difícil da humanidade desde a Segunda Guerra Mundial. A pandemia do novo coronavírus gera dúvidas, medo e ansiedade. Os cristãos não estão imunes a isso.

Eu preciso fazer uma confissão aqui! Nunca fui muito fã desse tema que envolve apocalipse e fim do mundo. Tá, eu admito que não podemos fugir do assunto! Aqui mesmo neste blog já compartilhei textos importantes sobre isso.

Observando as pessoas em geral percebo que muita gente é simplesmente fascinada pelo tema. Em qual dos dois grupos você se encaixa?

Pensando nisso, percebi que ser um expositor da Palavra de Deus é semelhante a ser um radialista, DJ ou programador musical. Não dá pra tocar somente a minha música predileta.

Embora pregar a Palavra não signifique falar somente aquilo que as pessoas desejam escutar, é preciso estar atendo aos seus anseios. Especialmente, é preciso falar daquilo que Deus deseja que as pessoas saibam.

Apesar de não ser o meu tema favorito, houve duas ocasiões na minha vida que decidi encarar o assunto com mais atenção. A primeira vez foi há quase dez anos atrás. Preparei uma série com dez mensagens para pregações na igreja. A segunda vez foi mais recente. Recebi um convite para ministrar aulas de escatologia numa faculdade de teologia.

Se é pra confessar, então, vamos ser sinceros. Ambas as vezes, enquanto mergulhava nos livros, artigos e comentários bíblicos, me deparava com palavras, símbolos e imagens, a vontade era de ‘deixar para depois’. O sentimento era de que havia coisas mais interessantes para ler.

Esta incursão mais recente no tema coincidiu com a pandemia e a quarentena. As pessoas estão assustadas, fragilizadas. Ao mesmo tempo, recebem ainda mais mensagens alarmistas, confusas e de pouca credibilidade.

Não dá pra tocar apenas a minha música favorita! 

Foi então que decidi fazer uma coisa que jamais imaginei faria um dia. Aproveitei meus estudos e pesquisas no assunto para elaborar um breve curso sobre escatologia cristã.


O curioso é que é exatamente o público que costuma fugir do assunto que mais poderia ajudar a gerar informação relevante e de credibilidade. Por quê? Este é o público que não gosta das fantasias, do sensacionalismo e das especulações vazias. Logo, é um público que prefere a realidade dos fatos. Por isso, costumam levar a sério a informação e a pesquisa. Perfeito.

Atenção. Não podemos deixar um tema tão fundamental ser tratado com leviandade. A narrativa bíblica concede um espaço significativo para aquilo que ainda está por vir. Como ignorar isso? Não dá.

Você quer dar respostas inteligentes e sensatas quando o assunto surgir novamente nas redes sociais que você participa? O apóstolo Pedro disse que os cristãos devem estar “sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1 Pedro 3.15).

Para que possamos dar uma resposta significativa nós precisamos estar preparados.


Eu realmente espero que este curso ajude você a perceber que a mensagem do Apocalipse não é uma mensagem de terror, mas, de esperança. E, ajude também a elevar o nível de conhecimento sobre a narrativa bíblica em sua igreja!

Que Deus conceda a você lucidez e discernimento para atravessar esses dias difíceis!

Deus abençoe você e seja você uma benção!


Rodomar Ricardo Ramlow

Teologia Missional

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Canal no Youtube

Olá você que nos acompanha neste blog.
Ultimamente temos nos dedicado a produzir mais conteúdos em vídeos que são disponibilizados em nosso Canal no Youtube!

Eu convido você dar uma conferida lá!

O Canal Teologia Missional é um espaço de ensino, mensagens e leitura da Palavra de Deus.

Queremos contribuir para uma expressão missional da igreja brasileira.

INSCREVA-SE

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Estudar Teologia

Não fuja!!!

Estudar teologia é algo que todo cristão deveria considerar. Mas, não, eu não estou falando que todo cristão deveria ir para um seminário ou faculdade de teologia e passar 4 ou 5 anos estudando para obter um diploma de bacharelado em teologia.

O que fazer, então?

Se for este o chamado de Deus para você, então, siga em frente. Se você estiver em paz com a ideia de fazer um bacharelado em teologia e servir como um ministro de tempo integral a igreja, vá em frente! Deus continua, sim, chamando pessoas para servir de tempo integral na sua seara, seja como pastor, missionário, catequista, diácono e etc. No entanto, estudar teologia é para todos. Não se trata de apenas buscar um 'canudo'.

Ninguém deveria pensar que se estuda teologia para se obter uma profissão. Tal perspectiva é muito superficial e está aquém daquilo que significa a teologia enquanto possibilidade de mergulhar no conhecimento de Deus.

Explico melhor...

A teologia prepara não para uma profissão. Uma boa teologia prepara para a vida. Quando dizemos, então, que a teologia é para todos, é disso que estamos falando. Envolve buscar conhecimento e sabedoria em Deus e, assim, deixar que haja transformação diária em nosso modo de pensar e viver.

Isso não te lembra algum texto bíblico?
Exatamente, estamos nos referindo às palavras do Apóstolo Paulo:

"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.2)

A oportunidade nunca esteve mais ao alcance da igreja brasileira do que agora. Ninguém precisa mais sair de sua cidade para estudar teologia. São inúmeros cursos, de diversas instituições, nos mais variados formatos.

Mas, como discernir entre tantas propostas?

Sem dúvidas cabe a cada um de nós pesquisar sobre a seriedade dos cursos e também sobre a proposta teológica oferecida.

Nós temos uma proposta de um breve curso e convidamos você para experimentar. Um curso que visa ajudar pessoas cristãs que querem ter uma visão panorâmica da história de Deus com o mundo.

Inscreva-se no curso BASE BÍBLICA DA IGREJA MISSIONAL.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES ENTRE EM CONTATO CONOSCO PELO E-MAIL: teologia.missional@gmail.com

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Somente a Graça

O que é a graça?

Se tem um tema do qual jamais me canso de refletir e falar é a graça. Isso porque não se trata de uma graça qualquer. Falo da graça de Deus!

Falar sobre a graça de Deus significa abordar uma imensidão de coisas. E, ao mesmo tempo, é tratar de algo singelo, muito específico. No contexto da igreja, falar da graça é ser lembrado de algo grandioso. Grandioso porque trata de nada mais nada menos do que a salvação humana. Como a vida de milhões de pessoas seria mais leve se compreendessem aquilo que o bondoso Deus já fez por elas!

A mensagem que todo ser humano precisa ouvir e compreender para poder desfrutar mais plenamente a vida é a mensagem da graça de Deus. Quantas bênçãos, quantas coisas maravilhosas a graça faz pelo indivíduo!

A graça é o grande diferencial do cristianismo frente a todas as demais religiões. A graça faz do cristianismo algo mais do que uma mera religião. A graça do cristianismo está na graça. Pela graça podemos encontrar-nos de mãos vazias diante do Senhor do Universo e sermos aceitos. Quantas pessoas ainda não sabem disso e vivem escravas de uma religiosidade que acha que precisa agradar a Deus, oferecer sacrifícios, demonstrar algum mérito!?

Seria muita pretensão querer listar os inúmeros benefícios da graça. Ainda assim, alguns poucos rapidamente nos vêm à mente. Não podemos confundir nossas relações humanas, à base de trocas, de negociações e dos méritos, com aquilo que Deus faz na cruz para perdoar nossa culpa e nos acolher em seus braços. A graça liberta! Liberta dos méritos. Deus nos encontra de mãos vazios e com o currículo em branco. A graça nos encontra num papel comum. Não são títulos e cargos que despertam a atenção de Deus para nós. Apenas o seu incomparável amor.

A graça é para todos, pois “todos pecaram”. Assim, a graça me liberta do orgulho. Na igreja encontro irmãos igualmente agraciados. Todos são igualmente preciosos para Deus.

Na graça não preciso de autoafirmação. Quem me afirma é o meu criador. Reconheço que preciso de uma mão estendida e sei que ela está lá.

A graça coloca todos ao redor da mesa da Ceia do Senhor. Não há competição. A graça desconhece medalhas e troféus. Não faz sentido disputar com alguém por aquilo que eu já tenho.

Nenhum sacrifício é necessário. Jesus deu a si mesmo como o sacrifício definitivo. A liberdade gerada pela graça produz gratidão. Nossa relação com Deus, a partir da graça, é de reconhecimento e gratidão. Não há espaço ou necessidade de esquemas religiosos, negociações, medo ou culpa. Pela graça Deus nos faz filhos e filhas. Vivemos a perspectiva da eternidade no seu reino.

Viver sob a graça é reconhecer que já pertencemos a outro mundo: um mundo também conhecido como o reino de Deus.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Você Quer Um E-book Grátis!?

Deixe o seu e-mail abaixo e nós estaremos enviando pra você o Ebook O Cristão e as Ideologias. Em tempos de polarização política é importante que os cristãos saibam se posicionar. Este texto ajudará você a começar a se localizar como cristão nesse debate. Aproveite! É gratuito.

sábado, 15 de junho de 2019

Curso de Teologia ao Seu Alcance

Você já ouviu falar em Igreja Missional?

Gostaria de saber mais a respeito?

E estudar teologia, você já pensou nisso?

Que tal cursos breves, aí mesmo onde você está, sem precisar mudar de cidade?

Embora a igreja continua necessitando de pastores e missionários de tempo integral, o fato é que a maioria dos membros permanecerão em sua cidades e em suas igrejas locais. A teologia é importante na formação de cada cristão.

Pensando nisso foi criado o primeiro curso visando capacitar os membros da igreja que Deus chama para a missão a partir da sua igreja local, ali mesmo, no bairro, na cidade, na vizinhança local.
 

 Contato: teologia.missional@gmail.com

sexta-feira, 17 de maio de 2019

No Princípio, Havia Deus... (VII)

Se Deus não criou o mundo, como todas as coisas se originaram?

De onde veio este mundo?

Existem outras explicações para a existência das coisas?

E Deus, ele é um só?

Será que existem outros deuses?

 Acompanhe o último vídeos desta série a respeito dos primeiros capítulos do livro de Gênesis:
 

terça-feira, 7 de maio de 2019

Desenvolvedores da Cultura (VI)

Semelhança de quem?

O que Deus esperava de nós, seres humanos, quando ele nos criou?

Havia trabalho no Jardim do Éden antes da Queda?
 

terça-feira, 30 de abril de 2019

Criado de modo Único (V)

Com quem você se parece? Você já se fez esta pergunta? Já parou pra pensar que temos uma capacidade incrível que é o da comunicação? A quem você ouve?

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Imagem e Semelhança (IV)

De onde Eu vim?

O que significa ser "criado à imagem e semelhança de Deus"?

Em que, afinal, somos semelhantes a Deus?

Se você também tem curiosidade a respeito destas questões, acompanhe o vídeo abaixo:

Deus faz e faz bem feito! (III)

Como Deus criou todas as coisas?

De onde vieram todas as coisas?

Você também já se fez essas perguntas?

Acompanhe a nossa série sobre os primeiros capítulos de Gênesis.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

O que há de vir? (II)

O que significa "Gênesis"?

Existe um criador?

Quem criou o mundo?

Por que as coisas são como são?

E se tudo fosse diferente?

Se Deus não criou este mundo, de onde vieram todas as coisas?

Se você também se questiona a respeito dessas coisas, convido para acompanhar esta série:

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Do começo... (I)

Você já leu o livro de Gênesis?

Que Deus é esse que é revelado na Bíblia dos cristãos?

O que diz a primeira frase da Bíblia?

De onde vieram todas as coisas?

Qual é a origem da vida?

Estas e muitas outras questões são de fundamental importância para toda pessoa que deseja desvendar o sentido da vida. Quem nunca se perguntou sobre o sentido da vida?

Nesta breve série sobre os primeiros capítulos de Gênesis abordamos essas questões. Confira!
 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

A Igreja e as Fake News

Geralmente as pessoas relacionam as notícias falsas à era digital da internet e das redes sociais. No entanto, vamos mais devagar, pois aí já podemos estar acreditando em algo que não corresponde totalmente à verdade. Quem cria e propaga notícias falsas somos nós, as pessoas. Os meios podem até facilitar o processo, no entanto, há sempre alguém operando. A realidade é que notícias falsas são coisa muito antiga. Não precisamos atualizar o vocabulário ou importar estrangeirismos para compreendermos aquilo que realmente queremos dizer com Fake News. Trata-se, tão somente, da velha e bem antiga mentira.

A primeira Fake News da história é relatada pela bíblia. O primeiro casal que Deus colocou no jardim recebeu orientações claras a respeito da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2.17). No entanto, a serpente veio colocar em dúvida as orientações de Deus. Quando, finalmente, o clima de suspeita estava instalado, veio a mentira: “Certamente não morrerão!” (Gênesis 3.4). Depois disso, a história da humanidade passou a ser marcada pela mentira, fofocas, boatos, calúnias e dissimulação. Isaías tinha clareza quanto ao mal que a língua pode produzir: “as suas mãos estão manchadas de sangue, e os seus dedos, de culpa. Os seus lábios falam mentiras, e a sua língua murmura palavras ímpias. Ninguém entra em causa com justiça, ninguém faz defesa com integridade. Apoiam-se em argumentos vazios e falam mentiras; concebem maldade e geram iniquidade” (Isaías 59.3-4).

O termo Fake News tornou-se mais popular a partir das eleições americanas que elegeu Donald
Trump presidente dos Estados Unidos em 2016. Mas, entrou definitivamente no vocabulário brasileiro em 2018. Assim, Fake News geralmente aparece associado a uma estratégia política utilizada em campanhas eleitorais. Consiste, basicamente, em criar e disseminar notícias falsas com intuito de gerar uma rejeição contra determinado candidato. Contextos políticos polarizados como foram as eleições presidenciais nos Estados Unidos e no Brasil, favorecem esse tipo estratégia. Isso porque a eleição costuma ser decidida não tanto pelo voto na melhor opção, mas, sim, no “menos pior”, ou seja, a eleição se decide com base na menor rejeição. As Fake News, portanto, fazem o papel de destruir ao máximo a reputação de alguém com o objetivo de gerar no eleitor a maior rejeição possível. Mas, não podemos nos restringir ao contexto político. É conhecido o efeito das Fake News também na área da saúde, da economia, da educação, das famílias e até mesmo da igreja. Vacinas são postas em dúvida quanto à sua eficácia; informações são criadas para impulsionar o preço de produtos e influenciar a bolsa de valores; a história é recontada segundo a versão que interessa a determinada ideologia; casais brigam e até se separam por causa de fofocas; líderes e pastores tem a reputação destruída por inveja e vaidades.

Ao rejeitar o conselho e orientação de Deus, Adão e Eva deram início a tudo que acompanhamos e vivemos hoje em termos de mentiras e boatos. Se as pessoas criam e propagam notícias falsas, temos hoje uma tecnologia disponível que torna tudo mais rápido e fácil. Enquanto antigamente se observava da janela os acontecimentos e passava-se adiante a interpretação dos fatos de boca em boca, hoje, com grupos de Whatsapp e redes sociais, a fofoca foi elevada a um novo nível. É impressionante a criatividade e o tempo disponível para a criação de notícias falsas. Grandes interesses ocultos fazem com que haja pessoas dedicadas que, inclusive, são pagas exclusivamente para passarem o dia criando boatos que serão propagados na internet. Isso é possível porque sabem que milhões de pessoas estão prontas a passar adiante qualquer coisa que receberem sem se darem o trabalho de verificar a credibilidade da informação.

Uma das coisas que facilitam a proliferação das Fake News é que elas parecem não ter origem. É muito difícil saber quem criou e de onde partiu. Outra característica desses boatos é que favorecem um clima de ‘nós contra eles’, ou seja, procura identificar os bandidos e os mocinhos do mundo. Como as pessoas, de modo geral, gostam de coisas espetaculares, caímos facilmente na tentação de compartilhar algo sem checarmos antes a veracidade da informação. Também gostamos de parecer atualizados e queremos ser os primeiros a informar amigos e familiares. E, claro, como nós gostamos de nos meter na vida alheia! Assim, tecnologia aliada à nossa natureza caída desenfreada constituem terreno fértil para todo tipo de boataria, calúnia e mentiras. Pode ser que nem tenhamos a intenção, mas, inadvertidamente compartilhamos adiante algo que, por não pararmos antes para refletir e questionar, está destruindo a reputação de alguém.

Precisamos ser bem claros, portanto. O próprio Jesus também foi vítima das Fake News. Havia tantos boatos e acusações contra Jesus que em certo momento ele foi tirar a dúvida com os discípulos mais próximos: “E vocês, o que dizem?”, perguntou. “Quem vocês dizem que eu sou?” (Lucas 9.20). Jesus tinha uma posição muito clara frente às mentiras e à boataria. Ele reconhecia a fonte dessas coisas: "Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44). O cristão, portanto, não só cuida para não criar mentiras e boatos como também cuida com aquilo que passa adiante. Existem meios para checar as fontes da informação e evitar que passemos adiante mentiras que destroem a vida de outras pessoas.

Se, por um lado, é verdade que a mentira primordial levou a humanidade à queda, é fato também que a verdade irrompeu na história na pessoa de Jesus Cristo. A igreja, portanto, é um corpo de pessoas redimidas, cheias do Espírito Santo de Deus, capacitadas a imprimirem um novo rumo para suas vidas. Esse discernimento e compromisso com o Senhor da verdade faz de nós pessoas comprometidas com a verdade. Não podemos tolerar a mentira. Não podemos fazer de nossos perfis nas redes sociais, de nossas conversas pelo Whatsapp, algo dissociado de nossa identidade cristã. Não há espaço para uma vida paralela, por mais que o mundo virtual nos iluda quanto a isso. Pecado continua sendo pecado mesmo que atualizem a forma de se referir aos seus efeitos. O diabo que Jesus identifica como sendo o pai da mentira é o mesmo que hoje é o pai das Fake News.

Existem apenas duas opções ao cristão: servir à verdade ou à mentira. Servir ao Senhor da verdade ou permanecer escravo do pai da mentira. “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz”, afirmou Jesus (João 8.47). Portanto, um cristão jamais se sujeita a ser um criador de notícias falsas, seja qual for a motivação. Se esta parece ser uma questão óbvia, a outra, parece não ser. Trata-se da propagação da boataria mentirosa. A pressa por dar o “furo” na notícia, a motivação por vezes sincera de alertar o outro contra algo aparentemente perigoso, o desejo de parecer engraçado e bem-humorado, e, sim, um desejo secreto de prejudicar alguém, podem surgir como armadilhas em nosso caminho. Além de contribuirmos para o mal, ao compartilhar notícias falsas podemos estar prejudicando o alvo da calúnia e também muitas outras pessoas que, assim como eu, estarão sendo usadas como canais de propagação da mentira.

Existem muitos e grandes interesses por trás das notícias que circulam nas redes sociais e também nos grandes veículos da mídia. Nem sempre sabemos como nos posicionar em meio a esta verdadeira guerra de informações e narrativas. As Escrituras, no entanto, ainda nos servem de inspiração e apresentam princípios claros. Ao receberem a palavra, os bereanos examinavam tudo para ver se conferia com as Escrituras (Atos 17.11). Este exemplo pode se aplicar também quanto às notícias que a internet lança diante nós. Existem meios para investigarmos os fatos. O próprio Deus já preveniu quanto ao que se espera de seu povo frente às Fake News: "Não darás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20.16). Na dúvida: “Excluir”. Se ainda estamos aprendendo a lidar com todas as novas tecnologias da informação, uma lição importante para começar é que nem tudo precisa ser compartilhado.

* Texto originalmente publicado na Revista MOSAICO, ano 04, nº 08 - março de 2019. Uma publicação semestral do sínodo Centro-Sul Catarinense (IECLB).

quinta-feira, 14 de março de 2019

Como Está a Água?

Imersos
Certa vez Foster Wallace proferiu um discurso em que iniciou com esta interessante parábola: Dois jovens peixes estavam nadando lado a lado numa mesma direção. A certa altura encontraram um peixe mais velho que vinha nadando em sentido contrário. O peixe mais velho cumprimenta os dois jovens e pergunta:
- Bom dia, garotos. Como está a água?
Os dois jovens peixes seguem nadando em silêncio. Após algum tempo, um vira para o outro e pergunta:
- O que diabos é água?

Fica a reflexão: sabemos em que estamos imersos? O quanto estamos conscientes do ambiente em que vivemos e o quanto ele determina nossos comportamentos, nossos valores, nossos desejos!?

* Esta parábola encontra-e no livro Você é Aquilo que Ama, de James K. A. Smith.

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