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terça-feira, 25 de maio de 2010

Valores Apreciados Pelos Brasileiros

Uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em todo o país apontou quais são os valores que o brasileiro mais aprecia. O bem-estar das pessoas que estão perto da gente apareceu como principal. A seguir, vieram o bem-estar da humanidade e da natureza. Na sequência estão a segurança e a autodeterminação. O interesse pelo poder aparece em último lugar em uma lista de dez itens onde os brasileiros mostram como se veem, e não necessariamente como estão agindo. De acordo com a pesquisa, a maioria apontou a família como sendo quem tem a responsabilidade de ensinar esses valores. A escola aparece em segundo lugar como responsável por esse papel. A pesquisa mostra ainda que os brasileiros estão preocupados com um problema, uma ameaça a esses valores: a violência.
Os resultados apontados pela pesquisa lembram um dilema declarado pelo Apóstolo Paulo: "...tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo" (Romanos 7. 18, 19). Uma coisa é aquilo que declaramos como ideal teórico e, outra é aquilo que vivemos na prática. A nossa incoerência é algo visível. Certamente houveram aqueles que riram e ironizaram os resultados da pesquisa. No entanto, o fato de darmos tais respostas não significa que sejamos simplesmente hipócritas ou malucos. O desejo, o anseio, os sonhos, tudo isso é legítimo e condiz com a nossa humanidade. Falta-nos porém, a força para agir em conformidade.
O bem-estar das pessoas que estão perto da gente apareceu no topo da lista. Se fossemos perguntados, no entanto, sobre o nepotismo, certamente a grande maioria rejeitaria tal prática como um valor. Será que não seria exatamente aquilo que os brasileiros apontaram como valor mais importante que acaba servindo de justificativa para a prática de algo que todos condenariam na teoria? Outro exemplo é o da educação. Embora muitos admitam que a escola vem depois da família como responsável por ensinar esses valores, nossos filhos passam mais tempo na escola do que com os pais. E, a legislação brasileira não permite a educação em casa. De que maneira as famílias tem ensinado tais valores? Qual o verdadeiro papel da escola nesse processo?
Sem uma profunda reflexão que seja capaz de gerar arrependimento das velhas práticas, simplesmente continuaremos aspirando valores nobres enquanto na prática a temida e indesejada violência continuará a crescer. Somente um genuíno arrependimento pode gerar novas atitudes e alguma mudança (Romanos 8. 5-8).

Leia também:
Reino de Deus
Uma Crise Ambulante
A Cidade no Propósito de Deus

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus

Num discurso proferido na Universidade de Harvard, em 1943, Winston Churchill declarou que "os impérios do futuro serão impérios da mente". A transição que estaria ocorrendo no ocidente levaria a perda da concentração do poder em nações-estado para o mundo das idéias. Não mais as nações, e sim, as idéias conquistariam e cativariam as culturas. O ponto de partida, portanto, para a conquista do mundo seria a mente humana. A pergunta com a qual o cristianismo se depara é: qual influência os cristãos ainda exercem na sociedade?
Se nos Estados Unidos o 'espírito evangélico' é identificado como responsável pelo anti-intelectualismo, no Brasil não é muito diferente. Facilmente encontraremos quem propague algo do tipo "não pense muito, somente creia!" Curioso é que esse abandono do intelecto não é algo que encontra fundamentação na história do cristianismo. Para os autores bíblicos e também para os primeiros pais da igreja, a plenitude do ser humano significa pensar. Assim, o convite de Deus continua aberto: "Venham, vamos refletir juntos" (Isaías 1. 18).
A partir desse convite é que James E. White nos disponibiliza seu pequeno livro sob o título: A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus. O propósito é pensar de maneira cristã. O desafio, portanto, consiste em desenvolver nossa mente à luz de uma cosmovisão bíblica que, então, poderá ser usada para pensar de modo cristão a respeito do mundo. Daí, poderemos, como cristãos, responder à cultura em que vivemos, e ajudar a cultura a responder ao Cristo que seguimos.
O filósofo Bertrand Russel disse que "a maioria dos cristãos preferiria morrer a pensar. Na verdade, é o que fazem". Infelizmente, com o passar dos anos, os cristãos não tem conseguido desmentir Russel. Até quando será assim?
Sugiro a leitura de A Mente Cristã Num Mundo Sem Deus. "Venham, vamos refletir juntos" (Isaías 1. 18).

Segunda Relax

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dois Perigos na Religião

A religião representa alguns perigos às pessoas. Destacamos dois deles: A hipocrisia e o equívoco a respeito de quem Deus é. Hipocrisia é o mesmo que falsidade. É fazer de conta. É mostrar-se exteriormente uma coisa e por dentro ser outra. Fingimento. Um vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não tem. Jesus condenou duramente os hipócritas e foi com eles que mais debateu. Até porque os hipócritas adoram debater teologia e religião. Já o equívoco a respeito de quem Deus é acontece por desconhecimento e ignorância quanto à Palavra de Deus. A pessoa fala de um deus idealizado, desfigurado, incompleto. É um ídolo interior que as pessoas confundem com Deus.
O comodismo e desejo de escutar apenas aquilo que reforça as expectativas nos faz procurar pelos discursos que afagam a ‘coceira dos ouvidos’. Ao dar mais atenção aos próprios desejos e instintos, as pessoas procuram mestres que falem aquilo que desejam ouvir (leia II Timóteo 4. 1-5). Assim, vão conhecendo um deus feito à imagem e semelhança deste ou daquele líder, um deus à imagem e semelhança das limitações, egocentrismo e mesquinharia humanos. Um dos resultados desse equívoco pode ser o fundamentalismo religioso. Em todas as religiões encontraremos aqueles que fingem ou, aqueles que estão sinceramente enganados.
Diante destes dois perigos, a responsabilidade dos líderes é ainda mais importante. Eles são humanos que também desejam sucesso. O problema é quando a insegurança emocional precisa de aplausos e seguidores para se auto-afirmar. Na argumentação com as pessoas hoje, todos falam a partir daquilo que dizem ter aprendido de Deus: foi deus quem revelou, foi deus quem mostrou, é de deus que estão sentindo isso ou aquilo. Nenhum líder ou autoridade espiritual precisa ser ouvido. Buscam aquele que diga exatamente o que gostariam de ouvir. Se não for do seu jeito, do seu gosto, “deus mostrou que tenho que ir adiante. Alguém vai me dizer a verdade de deus...” Afinal, hoje, deus é alguém que eu caço, busco, procuro... Tantas quantas pessoas existem, tantos deuses há, um para cada gosto, um para cada ego. Tudo é relativo. Privatizaram Deus.
Na sua Palavra Deus alerta: “Como vocês podem dizer: ‘Somos sábios, pois temos a lei do SENHOR’, quando na verdade a pena mentirosa dos escribas a transformou em mentira?” (Jr 8. 8). Ou seja, Como vocês podem dizer Deus me falou isso ou aquilo ou, Deus é assim ou assado se a boca dos líderes está proferindo mentiras? Como podem discernir a verdade de Deus se estão seguindo a corruptibilidade dos vossos próprios corações? Como podem se arrogar estar com a verdade se a verdade só lhes pode ser revelada pela Palavra, e esta, vocês ignoram ou manipulam a bel prazer?

Leia também:
Ele Morreu Por Mim
Liberdade ou Conveniência
O Jesus de Cada Um

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Há Tempo Para Tudo

Uma das respostas que mais ouvimos atualmente é: 'eu não tenho tempo'; 'não deu tempo'; 'se der tempo!'; 'não tenho tempo a perder!' É curioso como nós falamos coisas irrefletidamente! Se fossemos parar para pensar melhor sobre as coisas que costumamos dizer diariamente, nos daríamos conta que muitas delas são verdadeiros absurdos. Afinal, tempo não é dinheiro. Lamentavelmente, muitos acreditam que sim. Ao menos acham que podem lidar com o tempo como lidam com recursos financeiros. No entanto, o tempo é uma autoridade sobre nós. Não podemos simplesmente tê-lo. O tempo passa e todos nós vivemos submetidos a isso. Enquanto algumas pessoas podem conseguir dinheiro para dirigir uma Ferrari, outras precisam se esforçar para poder andar pelo menos de bicicleta. O tempo, porém, é o mesmo para quem anda a duzentos quilômetros por hora e para quem pedala tranquilamente no parque.
Por mais que quantifiquemos o tempo em horas, meses e anos, ele é igual para todos. A diferença está em como decidimos 'gastar' o tempo que 'temos'. Eu disse que o tempo é uma autoridade sobre nós. Quer queiramos ou não, fato é que precisamos nos submeter. Como então você 'gasta' o tempo? Ou, seria, como 'você se desgasta' no tempo? Existem aquelas coisas inevitáveis a qualquer ser humano: alimentação, sono e necessidades fisiológicas. Vamos exagerar um pouco! Digamos que uma pessoa, em condições consideradas normais, leve duas horas por dia se alimentando; uma hora entre banho e necessidade fisiológicas; oito horas dormindo. Poderíamos lembrar ainda outras necessidades importantes como corte de unhas e cabelos, espirros e etc. No entanto, vamos ficar com os principais do dia-a-dia. Das 24 horas do dia, então, restam-nos treze horas. Independente da variação desse número de pessoa para pessoa, fato é que temos esse tempo livre para fazermos aquilo que bem entendermos.
Ah! Você também precisa de tempo para ganhar dinheiro? Ou seja, precisa trabalhar? É verdade, mas também isso é uma escolha diferente do que o sono e a necessidade de alimentar-se. Logo, quando uma pessoa diz que 'não deu tempo', ela na verdade está dizendo que não fez determinado tipo de coisa porque aquilo não foi para ela uma prioridade. Fazemos com o tempo que temos, aquilo que consideramos importante para nós. Afinal, todos sabemos, temos somente 24 horas por dia e 7 dias por semana, como todo mundo. Então, não diga que você não tem tempo como se a outra pessoa sempre tivesse mais tempo do que você! Diga simplesmente que no período de tempo desde o compromisso assumido até o momento de prestar contas, você decidiu fazer outras coisas que julgou mais importantes! Assim, de imediato, pensando sobre esse assunto, consigo lembrar dois textos do meu livro de inspiração e sabedoria predileto: Eclesiastes 3. 1-7 e Efésios 5. 15-17.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quem Disse Que Trabalho É Castigo?

A nossa compreensão sobre as coisas é determinante na maneira como lidamos com elas e, consequentemente, no estilo de vida que levamos. Se eu aprendo algo e acredito realmente que agir de acordo com isso vai ser bom pra mim e para as demais pessoas, vou me esforçar para viver de acordo. Por isso, é importante rever constantemente as nossas crenças, nossos conceitos e verdades. Um equívoco que geralmente ouvimos expresso em frases prontas diz respeito ao trabalho. É comum ouvirmos expressões como "vou para a guerra”, “segunda-feira é dia de ir à luta”, “sustento minha família com o suor do meu rosto”, "tenho que matar um leão por dia". A maioria das pessoas encara o trabalho como um castigo. E, isso se deve, em boa medida, a uma compreensão distorcida do relato da criação e queda no livro de Gênesis.
A Bíblia, quando lida seletivamente, dependendo do critério adotado, pode levar a compreensões distorcidas e que não condizem com a realidade. Se procurarmos uma compreensão do trabalho apenas a partir do terceiro capítulo de Gênesis nos depararemos com a passagem que diz: "com o suor do seu rosto você comerá o seu pão..." (Genesis 3. 19). Muitos podem, assim, interpretar que devido ao pecado original, agora, o ser humano terá que trabalhar se quiser comer. Como se antes disso, não houvesse qualquer atividade para se ocupar. Fico imaginando, se isso fosse verdade, o quanto a vida seria monótona e vazia! Uma leitura mais integral do texto, no entanto, revela que não é bem assim. Se olharmos para o curto relato de um mundo sem o pecado, em Genesis 1 e 2, veremos que existe muito com o que se envolver.
vejamos: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão” (...). “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra (sujeitai-a)! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra” (Genesis 1. 26 e 28). “Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão” (Genesis 1. 29, 30). “O SENHOR Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo” (...).“Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o SENHOR Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome. Assim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens” (Genesis 2. 15, 19 e 20). Identifique os verbos que pressupõem atitudes que se espera do ser humano. Seria o trabalho realmente um castigo por causa do pecado?

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Um Início Harmonioso
A 'Quebra'
Sem Descanso no Dia de Descanso
A Ordem da Criação

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Amor de Deus

Apesar do avanço da medicina o mundo continua diariamente testemunhando a forma como várias doenças acabam com a vida das pessoas. Além da AIDS e do câncer, muitos outros terríveis problemas de saúde continuam assombrando e atormentando a vida de muita gente. Nos tempos bíblicos, uma das doenças mais terríveis e com a qual Jesus constantemente se deparava era a lepra. Além do sofrimento físico causado pela doença, a pessoa leprosa ainda era submetida a todo um procedimento religioso que relegava o doente ao isolamento. Quem apresentasse os sintomas da doença deveria viver fora das cidades. Deveriam ainda andar descabelados, com roupas rasgadas e toda vez que alguém se aproximasse deveriam bater no peito e gritar: “impuro, impuro!”
O Novo Testamento relata alguns episódios onde Jesus, contrariando a lei judaica, permitiu-se um contato próximo às pessoas vítimas da lepra. Certa vez, enquanto percorria a Galiléia, um homem coberto de lepra ajoelhou-se diante de Jesus e suplicou pela cura (Marcos 1.40-45). O que chama a atenção não é o fato de que o doente quer ser curado. Afinal, seja hoje ou dois mil anos atrás, qual é o doente que não quer ser curado!? De fato Jesus realizou muitas curas e milagres embora isso não representasse a essência da Sua missão e propósito maior para a humanidade. Mais do que um pedido, as palavras daquele homem – que a Bíblia sequer menciona o nome – expressam a sua fé em Jesus Cristo: “Se queres, podes purificar-me!”
A forma como o homem se aproxima, a maneira como distingue Jesus entre os seus discípulos, o modo humilde e reverente em sua postura e a convicção em suas palavras revelam que, apesar de ser esse o seu primeiro encontro com o Cristo, ele já havia reunido muitas informações à Seu respeito. Informações suficientes sobre as características humanas e divinas de Jesus, a ponto de não se enganar quanto à pessoa nem quanto ao amor de Deus.
Além das doenças, hoje as pessoas sofrem com os mais variados tipos de problemas: vícios, brigas, desemprego, violência e etc. Assim como na distante Galiléia, também hoje falam de um tal Jesus que é poderoso, capaz de muitas coisas, inclusive milagres dos mais espetaculares. Se os avanços tecnológicos e científicos ainda não conseguiram eliminar as doenças, certamente aumentaram em muito a capacidade de espalhar notícias. Porém, o triste hoje é que o Jesus de quem muitos estão ouvindo falar não passa de um deus curandeiro ou do tipo gênio da lâmpada de Aladim. Divulga-se um Deus despersonalizado que não passa de uma força ou energia pronta a ser ativada, desde que usemos os recursos, fórmulas ou palavras certas.
Na ânsia de resolver os problemas, muitos se iludem com as informações distorcidas daqueles que se especializaram em explorar a desgraça e a mesquinharia humana. O resultado esperado até pode ser imediato ou instantâneo, porém nunca experimentaremos algo parecido com aquilo que o leproso vivenciou na presença de Jesus: “cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Quero, seja purificado’”.
A vontade de Jesus é antes de mais nada resgatar a dignidade e o valor do ser humano. Antes da cura física, Jesus fez pelo leproso o que ninguém mais ousava há muito tempo fazer. Uma cura, as dívidas pagas, um carro novo, nada se compara à compaixão e ao amor de Deus. Vida com Deus é relacionamento. E num relacionamento as partes envolvidas dispõem de autonomia para expressar suas vontades com relação às decisões que serão tomadas. Por isso, hoje mais do que nunca, precisamos compreender a soberania, o amor e a Sabedoria de Deus. Mais do que ouvir falar, a vontade de Deus é que possamos conhecê-lo como Senhor e Salvador de nossas vidas.

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