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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Limites

Nenhuma pessoa de bom senso será favorável à violência, seja ela contra quem for. Quando o assunto é educação, esclarecimento, ensino ou mesmo disciplina, vamos concordar também que o diálogo é sempre a melhor alternativa. A violência doméstica é uma realidade no Brasil e não pode ser tolerada. Uma proposta que altera o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e prevê punição a pais, professores e profissionais que exagerarem na repressão às crianças foi encaminhada pelo presidente Lula ao Congresso no dia 14 de julho. Por envolver a vida familiar e a maneira como os pais educam seus filhos o projeto se torna polêmico.
Criar leis de repressão é especialização do Estado Brasileiro. Pede-se por mais presídios, mais policiais nas ruas, maior rigor da lei, diminuição da maioridade penal... No entanto, pouco se fala em projetos de educação, conscientização e formação que se caracterizam pela prevenção. Agimos sempre reativamente. Existem sim crianças e adolescentes que são desordeiros, dependentes de drogas, indisciplinados e violentas. O que fazer com elas? Não estou sugerindo que surrá-las vai resolver o problema. Dizer apenas que "a iniciativa brasileira de proibir a prática de castigos físicos em crianças e adolescentes segue uma tendência mundial" e que países como Suécia, Áustria, Dinamarca, Noruega e Alemanha já possuem leis contra o uso de castigos corporais em crianças e adolescentes parece bonito. No entanto, se for para copiar as "belas iniciativas" daqueles países então deveríamos começar com muitas outras coisas que ainda nos faltam.
Dificilmente uma lei somente irá resolver o problema da violência. Se fosse assim, o próprio presidente não teria tantas multas para pagar e respeitaria a lei eleitoral que proíbe a propaganda antecipada. Lula já acumula várias punições na Justiça Eleitoral e parece não estar nem aí para a lei. Como dizem, no Brasil tem lei que 'pega' e lei que 'não pega'. Ou, tem lei que vale para alguns e não vale para outros. De acordo com Lula, "se chicotada resolvesse, o país não teria tanta corrupção". Há quem acredite que o contrário seja verdade (Faltou chicote!). Pelo menos no meu caso, entendo que as palmadas que recebi, e pelas quais sou grato, me ajudaram. Cada vez mais agimos com as nossas crianças como se fossem elas animais que devem ser criadas e preservadas, não educadas. Parece que nossos políticos estão olhando para nossas crianças como se fossem elas mesmas crianças levadas tentando perpetuar sua impunidade! Fica a questão: Será que se as leis já existentes fossem aplicadas não seria o suficiente?

2 comentários:

Renato Levenhagem disse...

Rapaz, vim aqui agradecert por ter passado a me seguir, mas me deparei com um blog que realmente vale a pena.

Sou Cristão tb, e pode ter certeza que estarei sempre lendo as msgs aqui.

Grande abraço, e orbigado pela força no meu blog!

Rita disse...

A Paz!!
Concordo com a última frase em cada palavra, mas talvez não como pergunta e sim como afirmação.
Há pais que amam e educam com umas palmadas,agora fica fácil transformar crianças que teriam conserto com uns tapinhas em marginais, afinal tiram o direito a educação , impedem a educação,elegem presidentes que não sabem o valor de uma boa educação...e assim caminha a pátria amada rumo a perdição ...educação é importante na hora do voto, deve ser por isso que não permitem que eduquemos as crianças...
Deus o abençoe, e que cada vez mais possamos ter acesso a textos como este.
Graça e Paz!!

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