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quarta-feira, 21 de abril de 2010

A 'Quebra'

Dentre os textos mais populares da Bíblia está o relato da queda. Após Deus ter criado todas as coisas Ele as avaliou e conclui que tudo havia ficado muito bom (Genesis 1. 31). Tudo se desenvolvia numa perfeita harmonia até que algo acontece quebrando o clima de paz no relacionamento entre os seres humanos com Deus e a criação. É comum ouvirmos que tudo aconteceu por culpa de Adão e Eva, pois eles resolveram fazer algo que era proibido. Essa compreensão equivocada faz com que muitas pessoas possuam uma visão distorcida do Cristianismo e da igreja. Tendem a logo relacionar um crente, evangélico ou cristão com alguém que aderiu a uma religião onde não se pode fazer certas coisas, sob pena de ser punido ou condenado ao inferno se desobedecer.
No entanto, um olhar mais cuidadoso no relato de Genesis 3 nos ajuda a compreender que a fé ou a vida cristã não consiste num manual de regras que garantem recompensas e/ou punições. Antes de Adão e Eva comerem do fruto da árvore do bem e do mal, Deus os havia alertado da seguinte maneira: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá" (Genesis 2. 17). Lendo assim, alguém pode interpretar a passagem como um alerta ou como uma ordem. Pergunto a você, leitor: Como você lida com teus filhos? O que diz a eles quando saem de casa, principalmente a noite? Você faz isso num tom autoritário ou com o carinho de pais amorosos e preocupados com o bem dos filhos? Mesmo assim, sabemos o que geralmente acontece quando o conselho não é ouvido.
Agora, vejamos a maneira como a voz do tentador surge na narrativa: "Foi isso mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?" (Genesis 3. 1). Olhando para Genesis 2. 17 qualquer leitor atendo verá que não foi isso que Deus disse. O 'qualquer' foi reinterpretado como 'nenhum'. Na continuidade, a voz desmente Deus quanto às consequências dos atos: "Certamente não morrerão!" E, finalmente, vem a grande questão: "Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal" (Genesis 3. 4, 5). Penso que a grande questão não está tanto numa 'quebra de regras arbitrárias', mas, na quebra de confiança. Duvido de quem me ama. Desejo ser igual a Ele e ver algo que Ele está escondendo de mim. A desconfiança é uma pequena fresta que pode tornar-se num abismo. A grande tentação é a de sermos algo que não somos. Somos humanos querendo ser deuses! E, para isso, temos que tirar Deus do nosso caminho!

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

A vocação das flores

Eu, eu mesmo, sou quem te consola. Quem é você para que tema homens mortais, os filhos de homens, que não passam de relva” (Isaías 51. 12).

No jardim em frente a uma antiga, mas bela casa, um jardineiro havia plantado uma roseira. Embora aquele não fosse um jardim muito grande, cresciam ali as mais variadas e lindas flores.
A roseira foi plantada num lugar muito bom e crescia rapidamente, porém, ainda não havia desabrochado nenhuma flor. Com o passar do tempo a roseira crescia, mas também ficava impaciente, pois a sua volta via que todas as outras colegas plantas floriam e ajudavam a perfumar o jardim. Até que numa ensolarada manhã de primavera algo diferente parecia acontecer. Vejam só! Um pequeno botão começa a se formar. Uma grande alegria invade aquela que era a única roseira do jardim. Os dias passavam e a ansiedade era a única coisa que parecia crescer mais do que aquele botão na vida da roseira. Ela sentia o grande dia cada vez mais próximo.
Aqueles foram dias muito especiais e felizes na vida da roseira que ficava imaginando como seria após florescer e ajudar a embelezar com uma linda rosa aquele pequeno quintal. O grande dia parecia finalmente chegar. Ela nunca esteve tão ansiosa quanto naquela tarde. Sentia que no dia seguinte, logo pela manhã, ao receber os primeiros raios de sol, algo especial aconteceria. Foi uma longa noite, mal conseguira dormir. O despertar dos pássaros anunciava a chegada do novo dia. A escuridão não podia mais resistir ao resplendor do sol. As outras plantas pareciam participar da expectativa da roseira e também acordaram cedo. Agora, é esperar os primeiros raios de sol e ver o que acontece. Mas, eis que surge algo inesperado. Estranhamente alguém caminha pelo jardim logo pela manhã. Ora, é o jardineiro, que segue a passos firmes em direção a roseira. E, sem dizer qualquer coisa, bruscamente ele decepa o botão já prestes a desabrochar, levando-o embora. No coração da roseira, um sentimento de dor e impotência. Depois de tanta espera, toda a expectativa, o esforço, o cuidado... Por quê? Para onde? Como? Silêncio! A expectativa, os sonhos e a alegria dão lugar à tristeza.
A capela ao lado do jardim estava movimentada naquela tarde. As pessoas pareciam muito felizes. A roseira não conseguia entender a razão. Afinal, ela acabara de perder aquilo que tinha de mais precioso. Ela continuou observando o movimento. De repente, todas as pessoas entram no templo e se faz um breve silêncio. Um automóvel se aproxima e pára em frente à porta. Começa uma música já comum às outras plantas do jardim. A porta do carro é aberta e lá de dentro surge uma linda noiva, toda de branco. Nas mãos ela segurava o mais lindo buquê que as plantas do jardim já tinham visto entrar naquela igreja. Era um arranjo com algumas flores diferentes e, ao centro, como destaque, uma linda rosa toda aberta e bem cuidada. A roseira mal conseguia acreditar no que vira naquele breve momento que durou apenas o suficiente para a moça sair do carro e adentrar o santuário. Agora, ela podia entender como as outras plantas não pareciam ter se entristecido muito pela manhã, quando havia perdido o seu botão. Todas já sabiam que as sua flores serviam a um propósito maior. No buquê de uma noiva, no arranjo do altar de uma igreja, acompanhando o presente dos apaixonados, ou em outro lugar qualquer, a vocação daquela roseira e de tantas outras flores especiais daquele jardim, não é ficar sempre ali. Elas estavam sob os cuidados da vontade do jardineiro. A vocação das flores é o de colorir, perfumar, enfeitar, embelezar...Mas, também, multiplicar. Seja onde for. O jardineiro que preparou a terra, plantou, regou, cuidou e colheu saberá muito bem o que fazer no momento mais especial da vida de uma flor.

...para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem se comparar com a glória...” (Romanos 8. 18)

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O Sofrimento

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Liberdade ou Conveniência

A essência da boa notícia contida nos Evangelhos é o perdão dos pecados. Apesar de não gostarmos de falar a respeito do pecado, não conseguimos negar o sentimento de culpa que assola a nossa consciência. Aliás, o fato de não o admitirmos, talvez, já sirva para legitimá-lo. Muitas vezes nos utilizamos de outros termos para definir esse sentimento de inadequação humana: paz de espírito, falta de sentido, vazio, realização, plenitude... Falta alguma coisa... ou estaria sobrando algo!? Vez ou outra a questão bate mais forte. Nos momentos de perda e de tragédia é que a sensibilidade aumenta. Nem sempre conseguimos explicar. Às vezes é como sentir saudades sem saber ao certo de quê ou de quem. Vivemos lutando para manter a cabeça para fora enquanto a água continua a subir.
O mais triste é que a nossa dificuldade para perdoar também reflete numa incapacidade de saber-se perdoado. Se não existisse qualquer outra evidência para aquilo que chamamos pecado, só isso já bastaria para revelar o seu mal. A culpa nos esmaga a tal ponto que sequer conseguimos admitir a possibilidade da absolvição. A receita de muitos tem sido mergulhar na imoralidade total, lançar-se de tal modo no pecado que o sentimento de culpa já não faça sentido. E, se alguém insistir em lembrar, basta responder que tudo não passa de imposição social, cultural ou religiosa. Fazer de conta que existe saída e que ela é o fazer de conta!
A fuga é o nosso caminho preferido. Negamos enquanto pudermos. Ninguém admite ser religioso. Mas, todos possuímos uma explicação para tudo. Encontramos nossos meios para driblar a consciência na busca por encontrar aquilo de que nem sabemos direito que precisamos. A força do pecado é tão cruel e sutil ao mesmo tempo que, mesmo quando encontramos o que necessitamos, ainda conseguimos fazer a leitura errada. Em vez de graça, leveza e amor, enxergamos lei, cobrança e castigo. Em vez de receber, insistimos por comprar. Quando poderíamos agradecer e descansar, nos precipitamos em determinar e cobrar. Sabemos que aquilo que está diante de nós é algo bom, mas, incapazes de desfrutar, reproduzimos tudo adiante simplesmente da mesma maneira como nos parece! E ainda nos surpreendemos quando nos acham obtusos!
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Balizas da Fé Cristã III :O Pecado
O Deus Que Frustra

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Lugar Está Vazio

Entre aquelas consideradas as sete maravilhas do mundo antigo, as três pirâmides do Egito ocupam o primeiro lugar da relação. Foram construídas entre 2551 e 2495 a.C. para servirem de túmulo aos faraós, onde, segundo a crença, eles ressuscitariam. Das sete maravilhas, é a única que resiste até os dias atuais quase intactas.
O Mausoléu de Halicarnasso, que viria a ser a sexta maravilha do mundo, foi construído no século IV a.C. por Artemísia, mulher de Mausolo, rei da Cária, região que englobava cidades gregas ao longo do mar Egeu e das montanhas do interior e que hoje faz parte da Turquia. Halicarnasso era a capital da Cária. Artemísia mandou construir o túmulo em homenagem ao marido. A partir daí, o nome "Mausoléu" difundiu-se pelo mundo representando este tipo de construção sepulcral.
Na Inglaterra, próximo ao Palácio de Buckingham fica um ponto turístico interessante: a Estação Vitctoria e a Catedral de Westminster. No entanto, o templo mais interessante e popular de Londres é a Abadia de Westminster que guarda grande parte da história da Inglaterra. Fundada no século IX, guarda os túmulos reais das personagens de maior destaque na história da Inglaterra. Muitos monarcas britânicos e membros da família real estão sepultados na Abadia.
Nos Estados Unidos, um dos lugares mais visitados pelos turistas é o cemitério de Arlington, também conhecido como Jardins de Pedra. O cemitério de Arlington fica em Washington, onde milhares de turistas visitam os túmulos de pessoas famosas, entre eles o do ex-presidente Kennedy, o mais procurado.
Já o Taj-Mahal fica em Agra, pequena cidade da Índia, e foi construído entre os anos 1630 e 1652. Trata-se de um suntuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar a luz o 14º filho. O Taj-Mahal foi construído sobre seu túmulo, junto ao rio Djamna.
Todas essas belas construções que demonstram grandes feitos humanos ficaram famosos por abrigarem os corpos de pessoas que, inevitavelmente, morreram. Em cada um destes lugares ‘descansa’ um corpo, os restos mortais de alguém que um dia viveu sobre a terra. Até mesmo o mausoléu de Maomé é notável pelo caixão de pedra e os ossos que ali se encontram. Mas, existe ainda um outro lugar que ficou também muito famoso. Também ali foi abrigado o corpo de alguém muito importante. Em Mateus 25. 5 lemos que as mulheres que foram visitar o lugar foram surpreendias por estas palavras: “Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia”. Por isso, a tristeza da sexta-feira da paixão jamais poderá ser maior do que a alegria do domingo de Páscoa. Pois “se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (1Tessalonicenses 4.14). A diferença é que o sepulcro ficou famoso justamente porque está vazio. É nisso que consiste a alegria e a esperança cristã. Cristo vive!

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